Investimento Estrangeiro Direto, Fusões e Aquisições e a Desnacionalização da Economia Brasileira: Uma Revisão da Década do Plano Real — André Luís Forti Scherer. O mercado de trabalho no Rio Grande do Sul e o plano certo: as principais evidências - Maria Isabel Herz da Jornada.
Política monetária: no primeiro semestre de 2004, Copom mantém cautela na
Resumo
Palavras-chave
Abstract
Neste texto, procuramos analisar o comportamento da política monetária no primeiro semestre de 2004, período em que o Conselho de Política Monetária (COPOM) foi muito cauteloso na redução da taxa Selic. Ao final, há breves reflexões sobre os possíveis rumos da política monetária no segundo semestre.
O não corte da taxa Selic promovido pelo Bacen suscitou manifestações de preocupação com o modelo de metas de inflação. O Copom também considerou as projeções de inflação para o período de 12 meses correspondente ao segundo semestre de 2004 e ao primeiro semestre de 2005.
2 - Evolução dos agregados monetários
No que diz respeito ao meio de pagamento M1, conforme dados da Tabela 2, cresceu apenas em abril, pois a variação nos demais meses do ano foi negativa. Em abril, o aumento de 0,60% no saldo de papel-moeda público e o aumento de 1,80% no saldo de depósitos à vista contribuíram para a expansão de 1,30%.
Variação percentual do total de operações de crédito do sistema financeiro em relação ao PIB brasileiro - janeiro-abril/04. Portanto, como se pode verificar, apesar da queda significativa da taxa Selic, esta não foi suficiente para provocar uma redução relativamente intensa na taxa de juros das operações de crédito com recursos livres do sistema financeiro.
4 - Considerações finais
Com base nessa situação, pode-se concluir que, se o Bacen, de fato, seguir o objetivo central para o próximo ano, definido pelo Conselho Monetário Nacional, haverá pouco espaço para redução da taxa de juros no segundo semestre de Do ano. , mesmo considerando que a trajetória da inflação é influenciada por um conjunto mais amplo de fatores. Entre os principais determinantes destaca-se a possibilidade de o governo norte-americano aumentar a taxa de juro de referência no segundo semestre.
Política fiscal: o ajuste pelo lado da receita*
Introdução
A primeira, que deve ser analisada até o final do ano, inclui os aspectos mais polêmicos, como a proibição de estados concederem incentivos fiscais e a criação do Fundo de Desenvolvimento Regional para financiar projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. . regiões. No segundo, que deverá ser revisto até 2007, destacam-se as novas regras do ICMS para determinados setores, o novo formato do Fundo de Participação Municipal, bem como a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em nível nacional (Brandão, 2004).
1 - O acordo com o FMI
A segunda parte examina o resultado das contas do setor público, o comportamento da dívida líquida total e o desempenho do governo central, bem como uma análise dos impostos federais até maio de 2004. Quanto à dívida líquida do setor público, estima-se que até o final de dezembro de 2004 será alcançado o valor de R$ 1.052,6 bilhões.
Contudo, os resultados favoráveis apresentados pelo sector público consolidado não foram suficientes para compensar as enormes despesas com juros da dívida pública nos primeiros cinco meses de 2004. Incluindo as despesas com juros, o sector público consolidado registou um défice nominal de R79,0 mil milhões de dólares. em 2003, o que significa 5,22% do PIB.
Do total da dívida interna líquida, destaca-se a dívida mobiliária do Tesouro Nacional (dívida em títulos), que atingiu o valor de R$ 700,9 bilhões em maio de 2004. Analisando a composição da dívida pública do governo federal em títulos, verifica-se que facto de ter havido uma alteração durante 2003 e até Maio de 2004 (gráfico 1).
4 - O resultado primário do Governo Central
De qualquer forma, relativamente ao ano de 2003, registou-se uma descida acentuada da taxa de juro. A dinâmica da dívida pública é afectada por diversas variáveis, incluindo a taxa de câmbio, “esqueletos” (dívidas de anos diferentes), taxa de juro, crescimento do PIB e resultado primário.
Entre os principais impostos e contribuições, destacaram-se a Cofins, a CSLL e o Imposto de Renda Total (IR-total). O IR total registrou pequeno aumento nos primeiros cinco meses de 2004, devido ao pagamento da segunda parcela do Imposto de Renda Pessoa Física (10,1%).
