A discussão sobre a reforma do Estado deve ocorrer sob o foco do seu propósito: para quê, qual o sentido da reforma e qual o resultado final que se deseja alcançar, uma vez reformado o Estado. A partir daí sabe-se que reforma deve ser feita e como deve ocorrer a transição do Estado que você tem para o Estado que você deseja. O modelo de desenvolvimento brasileiro quase impôs, em muitas situações, uma escolha entre o crescimento econômico e a solução da questão social.
Fazer um diagnóstico preciso da situação do país é fundamental para ter clareza sobre a reforma do Estado que se deseja. Porque a qualidade gerencial que se tem é baseada no conjunto de valores que se estabeleceu e mantém. É absolutamente necessário mudar o padrão de gestão, daí o nome da Secretaria, porque se trata de gestão.
A resposta é simples: porque a qualidade gerencial que se possui baseia-se no conjunto de valores que estabelecem e mantêm a cultura da burocracia. Existe uma estrutura com órgãos, ministérios, secretarias, divisões e secretarias ministeriais, equipas e uma série de leis que definem tudo o que pode ou não ser feito. Isto tem de estar sujeito a leis, regras, estruturas, equipas, treino, competição, recompensa, avaliação de desempenho e assim por diante – quase o oposto, então, da necessidade que existe.
Só depois de repetidas provas de que um programa não estava a funcionar, de que uma política não estava a ser implementada, de que um resultado não estava a ser alcançado, é que foi tomada a decisão de fazer alguma coisa. Caso o modelo operacional elaborado, o conjunto de metas, o volume de recursos e a dinâmica sejam internamente incompatíveis, isso deve ser avaliado para a tomada da melhor decisão. Isso não surge do nada; baseiam-se em opções políticas que precisam de ser avaliadas, para saber se estão a acontecer na prática e se as ações são consistentes ou não com a opção estratégica.
Como aí existe uma forma de trabalhar totalmente regulamentada, diz-se que tudo o que é permitido e o que não é é previamente determinado por escrito, na realidade ninguém gere nada. Somente aqueles que estão comprometidos de corpo e alma com a transformação e estão dispostos a correr o risco e pagar o preço o fazem. Encontrar resultados, manter a transparência, tomar decisões com base na informação, avaliar e poder ajustar o caminho – pontos-chave da transformação desejada – exigem a simplificação de procedimentos de autonomia e responsabilização.
Uma grande variedade de pessoas se reúne, guiadas por um interesse comum, e parcerias são criadas em função disso. Uma medida é o Prêmio Qualidade do Setor Público, concedido às instituições federais que se destacam no atendimento ao cidadão e é julgado pelos mesmos conceitos que premiam as organizações privadas no relacionamento com os clientes. Uma delas é de natureza cultural: as gratificações passaram a funcionar como compensação pela erosão salarial observada entre os servidores do governo federal.
O que não existe em grande escala – e isso só recentemente começou a ser notado – é o conhecimento do que fazer (conteúdo) aliado ao conhecimento de como fazer (gestão).
SETE QUESTÕES RELEVANTES
Porém, o governo federal não tem uma condição fiscal confortável para garantir o fluxo de recursos a ninguém. Na prática, isso era inviável porque o governo federal não garante a liberação de recursos para nenhuma instituição a que está vinculado. Quanto aos limites e à forma de execução dos projetos de transformação ou melhoria da gestão, bem como à sua complexidade no âmbito federal - levando-se em conta também os poderes legislativo e judiciário, os interesses políticos e partidários muito intensos nesta esfera e individuais políticas que devem insistir em um direcionamento ou redirecionamento das instituições −, nota-se que o governo federal é muito diferente do governo estadual, principalmente do governo paulista.
Em São Paulo, o governo federal não tem muito destaque porque o governo estadual é muito independente em relação a ele. As melhorias de gestão do governo federal dão exemplo e incentivam iniciativas semelhantes nos governos estaduais de algumas regiões. Com exceção das experiências na área de saneamento, educação e saúde, com a criação de órgãos deliberativos colegiais, a ligação entre o município e a autarquia federal, o estadual e a autarquia federal é direta.
