Em 1967, começaram a aparecer os primeiros resultados de uma experiência que duraria cinco anos. Aí está a semente de um dos capítulos mais fascinantes – a mecânica quântica – de toda a história da física. No encontro, Einstein imagina experimentos com os quais tenta mostrar que aquela teoria estava errada, porque mostra apenas a probabilidade e não a ‘certeza’ – como na física clássica – da ocorrência de um fenômeno.
Einstein nunca aceitou isso, pois acreditou até sua morte no princípio da separação: coisas distantes no espaço podem ser descritas individualmente, elas têm realidades independentes - em palavras simples, o que acontece aqui não afeta o que acontece lá É comum atribuir - inclua-se entre esses Einstein - Bohr características do pensamento positivista - não se pode falar do que não pode ser observado (ou medido) - ou um kantianismo - a essência das coisas não pode ser reconhecida. Para quem ainda não está muito interessado no assunto, a visão de Copenhague é a mais popular até hoje – em geral, os estudantes aprendem mecânica quântica numa base de “fechar e calcular”.
Inicialmente, o autor da teoria da relatividade ficou ressentido com o fato de que essa teoria, desenvolvida na década de 1920, apenas afirmava a probabilidade de ocorrência de um fenômeno. Defendeu o doutorado em 1956, após período na Universidade de Birmingham (Reino Unido), sob orientação do físico germano-britânico Rudolf Peierls. A tese contém a prova de um teorema muito importante na física (teorema CPT), mas no final a prioridade foi dada a outro físico da época.
E será mais uma linha no currículo de uma afirmação que, segundo o físico americano Henry Stapp, especialista nos fundamentos da mecânica quântica, é “o resultado mais profundo da ciência”.
RIO+20
Basicamente, dizem que não é necessário tomar medidas drásticas, no curto prazo, contra o aquecimento global; que o dióxido de carbono não é um poluente; e a evidência do fenómeno não pode ser considerada irrefutável – estas últimas palavras são palavras de um Prémio Nobel da Física. Nordhaus, professor de economia da Universidade de Yale (EUA), "Por que os céticos do clima estão errados" (New York Review of Books, 22/02/12). Mas o que fragilizou as pernas científicas e esvaziou os pulmões científicos foi a descoberta, há alguns anos, das mensagens de um especialista da área em que confessava a manipulação de dados pró-aquecimento - é o lado humano (sem citações) desta atividade. .
A melhor analogia conhecida por este abaixo-assinado sobre o assunto foi inventada pelo físico David Miller, da University College London: imagine uma convenção de membros comprometidos de um partido político. Mas então por que gastar bilhões e bilhões de dólares para descobrir algo que é inútil e invisível? [Cientistas?] parecem pensar que o universo atual é apenas uma abstração na mente de um matemático puro.
Com sua comprovação histórica, por meio de um eclipse solar observado em 1919, principalmente em Sobral (sim, no Ceará), o físico de origem alemã tornou-se uma celebridade internacional. É provável que uma última parte desta relação entre a física e a arte tenha repercutido em Tennessee Williams e no seu trabalho. Afinal, por que abordar um tema chato, ler e reler a mesma página, se não para colocar algo em seus escritos.
A primeira mensagem vai para David Kaplan, renomado diretor teatral e fundador de um festival dedicado às peças do nosso personagem principal. Sim, a astronomia é uma metáfora em Summer and Smoke [no Brasil, Verão e Fumaça ou Anjo de Pedra], de Tennessee Williams”, escreveu-me Kaplan. Na última edição da Tennessee Williams Annual Review, publicamos um artigo até então inédito no qual ele satiriza os professores.
Não vejo nenhuma evidência de que a física ou a astronomia tenham desempenhado qualquer papel nas peças de Williams, embora ele estivesse interessado na física de um ponto de vista filosófico, tal como outros dramaturgos modernos. Li que o tempo é uma face de um continuum quadridimensional em que vivemos. Em sua obra há uma compreensão dos conceitos fundamentais de espaço e matéria e das forças dinâmicas da natureza, identificadas - mas não explicadas - pela ciência de qual a matéria se origina.
BRASIL
A foto que abre este texto captura a conclusão de uma história praticamente desconhecida envolvendo, por um lado, a iniciativa de parte da colônia de imigrantes no Brasil e, por outro, a gratidão dos cientistas japoneses. O motivo: a despedida, após um ano e três meses no Brasil, deste físico e filósofo japonês do cargo de diretor do Instituto de Física Teórica (IFT) – então uma fundação, sediada na Rua Pamplona 145, centro de São Paulo (SP). De um lado estavam os kachigumi (ou triunfalistas), que afirmavam que o Japão havia vencido o conflito.
