Criando um Campo: Estudos Afro-Latino-Americanos ..19 George Reid Andrews e Alejandro de la Fuente. Ouso dizer que foi o campo mais pioneiro para pensar a perspectiva afro-latino-americana.
ESTUDOS AFRO-LATINO-AMERICANOS
2008 "O Novo Movimento Cultural Afro-Cubano e o Debate Racial na Cuba Contemporânea" no Journal of Latin American Studies, vol. 1942 "A atitude desfavorável de alguns anunciantes de São Paulo em relação a seus funcionários de cor" em Sociologia, vol.
DESIGUALDADES
LATINA: UM BALANÇO HISTORIOGRÁFICO
INTRODUÇÃO
Outro paradigma, inspirado por antropólogos culturais, explora as consequências culturais e sociais do tráfico de escravos. A quantificação do comércio de escravos continua sendo um projeto em andamento, mas as estimativas mais aceitas são de que entre dez e onze milhões de africanos foram forçados a migrar para as Américas.
A FASE INICIAL: DAS FEITORIAS PORTUGUESAS NA ÁFRICA ÀS COLÔNIAS IBÉRICAS NAS AMÉRICAS
A predominância de mercadores portugueses no comércio de escravos para a América Latina derivou dos primeiros padrões do colonialismo ibérico. O comércio de escravos para a América espanhola e para o Brasil foi uma consequência dessas redes comerciais altamente eficientes, primeiro para a América espanhola no início do século XVI e depois para o Brasil a partir da década de 1570 (Green, 2012).
A UNIÃO IBÉRICA (1580-1640): RECONSIDERANDO O ASIENTO PORTUGUÊS E O IMPACTO SOCIOECONÔMICO DA ESCRAVIDÃO
Até recentemente, a maioria dos estudos sobre o tráfico de escravos na América espanhola utilizava a periodização da União Ibérica, quando a Coroa espanhola mantinha o controle político sobre o Império português (Vila Vilar, 1977). Em outras partes da América Central, como Honduras do século XVI, estudiosos da escravidão enfatizaram a relevância econômica dos mercados locais de escravos (Velásquez Lambur, 2015).
BRASIL E AÇÚCAR: REPENSANDO O TRÁFICO PARA A AMÉRICA PORTUGUESA
No século XVIII, os laços bilaterais entre Salvador e o Golfo do Benin catalisaram o tráfico de escravos para o Brasil. Até o final do século XVIII, Portugal cuidou para não atrapalhar as estruturas do tráfico de escravos no Atlântico Sul.
A ÚLTIMA FASE: CUBA E BRASIL
Essa economia complexa também se baseava no capital do comércio de escravos com a África Central (Perera Díaz e Meriño Fuentes, 2015; Laviña e Zeuske, 2014). No rescaldo da independência do Brasil, a dependência do tráfico de escravos foi um dos fatores centrais na vida política brasileira (Chalhoub, 2012).
CONCLUSÃO
2015 "Atlantiese Geskiedenis en die slawehandel na Spaans Amerika" in The American Historical Review Vol. 2011 “Slawery in the Atlantic Islands and the Early Modern Spanish Atlantic World” by Eltis, D. eds.). Afskaffing: A Journal of Slave and Post-Slave Studies Vol. eds.) 2017 "The Iberian Slave Trade: A Global Perspective" in Journal of Global Slavery, Vol.
Parreño, Political Economy and the Second Slavery in Cuba” in Comparative Studies in Society and History Vol. 2014 “Commodity frontiers, business cycle and crisis:. etc.). 2000 "Gender, Race and the Struggle for Social Justice in Brazil" in Latin American Perspectives Vol. Trey” in 2006 “Gender and the Manumission of Slaves in New Spain” in Hispanic American Historical Review Vol.
