Deve acrescentar-se que as tendências iniciais de modernização, largamente dominantes entre os iniciadores do sector, também souberam adaptar-se, integrar-se e evoluir para tornar o turismo internacional contemporâneo vanguardista. Hoje, ainda mais do que no passado, devido à crescente concentração do sector (integração vertical e horizontal de cadeias internacionais de hotelaria, lazer e viagens), a maior parte dos fluxos financeiros do turismo são captados por operadores transnacionais, dos quais a sede está na Europa ou na América do Norte.
MERCANTILIZAÇÃO DOS LUGARES E DOS
Não é de estranhar que no topo da classificação (realizada pelo Banco Mundial) apareçam os principais países beneficiários do turismo, per capita…Luxemburgo e outros paraísos fiscais.
COMPORTAMENTOS
Os exemplos são muitos, sobretudo quando a construção de um complexo hoteleiro, campo de golfe ou piscina é efectuada à custa da deslocação forçada da população local, após aquisições mais ou menos legais, ou mesmo casos de privatização de recursos básicos, dos quais os povos indígenas pouco ou nada beneficiam. O compromisso entre formas opostas de viver e de consumir raramente se revela mutuamente benéfico.
LÓGICA DOMINANTE PRIVATIVA
UMA OUTRA RELAÇÃO
CUSTOS/BENEFÍCIOS É POSSÍVEL?
Alternatives Sud (2006), « Expansion touristique : gagnants et perdants », Paris-Louvain-la-Neuve, Syllepse-CETRI, Vol. 2008), "Expansion del turismo internacional: ganadores y perdedores", dans Castellanos Alicia, Turismo, identités y exclusion, Mexique, UAM. 2004), « L'appel à l'éthique et la référence universaliste dans la doctrine officielle du tourisme international », Revue Tiers Monde, t.XLV, n°178, avril-juin.
INTRODUÇÃO
Situado ao largo da costa da Guiné-Bissau, o Arquipélago dos Bijagós possui excepcionais características patrimoniais naturais e culturais, que lhe valeram o estatuto de Reserva da Biosfera da UNESCO. A consultora contou ainda com o acompanhamento permanente de um membro da ONG Tiniguena (Miguel Barros) e de um membro do Instituto Marquês de Valle Flor (Emanuel Ramos), cuja ajuda foi decisiva tanto na recolha como na análise dos dados do inquérito.
CONTEXTO
O TURISMO
NOS BIJAGÓS
Cinquenta por cento da área terrestre do arquipélago é constituída por palmeirais, sendo o restante ocupado principalmente por savana seca e húmida. O relativo isolamento destas ilhas, bem como a gestão sustentável dos recursos pelas comunidades locais, explica o estado de conservação dos ecossistemas do arquipélago.
1 /// O ARQUIPÉLAGO DOS BIJAGÓS
OS BIJAGÓS
As estratégias de subsistência dos Bijagós estão, portanto, intimamente ligadas à exploração sustentável de todos os recursos marinhos, costeiros e terrestres do Arquipélago. No entanto, o baixíssimo nível de desenvolvimento económico da população é compensado por mecanismos de solidariedade comunitária e de redistribuição interna, bem como por regras rigorosas de gestão dos recursos naturais, preciosos para a segurança alimentar (Said e Abreu, 2011).
A RESERVA DE BIOSFERA E OS
Cada parque dispõe de um conselho de gestão no qual participam representantes das tabancas (aldeias) das ilhas em questão. Com o apoio dos parceiros (Tiniguena, FIBA, IBAP), esta dinâmica levou à adopção de um plano.
A ÁREA MARINHA PROTEGIDA
Um processo de vários anos de consulta que surgiu de um consenso entre os habitantes das três ilhas (membros das etnias Bijagó, mas também Papéis e Nhominkas), sobre a evolução dos recursos e a coerência dos sistemas de produção destes três grupos . dos usuários com formas tradicionais de gestão e preservação do meio ambiente natural. Urok AMPC constitui, desta vez, um raro exemplo de apropriação das regras de gestão de uma área protegida pelos seus habitantes, um objectivo promovido por instituições internacionais de conservação há uma dezena de anos7, que é difícil de concretizar. ). .
COMUNITÁRIA DE UROK
As vantagens e sucessos das experiências em termos ambientais, socioculturais e socioeconómicos foram realçados em 2008 através de uma avaliação externa (Renard, 2008), que foi depois validada em 2009 no âmbito de um inquérito através de um questionário realizado entre Residentes da AMPC (Brenier, Ramos e Henriques, 2009). Este potencial assenta no arquipélago e no isolamento do arquipélago, na existência de espécies patrimoniais simbólicas e ameaçadas de extinção (tartarugas marinhas, peixes-boi, etc.) na presença de uma vasta gama de habitats e ecossistemas e numa relativa abundância de recursos piscícolas (Bernatets , 2009).
