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ENTRE A ORDEM E O PROGRESSO

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Academic year: 2023

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Entre a ordem e o progresso: a escola de aprendizes artesãos em Natal e a formação de cidadãos úteis Renato Marinho Brandão Santos. DISCIPLINA, PRÁTICA, FÉ E PÁTRIA: A base do ensino na Escola de Aprendizes Artífices de Natal – 87.

OS OLHARES DA REPÚBLICA BRASILEIRA SOBRE O ENSINO

O que Fazer com as “Classes Perigosas”?

No início dos anos 1800 até os anos 1900, esse grupo social continuou a se concentrar no "modelo europeu de civilização", mas começou a usar o exemplo americano com mais frequência. Os documentos analisados ​​mostram que, entre o final do século XIX e o início do século XX, o controle das chamadas “classes perigosas” era a principal questão da elite brasileira.

Projetos de Educação para os Desafortunados do Império à República

Os colégios do Rio de Janeiro e de São Paulo mantiveram-se vivos com a implantação da República. Não seria nessa época que o governo republicano despenderia seus esforços no desenvolvimento da educação profissional no Brasil.

As Escolas de Aprendizes Artífices: Um Novo Olhar da República Sobre a Educação

Essas medidas propostas no regulamento de 1911 visavam atrair alunos para as Escolas de Aprendizes e principalmente mantê-los nessas instituições. Não que esse regulamento tenha sido um sucesso retumbante para as Escolas de Alunos.

A Atuação do Serviço de Remodelação do Ensino Profissional nas Escolas de Aprendizes

Desta vez, por meio do Serviço de Renovação da Educação Profissional, buscaríamos transformar com mais força o quadro das escolas de aprendizagem, que estão entrando em uma nova fase de sua história. Com a consolidação, também ficam mais definidas as fases do processo seletivo de professores e mestres para ingresso em escolas de aprendizagem. Mas não se pode dizer que a consolidação teve efeito imediato nas escolas de aprendizes.

O entendimento de Luderitz, Montojos e demais integrantes do Serviço de Reconstrução era de que a modernização das escolas e de seus métodos de ensino passa necessariamente pela formação de professores e mestres. Devemos reconhecer que o problema da falta de professores e mestres qualificados para trabalhar nas Escolas de Aprendizagem era real. O decreto que tratou da criação de escolas de aprendizes e a legislação que se seguiu destacou o papel dos governos estaduais, principalmente na alocação de sedes, em contrapartida à ação do governo federal.

O Tempo do Nacional-Estatismo e suas Repercussões no Ensino Profissional

No início do ano seguinte, o Serviço foi sucedido pela Inspetoria de Ensino Técnico Profissional, criada por decisão e vinculada ao Ministério da Educação e Saúde Pública. Como dissemos, o campo da Educação Profissional esteve diretamente ligado às bases de sustentação do governo Vargas. 14 Na década de 1920, o governo federal gastou cerca de 35 mil contos de réis com as Escolas de Aprendizes.

Esse era o discurso daqueles que chegaram ao poder em 1930 e pode ser conferido na imagem abaixo, onde fica evidente o papel central do líder Vargas, assim como o papel da educação profissional em seu projeto de nação. No ensino profissional, esta faceta mais dinâmica e interveniente pode ser ilustrada pela criação da Inspecção do Ensino Técnico Profissional, com base no regime aprovado pelo Decreto n.º. Em 1937, a Constituição do Estado Novo foi a primeira na história do Brasil a regulamentar o ensino profissional tratado .

DISCIPLINA, PRÁTICA, FÉ E PÁTRIA

As Bases do Ensino na Escola de Aprendizes Artífices de Natal

O Cenário Educacional Brasileiro na Segunda Metade do Século XIX pela Lente de Rui Barbosa

Como muitos outros projetos, o de Rui Barbosa faz parte de uma história do que não foi. O pensamento de Rui Barbosa influenciou o ensino de sua época e suas consequências também podem ser percebidas nas Escolas de Prática Artificial. Como abolicionista, Rui Barbosa estava imerso em discussões sobre o futuro da nação brasileira, numa época em que esta caminhava para a abolição da escravatura, especificamente.

Isso não quer dizer que Rui Barbosa idealizasse a reorganização social ou a instauração de uma sociedade mais justa. Rui Barbosa levou o debate sobre a reforma educacional para o nível nacional, mas suas ideias ficaram adormecidas por um tempo. Na época que viveu Rui Barbosa, o discurso médico se fortalece na organização do espaço escolar.

