Dissertação (Mestrado Profissional em Administração em Saúde) – Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. A experiência no ensino superior de curso de Medicina é de aproximadamente dez anos.
Objetivo Geral
Sugere que todas as profissões de saúde devem incorporar elementos de saúde pública na sua formação e prática. Esta definição é significativa porque apresenta a Saúde Pública como ponto de encontro entre os diferentes saberes contidos no sistema de saúde. As ideias que defendiam a inclusão das ciências sociais na medicina influenciaram a construção do campo da saúde pública no Brasil.
A abordagem do campo da Saúde Coletiva inclui as normas da PNH, mas na perspectiva da reorientação das práticas de saúde com transversalidade, democratização das relações de trabalho e avaliação dos trabalhadores da saúde. Série B. Textos Básicos de Saúde). http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada_compartilhada.pdf>. Série B. Textos Básicos de Saúde). lt;//http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada_2ed.pdf >.
Características e perspectivas do instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde (whoqol-100).
Objetivos Específicos
Os conceitos presentes
A análise das práticas de saúde desenvolvidas pode delinear a prática de mudanças no complexo de saúde como prática educativa. . j). Um desenvolvimento natural dos temas discutidos na saúde pública foram os temas das práticas de humanização orientadas pela política nacional de humanização proposta para ser implementada no Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de repensar as práticas de saúde no contexto do serviço. No terceiro capítulo examinamos o surgimento da política nacional de humanização e as políticas que contribuíram para a sua formulação e implementação no sistema único de saúde.
Um dos elementos do trabalho médico que impacta os processos de formação médica é a análise e interpretação dos indicadores apresentados nos relatórios da gestão das unidades médicas. Numa breve reunião, ela expressou todas as suas frustrações com o sistema de saúde atual. Série B. Textos Básicos de Saúde). lt;//http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_praticas_producao_saude.pdf>.
Série B. Textos Básicos de Saúde). lt; http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/humanizasus_documento_gestores_trabalhodores_sus.pdf>.
Revisitando a histórica da saúde coletiva
Medicina Integral
Ainda existem dificuldades teóricas na conceituação do campo da Saúde Coletiva devido à dimensão coletivo-público-social, e esta definição ampla é resultado de muito debate. No capítulo anterior vimos um panorama do desenvolvimento histórico do campo da Saúde Coletiva no Brasil.
A Humanização como Política Nacional
Entendemos que todos os movimentos anteriormente estudados serviram para construir o cenário de implementação da Política Nacional de Humanização no Sistema Único de Saúde. Neste capítulo descreveremos o que é humanização e as políticas que contribuíram para sua formulação e implementação na saúde . o sistema. Em 2000, a 11ª Conferência Nacional de Saúde teve como tema “Acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde com controle social”.
A criação da PNH
Devido à necessidade de reforçar a humanização no sistema público de saúde, em 2003 o Ministério da Saúde apresentou a Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (PNZ), que foi coordenada com a Comissão Tripartite de Interadministrações e a Comissão Nacional de Saúde. Conselho. promulgada pela sociedade brasileira sobre qualidade e dignidade na assistência à saúde, (2) transformar e articular a iniciativa de humanização do SUS, e (3) enfrentar problemas no campo da organização e gestão do trabalho em saúde que têm causado consequências adversas tanto em na produção da saúde e na vida dos trabalhadores (PASCHE; PASSOS; HENNINGTON, 2011, p. 4542). Somente em 2004 a Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão em Saúde foi reconhecida como uma política pública que estabelece os princípios e diretrizes que norteiam as práticas em saúde com o firme propósito de "investir na criação de um novo tipo de interação entre os entes que compõem os sistemas de saúde e deles beneficiam, acolher tais atores e estimular seu protagonismo” (BRASIL, 2004, p. 8).
Princípios e Diretrizes da PNH
No próximo capítulo teremos um diálogo mais amplo com os fatores que presenciaram o embargo às práticas humanizadoras na saúde pública: a racionalidade na prática médica, os processos de medicalização não colonizadora e a acumulação de capital pelas grandes corporações médicas e pela indústria farmacêutica . que, aliados, promovam e financiem pesquisas em saúde. Partindo dos conceitos estabelecidos na PNH, neste capítulo apresentaremos um panorama que trata da racionalidade na prática médica, dos processos de medicalização não colonizadora e da acumulação de capital pelas grandes corporações médicas e pela indústria farmacêutica, que promovem e financiam a pesquisa. na área da saúde. Outros autores também contribuem para este debate, como Paim e Almeida-Filho (1998): Saúde colectiva: a “nova saúde pública” ou um campo aberto para novos paradigmas.