AFRO-INDÍGENAS
ORIGENS CONCEITUAIS
A escravização dos ameríndios era vista como injustificável porque eram definidos como vassalos da Coroa (desde que não se rebelassem) e como imprópria porque o eram. Em segundo lugar, a escravização dos africanos era moralmente justificável porque eles vinham de uma região identificada na imaginação européia como amplamente pagã. Em terceiro lugar, acreditava-se que os africanos tinham sangue impuro - os estatutos ibéricos do século XVI de limpieza de sangre (pureza do sangue), elaborados durante os últimos estágios da Reconquista cristã, definiam a exclusão social para pessoas com raza de judío ou moro ou sangue mourisco).
Os nativos americanos foram representados de forma mais proeminente no nativismo, uma ideologia intelectual e política de estado que concebeu os povos nativos como os gloriosos ancestrais da nação e como comunidades a serem protegidas por meio de agências governamentais e disposições legais informadas pela antropologia acadêmica e aplicada - mesmo que o objetivo final seja foi a assimilação.
PERÍODO COLONIAL
Desde o final do século XVII, náufragos africanos e outros fugitivos da escravidão nas ilhas vizinhas foram social e linguisticamente integrados pelo Caribe. Os deportados eram aqueles que os britânicos consideravam "negros" em vez de "amarelos", sugerindo a capacidade da divisão conceitual entre afro e indígenas reaparecer em contextos que pareciam transcendê-la (Gonzalez, 1988). A história dessa mistura também começa com um naufrágio no início do século XVII e o progressivo aumento populacional de fugitivos da escravidão, que se instalaram principalmente no norte, no lado hondurenho do território.
Em suma, as dinâmicas de hostilidade e harmonia subjacentes às interações entre negros e indígenas também levaram ao surgimento – em alguns contextos mais do que em outros – de populações afro-indígenas mestiças.
DA INDEPENDÊNCIA AO SÉCULO XX
No Yucatán do século XVII, o mesmo padrão de mulheres espanholas emergiu no papel de clientes (e acusadoras) principalmente de mulheres mulatas, mas também de mulheres maias, vendendo seus serviços mágicos. A indigenização existiu na Argentina, onde a população indígena havia sido amplamente exterminada, enquanto em meados do século XIX o movimento literário cubano do Siboneyismo glorificou a inocência edênica da extinta cultura indígena Cibonei (Alberto e Elena, 2016; Earle, 2007; Menocal, 1964; Ramos, 1998). Na região de Mosquitia, na Nicarágua do século XIX, com a saída da maior parte da classe dos fazendeiros brancos, os crioulos negros ganharam domínio sobre os miquitos, monopolizando o comércio do mogno e controlando a política local.
É claro que em alguns lugares, como a costa caribenha da Colômbia e o nordeste do Brasil, a extensa fusão colonial entre negros e índios, que levou à predominância de uma população rural, heterogênea e mestiça antes da independência, não foi revertida .não foi feito. durante o século XIX e a maior parte do século XX.
CONTEXTOS ATUAIS
Os movimentos negros fizeram pouco uso desse tipo de lógica, enfatizando o racismo e a identidade associados à negritude diaspórica da época – inspirando-se nas lutas racializadas pelos direitos civis nos Estados Unidos e na África do Sul.
REFORMA MULTICULTURALISTA, ASSIMETRIA PERSISTENTE E INDIGENIZAÇÃO DA NEGRITUDE
No Brasil, a população indígena compreende cerca de 0,4% da população e possui cerca de setecentos territórios demarcados (abrangendo mais de 117 milhões de hectares, ou 14% da superfície do país), quase todos na região amazônica (Instituto Socioambiental, 2016 ) ). A principal maneira pela qual os afro-latinos poderiam reivindicar direitos à terra era assemelhando-se a grupos indígenas (Hooker, 2005; Ng'weno, 2007a; Wade, 1995). Mas, em geral, quando a legislação reconheceu os direitos dos afrodescendentes, basicamente colocou negros e indígenas no mesmo nível "étnico" em relação ao Estado, colocando-os em potencial competição.
Em resumo, o efeito das reformas pós-1990 foi o de consolidar a forma pré-existente de institucionalização legal e política das identidades indígenas, ao mesmo tempo em que forneceu um forte impulso para a identidade étnica indígena vis-à-vis estado e agências internacionais. , com base nos conceitos de território comunitário e direito à terra.