CRIAR TURISMO“
UMA OFERTA REDUZIDA
Perfil Estalagem Estalagem Estalagem Sociedade de Pesca Estalagem Sociedade de Pesca Sociedade de Pesca Sociedade de Pesca Perfil Guest House Clube de Pesca Hotel Clube de Pesca Clube de Pesca Clube de Pesca Hotel
DESENVOLVIMENTO DESCONTROLADO E
Esta falta de um Plano Diretor do Turismo foi agravada pela fragilidade e fragmentação das instituições estatais no arquipélago dos Bijagós. Documento, porém, ignorado pelos responsáveis da Secretaria de Estado do Turismo e da Administração do Território (INEP, 2007).
OCUPAÇÃO
DAS TERRAS E CONFLITOS
FUNDIÁRIOS
O problema mais sensível que surge com a expansão do turismo no Arquipélago dos Bijagós é a forma como a terra é apropriada pelos investidores e todo o tipo de tensões que isso provoca. As autoridades convidam então os gestores a obterem o consentimento da comunidade tradicional de proprietários proprietários da terra.
1 /// O NÃO RESPEITO PELO
A este nível, os procedimentos raramente são respeitados, pois muitas vezes os operadores acordam direta e exclusivamente com os administradores do setor ou com funcionários da DG Turismo, quando na verdade o processo de concessão é normalmente da responsabilidade das autoridades regionais e centrais da administração territorial e deve cumprir um procedimento preciso que inclui nomeadamente uma audiência pública e um aviso emitido pelo IBAP. Apesar do cuidado dos investidores em apresentar a sua transação à sociedade como uma operação transparente e justa, ela é desequilibrada em vários aspectos.
ACORDO LIVRE, PRÉ-ESTABELECIDO
Em última análise, mesmo quando o investidor obtém um acordo escrito do líder do país, o princípio internacional reconhecido de “consentimento livre, prévio e informado” não é essencialmente respeitado.12 Qual é o grau de liberdade para este acordo quando um trabalho com orientação e perniciosa a persuasão interfere nos processos de tomada de decisão da sociedade. Qual o nível de informação real da comunidade quando não existe um mecanismo de verificação do cumprimento das promessas e da adequação entre o discurso ex ante e o projecto turístico ex post dos investidores.
2 /// CONFLITOS EM CASCATA E
CONFLITOS
ENTRE PROPRIETÁRIOS TRADICIONAIS E
INVESTIDORES
DIVISÕES NO INTERIOR DAS
RUBANE
PARAÍSO
TROPICAL E … PARADIGMA
CONFLITOS ENTRE ADMINISTRADORES
As operações de aquisição de terrenos pelos operadores turísticos nos Bijagós não seguem na prática o princípio do “consentimento livre, predeterminado e informado” promovido à escala internacional. A mercantilização da terra associada ao turismo cria uma dinâmica de competição por terras produtivas, o que constitui um vector de potenciais conflitos a médio prazo.
IMPACTOS SÓCIO-
ECONÓMICOS
UMA OPERAÇÃO GANHADOR-
PERDEDOR
Nos Bijagós, tanto os operadores como os políticos locais apresentam a implementação de novos empreendimentos turísticos como uma operação “ganha-ganha”, da qual as comunidades locais são beneficiárias globais. O exame crítico das experiências turísticas desenvolvidas nos últimos 15 anos no Arquipélago convida-nos a questionar este saldo aparentemente positivo para as comunidades locais.
1 /// IMPACTOS SOBRE O
DESENVOLVI- MENTO LOCAL
BENEFÍCIOS
LIMITADOS E NÃO SUSTENTÁVEIS 13
PERDAS INCALCULÁVEIS E
A longo prazo, o impacto económico da expansão do turismo na população local é geralmente negativo. Muitas vezes, depois de alguns anos, apenas as disputas e a amarga impressão de terem sido enganados permanecem entre os moradores.
1.3 “A ILUSÃO DO DESENVOLVIMENTO”
Este processo de abandono do trabalho agrícola não seria problemático se o sector do turismo oferecesse uma alternativa económica viável para um maior número de pessoas. Os retornos monetários derivados de alguns dos empregos ocasionais no sector do turismo não compensam a perda de terras e de coesão interna.
E O CRESCIMENTO DAS DEPENDÊNCIAS
Exemplos de outros países mostram que os antigos trabalhadores do turismo enfrentam enormes dificuldades em encontrar novamente trabalho nas actividades económicas tradicionais. Agora, o preço do arroz nos mercados internacionais tem aumentado há vários anos, o que reduz significativamente a quantidade de arroz “pequeno”.