Hama, que passou a infância no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, retornaria ao país no início da década de 1960 para fazer o doutorado, a convite motivado pela gratidão de um dos maiores físicos do século. Por exemplo, Tomonaga mostrou como distinguir o comportamento de um méson Yukawa positivo de outro com carga negativa. Logo após sua visita de um mês ao Brasil – que incluiu uma breve passagem pelo Rio de Janeiro (RJ) – Yukawa fez o convite.
As conquistas de Lattes em Berkeley foram utilizadas no Brasil em uma campanha em favor da criação de um organismo dedicado exclusivamente à pesquisa em física. Retornando dos EUA no início de 1949, Lattes dedicou-se principalmente à construção de um laboratório para o estudo dos raios cósmicos em grandes altitudes. A colaboração só surgiu após um encontro no Japão em 1962, do qual também participou Occhialini.
Paralelamente à criação do Laboratório de Física Cósmica, surgiu no Brasil um projeto para construir um acelerador com mais energia que o sincrociclotron de 184 polegadas. Cerca de um mês depois, já em Bristol, as placas de pinheiro mudarão a rotina - muitas vezes de forma monótona - e H. Bristol detectou apenas dois eventos de decadência (decadência) do méson pi no méson mi.
Utilizando um mapa do Departamento de Geografia da Universidade de Bristol, Lattes localizou o Monte Chacaltaya (Bolívia), a 5.200 metros acima do nível do mar. No Brasil, as conquistas de Lattes foram aproveitadas para uma campanha em favor da fundação de um centro de pesquisa em física e da implementação de um regime de dedicação integral ao ensino. Esse quadro mental – que aparentemente o marcava desde a infância – foi fortemente agravado em 1954 por um escândalo envolvendo o desvio de recursos do CBPF destinados à construção de um grande acelerador de partículas.
Mas justiça lhe foi feita em 1979, quando no discurso do Nobel recebeu o reconhecimento de um dos maiores físicos teóricos do século passado, o americano Steven Weinberg. Foi o gesto de um grande homem, com consequências extremamente importantes para o estabelecimento da estrutura político-administrativa da ciência no Brasil.
RESENHAS
Feita esta definição, vale apresentar três pontos: a teoria em si, a linguagem de Einstein e o contexto histórico. Para um estudante de humanidades, ávido por saber mais sobre as ciências exatas do século XX, a receita de Einstein será suficiente. O livreto ajuda a reforçar a ideia de que Einstein estava profundamente certo sobre a validade da relatividade geral.
A Editora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) publicou O Ano Milagroso de Einstein - Cinco Artigos que Mudaram a Face da Física (Einstein's Miracle Year - Five Articles That Changed the Face of Physics), uma coletânea de cinco das seis obras - o crianças que Einstein de 1905. Se este livro de Einstein também estiver na sua estante, fique ainda mais feliz. E isto explica em parte o seu livro Relatividade Especial e Geral, já em 1916, e a surpreendente produção de 1905 recolhida no Ano Milagroso de Einstein.
Depois disso, pensei que estava pronto para discutir o assunto com os amigos de Einstein e escrever a biografia. Um deles era sobre a filha de Einstein [Lieserl, nascida antes de seu casamento formal com Mileva Maric, física e primeira esposa de Einstein]. Brian – Acho que foi para tentar explicar como um homem com a personalidade de Einstein teve uma filha que parece ter esquecido.
Algo quase impensável para quem já era referência em mecânica quântica antes mesmo de Einstein – “Onde está meu [livro de] Dirac?”, o físico de. Fica, portanto, um alerta para o leitor incauto que queira desfrutar de uma biografia detalhada de Einstein. Física e realidade” (texto 13) é indispensável para a compreensão dos argumentos de Einstein quando discute a teoria quântica com o famoso físico dinamarquês Niels Bohr.
Einstein”, assinada por quatro famosos cientistas da ex-URSS, ataca a proposta de um governo supranacional. Portanto, o cenário ideal (embora muito improvável) seria o seguinte: institutos, centros e departamentos contassem com historiadores da ciência e filósofos da ciência – bastaria um de cada – para não apenas realizar pesquisas e publicar em suas respectivas áreas, mas também também para proporcionar aos alunos de graduação e pós-graduação essa cultura humanística. Fermi produziu as chamadas estatísticas quânticas – hoje conhecidas como estatísticas de Fermi-Dirac – para uma classe de partículas denominadas, em sua homenagem, férmions (dotadas de spin fracionário).