A atuação do governo federal resulta da combinação dos projetos na esfera política, das qualidades das equipes e da cultura de gestão. A mudança na qualidade gerencial faz com que o órgão do governo federal tenha um padrão de qualidade mais elevado, tornando mais transparente o seu compromisso e, portanto, forçando um novo patamar de diálogo. Esses dois tipos de situações correspondem a 90% dos programas que compõem o plano plurianual do governo federal.
Inicialmente, a Secretaria exigirá que o governo federal tenha um padrão de atendimento. Em 1999, a pesquisa realizada foi uma iniciativa de diálogo público, no sentido de começar a criar esses grupos de referência e criar mecanismos para que os cidadãos dessem feedback mais claro, embora algumas instituições do governo federal já possuam um sistema de ligação direta com. 6. Há alguma intenção da Secretaria de Gestão de incentivar o tratamento das políticas de forma intersetorial, ou seja, implementar uma perspectiva intersetorial no governo federal.
Ao incentivar o estabelecimento de parcerias, é intenção da Secretaria de Gestão promover o tratamento das políticas de forma intersetorial, ou seja, implementar uma perspectiva intersetorial no governo federal. Várias questões do governo federal foram efetivamente resolvidas, que três, quatro equipes sentaram à mesa e discutiram até chegar a um consenso. Assim, no governo federal, apesar das culturas burocráticas fragmentadas, há uma experiência mais recente dos ganhos decorrentes da cooperação intersetorial.
ANEXO
E olhamos aqui para a declaração objetiva, entusiástica do ministro Pedro Parente, o resumo do que o governo quer, do que eu quero, aqui neste ministério e em todos os ministérios. Quantas vezes vejo, de mentes desavisadas, a exigência de reforma do Estado, onde a reforma do Estado se confunde com a redução da força de trabalho, como se esse fosse o grande problema, quando não é. Todas as tentativas iniciais de repensar o Estado partiram do antigo Ministério da Reforma do Estado, do Ministro Bresser Pereira e do Dr.
Mas mais do que isso, o Ministro Pedro Parente – não sei quão bem informado ele está na literatura clássica sobre estes assuntos, como eu estive no passado – ao mencionar aqui a gestão empresarial, está a resolver um dilema histórico, secular, porque , na teoria clássica, a gestão se opunha à empresa. Hoje o empreendedor também tem que ter essa visão global, tem que ter uma visão estratégica, tem que motivar, tem que liderar, tem que ser capaz de transformar o conjunto de estruturas. E há outros que se protegem sob a égide do Estado e cumprem os seus desígnios privados, ganhem ou percam, mas realizam aquelas formações que foram caracterizadas pelo Estado.
E esse projeto tem que contar com essa integração entre o Estado e a sociedade, o tempo todo, entre o gestor, no sentido moderno, e o empreendedor, também no sentido moderno. Quantas vezes estas questões, muitas vezes apenas formais, produzem uma desgraça nacional, como se o líder tivesse aproveitado aquela violação das regras em benefício próprio e não para melhor servir o sentimento social daquilo que está a fazer. E nesta mudança, neste processo de mudança, a acção do Ministério do Orçamento e da Administração será decisiva.
É fundamental que o Brasil se transforme, como está se transformando, em uma sociedade democrática, mais moderna, que não seja constantemente refreada por hipócritas que muitas vezes usam o elemento formal para dar a impressão de que realmente respeitam as ações do Estado. ou as ações do governo, as ações do empregado ou as ações do gestor ou as ações do empresário. A sua dignidade é condição necessária para que este espírito moderno avance e para que possamos desfazer as teias do passado que, ao confundirem calçada com calçada, nada mais fazem do que criar uma maior transformação na estrutura do Estado, não para impedir . . Mais do que a minha aprovação, ele tinha a determinação de que era assim e assim seria.
Todos devemos estar conscientes de que estas transformações são cruciais para o futuro deste país. E é uma pena que não sintam o mesmo entusiasmo que eu sinto pelo que está por vir, daqui para frente e para o novo século, e entendam que estamos entrando no novo século com um projeto nacional de crescimento, de desenvolvimento. , com estabilidade visando o bem-estar da população. Vamos levá-los adiante e tenho certeza que entraremos no novo século com muita confiança e muita capacidade para continuar a reforma do Estado, desta forma como acabei de explicar: uma reforma. o que significa uma mudança de mentalidade e que não significa, simplesmente, cortar e cortar.
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