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faculdades unificadas de teófilo otoni

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Academic year: 2023

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O objetivo é analisar como o Poder Público, ao oferecer tratamento diferenciado, seja econômico ou fiscal, em seus contratos com as micro e pequenas empresas, estimulará sua participação em processos licitatórios para o fortalecimento da economia local ou regional, sem que isso possa configurar violação dos princípios constitucionais. Seu tema é a aplicabilidade da Lei Complementar 123 de 2006, com o objetivo de estimular e fortalecer a economia local e os pequenos negócios por meio de licitações públicas. O tema abordado neste trabalho será a aplicabilidade da lei 123/2006, com o objetivo de estimular e fortalecer a economia local e pequenos negócios por meio de compras pelo poder público, oferecendo tratamento diferenciado sem violar o princípio da isonomia.

O objetivo é analisar a forma como o poder público que oferece tratamento diferenciado, seja econômico ou fiscal, em seus contratos com micro e pequenas empresas estimulará sua participação nos processos licitatórios de forma a fortalecer a economia local ou regional, sem que isso pode ser contrária aos princípios constitucionais.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CONCEITO

A administração pública é geralmente pautada pela ação em benefício da coletividade, de modo que se sobrepõe à vontade da lei sobre a vontade específica dos governados, em prol do bem comum, ação esta protegida pelos poderes que lhe são conferidos, denominados poderes de administração ou poderes administrativos, que só podem ser exercidos nos limites da lei e são inerentes ao exercício da atividade administrativa da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

PRINCÍPIOS

  • Princípio da Legalidade
  • Princípio da Impessoalidade
  • Princípio da Moralidade
  • Princípio da Publicidade
  • Princípio da Eficiência
  • Outros Princípios Implícitos e Explícitos

O princípio da impessoalidade levanta a questão do tratamento igualitário que a administração dispensa aos seus administradores. Esse princípio está relacionado ao princípio da finalidade, que visa colocar o interesse público acima dos interesses dos particulares em geral. O Princípio da Moralidade obriga o administrador público a comportar-se com ética, devendo em suas ações, além de atentar para os critérios de conveniência, oportunidade e justiça, buscar sempre a conduta honesta9.

O princípio da moralidade deve corresponder ao conjunto de regras de conduta gerencial que constam, em determinado ordenamento jurídico. Com base no princípio da moralidade administrativa, o administrador, além de se pautar pelo princípio da legalidade, também deve respeitar os princípios éticos da razoabilidade e da justiça, pois a moralidade é pressuposto de validade de qualquer ato administrativo praticado10. De acordo com o Princípio da Publicidade, os atos da Administração não carecem de eventual divulgação, pois é direito do administrador, inclusive da população em geral, verificar a legitimidade da conduta dos agentes administrativos.

Quanto ao princípio da publicidade, cabe lembrar que “a maioria dos institutos de direito administrativo busca um equilíbrio entre as prerrogativas da administração pública, de um lado, e os direitos dos cidadãos, de outro”. O princípio da publicidade garante, assim, ao administrador o direito de acesso às informações sobre os atos da Administração, que possam interferir direta ou indiretamente em sua esfera de interesse, sendo uma forma de controle individual sobre esses atos. Assim, a administração pública direta e indireta, incluindo seus súditos, deve sempre atuar na busca do interesse comum, com atuação competente pautada na imparcialidade, sempre em busca da qualidade do serviço público, pautada no princípio da eficiência13.

PRINCÍPIOS

  • Procedimento formal
  • Publicidade de seus atos
  • Igualdade entre os licitantes
  • Sigilo na apresentação das propostas
  • Vinculação ao edital
  • Julgamento objetivo
  • Probidade administrativa
  • A adjudicação compulsória

Com o princípio da publicidade, a administração tem o dever de divulgar seus atos para que a população tenha livre acesso a eles, e zelar pela transparência, já que a Administração trabalha em prol da população, nada mais justo do que ter conhecimento desses ações. . Como se vê, foi no Brasil que o princípio da publicidade mereceu acolhida constitucional, sendo um princípio fundado no capítulo do art. Assim, o princípio da publicidade tornou-se a norma básica do procedimento moderno, frente ao sigilo inquisitorial que estabelece como garantia suprema da sociedade em geral, a apuração da razoabilidade dos atos administrativos praticados.

O princípio da isonomia visa garantir que todos os participantes sejam tratados de forma igualitária, sem discriminação entre eles, evitando que algum participante seja favorecido em detrimento de outro, conforme o artigo. O princípio da isonomia é um dos fundamentos do processo licitatório, pois visa não só permitir que a administração escolha a melhor proposta, mas também garantir direitos iguais a todos os interessados ​​em contratar. Em razão do princípio da vinculação com o edital, é dever da administração seguir os mesmos parâmetros inicialmente estabelecidos durante o processo licitatório, inclusive o cuidado para que os participantes adiram ao que foi solicitado.

O princípio do julgamento objetivo está relacionado aos critérios indicados no edital e nos termos específicos das propostas. Porém, feitas essas considerações, é certo o entendimento dos tribunais quanto ao caráter vinculante desse princípio, a exemplo da manifestação do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, no princípio da isonomia n. do Agravo de Instrumento, afirma que este “deve também respeitar os princípios da legalidade, obrigatórios para a notificação do convite e o julgamento objetivo”16. De acordo com o princípio da obrigatoriedade do julgamento do vencedor, após o encerramento do procedimento licitatório, a atribuição do objeto cabe ao agente vencedor do processo licitatório.