Racionalidade médica e práticas de cuidado
Implica o desenvolvimento de atividades de investigação sobre o estado de saúde da população e a natureza da política de saúde, sobre a relação entre processos de trabalho, doenças e lesões. A ideia de saúde como fenômeno relacionado ao modo e às condições de vida nos leva a considerar que as condições de trabalho, o ambiente e o perfil epidemiológico da população são elementos importantes para o estudo da situação de saúde. As práticas de saúde não são necessariamente práticas recomendadas por médicos, mas práticas de outros profissionais de saúde que emergem nos processos.
Medicalização
Mattos (2010, p. 329) acrescenta que, após a reforma sanitária, foi criado um projeto médico ético-político, que se consolida como uma luta política que legitima a autoridade do médico no contexto social e também interfere nas práticas de cuidado realizadas. de outros profissionais de saúde. Ao mesmo tempo em que a higiene é pensada como estratégia de controle e intervenção médica, a família também se torna objeto de interesse governamental, pois leva os sujeitos a se submeterem aos objetivos governamentais. A padronização médica da vida das pessoas permite compreender a violência do processo de medicalização e a necessidade que as pessoas passam a sentir de se protegerem dos médicos em relação à sua saúde.
Uma epistemologia centrada na doença
Embora neste discurso a epidemiologia reduza o paciente à sua doença, isso não significa que não possa ser reconsiderada numa perspectiva emancipatória. Como se reconhece que as doenças têm potencial para gerar conhecimento científico, o conhecimento sobre elas pode nos ajudar a pensar em como criar outras formas de viver, planejando as consequências, buscando uma prática mais consciente e prudente. A racionalidade médica não define o que acontecerá, por exemplo, com um paciente que sofre uma lesão, mas reconhece que há um limite entre o que ela produz como conhecimento sobre as doenças e a forma como cada indivíduo ou indivíduos adoecem. ...como o conhecimento sobre a vida pode ter outro significado.
Práticas do cuidado e interferência do capital
O que se passa hoje é uma indústria farmacêutica que não se limita à produção de medicamentos eficazes e seguros, mas produz substâncias que, por parecerem eficazes e seguras, serão consumidas. Mattos (2010, p. 343) denuncia essa lógica, expondo a precariedade do cuidado em detrimento do capital que gera injustiça para quem não tem recursos para pagá-lo, e como último fundamento de uma tese política afirma que . O Estado deve ser responsável por garantir o direito de todos ao acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. Esta denúncia critica as práticas que ocorrem em situações em que os médicos se tornam reprodutores dos parâmetros de consumo difundidos pela indústria farmacêutica, ou seja, uma ordem difundida pelo próprio sistema capital.
O cuidado integral
Para Mattos (2010), a integridade é vista como um conjunto de valores que merecem ser defendidos, num processo contínuo e diário de luta por transformações nas práticas de saúde, nas formas de organizar essas práticas e nas políticas de saúde. Enfatiza a importância de cuidar do sofrimento manifestado pelo paciente e do sofrimento esperado aos olhos dos profissionais envolvidos no cotidiano de quem sofre ou poderá sofrer. Os profissionais de saúde devem compreender que o conhecimento da doença e as técnicas de intervenção não alteram as relações de poder, mas as informações obtidas através do conhecimento científico, analisadas criticamente, podem contribuir para uma prática descolonizadora que dê mais autonomia aos próprios profissionais e que ajude na descolonização de outros, porque quanto menos informadas as pessoas estiverem, mais serão dominadas pela indústria.
Definindo currículo
Em seguida daremos um exemplo de como se dá, na prática, a perspectiva de inserção dos valores da PNH nos processos de ensino-aprendizagem da referida instituição de ensino, convergiremos para uma discussão sobre a presença das disciplinas de Medicina Social e, por fim , citaremos alguns casos reais do cotidiano da formação médica. Em linhas gerais, Araújo (2007, p. 33) define currículo como um plano pedagógico e institucional que orienta a aprendizagem dos alunos de forma sistemática, o que é denominado “horário curricular”, “conteúdos de ensino” ou “conjunto de disciplinas”. sentido tradicional, isto é, como uma organização curricular em linha não integrativa. Concordando com Araújo (2007, p. 33), entendemos que o currículo é composto para apoiar as propostas educativas escolares, que são uma diretriz para as ações e intenções a serem implementadas.
