Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - RJ Elizabeth Giestal de Araujo - Médica, Doutora Secretária Municipal de Saúde e Proteção Civil do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (RJ) Brasil.
SINAN
Raviglione MC, Narain JP, Kochi A. HIV-associated tuberculosis in developing countries: clinical features, diagnosis and treatment.
Novos Aspectos da Patogenia da Tuberculose
RESUMO
ABSTRACT
Artigo original
A patogênese da tuberculose é um processo complexo que envolve tanto o agente etiológico quanto os mecanismos de defesa do hospedeiro. Lapa e Silva JR, Almeida AS, Boechat N, Flores-Batista VL, Lago PM, Lazzarini LC et al.
Enfoque Clínico da Tuberculose Pulmonar
Agora é o momento de solicitar nova radiografia de tórax para avaliação, e o médico deve reforçar o alerta ao paciente de que a cura da tuberculose não depende dos sintomas, mas sim do tempo e, se a terapia for suspensa, a doença pode resolver. retornará, com possibilidade de resistência ao tratamento. Aspectos clínicos da tuberculose pulmonar em pacientes idosos atendidos em um hospital universitário do Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Manifestações Clínicas da Tuberculose Pleural, Ganglionar, Geniturinária e do Sistema Nervoso Central
A tuberculose ganglionar periférica geralmente se apresenta cronicamente com sintomas de febre moderada, falta de apetite, adinamia e perda de peso. A tuberculose ganglionar mediastinal costuma ser a manifestação da tuberculose primária, que ocorre predominantemente na infância nos locais de alta incidência da doença.
Tuberculose em Situações Especiais: HIV, Diabetes Mellitus e Insuficiência Renal
A análise histológica desempenha um papel importante no diagnóstico da tuberculose em pacientes coinfectados TB/HIV devido a outras causas de infecções e neoplasias que são frequentes neste grupo de pacientes. A coinfecção tuberculose/HIV mudou as perspectivas de controle da tuberculose no mundo, levando ao aumento da incidência da tuberculose e da sua morbidade e mortalidade. As medidas propostas para controlar esta epidemia incluem principalmente o diagnóstico precoce e a profilaxia da tuberculose, bem como o tratamento anti-retroviral para pessoas infectadas pelo VIH (1). Resultado dos testes.
O quadro clínico da tuberculose na coinfecção com tuberculose e HIV varia dependendo do grau de imunossupressão. Embora ainda sem explicação, observou-se que pacientes com diabetes têm maior probabilidade de desenvolver resistência aos medicamentos quando tratados para tuberculose (6).
Abordagem Diagnóstica da Tuberculose Pulmonar
No momento, é dada prioridade à realização de testes de sensibilidade para medicamentos antituberculose na rotina de casos suspeitos de tuberculose resistente: exposição a pacientes com tuberculose multirresistente (TBMR); Gráfico 1 - Recomendações finais baseadas nas III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Fisiologia para diagnóstico de tuberculose pulmonar em adultos. Se houver suspeita de tuberculose pulmonar, coletar pelo menos duas amostras de escarro para exame micobacteriológico, sendo que pelo menos uma delas deve ser colhida pela manhã.
Em pacientes com sintomas respiratórios e radiografias de tórax sugestivas de tuberculose, deve-se realizar, sempre que possível, cultura de micobactérias com teste de suscetibilidade em pelo menos uma amostra de escarro (além do exame de BAAR). Pacientes com suspeita de tuberculose na radiografia de tórax e sem muco espontâneo devem ser submetidos à indução de escarro com solução salina hipertônica.
Abordagem Diagnóstica da Tuberculose Pleural, Ganglionar, Renal e de Sistema Nervoso Central
Nos últimos anos, a dosagem da enzima adenosina desaminase (ADA) tem sido uma alternativa para o diagnóstico da tuberculose pleural. O Brasil foi pioneiro no diagnóstico da tuberculose pleural por meio da dosagem da ADA no líquido pleural. Outros exames para diagnóstico de tuberculose pleural relatados na literatura e menos utilizados em nossa prática clínica são o estudo BAAR e a cultura para M.
Os métodos sorológicos não foram padronizados ou validados para o diagnóstico de tuberculose pulmonar ou extrapulmonar (4). A uretra distal pode apresentar micobactérias saprófitas e a presença de BAAR não confirma o diagnóstico de tuberculose renal.