6 - Considerações finais
O imposto sobre produtos industrializados (IPI total) apresentou pequena recuperação de 2,6% nos primeiros cinco meses de 2004, motivada pelo aumento médio de 20% na alíquota específica do IPI do fumo (Decreto nº determinado em 2003, crescendo 10,4 % neste ano. Quanto à arrecadação de tributos federais, conforme esperado, houve um crescimento significativo na arrecadação de alguns tributos nos primeiros cinco meses de 2004, principalmente contribuições sociais (em sua maioria não compartilhadas com outras esferas de governo).
Contudo, o esforço fiscal empreendido não foi suficiente para reduzir significativamente a dívida líquida do sector público, que registou uma pequena queda até Maio de 2004, passando de 58,7% do PIB até Dezembro de 2003 para 56,8% do PIB até Maio de 2004. A retoma da actividade económica A actividade económica, com o aumento do PIB projectado para 2004, aliado à redução das taxas de juro e à estabilidade cambial, poderá significar uma tendência descendente do rácio dívida pública/PIB.
As exportações gaúchas: uma avaliação dos primeiros quatro meses de 2004
As exportações têm se mostrado uma importante fonte de crescimento para a economia do estado, e tornaram-se ainda mais relevantes em períodos de contração ou baixo crescimento da demanda interna brasileira, como os ocorridos nos últimos anos. Com o objetivo de analisar o comportamento das exportações gaúchas no primeiro quadrimestre de 2004, este trabalho inclui uma breve revisão das exportações de 2003, seguida de um panorama geral da balança comercial de janeiro a abril de 20041 para, em seguida, examinar as exportações por principais grupos de produtos e destinos e, por fim, apresentar as considerações finais.
Breve comentário sobre o comércio externo em 2003
Mas o Capítulo 64, que inclui calçados, obras de arte e peças, continuou sendo o de maior valor exportado (1.186 milhões de dólares), apesar da ligeira queda nas vendas externas de 0,8% em 2003, ao contrário do que aconteceu no País, onde as exportações cresceram 7% em relação a 2002. Em relação aos mercados externos de destino dos produtos gaúchos em 2003, cabe ressaltar a relevância dos Estados Unidos – apesar da queda de 2%.
A balança comercial no primeiro quadrimestre de 2004
Resíduos e desperdícios da indústria alimentícia (153%), especialmente farelo de soja; Veículos, automóveis, tratores, etc., suas peças e acessórios (82%), com destaque para tratores. Mas vale destacar também que quando se analisam as exportações por fator agregado, verifica-se que nos primeiros quatro meses de 2004 os produtos processados foram os mais representativos das exportações (gráfico 1).
As exportações por principais grupos de produtos
Calçados
Soja (grãos, farelo e óleo)
Valor e composição, por produto, das exportações do Rio Grande do Sul — Jan.-Abr./03 e Jan.-Abr./04.
Carnes
Carne de aves
Carnes suínas
Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos
Automóveis, tratores, suas partes e acessórios
Um dos motivos do aumento nas vendas de tratores foi que em 2003 a empresa Agco transferiu sua linha de tratores da Inglaterra para Canoas (RS), aumentando em 50% a capacidade instalada da fábrica (de 80 para 120 tratores/dia) com grande parte de sua produção direcionada ao mercado externo (Cigana, 2004).
Fumo
Cereais
Além disso, os produtos do segmento de transportes têm apresentado maior competitividade no mercado externo, especialmente nos EUA e na América Latina, onde se destacam as aquisições da Argentina, Chile, México, Colômbia e Venezuela. Embora o Brasil seja um dos maiores importadores mundiais de trigo, desde dezembro de 2003 o RS exporta esse grão, o que, além da boa colheita, se deve aos altos custos de transporte e impostos no mercado interno, que aumentam os custos de o produto.
Couros
Produtos petroquímicos
As vendas de plásticos foram destinadas principalmente aos membros e associados do Mercosul, que juntos absorveram 58% do valor exportado, com destaque para a Argentina. As vendas de produtos químicos orgânicos atingiram US$ 73,3 milhões, um aumento de 24% em relação aos primeiros quatro meses de 2003.
Móveis
A ampliação dos mercados para os produtos gaúchos
Destacaram-se também as exportações de motores diesel/semidiesel para veículos e produtos plásticos, especialmente polietileno, caracterizando este país como um grande importador de produtos industrializados do Rio Grande do Sul. Diante da relevância da soja na agenda, este país caracteriza-se como um grande importador de produtos básicos do Rio Grande do Sul.
