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INFORMAÇÃO, PODER E POLÍTICA SOCIAL

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Academic year: 2023

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Esta publicação reproduz a dissertação defendida em 9 de julho de 1993 no Curso de Mestrado em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas para obtenção do título de mestre em administração. Dedico esta tese aos meus pais, Clóvis (em memória) e Regina, e aos meus filhos, Carlos Eduardo e Nicolas Heráclito. Os mal intencionados dizem que ele é o novo representante de uma tecnologia, de uma tecnocracia estrutural.

Outros, tomando a própria estupidez por inteligência, dizem que ele é um epígono de Hitler, ou pelo menos que viola os direitos humanos (não podem perdoá-lo por anunciar a "morte do homem"), outros dizem que é um impostor que não pode confia em nenhum texto sagrado e que quase não cita os grandes filósofos. Outros, ao contrário, dizem que algo novo, algo muito novo, surgiu na filosofia, e que esta obra tem a beleza daquilo que ela mesma recusa: uma manhã de festa. É proibida a reprodução ou transmissão desta obra, ou parte dela, por qualquer meio sem a prévia autorização dos editores.

SUMÁRIO

I NTRODUÇÃO

O que ocorreu foi uma composição social que, a partir do conhecimento acurado das leis, ampliou a participação da comunidade nas políticas de saúde. Dessa forma, foi possível aproximar os sindicatos com as associações de moradores e os representantes dos profissionais de saúde. Aconselhamento em saúde é apenas uma perspectiva para ver acontecimentos e tratar conceitos, que se cruzam de diversas formas e em diversos momentos.

As formas de política de saúde variam de acordo com o equilíbrio de forças e são, portanto, contextuais. As assessorias de saúde são uma proposta de legislação federal que cria um espaço permanente de discussão das políticas de saúde. A assessoria em saúde é o produto maduro entre as VIII e IX Conferências Nacionais de Saúde, entre 1986 e 1992.

É no espaço dessa colônia alemã, invadida há quarenta anos por migrantes em busca de emprego, que se desenrolam os acontecimentos de nosso caso de experiência no conselho de saúde.

A C OLAGEM DOS I NSTRUMENTOS

DA ÉTICA DA MICROPOLÍTICA À ESTÉTICA DA GENEALOGIA

Daí a ideia de que o poder não é algo que se tem como coisa, como qualidade que se possui ou não se possui. Por um lado, não há quem detenha o poder e, por outro, quem dele esteja excluído. Mesmo teorias estruturalistas sofisticadas desenvolvem o pressuposto de que a castração simbólica deve ser aceita, de modo que não só a sociedade seja possível, mas também a própria fala, o próprio sujeito.

Uma cura seria como construir uma obra de arte, com a diferença de que seria necessário reinventar, a cada vez, a forma de arte que será utilizada (GUATTARI, 1986, p.223). Daí o uso de análises feitas no que diz respeito à genealogia das relações de poder, desenvolvimentos estratégicos e táticos. As forças em jogo na história não obedecem a um destino nem a uma mecânica, mas ao acaso da batalha (FOUCAULT, 1986, p.28).

A forma é a composição das relações de forças, e não é precisamente a composição, isto é, o conhecimento, que se transforma, mas as forças das quais derivam as formas.

A P OLÍTICA DE S AÚDE NA R EPRODUÇÃO S OCIAL

Lenhardt e Offe analisam a função das instituições de política social, assumindo que o processo de industrialização capitalista é acompanhado por processos de desorganização e mobilização da força de trabalho. Podemos contar com uma integração confiável e sustentável dos trabalhadores “restantes” nas relações de trabalho assalariado. As formas de aproveitamento da força de trabalho no capitalismo industrial não levam em conta os limites da resistência física e psicológica dos trabalhadores, no sentido de manter permanentemente a capacidade de trabalho.

Quando a força de trabalho de um funcionário é prejudicada, os empresários geralmente respondem demitindo-os e contratando uma força de trabalho mais eficiente. Para além das prescrições e proibições, o Estado cria oportunidades de informação e impõe normas sociais destinadas a melhorar as condições de saúde e de trabalho (Lei dos Médicos de Empresa). A política social não se limita à prestação de serviços, sem os quais seria difícil imaginar a integração permanente da força de trabalho no sistema assalariado.

Os sistemas de segurança social libertam capital e contribuem assim para o aumento da procura de mão-de-obra.

OS C ONSELHOS DE S AÚDE

Portanto, nosso papel na formulação das políticas de saúde é de grande importância (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1987, p.42). No painel "Reformulação do Sistema Nacional de Saúde" da Vllll Conferência Nacional de Saúde, o Dr. O outro grupo referido corresponde à Lei 6.229, de 17 de julho de 1975, que criou o Sistema Único de Saúde.

A eleição dos diretores das unidades do sistema de saúde pelos trabalhadores desses locais e pela comunidade local deve ser garantida (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1987, p.388). A reforma sanitária preconiza a saúde por meio da institucionalização de um sistema de saúde integrado (e não único). Nesse sentido, o Conselho Comunitário de Saúde constitui uma experiência que deve ser avaliada, aprimorada e desenvolvida (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1987, p.21).