Diagnóstico por Imagem da Tuberculose
Imagens fibroatelectásicas com calcificações parenquimatosas intercaladas, principalmente nos lobos superiores, associadas a desvio das estruturas mediastinais do mesmo lado da lesão. Outras alterações radiográficas descritas na tuberculose consistem em opacidades parenquimatosas segmentares com limites imprecisos; opacidades parenquimatosas heterogêneas confluentes ocorrendo em mais de um segmento ou lobos do pulmão, inclusive bilateralmente; opacidades do parênquima lobar associadas a tênues linhas entrelaçadas, em direção ao hilo pulmonar, traduzindo disseminação linfática local, o que caracteriza o sinal de convergência hilar e configura o estado de “pneumonia tuberculosa”, mais comum no lobo superior direito (Figura 1); escuridão nodular única ou múltipla, que pode evoluir com a escavação; cavidades únicas ou múltiplas, na maioria das vezes sem nível líquido, com 2 a 5 cm de diâmetro, com paredes espessas e imagens acinares pericavitárias sugestivas de atividade de doença; imagens fibroatelectásicas com calcificações parenquimatosas mistas, principalmente nos lobos superiores, associadas a desvio de estruturas mediastinais do mesmo lado da lesão; e micronódulos difusamente distribuídos, com 3-5 mm de diâmetro. As alterações tomográficas mais frequentes descritas na tuberculose são: nódulos centrolobulares; espaços aéreos ou nós acinares;
Detectaram nódulos centrolobulares e imagens compatíveis com árvore em brotação apenas em pacientes com doença ativa, na proporção de 91% e 71%, respectivamente. Campos et al., que analisaram retrospectivamente imagens de TCAR de 42 pacientes com diagnóstico confirmado de tuberculose, encontraram que os principais sinais sugestivos de atividade da doença foram nódulos de espaço aéreo em 83%.
Diagnóstico e Tratamento da Tuberculose Latente
O manejo de casos latentes de TB no Brasil tem sido reexaminado nos últimos anos. Gráfico 1 - Indicações para tratamento da tuberculose latente segundo solidificação do teste tuberculínico (TT) e cenário epidemiológico (em pessoas assintomáticas e radiografia de tórax sem alterações indicativas de tuberculose ativa). Nota: O retratamento da tuberculose latente deve ser considerado caso a imunossupressão persista (a cada 2 ou 3 anos) ou reexposição a focos bacilares (quando ocorrer).
Esse relatório enfatizou a importância do monitoramento clínico contínuo de pacientes em tratamento para tuberculose latente para a detecção (embora rara, mas grave) de eventos adversos em pacientes de qualquer idade (28). Não há evidências científicas sobre o melhor esquema para tratamento da tuberculose latente em contatos de pacientes com bacilos resistentes a medicamentos.
Tuberculose e Tabagismo
Provavelmente o maior impacto do tabagismo relacionado com infecções, em termos de saúde pública, é o aumento do risco de tuberculose. As bases fisiopatológicas pelas quais o tabagismo aumenta o risco de tuberculose são explicadas pela disfunção da mecânica ciliar, diminuição da resposta imune do indivíduo, defeitos na resposta imune. Foi o que foi comprovado em um estudo em que foi aplicado um modelo matemático para determinar o impacto do tabagismo na incidência de tuberculose.
Com base na curva de tendência do tabagismo e na incidência, incidência e mortalidade projetadas da tuberculose. O efeito do tabagismo aumentará o número de casos de tuberculose em 7% (274 milhões versus 256 milhões) e as mortes em 66% (101 milhões versus 61 milhões), tornando ainda mais complexa a possibilidade de atingir as metas de controle da tuberculose. pela Organização Mundial da Saúde (13).
Estratégias de Busca de Casos de Tuberculose
Ainda há poucas evidências científicas do real impacto da busca de casos de tuberculose na situação epidemiológica da doença no mundo (1). Alguns autores têm utilizado a nomenclatura busca aprimorada de casos para se referir a uma atividade na qual o sistema de saúde investe no aumento do conhecimento sobre a tuberculose em uma determinada população, por meio da educação e da publicidade, e incentiva os indivíduos a procurarem os serviços de saúde (1). Embora o PCB seja o método de detecção de casos recomendado pela OMS e parte integrante da estratégia DOTS (3), este método resultou num diagnóstico tardio e, consequentemente, num período mais longo de transmissão (4).
