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Instituto De Biociências Rio Claro

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Academic year: 2023

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A constituição federal concedeu vários privilégios à Igreja Católica, inclusive a perpetuação do ensino religioso nas escolas públicas. 4 INTERPRETAÇÕES E MODULAÇÕES LEIGOS NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS: ENTRE O ENSINO RELIGIOSO CONFESSIONAL E NÃO CONFESSIONAL. Se a persistência do ensino religioso denominacional e interdenominacional nas escolas públicas simboliza o domínio dos interesses da igreja.

6 REGULAMENTO DO ENSINO DO ENSINO RELIGIOSO: AS DIRETRIZES CURRÍCULAS NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS RELIGIOSAS.

Figura 1 – Julgamento da ADI 4.439
Figura 1 – Julgamento da ADI 4.439

O sistema de ensino oficial e a regulação dos cursos de Bacharelado em Teologia e

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de bacharelado em

Até 1999, os cursos de teologia no Brasil eram considerados “livres”, ou seja, não eram cursos de nível superior e tinham currículo gratuito, a critério de cada instituição de ensino. Em 1999, o CNE reconheceu os cursos de teologia por meio do parecer CNE/CES 241/1999. Talvez seja até por isso que os cursos de teologia não se generalizaram nas universidades brasileiras, mas se localizaram principalmente nos seminários (BRASIL, 1999a, p. 1).

Essa portaria ministerial vinculou o reconhecimento dos cursos de mestrado e doutorado à avaliação da CAPES, que foi alterada em 1998 pela portaria, que classificou os programas com conceito variando de 1 a 7 e o reconhecimento daqueles com nota superior. como 3. Este fato gerou uma situação anormal, em que os diplomas de teologia emitidos em nível de mestrado e doutorado eram reconhecidos, mas não os de graduação. Além disso, a legislação vigente exigia que, para que os títulos de mestre e doutor fossem registrados por uma universidade e fossem válidos, o titular deveria ter graduação em curso reconhecido pelo MEC.

De acordo com a portaria MEC 490/1997, existiam na época três programas de mestrado e dois de doutorado em teologia; três mestrados e um doutorado em estudos religiosos. Em 2009, o CNE publicou um novo parecer sobre o tema, Parecer CNE/CES 118/2009, que buscava maior regulamentação dos cursos de teologia. Conforme definição de um dos responsáveis ​​pela elaboração do parecer, Ancona-Lopes (2011, p. 85), nele: “[..] buscou inserir os cursos de teologia no contexto amplo e científico preconizado pela lei de diretrizes e princípios e garantir a formação científica de seus graduados.

Assim, Guerra (2020, p. 174-175) destaca que a motivação dos legisladores para modificar os currículos dos cursos de Teologia se baseava no princípio da liberdade religiosa, mesmo argumento que antes era utilizado para não normatizar o formato e o curso. definir ou estabelecer. conteúdo. Esse mesmo autor faz um histórico da elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o curso de Teologia em sua dissertação de mestrado. Segundo o mesmo autor, isso pode ser verificado em relação aos conselheiros do CES, muitos dos quais têm vínculo com ordens religiosas católicas e, portanto, não aprovariam as DCNs de Teologia como graduação, e na composição do grupo de trabalho vinculado ao MEC para a elaboração desse documento, que contou com representantes de denominações evangélicas que discordavam do ensino religioso nas escolas públicas e definiam tais reivindicações como proselitistas e sectárias.

Guerra também aponta que alguns desses grupos evangélicos, definidos por membros da Comissão das DCNs de Teologia e do CNE como proselitistas e sectários, aumentaram significativamente sua representação na Câmara dos Deputados. 41 Souza (2017), em pesquisa realizada no e-MEC (portal eletrônico do Ministério da Educação para instituições de ensino superior realizarem solicitação de credenciamento, recredenciamento, autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação), no ano de 2017, sobre a oferta de cursos de Teologia no país, mostra que há uma igualdade entre os cursos católicos/reconhecidos em funcionamento no país e os cursos evangélicos de tradição histórica e pentecostal. Nas últimas décadas, o surgimento do grupo de evangélicos pentecostais exigiu a criação de seminários teológicos e, assim como as igrejas históricas, os pentecostais passaram a exigir formação teológica para os aspirantes a pastores, como requisito obrigatório para a ordenação, além de essas instituições investirem no reconhecimento pelo MEC de seus cursos de Teologia.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de licenciatura em Ciências

  • Antecedentes
  • Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de licenciatura em

A orientação do parecer do CNE prevaleceu como entendimento até 2018, ano em que foram aprovadas as DCNs para o curso de Diplomação em Estudos Religiosos, que tem como uma das finalidades a formação inicial para o ensino religioso. A fala do Conselheiro Gilberto demonstra dois aspectos que permeiam a definição nacional do professor responsável pela ministração do ensino religioso como graduado em estudos religiosos. Além disso, ele menciona que existem muitas outras experiências de formação de professores de ensino religioso relacionadas às ciências religiosas no país.

A primeira questiona as Ciências da Religião como formação exclusiva para o ensino do ensino religioso, além de insistir na necessidade de aprovação de Diretrizes. Outro ponto questionado por este participante da Audiência Pública é o estabelecimento da formação em Ciências da Religião como exclusividade do ensino do ensino religioso, pois ele argumenta que tal ideia conflita com o art. Os interesses dos atores dominantes no campo do ensino religioso também devem coincidir com os interesses dos pesquisadores da Ciência da Religião para que tenham legitimidade no campo científico.

A definição desse perfil deve atender aos interesses do campo científico dos estudos religiosos e dos atores religiosos no campo da educação por meio da disciplina de ensino religioso. Parecer CNE/CP 12/2018 - Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Licenciatura em Ciências da Religião - Disputas e Tensões. O parecer CNE/CP 12/2018, que trata das DCNs para os programas de estudos em Ciências da Religião, foi composto por quatro partes.

A primeira, intitulada “Cursos de História do Ensino Religioso e de Estudos Religiosos”, relaciona o ensino religioso não confessional a este curso. A qualificação pressupõe uma sólida formação epistemológica e pedagógica nos conhecimentos e competências fundamentais das ciências da religião e da educação, ou seja, a perspetiva inter-religiosa e intercultural para o ensino do ensino religioso no ensino básico. As DCNs para os programas de Estudos da Religião também se justificam pela necessidade de estabelecer princípios que facilitem a regulamentação e avaliação dos programas existentes.

A questão da formação específica evidencia o arranjo institucional feito entre o ensino religioso e os estudos religiosos. No projeto de parecer disponibilizado para audiência pública, a formação específica não foi desdobrada em formação específica em estudos religiosos e ensino religioso. Já na Portaria 012/2018, a formação específica foi dividida em duas partes: parte a – trata da formação específica em estudos religiosos; parte b – destinada exclusivamente à formação do ensino religioso.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ensino religioso nas escolas públicas municipais de Juazeiro do Norte-CE: interface entre a lei e a prática.

Imagem

Figura 1 – Julgamento da ADI 4.439
Figura 2 – Capas das 9.ª e 2.ª edições dos PCNER

Referências

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