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Expressões da Luta de Classes no Interior do Capitalismo

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Academic year: 2023

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Com os dados em mãos, trata-se de encontrar as conexões que se estabelecem entre eles. A dupla moldura do ódio é expressa objetivamente por três medidas que estão simbolicamente ligadas. Estas medidas decorrem em estado de emergência e com uma forte componente de repressão legal e policial.

De fato, em sua obra de 1844, Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, ele deixou claro o que se propunha a fazer: uma crítica da teologia em uma crítica da política” (Marx, 2005, p. 146). Vygotsky revolucionou o campo da psicologia de seu tempo ao tirar essa ciência da estagnação biológica e estrutural em que se encontrava e começar a criar a psicologia do homem, baseada na dialética materialista de Marx. Desta forma, a sua evolução e as suas especificidades confundem-se com o desenvolvimento socioeconómico de cada período histórico e o tipo de sociedade em que se insere.

Fonte: Esquema adaptado de Kohan (2003), na perspectiva dos autores. 1) O concreto real (objeto) que se deseja conhecer. Assim, é fundamental reconhecer o caráter contraditório dos fenômenos da realidade e, portanto, relacionados à saúde, que se desenvolvem por meio de uma série de processos que se dão a partir das relações sociais em que estão inseridos. Neste artigo, objetiva-se analisar as configurações que as avaliações de crise do capital assumem sobre as consequências do assédio moral no trabalho para os empregados.

Marx (1988) argumenta que todos os modos de produção podem produzir valor, mas somente no modo de produção capitalista ocorre a valorização do valor, que se dá por meio da produção de mais-valia. Para que ocorra o processo de isolamento do funcionário, para que seu grupo o veja como um estorvo, como um elemento que desorganiza o grupo, sua incompetência deve ser construída antecipadamente e de forma artificial. A vivência dessas relações produz uma alienação que se expressa em três níveis, ou seja, o homem aliena-se da natureza, de si mesmo e de sua espécie (Lukács).

Ele vive relações nas quais o produto de seu trabalho é objetivado e lhe parece estranho e não lhe pertence; a natureza se distancia e é fetichizada (o poder sobrenatural é atribuído e adorado). Permitir que os trabalhadores se apropriem dessas investigações como uma contribuição ao processo de transformação revolucionária da sociedade hegemonizada pelo capital. Essa nova condição permitiu a redução de pessoal na grande indústria, que se organiza com poucos efetivos, seja pela demissão dos que se tornaram supérfluos, seja pela terceirização de serviços, em processo de precarização das condições de trabalho (Antunes, 2009). Antunes, Alves, 2004).

O que seria apenas uma possibilidade no momento do acordo entre as classes dominantes tornou-se objeto de uma luta concreta contra a qual a classe trabalhadora deve resistir. Por outro lado, o problema para quem vive do trabalho, que se camufla atrás do verdadeiro problema da corrupção, prende-se com o facto de o cerceamento dos direitos democráticos decorrente do estado de emergência em que atualmente chafurdamos se ter tornado uma necessidade estrutura construída para provocar o aprofundamento da exploração do trabalho. Assim entendido, ele enfrenta a vida social e tem a necessidade de compreender a prática social na qual as relações sociais são organizadas e estruturadas.

A psicologia do indivíduo isolado só pode perceber relações grupais imediatas e carece das mediações centrais da vida concreta que são determinadas pela estruturação do modo de produção e reprodução das relações sociais historicamente estabelecidas.

DESAMPARO E SOCIEDADE CAPITALISTA: O que a Psicologia

Portanto, o empobrecimento da individualidade humana em condições de alienação abrange sua expressão tanto no âmbito do trabalho quanto no âmbito da vida pessoal, uma vez que a ordem das relações políticas e econômicas se subordina a tudo o que é produzido sob seus auspícios, o que inclui a produção de subjetividade. Porém, é preciso enfatizar: sua origem não está no nível individual, mas nas relações sociais de produção que separam o produtor do produto de seu trabalho, das relações de produção, do gênero humano e, consequentemente, do indivíduo de si mesmo como ser. A primeira é representada pelo total desconhecimento do estado de alienação em que o indivíduo se encontra, ou seja, implica a não vivência da alienação.

De tais mecanismos surge a conhecida concepção de “normalidade” do mundo em que vivemos. Já a autoconsciência implica, além do conhecimento de si, o estabelecimento das conexões existentes entre o que se é e o sistema de relações sociais no qual o indivíduo está inserido. Isso significa que, embora a psicologia histórico-cultural tenha sido construída há quase um século, é preciso lançar mão de mediações corretas quanto à sua aplicabilidade no cenário do capitalismo atual.

Do contrário, o trabalho realizado pelo ser social passa a exigir habilidades e saberes que foram desenvolvidos por meio da experimentação, repetição e difundidos pela transmissão do conhecimento (Marx, 2013a). Isso significa que o desenvolvimento biológico do ser humano passa a depender do desenvolvimento que ocorre na forma como a humanidade produz sua vida material, modificando a natureza de acordo com suas necessidades. Assim, assim como o trabalho produziu um salto ontológico sobre o qual se baseava o ser social, o instrumento psicológico (criado em função das necessidades provocadas pelo trabalho) permitiu um salto qualitativo no comportamento humano: a lógica do estímulo e resposta (S-R) é superada e começa a ser compreendido como mediado por signos.

Conclui-se que o desenvolvimento cultural corresponde ao processo de desenvolvimento das funções psicológicas superiores que ocorrem ao longo do desenvolvimento histórico da humanidade. Em termos de comportamento natural, há um desenvolvimento de mecanismos comuns aos seres humanos e aos animais, que se configuram como produto do desenvolvimento biológico. Precisamente a partir das aquisições se desenvolverão as funções psicológicas superiores e, pouco a pouco, ele abandonará o comportamento reflexivo.

Porque o signo é um elemento intermediário que, ao ser introduzido no comportamento humano, “(..) torna-se o centro ou ponto focal estrutural, na medida em que todos os processos que dão origem à ação instrumental são funcionalmente determinados. No mecanismo de compra e venda de força de trabalho, que ocorre no âmbito da produção, há uma relação de exploração da maioria (proletariado) pela minoria (burguesia), ou seja, exploração do homem pelo homem, que se concretiza. da alienação das relações de trabalho. Outra característica da forma de produção dessa sociedade, que é importante destacar para a compreensão do processo de desenvolvimento humano, é a divisão social do trabalho.

Se você olhar apenas para o único, para o individual, verá apenas a aparência do fenômeno. Temos assim um concreto real que passa por uma mediação da abstração e que se torna pensamento concreto em sua apropriação pelo pensamento.

Referências

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