HISTÓRICO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NO BRASIL – CF/88
PRINCÍPIOS DA ASSISTÊNCIA SOCIAL
IV – igualdade de direitos no acesso à assistência, sem qualquer forma de discriminação, garantindo igualdade com a população urbana e rural; No caso de assistência social que não dependa de contribuições, mas sim dos requisitos estabelecidos em lei, considera-se que os beneficiários estão aptos ou não a receber o benefício com base na sua situação pessoal e familiar. Direitos iguais no acesso aos cuidados. Este princípio visa garantir a igualdade de direitos a todos os beneficiários no que diz respeito aos cuidados, exceto aos idosos que possuam um estatuto que lhes garanta prioridade nos cuidados em qualquer situação.
Na citação acima, a preocupação é que os direitos à ajuda sejam iguais, uma vez que todos aqueles que realmente procuram ajuda se encontram no mesmo nível de hipossuficiência.
PRINCÍPIO DA DIGNIDADE
O princípio da publicidade visa garantir que o maior número possível de pessoas nas condições previstas na lei tenha direito ao benefício e que este se torne cada vez mais público para que as pessoas tenham consciência da sua existência e eficácia por se tratar de uma performance. que tem caráter assistencial, exige ampla divulgação quando o conhecimento de todos os cidadãos, através de diversas formas de comunicação, oferece o conhecimento aos cidadãos e os critérios que estão na base para a sua concessão. Neste aspecto, o que se verifica talvez se deva ao resultado político que o benefício traz, de que nem sempre os órgãos cumprem rigorosamente o que está previsto neste princípio, o que resulta em criar no beneficiário uma expectativa de um direito que posteriormente tem seu uso limitado, como a necessidade, nem sempre divulgada, de atendimento a exigências financeiras para acesso ao serviço. O princípio da publicidade é uma forma de tornar público todo o trabalho da ajuda, mas as próprias agências de ajuda nem sempre observam um certo rigor na publicação desta divulgação, o que dificulta que quem realmente precisa da ajuda tenha conhecimento deste direito.
Sem dúvida, o princípio da dignidade é fundamental para quem necessita de apoio assistencial, pois garante os direitos da pessoa assistida, a qualidade de um serviço de assistência, a remoção de indícios perturbadores de pobreza e carência, assegurando que os direitos fundamentais .
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
A solidariedade social é um princípio fundamental da segurança, que consiste na assistência mútua de cada indivíduo em benefício de quem mais necessita, garantindo assim que todos os que contribuem para a segurança social contribuem efectivamente para a assistência social, garantindo assim benefícios ao povo, que não têm meios financeiros para se sustentar, que estão na pobreza, a solidariedade tenta ajudar os mais vulneráveis com contribuições dos trabalhadores e dos segurados sociais.
PRINCÍPIO DA IGUALDADE
O critério de pobreza para a concessão desta prestação continuada destina-se a quem não tem condições de assegurar a sua subsistência ou o sustento de um familiar. Para comprovar a pobreza é necessário que o rendimento mensal da família não ultrapasse o valor de ¼ de o salário mínimo per capita. A jurisprudência acima discute o critério de pobreza para a família de uma criança com síndrome de Down, cuja renda familiar acaba ultrapassando o valor determinado pela Lei Orgânica. Algumas das indeferimentos do pedido de benefícios assistenciais se devem principalmente ao fato de este ultrapassar a renda per capita de ¼ do salário mínimo da pessoa necessitada, restando apenas o critério de pobreza definido pela lei orgânica como medida de pobreza .
20, da Lei 8.742/93, todas as necessidades de cada pessoa necessitada devem ser levadas em consideração, ao levar em conta apenas o critério de pobreza estabelecido em lei, os tribunais se deparam com o que é uma violação da constituição. texto e fere diretamente o princípio da dignidade da pessoa humana, e também a assistência social acaba não cumprindo o seu papel social, de combater a pobreza e reduzir a desigualdade social, sem contar que é preciso colocar o princípio da dignidade da pessoa humana pessoa humana, que faz com que cada indivíduo tenha o mínimo necessário à sua sobrevivência, e o substitui. Para a concessão do benefício é imprescindível o critério da pobreza, para ter direito ao benefício o cidadão deve estar em situação de extrema pobreza, no que diz o próprio artigo, a renda mensal por ¼ do salário mínimo, a jurisprudência dominante, porém, traz outros parâmetros para mensurar esse critério de pobreza, uma vez que o legislador se baseia na constituição federal, que tem como base principal a dignidade da pessoa humana. Contudo, o objetivo principal do trabalho foi atender à exigência dos critérios de pobreza estabelecidos para a concessão do auxílio assistencial ou mais conhecido como LOAS, amparados por lei.
A administração pública representada pelo INSS, analisando sempre os necessitados com o mesmo olhar, sem olhar para cada caso concreto, acaba por violar o princípio da dignidade humana, não respeitando o verdadeiro objectivo e função social da ajuda orgânica. uma lei que combata a pobreza e reduza a desigualdade social, garantindo o respeito pelos direitos básicos de cada indivíduo e sobretudo a sua dignidade em relação ao critério da pobreza. 20, da lei orgânica, o critério da pobreza viola o princípio da dignidade da pessoa humana, o que faz com que muitos que realmente necessitam do benefício não tenham a oportunidade de ter direito a tal benefício, não cumprindo assim o dever social. função assistencial, para combater a pobreza e reduzir as desigualdades sociais.