Considerações finais
Porém, acredita-se que o RS poderá ampliar ainda mais seus negócios, aumentando o número de exportadores e também diversificando o portfólio de produtos capazes de competir no exterior. Por fim, as exportações gaúchas, por um lado, dependem de empresas que consigam reduzir seus custos e/ou encontrar produtos e nichos de mercado específicos para competir no mercado internacional em termos de preços ou diferenciação de produtos e mercados. . segmentação.
Comportamento da indústria brasileira e da gaúcha no primeiro quadrimestre
The same behavior can be found in most of the countries searched by IBGE. In Rio Grande do Sul, the resumption of industrial activity was strongly influenced by the performance of agribusiness and exports, boosted by national agricultural production and growth in external demand.
Política econômica e desempenho industrial
Este artigo tem como objetivo analisar o desempenho da produção industrial, no Brasil e no Rio Grande do Sul, no primeiro quadrimestre de 2004, a partir do comportamento dos principais indicadores do nível de atividade fabril. Os segmentos ligados à agroindústria e ao setor externo continuam a impulsionar o crescimento da produção industrial e o mercado interno, apesar do desempenho insignificante nos primeiros quatro meses de 2004, apresenta alguns sinais de recuperação que poderão concretizar-se no segundo semestre de 2004. em andamento.
Desempenho da indústria brasileira no primeiro quadrimestre de 2004
Taxa acumulada de crescimento da produção física industrial, por categoria de uso, no Brasil — 2002/04. Taxa acumulada de crescimento da produção física, discriminada por setores industriais e atividades, no Brasil — Dez./03-Abr./04.
O contexto nacional e a indústria gaúcha
Para aprofundar a comparação entre o desempenho dos setores industriais brasileiro e gaúcho, o gráfico 2 apresenta as taxas de crescimento da produção física da indústria de transformação do Brasil e do Rio Grande do Sul, com base em índices mensais (comparação mês/mesmo mês do ano anterior), a partir de 2002. Entre abril de 2002 e maio de 2004, houve maior frequência das taxas mensais de crescimento nacional, superando a da indústria estadual (17 contra nove registros).
Indústria gaúcha no primeiro quadrimestre de 2004: em ritmo de recuperação
Sob a pressão negativa exercida sobre o indicador acumulado no primeiro quadrimestre de 2004, o IBGE destacou as atividades de produção de calçados e artigos de couro (-7,23%) e produção de alimentos (-0,51%), ambas com expressiva representação no VTI do Rio. . Grande do Sul (13,54% e 15,18% respectivamente). O desempenho dos segmentos ligados à agroindústria, com forte presença no Rio Grande do Sul, e dos segmentos voltados ao mercado externo, deverá continuar influenciando as taxas de crescimento do setor.
A safra de grãos de verão 2003/04 no Brasil e no Rio Grande do Sul
Primeiramente será descrita brevemente a previsão para o total da safra 2003/04, comparando-a com a produção do ano passado. Em seguida, cada uma das culturas será examinada separadamente, utilizando as diversas pesquisas elaboradas pelo IBGE, buscando estabelecer o leitor em relação à evolução das culturas atuais de cada uma delas.
Antecedentes
Serão comparadas estimativas da produção de arroz, feijão, milho e soja para o ano de 2003/. Para o ano 2003/04, as previsões iniciais eram de redução nas áreas plantadas e menor consumo de insumos, principalmente na produção de safrinha.
Soja
Em pesquisa de março do IBGE, as previsões para a safra brasileira de soja 2003/04 foram reduzidas para 52,6 milhões de toneladas, pouco mais de 2% acima do produzido na safra passada. Mas quando terminou a colheita, os números da quantidade a ser colhida no país acabaram sendo ainda menores: segundo os últimos dados (pesquisa de abril), a produção de soja no Rio Grande do Sul era limitada, seriam 5,7 milhões toneladas, o que é 40% inferior ao da safra 2002/2002.
Arroz
A falta de chuvas verificada no final do ano em algumas regiões do Rio Grande do Sul e de forma mais intensa em todo o estado nos meses de janeiro e fevereiro reduziu os números da safra 2003/04, que segundo o levantamento de março foi de pouco mais de 7 milhões toneladas. A produção de arroz no Rio Grande do Sul, que não atingiu 5 milhões de toneladas em 2002/03, seria de 6 milhões na safra atual.
Milho
Feijão
Sendo responsável pela maior parte da produção desse grão no estado, o aumento da quantidade produzida na primeira safra quase compensou a redução ocorrida na segunda, que chegou a mais de 64%, resultando não só em a diminuição da área plantada, mas sobretudo a diminuição da produtividade das culturas.