As Escolas de Aprendizes Antes do Serviço de Remodelação

De qualquer forma, o mesmo decreto que criou essa inconsistência e falta de uniformidade no currículo utilizado nas Escolas de Aprendizagem também estabeleceu os valores centrais a serem transmitidos aos aprendizes em sua formação. Na introdução do decreto, afirmava-se que essas instituições de ensino deveriam levar os alunos a "adquirir hábitos úteis de trabalho" e afastá-los da ociosidade ignorante, escola do vício e do crime" (DECRETO nº p.1). Uma das principais atribuições do diretor era repreender e admoestar os alunos que cometiam erros na escola, podendo até mesmo expulsá-los, em nome da manutenção da "disciplina" no ambiente escolar (REGULAMENTO, 1911, p. 2).

O decreto que criou essas escolas não trouxe nem indicou caminhos para um programa educacional voltado para a formação de trabalhadores para o trabalho na indústria. O batalhão escolar, formado pelo capitão Felizardo Toscano de Brito, foi constituído em julho, constituído por 80 aprendizes, como “meio de manter a frequência e incentivar os alunos” (“Coisas da terra”, A Republica, 02 dez. 1913). Ainda para a festa, os alunos da oficina de Carpintaria, utilizando as competências técnicas que adquiriram no curso, construíram sabres e espingardas de madeira, entre outros objectos de guerra, que se podem ver na imagem.

O Serviço de Remodelação do Ensino Profissional: Reformar é Preciso!

Sob esse ponto de vista, percebemos que as mudanças propostas para as escolas de aprendizes pelo Serviço de Reforma seguiram o modelo de ensino já implantado no Instituto Parobé. Nessa altura, o Serviço de Renovação do Ensino Profissional deu lugar à Inspecção do Ensino Profissional Profissional. Através do quadro, tiraremos algumas conclusões sobre o ensino que é realizado nas Escolas de Aprendizes Artífices e a formação desejada para os alunos que ingressam nestas instituições.

As escolas para alunos, nos discursos presentes nas fontes, permaneceram espaços para a formação de cidadãos úteis, patrióticos, ordeiros. Citamos essas obras porque refletem o esforço do Serviço de Reformas em estabelecer unidade curricular entre as Escolas de Aprendizes Artesãos. Várias obras serão encomendadas pelo serviço de reabilitação e distribuídas pelas várias escolas de alunos do país.

Imagem 06: tabela de horários do Liceu Industrial
Imagem 06: tabela de horários do Liceu Industrial

O que Liam os Alunos das Escolas de Aprendizes

  • As Leituras de Caráter Higienizador

As escolas de aprendizes devem educar os desfavorecidos, em primeiro lugar disciplinam esses homens - que vão para o mundo da vadiagem e. Dito isto, estas obras traduzidas, produtos do que era conveniente imitar do que vinha dos admirados países civilizados, ajudam-nos também a pensar na metodologia de ensino que queríamos estabelecer nas Escolas de Aprendizes. Quanto à indicação do que pode ou não ser lido pelos alunos das Escolas de Aprendizes, não pudemos observar interferência direta desse discurso médico nas fontes pesquisadas.

A obra em questão foi publicada em 1923 e distribuída nas Escolas de Aprendizagem juntamente com "livros de tecnologia e cursos de desenho", além de uma História Natural, de Rocha Pombo (PIN E ALMEIDA, 1925, p. 243). O projeto de Barbosa permaneceu adormecido até que a República trouxe grupos escolares e escolas de aprendizagem espalhados pelas capitais brasileiras. Na década de 1920, o Serviço de Remodelação do Ensino Profissional procurou transformar o futuro no presente, tentando ultrapassar as dificuldades anteriormente encontradas nas Escolas de Aprendizagem.

A ESCOLA DE APRENDIZES E A CIDADE DO NATAL, ENTRE 1909 E

A Cidade do Natal nos Primórdios do Regime Republicano

Diante do exposto, Natal no início do século XX é uma cidade caracterizada por uma série de transformações, dentre as quais se destacam as obras de pavimentação, a construção do Teatro Municipal Carlos Gomes, novas praças e até mesmo um novo prédio. agradável - pelo menos nas ideias, na vontade de quem o planejou - bairro, cujo nome, Cidade Nova, revelava os anseios da elite local de transformar o espaço urbano de Natal, ao mesmo tempo que se afastava dos tempos da monarquia, caracterizada por seu discurso como tempos de declínio e atraso. Antônio José de Melo e Souza, governador do Rio Grande do Norte por duas vezes (de 1907 a 1908 e de 1920 a 1924), apresentou um interessante retrato da Natal do final do século XIX. Entre o final do século XIX e o início do século XX, a comunicação entre os espaços que formavam esta cidade era bastante frágil.

