306 do Código Rodoviário Brasileiro, que trata do crime de dirigir embriagado, ou seja, da combinação de álcool e direção. Nova Lei Seca”, lei nº no exclusivo artigo 306 do Código Rodoviário Brasileiro, que trata do crime de dirigir embriagado, que desempenha papel fundamental na redução de acidentes rodoviários causados pelo consumo indevido de álcool. A “lei nova seca” inclui fatores como fiscalização da competência das autoridades rodoviárias, punição em consequência da prática do crime e, ainda, conscientização como forma de prevenir acidentes de trânsito causados por influência de álcool e/ou outros . substâncias que prejudicam o desempenho do veículo no trânsito.
ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE O CTB
Além do tipo penal ser de perigo concreto, conforme explicado, fica claro que a tolerância era “zero” diante da condução sob efeito de álcool ou outra substância. Conduzir veículo automotor, em via pública, com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob efeito de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (revogado). O crime de perigo abstrato estabelece presunção de perigo, mas isso só acontece com comprovação de álcool, conforme o artigo, que é a concentração de 6 decigramas de álcool por litro de sangue, ou sob efeito de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência, portanto cabia ao próprio motorista fornecer provas que demonstrassem o crime.
Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada por influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência: (grifo nosso). 306, a unidade não faz referência aos níveis de concentração de álcool para a execução do crime, pois este passa a ser configurado simplesmente pelo condutor dirigir sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa que determine o vício, neste caso dirigir com alteração capacidade psicomotora. Quanto à classificação do crime, o tipo elementar na formulação anterior estava ligado à quantidade, que é de 6 (seis) decigramas de álcool por litro de sangue, com a nova lei, o tipo elementar de “capacidade psicomotora alterada” passou a ser decorrente do álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência.
Na visão do autor, o tipo penal torna-se diferente com a nova redação, pois é necessária uma capacidade psicomotora alterada devido à influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência, tornando o tipo elementar (tanto da redação de 1997 quanto da redação de 1997). Formulação de 1997) é removida. 2008). 306 do CTB não implica grande relevância, uma vez que a própria lei permite outros meios de prova para verificar capacidades psicomotoras alteradas por influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência.
AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE A LEI Nº 12.760/2012
306, com destaque para este último, que este trabalho abordará exclusivamente no que diz respeito ao crime de dirigir embriagado. As alterações promovidas referem-se a procedimentos administrativos e sanções para o crime de embriaguez, bem como alterações nos meios de prova. Sabe-se que após a promulgação do CTB, a Lei nº. 9.503/97, foi realizada a primeira revisão da redação do antigo art.
Validade da Lei nº. o legislador apresenta como fator dominante na redução do número de acidentes de trânsito e também como alternativa que criou para corrigir os erros do diploma anterior da Lei 11.705 de 2008. Seu objetivo sempre foi conseguir um maior número de penalidades, tendo em vista que devido à correlação entre o consumo de álcool e/ou drogas e a condução de veículo automotor, a probabilidade de acidentes de trânsito é elevada. Nesse sentido, é um fator insignificante e crítico considerando o grande número de acidentes de trânsito.
Mesmo apesar das severas penalidades impostas pelo legislador, ainda existe a atitude dos condutores de automóveis, que é repleta de abusos e práticas violatórias devido ao consumo de álcool e/ou outras substâncias.
A REDAÇÃO DO TIPO PENAL DADA PELA LEI Nº 12.760/2012
SUJEITOS E CLASSIFICAÇÃO DO CRIME – ART 306
OBJETIVIDADE JURÍDICA
O objeto jurídico protegido pelo direito penal é o coletivo, pois se reflete na segurança pública. Neste sentido, o que vem em primeiro lugar é a “segurança rodoviária” em comparação com o bem protegido que é a vida das pessoas. A segurança pública nada mais é do que um bem jurídico fictício, e a proteção criminal deve recair sobre o sujeito individual ou sobre seus bens, mas sobre um número indefinido deles.
DEFESA DA INCONSTITUCIONALIDADE DO REFERIDO TIPO PENAL POR SE TRATAR DE CRIME PERIGOSO ABSTRATO. I - A objetividade jurídica do crime tipificado na referida norma transcende a mera proteção da segurança pessoal, para atingir também a proteção de todo o corpo social, ambas asseguradas pelo aumento dos níveis de segurança nas vias públicas. II – É irrelevante, neste contexto, perguntar se a conduta do agente atingiu ou não concretamente os bens jurídicos protegidos pela norma, pois a hipótese é de crime de perigo abstrato, para o qual o resultado não importa.
III – No tipo penal examinado, basta comprovar que o suspeito dirigia veículo automotor em via pública com taxa de alcoolemia igual ou superior a 6 decigramas por litro para aumentar a periculosidade ao remédio protegido. são caracterizados e, portanto, configurados. Segundo o julgamento de (HC), esta proteção vai além da segurança pessoal, para alcançar a proteção de todos, ou seja, da comunidade.