Conclusões
TEMA EM DEBATE
Investimento direto estrangeiro, fusões e aquisições e desnacionalização da
Uma das consequências mais significativas do Plano Real foi a retomada dos fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) para o Brasil em meados da década de 1990. Este artigo tem como objetivo fazer uma avaliação qualitativa da entrada de investimento estrangeiro direto no país após o plano real.
O crescimento do investimento gerado por fusões e aquisições internacionais excede as taxas de crescimento do investimento direto estrangeiro total em todos os períodos apresentados no Gráfico 1, um elemento dinâmico do IDE global nesta década. Taxas de crescimento anuais dos principais indicadores de investimento direto estrangeiro, PIB mundial, comércio internacional e fusões.
O IDE é também um elemento explicativo essencial para a compreensão das tendências do comércio internacional, uma vez que as empresas multinacionais são responsáveis por dois terços do comércio mundial.
2 - A lógica do investimento direto
Entre 1994 e o volume total de investimento estrangeiro direto que entrou no Brasil estava relacionado às aquisições de empresas nacionais por empresas estrangeiras. Contudo, o maior volume de entradas de divisas relacionadas com aquisições de empresas nacionais foi direcionado para transações envolvendo empresas privadas.
O interesse dos investidores no sector industrial também está novamente a aumentar, criando um perfil sectorial mais saudável para os fluxos de investimento directo estrangeiro no período recente. No entanto, este novo perfil surge no contexto de uma queda no volume absoluto de entradas de IDE no país.
5 Entre 1994 e 2003, foram contabilizadas 77 fusões e aquisições (incluindo aquelas entre empresas de capital nacional) envolvendo apenas supermercados, segundo KPMG (2004). O número total de bancos com participação estrangeira aumentou de 68 para 90 entre 1994 e 2003, com 62 bancos com participação maioritária estrangeira (mais de 50% do capital votante).
3 - Considerações finais
Os bancos com participação majoritária estrangeira aumentaram sua participação no sistema bancário nacional em 17 pontos percentuais entre 1994 e 2002, atingindo 27,7% do ativo total, 30,5% das operações de crédito e 20,1%. Nas operações de aquisição de recursos externos, os bancos com participação de capital estrangeiro alcançaram posição majoritária em 2002.
Lendo o Real com um olho em Keynes e outro em Kalecki
Absctract
1 Vale lembrar que II. parte de Essays on Persuasion, o texto mais vendido de Keynes no Brasil. Esta é a obra de Keynes que a Editora Abril colocou à disposição do grande público e dos mais diversos cientistas sociais brasileiros nas diversas edições da coleção Os Pensadores.
1 - A teoria keynesiana da inflação
No segundo caso, a política monetária perde a sua eficácia porque a taxa de circulação de rendimentos cresce exponencialmente com a inflação, fazendo com que esta aumente.7. Este artigo examina a política monetária e as relações macroeconômicas básicas envolvendo produção, inflação, taxas de juros e moeda no Brasil.
2 - A teoria kaleckiana da inflação
Parar este processo envolve, por um lado, a supressão das pressões sobre os custos (ou seja, a capacidade dos trabalhadores para se mobilizarem e obterem salários nominais mais elevados) e, por outro lado, o poder de transferência (ou seja, o grau de monopólio). o que necessariamente leva à questão: o que muda o grau de monopólio. Outras grandes empresas jogam o mesmo jogo e, assim, o grau de monopólio aumenta significativamente.
3 - Esboço de uma política keyneso-
Isto significa que a redução de preços por parte de alguns concorrentes (sejam eles externos ou. A desigualdade de exposição competitiva pode [mais: deve!] resultar em novos conflitos distributivos, que tendem a ser resolvidos numa reestruturação dos preços relativos no pós - chocado.
A boa gestão da URV – inclusive no que diz respeito à sua relação, apropriadamente explícita e apropriadamente ambígua, com o dólar – alimentou a confiança no Plano. Afinal, foi a ancoragem cambial (habilmente disfarçada de ancoragem interna) que eliminou a hiperinflação e restaurou a função monetária da moeda nacional.
Entre mudança e estagnação
Este artigo tem como objetivo investigar a evolução de um conjunto de indicadores sociais durante a vigência do Plano Real no Brasil, entre 1994 e 2002. A segunda parte examina brevemente o Plano Real e suas políticas sociais durante sua vigência, utilizando um conjunto de indicadores sociais estabelecidos por órgãos oficiais de estatística, em particular o BIM1 (2004), que fornecem informações atualizadas.