O mapa da segunda metade do século XIX é uma boa representação da cidade do início do século XX. Enquanto bairro, o Alecrim, habitado desde a segunda metade do século XIX, tem os seus limites mais bem definidos, uma divisão em concelhos e consequentemente uma fiscalização mais rigorosa das suas atividades, pelo menos em tese, por parte dos habitantes. , o que permitirá a essa instituição arrecadar tributos mais expressivos (SANTOS, 2012, p. 263-264). Até então, as referências ao local nos jornais eram muito raras, o que nos permite afirmar que se tratava de um espaço marginalizado pelos gestores do concelho, não enquadrado no ideal de cidade que entre finais do século XIX as intenções da cidade não foi forjado. e as primeiras décadas do século XX (SANTOS, 2012).

Imagem 11: Mapa de Natal, elaborado por Gustavo Dodt em 1864, presente  no Atlas do Império do Brasil
Imagem 11: Mapa de Natal, elaborado por Gustavo Dodt em 1864, presente no Atlas do Império do Brasil

A Escola e suas Sedes

No relatório ministerial de 1921, foram publicadas as reclamações do diretor da Escola de Minas Gerais sobre o "não uso" do prédio onde funcionava a Escola (LOPES, 1921, p. 467). No entanto, as instalações da Escola de Natal pareciam melhores do que as improvisadas do antigo Hospital da Caridade, primeira sede da referida instituição de ensino. É interessante notar que a primeira sede da Escola de Aprendizes de Natal foi transferida entre um hospital e um quartel, função que lhe foi atribuída após a mudança da Escola para a Rua Nova, futura Avenida Rio Branco, em 1914.

Formação militar de aprendizes em 1913; aceitação da ginástica como disciplina escolar na década de 1920; e a criação de um grupo de escoteiros no final da década de 1930 no caso da Escola de Aprendizes de Natal não constituiria isso. Antes de abordarmos as relações entre esses espaços, vamos seguir os passos da Escola na cidade. Figura 16: em uma fotografia da década de 1930, vemos a sede da Escola de Aprendizes com outras feições já bem diferentes daquelas do início da década de 1920.

As Expectativas Geradas pela Escola e seu Enredamento com as Tramas da Política Local

Também queremos discutir o jogo político no cenário municipal e o uso político da Escola de Aprendizes nesse cenário, que por vezes aparece como moeda de troca. Poucos anos antes da inauguração da Escola de Aprendizes de Natal, a 21ª Loja Maçônica de Março comemorou mais um aniversário em 1904, data que lhe deu o nome. Não sabemos a que loja maçônica pertenceu o primeiro diretor da Escola de Natal, mas há fortes indícios de que era maçom37, e sem dúvida era uma pessoa muito bem relacionada, o que facilitou sua nomeação para o cargo.

Talvez não seja por acaso que Fernandes deixou a diretoria da Escola de Aprendizes meses após a saída de Alberto Maranhão do governo. O mestre da Escola de Aprendizes apareceu com certa firmeza nas notas da Vida social, uma espécie de coluna social do início do século XX publicada em A Republica. 40 Na tese A trajetória da Escola de Aprendizes Artífices de Natal, Rita Gurgel também utiliza a carta acima como fonte para enfatizar a força das relações pessoais na Escola e sugerir uma mudança no perfil corporal do aluno a partir da década de 1950 (GURGEL, 2007, p. 136-137).

A Escola, o Comércio e o Trabalho

Refira-se ainda que Evaristo Sousa foi um dos melhores alunos da escola no seu tempo, entre 1910 e 1916. É mesmo possível que alguns deles tenham abandonado a escola por terem recebido ofertas de emprego. Diante do exposto, acreditamos que a Escola de Aprendizes de Natal deu sua parcela de contribuição para o desenvolvimento da indústria local, apesar de nossas fontes indicarem que a função desinfetante da escola superou a econômica no período de tempo que examinamos. analisado.

Conhecemos, portanto, pouco sobre a trajetória profissional dos egressos da Escola no período estudado. Ao mapear o comércio natalino do início do século XX, podemos imaginar alguns dos caminhos percorridos pelas produções forjadas pelos artesãos nas oficinas da Escola. Em 1924 ganhou um concurso público para fazer "obras de adequação do Prédio da Escola de Natal" no valor estimado de 126 contos de réis, após ter iniciado a reforma do prédio (ALMEIDA, 1928, p. 369).

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Imagem 06: tabela de horários do Liceu Industrial
Imagem 11: Mapa de Natal, elaborado por Gustavo Dodt em 1864, presente  no Atlas do Império do Brasil

Referências

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