Desenvolvimento dos sistemas de saúde unificados e descentralizados nos estados (SUDS), no âmbito do Ministério da Saúde. Esta estratégia é composta por três componentes chave para a transformação do sistema de saúde: legal, institucional e operacional. O componente operacional é onde o Sistema Único de Saúde (SUS) ganhará efetividade ao estabelecer uma relação direta e de mão dupla entre os.

Portaria nº. 150 do Ministério da Saúde, de 1º de abril de 1991, cria a comissão organizadora da IX Conferência Nacional de Saúde. O Conselho Nacional de Saúde criado por decreto aprova o regime interno da IX Conferência e seu regulamento para a etapa nacional. Depois de muitas idas e vindas, é inaugurada a etapa nacional da IX Conferência Nacional de Saúde no dia 9 de agosto de 1992, em Brasília.

A IX Conferência Nacional de Saúde é um processo no qual avaliamos e propomos avanços para a reforma sanitária, superamos problemas e obstáculos e promovemos a busca de caminhos para a construção do sistema único de saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1992, p. .3). Todos os estados e municípios são obrigados a constituir conselhos de saúde, nas mesmas condições e com as mesmas atribuições do Conselho Nacional de Saúde (SUT, 1992, p.4). O relatório final da Nona diz que o acesso à informação é um requisito para a viabilidade do funcionamento dos conselhos de saúde.

Por isso, é pressuposto que cada conselho de saúde de sua esfera respeitará e implementará as resoluções da IX Conferência Nacional de Saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1992, p.45).

EM J OINVILLE (SC)

A partir de uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis, iniciou-se um processo de organização do Conselho Municipal de Saúde. É importante ressaltar que neste projeto de lei os Conselhos Municipais de Saúde serão compostos por representantes dos Conselhos Locais de Saúde. A Lei Municipal esquece a orientação para a criação dos conselhos locais de saúde, que define as prioridades do Conselho Municipal de Saúde.

De acordo com o projeto de lei, a composição do GGD teria trinta e seis membros. A Conferência concorda que o secretário do GGD se tornará o presidente do GGD. A maioria das entidades que integram a Diretoria Municipal de Saúde (que a notícia chama de Comissão), representada pelo médico Clóvis Montenegro de Lima, quer o Fundo Municipal de Saúde e os bens imediatos dos membros da Comissão Municipal de Saúde como condições para aprovação do projeto (1992:09).

Uma delas é a existência do Conselho Municipal de Saúde, como órgão deliberativo do sistema de saúde do município. O projeto de lei que cria a Fundação absorve funções pertencentes à Secretaria Municipal de Saúde.

Um sistema de comunicação informal dentro de uma organização, em combinação com um sistema formal, torna a comunicação mais rápida e completa. No método negocial, os conflitos são resolvidos por meio de troca de concessões, por meio de um compromisso entre gestores e gestores, com satisfação parcial das necessidades de ambos. Jurgen Habermas examina a categoria da esfera pública, bem como as mudanças em suas estruturas sociais e políticas.

A emergência da esfera pública burguesa dá-se a partir do século XIV, quando a antiga troca comercial de cartas se transforma numa espécie de sistema de correspondência. Eles argumentam que essa esfera pública é regulada pela autoridade, mas diretamente contra a própria autoridade, para discutir com ela as leis gerais de troca na esfera fundamentalmente privada, mas publicamente relevante, as leis da troca de mercadorias e do trabalho social. Com o surgimento de uma esfera social, cuja regulação a opinião pública disputa com o poder público, o tema da esfera pública moderna, em comparação com a antiga, deslocou-se das verdadeiras tarefas políticas de uma sociedade de cidadãos agindo em conjunto para as mais especificamente tarefas civis de uma sociedade que debate publicamente.

A constituição francesa de 1791, que em geral aceita a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, complementa o complexo da esfera pública no §11: “A livre comunicação de ideias e opiniões é um dos direitos humanos mais preciosos. Em decorrência da esfera pública e de suas funções constitucionalmente descritas, isso resultou, para o procedimento dos Órgãos do Estado, na própria esfera pública como princípio organizador. Diante do tribunal da esfera pública, todas as ações políticas devem poder se referir às leis que as sustentam e que, por sua vez, são comprovadas perante a opinião pública como leis universais e racionais.

A soberania das leis se faz pela publicidade, ou seja, por meio de uma esfera pública cuja capacidade funcional é ditada sobretudo pela base natural do Estado de Direito. Sua generalização é sobretudo a de uma consciência empírica, à qual a filosofia do direito de Hegel dará o nome de opinião pública. A esfera pública reduzida a um meio de forma não é mais considerada como um princípio de esclarecimento ou uma esfera na qual a razão é realizada.

A opinião pública de pessoas privadas reunidas em um público não mais retém uma base para sua unidade e verdade: ela retorna ao nível da opinião subjetiva de muitos. Marx também critica a esfera pública burguesa com base na destruição dos pressupostos da igualdade de oportunidades na qualificação de uma pessoa privada admitida na esfera pública: bagagem e traços culturais.

Referências

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