Actualmente, contudo, esta visão tem sido reconsiderada e estratégias mais abrangentes de detecção de casos têm sido implementadas ao nível da população, especialmente em comunidades com uma elevada prevalência de tuberculose e de co-infecção tuberculose/VIH. A prevalência de casos de tuberculose não diagnosticados anteriormente, mas encontrados pelo BAC, foi a de residentes (26).
Tratamento da Tuberculose Sensível e Resistente
A era da quimioterapia para tuberculose começou no final da década de 1940, com a descoberta da estreptomicina, usada como monoterapia, segundo os primeiros artigos publicados pelo British Medical Council. A rifampicina foi introduzida na terapia em 1971 e é um marco no tratamento da tuberculose devido à sua poderosa atividade esterilizante, tanto na fase de multiplicação rápida quanto na fase de manutenção. Os indicadores para avaliar a eficácia do tratamento são cura, não adesão, fracasso e morte, e considera-se que um bom programa de controle da tuberculose atinge pelo menos 85% de cura.
Nas últimas décadas, dois grandes desafios afectaram as reconhecidas dificuldades no controlo da tuberculose: a pandemia do VIH/SIDA, a tuberculose multirresistente (TB-MDR) e a tuberculose extensivamente resistente aos medicamentos (TB-XDR, tuberculose extra-resistente aos medicamentos). .-resistente). , revelando a necessidade de novos medicamentos com menos interações medicamentosas e de regimes mais eficazes e mais curtos para casos de resistência. O tratamento da tuberculose baseia-se em dois pressupostos bacteriológicos: o comportamento do metabolismo do bacilo e a sua localização na lesão tuberculosa.
Diagnóstico da Tuberculose na Infância e na Adolescência
PRIMOINFECÇÃO E TUBERCULOSE LATENTE O estudo da tuberculose infantil mostra inicialmente a dificuldade em diferenciar a tuberculose latente da tuberculose ativa ou ativa. Em países com uma elevada carga de tuberculose, a tuberculose latente é mais prevalente na infância do que nos adultos. As manifestações extrapulmonares da tuberculose infantil ocorrem em cerca de 25% de todos os casos.
A ocorrência de tuberculose pulmonar pleural (manifestada por derrame pleural) é mais comum em adolescentes do que em crianças (3,5). História de contato frequente ou prolongado com adulto com tuberculose (parente ou não) é elemento de grande sensibilidade diagnóstica na infância.
Tuberculose e Biossegurança
Todas as medidas de biossegurança destinadas a reduzir a transmissão de infecções baseiam-se no conhecimento destes três factores. O objetivo deste artigo foi fazer uma breve revisão das principais medidas de controle da transmissão da tuberculose. As medidas técnicas são consideradas as mais caras e devem, portanto, ser implementadas após uma avaliação cuidadosa do perfil da unidade de saúde e dos tipos de serviços prestados na unidade.
As medidas de proteção individual requerem orientação técnica para o usuário e dependem da conformidade do usuário para serem eficazes (11). O respirador deve ser utilizado em locais onde são produzidos aerossóis e em ambulâncias onde se concentra grande número de pacientes, independentemente de outras medidas de biossegurança.
Tratamento da Tuberculose em Situações Especiais
Nos pacientes que desenvolvem efeitos adversos importantes, o medicamento responsável deve ser descontinuado e reiniciado quando possível. No entanto, a rifampicina e a isoniazida devem ser tentadas devido à sua eficácia no tratamento. O uso da rifabutina em substituição à rifampicina deve ser adaptado a cada indivíduo e de acordo com a melhor opção de terapia ARV.
O tratamento com medicamentos antirreumáticos deve ser iniciado aproximadamente 30 dias após o tratamento da tuberculose, se houver indicação (forma cavitária da tuberculose e tuberculose não tratada e HIV). Resumo: Deve ser submetida uma versão em inglês correspondente ao conteúdo do resumo.
Informações para autores e colaboradores da revista Pulmão RJ
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