O currículo na formação médica
Ao final deste tópico, refletimos sobre a questão: por que não ampliar todo o campo da humanização e das práticas de saúde definido pela PNH no campo da Saúde Coletiva, levando em conta uma dimensão mais clara relacionada ao cuidado. As atividades foram inseridas no tema Epidemiologia e Serviços de Saúde apresentado na ementa do curso. Significa trabalhar para promover a integração entre os diferentes tipos de profissionais que atuam no serviço de saúde.
O que podemos aprender com essas situações é que não podemos perder oportunidades de discutir as situações concretas que surgem na prática assistencial. O anti-Taylor: sobre a invenção de um método de cogovernança das instituições de saúde que produza liberdade e compromisso.
A promoção da saúde nas Diretrizes Curriculares do Curso de Medicina
A inserção da humanização na formação médica
Se existe um ideal de saúde baseado na definição da OMS, por que não adotar os referenciais da Promoção da Saúde com uma visão mais ampla que busca melhor qualidade de vida com análise de práticas no campo da saúde coletiva para estudantes da EMFTESM. Embora a promoção da saúde e a qualidade de vida sejam propostas no âmbito de um novo modelo de atenção à saúde, na formação médica ainda devem ser incluídas discussões sobre a saúde coletiva como situação essencial para mudanças no próprio modelo. A introdução dos estudantes de medicina nas Unidades de Saúde da Diretoria Municipal de Saúde do Município do Rio de Janeiro em atividades práticas começou desde o 1º ano do curso de medicina e está em vigor há cerca de 10 anos.
No caminho conheci um ex-funcionário, que anteriormente foi associado da Coordenadoria de Saúde, não se pode esquecer que a produção de saúde é feita por pessoas, com desejos, sentimentos, saberes e necessidades diferentes.
O eixo curricular de medicina social
O papel dos relatórios de gestão
Ouvir esse funcionário me fez pensar em quantos profissionais de saúde adoecem porque não são ouvidos. Em uma das atividades, um dos facilitadores designou um grupo de alunos para ficar com um Agente Comunitário de Saúde (ACS) na recepção para conversar sobre determinado assunto. A professora presente reforçou a necessidade de compreender o contexto em que vive a população, analisar o estado de saúde e propor medidas que possam melhorá-lo.
Com isso, delegaram responsabilidades aos agentes de saúde que não estavam agendados para aquele momento, a fim de se sentirem livres da responsabilidade de acompanhar os alunos. Análise das políticas de saúde Disponível em:
O Desenvolvimento teórico-prático da Medicina Social II
A narrativa oral e a escuta qualificada
- Situação 1 – Muita gente no consultório
- Situação 2 – Acolhimento por meio da escuta
- Situação 3 – Terceirização de responsabilidades
- Situação 4 – Pro-atividade emancipatória
- Situação 5 – Escutando os motivos do paciente
Os alunos são atraídos pelos espaços onde o público circula porque gostam de ver as pessoas sendo acolhidas. A falta de escuta adequada dos alunos devido à atividade que tiveram que desenvolver em colaboração com as equipas da Clínica da Família levou ao esgotamento, ao cansaço, à insatisfação e, em última instância, ao desinteresse. Os alunos viram o reforço do professor e também o esforço dos ACS, mas o que não está claro é como agir nesses casos.
Dialogando com as situações apresentadas
Na quarta situação verificamos a pró-atividade dos estudantes, o fortalecimento dos agentes de saúde e das prescrições diante da iniciativa dos estudantes. Nos três casos verificamos formas positivas e negativas de aceitar a escuta do outro. A reflexão a respeito da problematização do ensino da Medicina Social, especialmente da disciplina de Medicina Social II destacada por este estudo, contribuiu para o enriquecimento do conhecimento sobre a Política Nacional de Humanização como um dos aspectos do campo de conhecimento da Saúde Coletiva, que apontou fora. viés importante para refletir sobre a humanização associada à formação médica no âmbito da prática médica, além de identificar elementos como a racionalidade médica, os processos de medicalização não colonizadora e de acumulação de capital das grandes corporações médicas e da indústria farmacêutica que influencia e financia coletivamente suas pesquisas no campo da saúde, têm contribuído para a análise de como ocorrem as práticas de cuidado no cotidiano do serviço de saúde. A questão está no potencial que percebemos para desnaturalizar o naturalizado, quando se estabelece o diálogo entre situações, contextos sociais, professores de prática, pastores, agentes de saúde e todos os sujeitos envolvidos na perspectiva do trabalho de promoção da Saúde Coletiva, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais. para o Curso de Medicina e o Projeto Pedagógico do Curso.