TIPOS DE LICITAÇÃO

  • Concorrência
  • Tomada de preços
  • Convite
  • Concurso
  • Leilão
  • Pregão

No entanto, a doutrina diverge dessa questão quando discute a visão de que a conclusão do processo licitatório apenas cria expectativa de direitos para o vencedor, não podendo, portanto, falar-se necessariamente em obrigação17. Mas ele está vinculado ao contrato de tal forma que não é possível celebrar um contrato com outra pessoa sem a expiração do prazo de pré-aviso. Podem participar nesta modalidade todos os interessados ​​em que se realiza o concurso para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, através da fixação de prémios ou compensação aos vencedores, de acordo com os critérios do edital a apresentar ao público pelo menos 45 (quarenta e cinco) dias de antecedência cinco dias.

A modalidade de leilão destina-se à venda de bens móveis inservíveis à administração, ou produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou à venda de bens imóveis nos termos do art. ou superior ao valor avaliado. Esta modalidade destina-se à aquisição de bens e serviços em geral, onde os participantes contestados por meio de sessão pública, presencial ou eletrônica, por meio de propostas e lances, onde o licitante que ofereceu o menor preço, classificado e qualificado se tornará

ETAPAS DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO

Licitando na modalidade convite, as entidades interessadas, desde que pertinentes ao tema, independentemente de sua inscrição, são escolhidas em número mínimo de 3 (três) e convidadas pela unidade administrativa, após a convocação, a administração assegurará que cópia da escritura seja afixada em local público para que os demais inscritos na especialidade correspondente manifestem seu interesse até 24 (vinte e quatro) horas antes da apresentação das propostas. Quanto às fases do processo licitatório, pode-se dizer resumidamente que as mesmas se dividem em fase interna e fase externa. A fase interna ocorre quando uma administração pública define o objeto do evento e garante que as questões inerentes ao processo sejam organizadas, desde a despesa até a aprovação pelo departamento jurídico. A segunda fase, a externa, ocorre com a exteriorização desta definição, onde os interessados ​​serão convocados por meio de edital ou carta convite, apresentação de propostas, qualificação, classificação, homologação, cessão, entre outros detalhes inerentes à o evento18.

É garantido a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização dos órgãos públicos, ressalvadas as hipóteses previstas em lei. Da leitura deste artigo é possível inferir a intenção do legislador de preservar as características do estado liberal, mas garantir os direitos do estado de bem-estar.

SOBERANIA NACIONAL

Se formos ao rigor dos conceitos, teremos que concluir que, a partir da Constituição de 1988, a ordem econômica brasileira, ainda de caráter periférico, deverá empreender a quebra de sua dependência em relação aos centros capitalistas desenvolvidos. Esta é uma tarefa que a Constituinte acabou confiando à burguesia nacional, na medida em que constitucionalizou uma ordem econômica de base capitalista. Ou seja, o constituinte de 1988 não rompeu com o sistema capitalista, mas quis formar um capitalismo nacional autônomo, ou seja, não dependente.

Com isso, a Constituição criou as condições legais básicas para a adoção de um desenvolvimento egocêntrico, nacional e popular, que, não sendo sinônimo de isolamento ou autarquia econômica, possibilita a transição para um sistema econômico desenvolvido, no qual a burguesia local. e seu estado possui a produção, o mercado e a capacidade de competir no mercado mundial, os recursos naturais e, finalmente, a tecnologia. Em síntese, a Soberania Nacional é o reflexo da autoridade superior do Estado exercida por meio de políticas públicas, com o ímpeto de fortalecer a economia capitalista nacional, a partir do contexto econômico mundial.

TRATAMENTO FAVORECIDO PARA AS EMPRESAS BRASILEIRAS DE

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foi promulgada em 14 de dezembro de 2006 (Lei Complementar Federal 123/2006) para regulamentar as disposições da Constituição Brasileira, que prevê tratamento diferenciado e preferencial para micro e pequenas empresas. Já passou por quatro rodadas de emendas (Leis Complementares e sempre com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento e a competitividade das micro e pequenas empresas brasileiras, como estratégia de geração de empregos, distribuição de renda, inclusão social, redução da informalidade e Nas contratações públicas da administração direta e indireta, autárquica e fundamental, federal, estadual e municipal, deve ser concedido tratamento diferenciado e simplificado às micro e pequenas empresas com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social no âmbito municipal e regional, ampliando a efetividade de políticas públicas e incentivo à inovação tecnológica.

I - deve realizar processo licitatório voltado exclusivamente à participação de micro e pequenas empresas em itens contratuais de valor até R$ 80 mil reais); III - deverá fixar cota de até 25% (vinte e cinco por cento) do item para contratação de micro e pequenas empresas em licitações para aquisição de bens de natureza divisível. Art. 3º Os benefícios a que se refere o caput deste artigo poderão legitimamente estabelecer prioridade de contratação para micro e pequenas empresas de sede local ou regional, até o limite de 10% (dez por cento) do melhor preço vigente.

Disponível em: . Disponível em: . Acesso em: 28 de abril de 2018. Disponível em: .

Disponível em: Acesso em: 7 jun. Disponível em: Acesso em: 5 jun. 2018.

Referências

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Diante da evidência e do reconhecimento jurídico da discriminação negativa como fator impeditivo de igualdade, cabe ao Estado buscar subsídios para a equiparação social através da