O Clube de Leitores do Ensino Médio do Sesc é uma proposta metódica de incentivo à leitura. O Clube de Leitores do Ensino Médio do Sesc: uma proposta metódica de promoção da leitura.
O corpo docente
O aluno
Podemos perceber que na Escola Sesc de Ensino Médio são vivenciadas experiências transformadoras pouco vistas na realidade da educação brasileira. Escola Sesc de Ensino Médio: acompanhar o desenvolvimento dos alunos quanto à apropriação do texto - especialmente literário - e à utilização da compreensão do texto como instrumento para suas práticas sociais.
Texto e textualidade
É claro que o significado do texto só fica completo quando todos esses níveis funcionam juntos. Referencial é um tipo de coesão que se estabelece entre elementos de um texto que permite o retorno ao mesmo referente.
Gêneros textuais e ensino
O gênero conto
Quanto ao assunto, com base nas principais características do gênero conto, existem diferentes formas de apresentá-lo. Na escola, a identificação das características dos gêneros e a diferenciação dos tipos de histórias contribuem para o despertar do desejo do aluno pela análise textual e pela percepção de signos linguísticos que contribuem para a textualidade e interpretabilidade do texto.
O gênero crônica
Para reforçar a obra literária, Freitas (2007, p. 41) adota as palavras de Artur da Távola: “a crônica é a literatura do jornal e o jornalismo da literatura, e o cronista é o poeta dos acontecimentos cotidianos”. A classificação apresentada certamente não é rígida e permite até combinar os tipos, revelando a plasticidade do género e a criatividade dos autores.
Um breve histórico do livro no Brasil
Os Laemmert investiram fortemente no mercado editorial e publicaram o importante Almanaque Laemmert contendo informações comerciais, financeiras e sociais sobre o Rio de Janeiro. Por volta de 1870, livros baratos já eram distribuídos por vendedores ambulantes em locais mais afastados do centro do Rio de Janeiro.
O universo da leitura
Vale considerar que é uma tendência natural dos jovens se distanciarem dos adultos e que o avanço da tecnologia no mundo atual faz com que uma atividade como a leitura se distancie cada vez mais das práticas pelas quais os jovens se interessam – o que reforça a ideia de que a literatura de massa pode ser o caminho para a formação do leitor contemporâneo. Tratando de diferentes leituras, o autor faz uma divisão didática que apresenta os níveis básicos da leitura: sensorial, emocional e racional. O nível sensorial revela as primeiras impressões dos indivíduos em relação à leitura e caracteriza-se por uma resposta imediata ao que é mostrado aos sentidos, indicando se o leitor aceita ou não, no primeiro contato com a obra, uma situação comum, mesmo em contato com o ambiente. . capas de livros, que podem atrair ou afastar as pessoas.
A percepção do leitor “implica um retorno à sua experiência pessoal e uma visão da história do próprio texto, que estabelece então um diálogo entre esse leitor e o contexto em que a leitura se realiza”. A importância da leitura racional reside no fato de que o processo possibilita a ampliação das possibilidades de leitura do texto ao utilizá-lo para realizar análises ou comprovar conhecimentos. Através disso, são encontradas pistas para a construção de significados, resultando no nascimento do leitor crítico.
Alliende & Condemarín (2005), em Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento, fazem uma interessante apresentação da trajetória de um leitor, desde a preparação das crianças para o mundo da leitura até a formação de leitores críticos, enfatizando a importância e a justificativa da leitura.
A formação do leitor: leitura na escola
Ao final da leitura, seja compartilhada individual ou coletivamente por um mediador, é importante trocar impressões por meio de perguntas para começar a pensar sobre o que leu, podendo expressar opiniões diferentes sobre um mesmo texto. O contexto sociocultural certamente influencia o interesse pela leitura e, portanto, é necessário ampliar os temas abordados para que se relacionem com a realidade, mesmo que indiretamente. Infelizmente, o que vemos na maioria dos casos é que ao final da fase o aluno rompe com a alegria da leitura que antes o acompanhava.
Em decorrência desse sistema escolar fragilizado nas práticas de leitura, os alunos, inclusive os do ensino médio, ainda não reconhecem a importância da leitura e não aceitam o texto como aliado dos estudos em geral e da formação para o mundo do trabalho . Não importa qual estratégia seja usada como disfarce, é essência da escola ensinar a leitura, mas é função do professor garantir que tal escolarização seja adequada e não afaste os alunos ainda mais do universo dos livros e não os aliene. Mesmo no caso da leitura literária, essencialmente ligada à fruição, a sistematização do estudo é um processo natural para que este se transforme em “conhecimento escolar”.
O processo, portanto, começa já na escola primária para que cheguem ao ensino secundário dominando as competências exigidas.
As Orientações Curriculares
A literatura por prazer – ou de apoio, como é o caso dos livros de autoajuda – sem dúvida trouxe nova vida à formação de leitores, desde a possibilidade de utilizar a proximidade do livro para apresentar outras leituras que favoreçam o crescimento como leitor. O que vemos é uma fuga do texto literário, que, no ensino médio, é cercado de datas, informações sobre períodos e características das escolas literárias – experiência muito distante daquela vivenciada no ensino fundamental. Para que o professor prepare e planeje adequadamente tal projeto, é necessário manter contato constante com pesquisas em teoria literária e ser um leitor especialista.