2 /// IMPACTOS SOBRE O
DESENVOLVIMENTO NACIONAL
O desenvolvimento do turismo nos Bijagós não é um bom negócio nem para as comunidades locais nem para o país como um todo. A volatilidade a longo prazo do sector do turismo coloca as comunidades numa posição de dependência altamente arriscada.
IMPACTOS
CULTURAIS: ENTRE MERCANTILIZAÇÃO
BIJAGÓ
A cultura e o património ocupam um lugar cada vez maior no discurso internacional no domínio do turismo. Como já foi referido, a originalidade do património cultural bijagó e o seu nível de preservação, relacionado com o isolamento das ilhas, corresponde a este novo código turístico globalizado e às expectativas dos viajantes.
HOTEL DE MAIO
O TURISMO COMO
A valorização financeira da cultura bijagó fantasiada pelo operador turístico contrasta completamente com a desvalorização social da cultura bijagó real, a que conduz a actividade turística. Não há dúvida se considerarmos a cultura bijagó como uma cultura que funciona num círculo fechado, cujos vestígios devem ser preservados.
AMBIENTAIS
COMPORTAMENTOS AMBÍGUOS
Em primeiro lugar, os operadores subscrevem uma lógica de lucro a curto prazo, ditada especialmente pela incerteza da sua situação jurídica. As estrelas são geralmente equipadas com um motor de alta potência (2x60CV, 2x75CV), o que inevitavelmente tem impacto na fauna marinha. 3) Ambiguidade em relação às Áreas Marinhas Protegidas.
1 /// IMPACTOS DIRETOS
No entanto, os pescadores devem adquirir uma autorização de entrada (1000 FFA/por pessoa, dia) e uma licença de pesca (5000 FCFA/por barco, dia). Alguns pescadores contribuem para o controlo das áreas marinhas, alertando o pessoal do IBAP quando os pescadores comerciais entram na área.
2 /// IMPACTOS INDIRETOS
O acesso aos recursos da área núcleo é reservado exclusivamente aos moradores para fins alimentares e rituais, sem redes e sem motor. O líder do clube de pesca “Mîles vagues de découverte” do ilhéu de Quéré solicita há vários anos o acesso dos seus barcos de pesca a esta zona central da AMPC Urok.
ECOTURISMO CONTRA
CONCLUSÕES
NOS ANTÍPODAS DE UM TURISMO
RESUMO DOS ELEMENTOS DO
Diminuição do nível de auto-suficiência alimentar local, aumento da dependência do turismo e dos mercados alimentares; Com excepção do Orango Parque Hotel, que pratica os princípios do ecoturismo, a maioria dos investimentos conduz a um saldo negativo tanto para a população como para o Estado: em termos de impacto ambiental, degradação sociocultural e recursos pesqueiros, etc.
É POSSÍVEL OUTRO TURISMO NOS
BIJAGÓS?
Este estudo mostra que o resultado do turismo “realmente existente” no Arquipélago é evidente: o saldo é geralmente negativo tanto para a população como para o ambiente. Estas organizações trabalham em conjunto para o surgimento de um tipo de turismo diferente nos Bijagós, um turismo de “qualidade”, “que respeite a biodiversidade e a cultura”, nas palavras de Alfredo Simão da Silva, diretor do IBAP.
1 ///A AGENDA DO ECOTURISMO
O IBAP desenvolve há vários anos uma experiência com o objetivo de pôr em prática os princípios do ecoturismo e provar que este outro turismo é possível nos Bijagós: este é o projeto Orango Parque Hotel. O Hotel Orango Parque está localizado na Ilha de Orango, ilha principal do Parque Nacional de Orango, situada no sul do arquipélago dos Bijagós.
2 /// ORANGO PARQUE HOTEL
Construído em 1997 por um investidor italiano, foi abandonado durante a guerra civil e colocado à venda em 2000, ano em que o Parque Nacional de Orango foi criado. Todos os trabalhadores são jovens da vizinha Eticoga Inn, na Ilha de Orango.
FUNDAMENTOS E LIMITES DE UM
O Hotel Orango Parque não é gerido por um operador turístico, mas sim por organizações especificamente dedicadas à conservação ambiental (IBAP) e ao desenvolvimento comunitário (ONG CDB Habitat). Como transformar as atuais estruturas turísticas em Bijagós para adotar a filosofia do Hotel Orango Parque e regressar às práticas de ecoturismo.
3 /// AS CONDIÇÕES PARA UMA
Em primeiro lugar, importa referir que estes dispositivos de certificação são uma iniciativa voluntária dos operadores. Hoje em dia grande parte dos clientes dos empreendimentos turísticos são pescadores desportivos movidos por preocupações (tirar fotografia de uma “grande pescaria”) completamente alheias às do visitante que escolhe o seu estabelecimento com base em critérios ambientais.