Procuramos analisar sempre que possível os pontos extremos do período do Plano Real, mesmo correndo o risco de não visualizar as oscilações que certamente ocorreram. A terceira parte encerra o artigo enfatizando que os indicadores sociais, no período do Plano Real, quando prevalecia a busca pela estabilidade econômica, apresentam uma tendência que combina mudança e estagnação, dependendo do conjunto de indicadores examinados.
A década de 1980 foi marcada pela crise financeira do Estado brasileiro e por diversos planos de ajuste econômico. Na década de 90, visando a implantação na chamada modernidade internacional, dada a crise do Estado intervencionista no Brasil, deu-se maior ênfase ao setor privado em detrimento da política estatal.
2 - Plano Real e indicadores sociais
A taxa de actividade2 (pessoas que trabalham ou procuram trabalho) manteve-se praticamente igual, sendo de 61,53% em 1992 e subindo para 61,3%. Houve melhorias em indicadores relacionados à vida, como a esperança de vida ao nascer e queda na taxa de mortalidade infantil.
1 - A inflação tornou-se um tigre de papel
Na sequência tentarei explicar, de forma muito sucinta, as razões deste destaque da forma de adesão ao regime internacional, tendo como pano de fundo as transformações em curso no capitalismo contemporâneo, em que a mudança nas dimensões espaciais dos sistemas económicos e a hegemonia do capital monetário – o “inchaço do capital financeiro” (Tauile; Faria, 1999). A balança do poder económico pendeu para os donos do dinheiro, completando a “onda do capital financeiro”, ao mesmo tempo que o processo de acumulação de capital, até então centrado à escala nacional, se internacionalizava cada vez mais. , qual a dimensão espacial dos sistemas económicos.
Essa mudança na conta corrente só foi possível devido ao grande crescimento das entradas de capitais, fundamentalmente porque permaneceu um saldo positivo na conta financeira, que em 1996 atingiu US$ 33,5 bilhões, que até 2001 estava próximo da média de US$ 20 bilhões, de onde tinha caído para cerca de 5 mil milhões de dólares em 2003. A nova realidade das contas externas teve como personagem principal o investimento estrangeiro de curto prazo, cujo movimento constitui a maior parte do saldo da conta financeira e também explica o movimento dos recursos externos das reservas, que cresceram de cerca de US$ 10 bilhões em 1990 para US$ 60,1 bilhões em 1996, ponto a partir do qual começaram a diminuir para aprox.
3 - Um padrão de não-crescimento
Um intenso processo de reestruturação envolveu quase todos os ramos da economia brasileira ao longo da década de 1990, principalmente por meio de mudanças nos processos de trabalho, mas também por meio de mudanças tecnológicas que passaram a caracterizar o que Castro (2003) chamou de “o segundo catch.-up brasileiro”. Do ponto de vista social, o processo de reestruturação industrial produziu resultados desanimadores, uma vez que os empregos destruídos ou geraram um aumento nos níveis de desemprego ou foram substituídos por empregos no sector informal, num processo de flexibilização do mercado de trabalho.face institucional das reformas da legislação laboral e da segurança social .
Conclusão
A liberalização do mercado monetário e a desregulamentação financeira colocam uma pressão permanente sobre a taxa de câmbio, o que leva os condutores da política económica a perseguirem duas ilusões: a de uma taxa de juro real de “equilíbrio”, bem como a de um excedente primário. de equilíbrio”.15 Os níveis a que as autoridades monetárias têm perseguido estes valores. Primeiro, foi acordado que a taxa de juro real deveria cobrir o risco do país, com alguma margem adicional.
Nesse contexto geral, centra-se na internacionalização do agronegócio tanto no sentido patrimonial, ou seja, na crescente importância do capital estrangeiro nos ativos físicos dos setores que compõem as cadeias agroindustriais, quanto na crescente integração do capital brasileiro. produção em circuitos comerciais e produtivos internacionais. Durante a década de 90, a internacionalização do agronegócio brasileiro acelerou tanto no sentido patrimonial, ou seja, a crescente importância do capital estrangeiro na propriedade de ativos nas cadeias agroalimentares, quanto no sentido comercial, ou seja, o aumento da implantação do mercado produtivo brasileiro de commodities nos circuitos comerciais e produtivos globais.
1 - A internacionalização do agronegócio