A discussão da leitura é falha quando não dá voz ao aluno, não permite que ele se expresse sobre o que sente ao entrar em contato com o texto. Embora o valor da leitura seja reconhecido pela maioria dos educadores, o que vemos na maioria das escolas públicas e privadas é uma situação em que as atividades que envolvem a leitura acontecem apenas para cumprir o programa. Para reproduzir de alguma forma o modelo FLIP – desconhecido pela maioria dos alunos – um grupo de três professores, uma bibliotecária e dez alunos foi conhecer o evento e se inspirar nele.
O evento acontece durante a chamada “Escola Aberta”, quando são apresentados os projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo.
O papel da biblioteca escolar
No final do século XVIII, com as mudanças ocorridas no país em relação à censura e à permanência dos jesuítas, as Bibliotecas Conventuais declinaram e o acesso aos livros só foi regulamentado em 1810, com a instalação da Biblioteca Real, no Rio de Janeiro. Janeiro. Após a implantação da Biblioteca Real, outras bibliotecas públicas foram criadas no país, como a Biblioteca Pública da Bahia (1811), a Biblioteca Pública do Maranhão (1829) e a Biblioteca Pública do Paraná (1857). A parceria entre a biblioteca e o corpo docente é uma das garantias para o real cumprimento dos objetivos da biblioteca escolar.
Quando pensamos no papel da biblioteca, a ideia de fornecer informação pode ser a primeira a aparecer, mas esta função vai além de simplesmente fornecer dados quando se trata da biblioteca escolar; Ele - juntamente com outros setores da escola - é responsável por permitir que os alunos aprendam e desenvolvam o seu pensamento ao longo da vida, preparando-os para viverem como cidadãos críticos e responsáveis. Para a realização de um trabalho eficaz, o espaço da biblioteca não deve ser considerado um anexo escolar, mas sim um centro de convergência de todas as áreas da escola. Tendo convidado os membros da escola para este trabalho em conjunto, é fundamental que aqueles com experiência na prática da leitura ajudem a sensibilizar e a sensibilizar todos para a valorização do espaço e para a importância da utilização e exploração dos recursos da biblioteca. .
Um dos objetivos da biblioteca da ESEM é divulgar a informação do acervo, promovendo a literatura e a leitura num sentido mais amplo.
A oficina Clube de Leitores
Por isso, planejamos que ao final de cada semestre receberíamos um autor durante a oficina e promoveríamos uma conversa sobre sua obra e sua prática de leitura. Em 2011, o status de projeto de leitura chegou realmente à oficina, pois o Clube de Leitura foi formado por novos integrantes e alunos já participantes, mesclando alunos do 2º e 3º ano. Isto permitiu-nos comparar os dois grupos e ver o progresso feito por aqueles que partilharam as suas experiências de leitura do ano anterior.
Analisados os questionários e verificado o interesse pelas atividades de promoção da leitura da escola, decidimos selecionar 50 dos 165 alunos e convidá-los diretamente a participar na oficina. Mesmo os alunos considerados leitores iniciantes demonstraram desejo de aprofundar o debate e foram claramente motivados pelos comentários de colegas com históricos de leitura mais amplos. Juntamente com dois alunos, tivemos a oportunidade de ouvir outras experiências de promoção da leitura e de partilhar as nossas experiências com pessoas que também se interessaram por esta prática.
Em 2013, o Sesc criou o programa de leitura escolar com novas propostas, como a ampliação do Clube de Leitores com temas diversos e a intervenção de outros educadores.
Análise do acompanhamento discente
O resultado foi a hipótese de que uma atividade de leitura claramente planejada, sistematizada e mediada poderia resultar na aquisição da linguagem a ser demonstrada no discurso oral e escrito. A redução permitiu elencar os alunos que teriam no Clube de Leitura a oportunidade de entrar em contato com a leitura de forma planejada e voltada exclusivamente para eles, o que nem sempre acontece na sala regular, dados os diferentes perfis e formações. leitura. A vontade de participar de atividades de leitura nos chamou a atenção quando tivemos contato com os questionários.
A avaliação da resposta dos participantes do Clube de Leitores nos leva a crer que as práticas de leitura expostas foram fundamentais para o desenvolvimento dos alunos como sujeitos sociais. No que diz respeito à avaliação da mudança de comportamento, pretendeu-se verificar se houve aumento da utilização da biblioteca e se os empréstimos realizados estavam relacionados com o programa de leitura. 90% dos alunos que participaram diretamente do projeto passaram a utilizar com mais frequência a biblioteca escolar para participar de diversas atividades de leitura e para emprestar obras literárias.
O objetivo é que todos os alunos da Escola SESC de Ensino Médio recebam uma formação de excelência e se tornem líderes. A escola oferecerá 480 (quatrocentas e oitenta) horas de aulas de inglês, com o objetivo de que os alunos se tornem fluentes no uso do idioma oralmente e na escrita. Na Escola SESC de Ensino Médio a jornada letiva será em período integral, com 8 (oito) horas diárias de atividades presenciais e extraclasse.