CONVERSÃO AO ECOTURISMO
A OPÇÃO DA AUTO-REGULAÇÃO
Nos últimos anos podemos constatar a existência de uma infinidade de letras e códigos que têm muito pouca vinculação para quem os assina: certas designações baseiam-se muitas vezes em dados fornecidos pelos próprios operadores (Ringot, 2007). Finalmente, deve-se notar, como Bernard Schéou (2009), que quase todos os sessenta sistemas de certificação internacionais no sector do turismo enfatizam os aspectos ambientais e mostram pouco interesse nos aspectos sociais e no acesso à terra.
A OPÇÃO DA REGULAMENTAÇÃO
Dado o excepcional valor e sensibilidade do património natural e cultural, recomenda-se a associação de uma Carta Turística ao Plano Director que defina critérios ambientais e sociais mínimos para a implantação de todas as novas instalações, que neste sentido são objecto de um impacto sistemático. estudar. Defender a avaliação, atualização e aplicação rigorosa das regras e procedimentos de acesso à terra relativos ao setor do turismo na RBABB;.
PROPOSTAS DO IBAP E
Refira-se a este respeito que o Parlamento aprovou em 2011 a suspensão da venda de terrenos em zonas turísticas, especialmente nos Bijagós. Se esta medida for aprovada, grandes concessões de terras deverão ser aprovadas pelo Parlamento.
DOS SEUS PARCEIROS
Trata-se, portanto, de implementar as condições institucionais para a utilização das regras do jogo, não só pelos operadores, mas também pelos representantes do Estado. Sejamos realistas: não se pode esperar a médio prazo uma verdadeira transição de todas as administrações em questão para as regras do jogo do ecoturismo.
O CASO
PARTICULAR
DA AMPC UROK
Estabelecemos que um processo de gestão participativa de escala sem precedentes está em curso na AMPC Urok desde 2005 (ver secção 1.1.4). Ao contrário dos projectos convencionais de conservação, que encaram as práticas produtivas tradicionais dos residentes como obstáculos, a AMPC tem um plano de gestão dos recursos marinhos e costeiros que restaura e adapta as regras tradicionais para a conservação dos recursos naturais.
1 /// É POSSIVEL UM
Na AMPC Urok, a cultura local, os objetivos de desenvolvimento e os objetivos de conservação reforçam-se mutuamente (IBAP et al., 2003; Renard, 2008; Brenier, Ramos, & Henriques, 2009). Mesmo que estivesse motivado pelas melhores intenções e comprometido com um acordo com os moradores respeitando o plano de manejo, o zoneamento, a cultura local e a repartição de benefícios, o recém-chegado estaria criando.
DESENVOLVIMENTO SEM TURISMO
O projeto AMPC Urok está intimamente ligado à ideia de integridade territorial e controle total dos seus recursos naturais por parte dos seus habitantes. A experiência da AMPC Urok pretende também demonstrar a outras comunidades da região que o turismo não é o caminho inevitável para o desenvolvimento socioeconómico do Arquipélago.
UMA ESTRATÉGIA DE
Os autores de um estudo de campo sistemático e qualitativo sobre a "dinâmica, constrangimentos e possibilidades" da economia local da AMPC Urok (Said e Abreu, 2011) - propõem uma intervenção multinível para eliminar obstáculos que permitirão a melhoria das condições de vida dos habitantes. As autoridades da AMPC Urok devem, portanto, prever esta possibilidade e dotar-se de um instrumento que lhes permita discutir possíveis propostas futuras, a fim de limitar ao máximo as consequências negativas desta intrusão na dinâmica actual da comunidade.
2 /// POR UM INSTRUMENTO
Este documento serviria como um contrato entre o investidor, as comunidades e as autoridades de supervisão de Urok (IBAP e Tiniguena) e teria de ser validado por um representante da administração territorial e um representante da DG Turismo. O contato da operadora para tudo relacionado aos seus direitos e obrigações é o Comitê Gestor Urok (CGU).
AMPC
CAIA
CIPA
FBGB
FIBA
FISCAP
IBAP
IMPAC
IMVF
INEP
NOVIB
PRCM
RAMAO
RBABB
UICN
LISTA DOS
ACRÓNIMOS
E ABREVIATURAS
2006) com base no quadro integrado solicitado pelo Governo da Guiné-Bissau. Cantusam (2007), Synthèse du report «diagnostic diachronique du Tourisme en Guinea Bissau», documento de trabalho. 2010), La gestion du Tourisme dans les AMP, relatório de análise temática n.º 6, no âmbito do programa «Aires Marines Protégées: capitalização da experiência com co-financiamentos par le FFEM.
BIBLIOGRAFIA
Augusto Fernandes Pereira Régulo (Poder Tradicional) Aldeia de Eticoga, Ilha de Orango OS HABITANTES DO ARQUIPÉLAGO DE BIJAGÓS.
ANEXO
LISTA DAS PESSOAS/
INSTITUIÇÕES ENTREVISTAS