CARACTERÍSTICAS DO BPC
REQUERIMENTO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA
Para realizar este cálculo é necessário somar todos os rendimentos de familiares ou pessoas que moram sob o mesmo teto, esse valor não pode ultrapassar o valor de ¼ do salário mínimo vigente, através deste cálculo o benefício poderá ser pago após comprovação de o critério de pobreza determinado pela lei 8.742/93. Idoso: para ter direito ao benefício assistencial o idoso deverá atender a alguns requisitos como: idade mínima de 65 anos, a renda familiar mensal deverá ser dividida pelo número de integrantes, não podendo ultrapassar ¼ do salário mínimo por pessoa. capita não, não ter outro benefício previdenciário ou previdenciário. A pessoa com deficiência: para poder usufruir do benefício assistencial, a pessoa com deficiência deverá comprovar que possui deficiência de longa duração, de natureza física ou mental, intelectual ou sensorial, que a impossibilite de viver. em igualdade de condições com as demais pessoas da sociedade, a renda mensal familiar será dividida pelo número de pessoas que moram no mesmo domicílio, não podendo ultrapassar o valor de ¼ do salário mínimo per capita, declarar expressamente que não recebe' outro benefício assistencial, a comprovação de grave impossibilidade física ou mental é comprovada pelo perito, por meio de exames junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
Ao fixar ¼ do salário mínimo, o legislador provocou, portanto, um insulto ao texto constitucional, uma vez que o objectivo principal da assistência social é reduzir a desigualdade e combater a pobreza, garantir que o Estado cumpra efectivamente a sua função social e, especialmente, defender a dignidade da pessoa humana.
DO POSICIONAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Sobre o tema, ver: Remuneração por assistência continuada: proteção constitucional dos desfavorecidos e da dignidade humana - 11 O plenário rejeitou por maioria os recursos extraordinários que julgou em conjunto - interpostos pelo INSS - nos quais foram discutidos os critérios de cálculo , utilizado para fins de mensuração da renda mensal familiar por habitante para fins de concessão de auxílio aos idosos e deficientes do Art. 1º. A remuneração contínua é a concessão de um salário mínimo mensal aos deficientes e idosos com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem não possuir meios de subsistência ou que sua família os proporcione. 3º Considera-se que a família cuja renda mensal por habitante seja inferior a 1/4 (um quarto) do salário mínimo não tem condições de sustentar pessoa com deficiência ou idoso"] e o parágrafo único do art.
Ele enfatizou que a decisão proferida na ADI 1.232/DF — que estabelece a constitucionalidade do art.
DO POSICIONAMENTO DOS TRIBUNAIS BRASILEIROS
O governo federal, representado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), utiliza apenas o critério da pobreza para avaliar as necessidades do beneficiário, ignorando qualquer outro tipo de meio que possa comprovar que ele não dispõe de recursos que teve acesso. ajudar. Como o apoio foi prestado por familiares ou por eles próprios, o STF (Supremo Tribunal Federal) se posicionou de tal forma que o critério da miséria é uma condição objetiva para avaliar a miséria de cada indivíduo, independentemente da visão dos Os tribunais brasileiros também defendem a proposição de que o critério da miséria admite qualquer outro tipo de prova para avaliar a pobreza, mesmo que ultrapasse o valor determinado pela lei orgânica. O relatório de situação solicitado pelo tribunal apontou que a família reside em casa alugada, composta por 06 (seis) quartos e em boas condições higiênicas, fato que contribui para que a situação seja erroneamente rotulada como pobreza. A jurisprudência do Tribunal defende que na avaliação do critério da pobreza não se deve levar em conta apenas o critério previsto no § 3º do art.
O critério da pobreza permanece modificado pela referida súmula de ¼ do salário mínimo para ½ do salário mínimo, porém, conforme entendido pelos tribunais brasileiros, o critério da pobreza deve ser medido não apenas por este critério, mas por outros fatores que comprovem que na verdade, o requerente precisa do benefício.
DO COMBATE Á MISERABILIDADE
DA MISERABILIDADE X MENDICÂNCIA
No caso da mendicância, temos a questão dos moradores de rua que, devido ao vício, acabam se abandonando e passam a viver nas ruas e a depender da esmola, para isso arte. 6. Quando o requerente se encontre em situação de sem-abrigo, deve ser utilizada como referência a morada do serviço de assistência social por onde se encontra acompanhado ou, na sua falta, de pessoas com quem tenha relação estreita. 7. As pessoas elencadas no inciso V do art.
8º Entende-se por relação de proximidade, para os efeitos do disposto no § 6º, aquela que se estabelece entre o requerente de moradia e as pessoas indicadas pelo próprio requerente como pertencentes ao seu círculo social e que possam facilmente localizá-lo.
DA MENDICÂNCIA
5º do decreto, garante que os programas de políticas públicas sejam norteados por esses princípios, além da igualdade e da equidade, seja respeitado principalmente o princípio da dignidade humana, respeitando as condições sociais de cada indivíduo. Ao analisar as bases legais da referida lei da assistência orgânica, especialmente em relação ao § 3º do art. 20 da referida lei, o critério da miséria é uma forma que fere o princípio da dignidade da pessoa humana, uma vez que o critério da miséria em relação aos idosos e às pessoas com necessidades especiais, deve ser um valor adequado em qualquer caso, como classe vulnerável que. requer cuidados mais complexos, como medicação contínua, dieta diferenciada, tratamento médico específico, o que acaba exigindo mais recursos financeiros.
Os tribunais brasileiros defendem a tese de que para avaliar o critério de miséria deve-se levar em consideração cada caso específico e as necessidades de cada indivíduo, pois ao analisar apenas o critério de miséria definido em lei, a assistência social não cumpriria sua função social . da redução da pobreza e da desigualdade social, sobretudo, não seria o respeito aos direitos básicos de todos os cidadãos, que têm proteção constitucional.