O ART 306 DO CTB COMO NORMA PENAL EM BRANCO
Considerando que o tipo estipula que o comportamento do caput será verificado por “sinais que indiquem, na forma regulamentada pelo CONTRAN, alterações na capacidade psicomotora”, muitos podem entender que temos uma regra de face penal vazia, o que acabaria por impedir a aplicação da nova Lei. Com o devido respeito, o acréscimo no dispositivo mencionado é apenas um ponto positivo ou um adendo à outra forma de estabelecer a embriaguez que é na forma que o artigo 306 prevê. É, portanto, no §2°, que o legislador deixa claro que a verificação da redução da capacidade psicomotora do condutor pode ser obtida por meio de diversos meios de prova, como depoimentos de testemunhas, exame clínico e até vídeos.
Por todos esses motivos, não concordamos que se trate de uma norma penal vazia, além disso, para quem não se contenta com essa explicação, é fato que a Resolução CONTRAN n. Isso porque quando falamos em prova criminal, estamos tratando de questões de Processo Penal, cuja origem só pode ser, com força constitucional, o direito comum federal. Portanto, pode-se concluir que o inciso II do artigo 306, do CTB é autoexecutório de acordo com as normas processuais penais relativas à prova, sendo, como dito acima, uma possível decisão do CONTRAN, um mero embelezamento que poderá ter apenas alguma utilidade maior no o ramo administrativo.
306, é autoaplicável, e não uma norma penal vazia, uma vez que o parágrafo segundo faz acréscimo a outras provas para estabelecer intoxicação. O professor Corrêa diz que, “na verdade, cabe ressaltar que o inciso II do artigo 306 do CTB tem caráter subsidiário, ou seja, apenas cuida do que não é possível de ser tratado pelo inciso I, portanto permanecer com o s 306 do CTB tem caráter secundário, ou seja, cuida apenas daquilo que não é possível de ser tratado pelo inciso I, permanecendo, portanto, com caráter residual.” 46.
NATUREZA JURÍDICA
Neste caso, não se trata de comprovar que o agente conduziu o veículo automotor de forma anormal (fazendo zigue-zague ou outra manobra perigosa, por exemplo), uma vez que o crime é de risco abstrato e, portanto, tal verificação é desnecessária. mas para comprovar quem, ao ser abordado, apresentava alteração na capacidade psicomotora.49. Em síntese, o crime do artigo 306.º, inciso I do Código Penal, como já o foi, continua a ser um risco abstrato. Dessa forma, o legislador, ao transferir o valor que antes fazia parte do teto, agora exposto no inciso I do § 1º, destaca pontos equivocados, principalmente em relação ao tipo penal, que ainda é puro perigo (ou suposto) abstrato . Para o ponto II, o risco concreto é evidente, devido ao risco concreto de dano manifestado pela alteração da capacidade do agente.
Deste ponto de vista, portanto, a periculosidade do comportamento torna-se um elemento do tipo de crimes com risco abstrato que requerem prova individual no caso concreto. Do ponto de vista dos autores, fica claro o significado deste posicionamento aprovado, portanto, o novo tipo penal aprovado do crime de risco abstrato de risco real, para sua caracterização é necessário demonstrar o possível comportamento de risco para o protegido. bens jurídicos, comprovando esse risco como um todo e compreendendo a pessoa indefinida, ou seja, não ser vítima certa e determinada como exige o crime de risco concreto, nem o critério objetivo e quantitativo fornecido pelo suposto risco abstrato, que o era. basta apenas para a violação da norma legal. Através das correntes pertinentes tratadas, todas relacionadas ao crime de embriaguez, o que torna visível a divergência de sua natureza jurídica, que passa a ser dividida em risco concreto, risco puro ou (suposto) abstrato e risco abstrato de risco real.
Portanto, não há necessidade de falar em perigo concreto, nem em suposto perigo abstrato, por conta desse novo contexto visualizado na arte. 306 do CTB, se depara com o perigo abstrato da periculosidade real, que tem como foco comprovar o estado de embriaguez, bem como verificar o modo de dirigir do agente, se esse tipo de comportamento representa perigo à segurança viária ou não.
A (IN) EFICÁCIA DA NOVA “LEI SECA”
Nesse sentido, Luiz Flávio Gomes afirma que “sem fiscalização rigorosa e conscientização persistente de todos, motoristas e pedestres, nada de positivo se pode esperar da nova lei”. 59. Note-se que desde a sua implementação, ainda durante o seu período inicial de vigência, a nova lei obteve resultados satisfatórios na redução da sinistralidade rodoviária, especialmente porque houve um aumento nas sanções administrativas. Como vimos, a lei foi apelidada de “Nova Lei Seca” pela mídia, que alterou a legislação que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, especialmente os procedimentos administrativos e o.
Portanto, a nova lei foi criada para corrigir os erros e lacunas da lei anterior, que geraram reclamações da sociedade sobre a impunidade do crime e a impotência dos órgãos competentes. Devido a esses fatores, a nova lei trouxe muitas inovações à norma, tornando-a uma ferramenta eficaz para coibir o número excessivo de acidentes rodoviários, causados principalmente pela combinação de álcool e direção. Portanto, fiscalização rigorosa, conscientização preventiva e educação no trânsito são as formas básicas para fazer a “Lei Nova Seca” funcionar.
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