COLÔMBIA E BRASIL
A provisão para reivindicações de títulos de terra aplicava-se apenas a "comunidades negras" rurais e ribeirinhas na região da Costa do Pacífico, reforçando poderosamente as imagens regionalizadas de negritude associadas à Costa do Pacífico e uma "etnicização" - e indigenização - da negritude na Colômbia (Restrepo, 2013; Wade, 1995). Diante das remoções forçadas desproporcionalmente sofridas por comunidades indígenas e negras – especialmente na região da Costa do Pacífico, marcada pela violência desde o início dos anos 1990 (Oslender, 2016) –, também se argumenta que as comunidades negras têm a condição de “vítima”, um papel tradicionalmente ocupado pelos povos indígenas (Cárdenas, 2012; Jaramillo Salazar, 2014). Na esteira das reformas de 1991, os povos indígenas decidiram reivindicar direitos exclusivos sobre o morro, que em resposta foi reconvencionado pelos afro-colombianos à terra como um "território coletivo de comunidades negras" sob a proteção da Lei 70.
As comunidades rurais empenhadas em reivindicar títulos de terra e direitos (por exemplo, à água potável) como afrodescendentes tiveram pouco efeito em suas disputas com a mineradora Cerrejón, cujos advogados afirmam que não "comunidades negras" no sentido do termo (Chomsky e Forster, 2006).
AMÉRICA CENTRAL, MÉXICO E PERU
Ao mesmo tempo, esses casos mostram que elementos de uma divisão conceitual entre negritude e indigeneidade podem ser rearticulados e readaptados, ressurgindo em novos contextos, em vez de serem ocultados. Na aldeia de San Nicolás, em Guerrero, segundo Lewis (2012), as pessoas veem sua história como uma mistura entre índios e africanos resultando em uma população local de índios negros. Aqui (e entre os migrantes Ingenio em Lima), de acordo com Golash-Boza, a maioria das pessoas se identifica claramente com a categoria negro, não apenas como um termo para cor, mas como uma categoria racial, implicando uma origem e identidade coletiva, e contra branco em um arranjo bipolar.
De certa forma, as descobertas de Golash-Boz ecoam as descobertas de Hale em Yapatera (como a rejeição da África e a conexão com a escravidão ou o uso de termos de cores como descrições), mas a) revela uma identificação muito mais explícita com a negritude. como categoria e a existência de "consciência negra" (Sue e Golash-Boza e b) dificilmente menciona a mestiçagem entre negros e indígenas, exceto em casos especiais (por exemplo, uma negra cujo pai era serrano).
ENCENAÇÕES MÚTUAS DE IDENTIDADE
2006 “Gran Poder and the Reconquest of La Paz” in Journal of Latin American Anthropology Vol. 2002 “Collective Memory and Ethnic Identities in the Colombian Pacific” in Journal of Latin American Anthropology Vol. 2005 “Indigenous Inclusion/Black Exclusion: Race, Ethnicity, and Multicultural Citizenship in Contemporary Latin America” in Journal of Latin American Studies Vol.
Afro-Colombians, Indigenous People and the Colombian Multicultural State” in Journal of Latin American and Caribbean Anthropology Vol.
DAS DESIGUALDADES NA HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA
No final do século XV, a expansão portuguesa no Oceano Atlântico abriu uma nova fronteira para o tráfico de escravos na África. Ao longo do século XVII, a crença religiosa de que a tendência à heresia poderia se espalhar pelo sangue "infectado" de. Mas mais do que isso, agora está claro que eles lutaram por liberdade e direitos ao longo do século XIX.
Tomadas em conjunto, é muito provável que essas ações tenham tido um impacto individual e estrutural, desempenhando um papel importante na deslegitimação da escravidão ao longo do século XIX (Russell-Wood, 1982; Chalhoub, 1990; Mattos, 1995; Grinberg, 1994 ) ...