As experiências expressivas no teatro de bonecos foram apresentadas como um recurso didático para a Educação, que pode promover significativamente o desenvolvimento da criatividade, ludicidade e interações socioculturais com os participantes. 83 Gráfico 04 - Ontem foi a primeira vez que você assistiu a um teatro de fantoches na escola?
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS-ARTE: DO PROCLAMADO AO REAL
VIVÊNCIAS EXPRESSIVAS EM TEATRO DE BONECOS COM EDUCANDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
INTRODUÇÃO
O teatro de bonecos sempre esteve intimamente ligado ao entorno histórico, cultural, social, político, econômico e educacional. Nesse contexto, buscamos no problema discutir como as experiências com o teatro de bonecos, aliadas ao uso da linguagem corporal, plástica e textual, podem desenvolver potencialidades estéticas em alunos dos anos iniciais do ensino fundamental à luz das categorias Criatividade, Ludicidade e Interação Sociocultural? .
UM OLHAR SOBRE O CONCEITO DE CRIATIVIDADE E LUDICIDADE NA FORMAÇÃO ESTÉTICA
- Conceituando a Criatividade e o Processo Criativo
- Classificações, Categorizações e Associações da Criatividade
- Uma Abordagem Conceitual da Ludicidade nas Vivências em Teatro de Bonecos
- A Ludicidade a partir da Experiência Interna
Portanto, partimos do pressuposto de que as experiências no Teatro de Bonecos podem materializar a imaginação e o processo criativo a partir das formas de relação entre a atividade da imaginação, a expressão e a realidade vivenciada. Porém, nos deparamos com experiências no Teatro de Bonecos, propostas como atividade em grupo.
O TEATRO DE BONECOS COMO LINGUAGEM ESTÉTICA
Interação Sociocultural
As vivências no Teatro de Bonecos, como proposta pedagógica, buscaram estabelecer uma relação de reciprocidade entre os participantes, por meio de uma conexão mediadora entre os alunos e a pesquisadora. Diante dessas trocas, um dos meios utilizados na abordagem foi o uso da intervenção criativa, no sentido de ampliar a compreensão da intencionalidade da ação pedagógica durante as experiências de teatro de bonecos na educação (SANTOS, 2010, p.3). Telles (2008, p.17) enfatiza a função da intervenção do professor nas experiências de teatro de bonecos e caracteriza o educador teatral como um bricoleur.
Com base nesses conceitos, realizamos a intervenção criativa em experiências em teatro de bonecos aliada à bricolagem, de forma mais aberta, o que não significa sem planejamento ou preparo. De acordo com as questões apresentadas, a interação sociocultural pretendida, por meio de vivências no Teatro de Bonecos, buscou reflexão, discussão de ideias, troca de experiências e opiniões.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS - ARTE: DO PROCLAMADO AO REAL
Campos dos Goytacazes/RJ, contribuiu para a análise da situação do ensino de arte neste município e verificou o abandono deste campo do conhecimento. Tais dados revelam a precariedade do ensino de arte na região, quase sempre regulamentado sem preparo prévio, no uso da arte como simples entretenimento. Em 1995, o Ministério da Educação e Esportes, por meio da Secretaria de Educação Básica, iniciou um amplo estudo, discussão e formulação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que abrangiam as quatro primeiras séries do ensino fundamental como referência para as escolas de todo o país.
Particularmente estranha foi a ausência de professores do ensino fundamental no processo de elaboração e discussão dos PCN. Bem como destacar a atuação do próprio professor como “um instrumento na construção do ensino de arte que queremos”, sustentado por Penna, Peregrino, Fonseca e Carvalho (2011, p.170).
METODOLOGIA DA PESQUISA
Tipo de Pesquisa
Este desenho de investigação, segundo Lüdke e André (2010, p. 4), corresponde ao “estudo experimental em educação”, visando atualmente novas propostas de abordagens e metodologias diferentes e inovadoras na procura de ultrapassar as insatisfações e limitações que sentimos. em uma pesquisa antiga que fizeram na educação. Com isso, na crença de que o conhecimento será gerado de forma imediata e transparente aos olhos do pesquisador. O papel do pesquisador é justamente servir de mediador inteligente e ativo entre esse conhecimento acumulado no campo e as novas evidências que serão obtidas por meio da pesquisa.
A observação participante exigiu, assim, do investigador não só a observação atenta e multidirecional, mas todo o ficheiro, que inclui um conjunto de abordagens metodológicas, que prevêem um grande envolvimento do investigador nos participantes das experiências expressivas no Teatro de Marionetas investigado. Ainda segundo Oliveira (2010, p. 81), a observação participante ocorre de duas formas: observação natural e observação artificial.
O Corpus da Pesquisa
Procedimentos da Pesquisa
A Dinamização da Pesquisa
Plano de Coleta e Análise dos Dados
Com os meios utilizados e com o objetivo de sistematizar a atividade de coleta, o pesquisador concentrou-se em delimitar o problema, decidindo sobre a importância de aspectos individuais, confrontando os objetivos da pesquisa com as peculiaridades da realidade estudada, atitude tomada desde o início encontro com o grupo experimental, buscando oportunidades de coletar informações pertinentes ao tema escolhido, Lüdke e André (2010, p. 46). No processo de delimitação do foco da pesquisa e busca de sistematização no processo de coleta e análise dos dados, foram elaboradas propostas concretas com o objetivo de articular os pressupostos teóricos do estudo e os dados da realidade. Por exemplo, ao definir o foco na criatividade e no processo criativo nas experiências de Teatro de Bonecos, foram formuladas as seguintes questões: Como as experiências em Teatro de Bonecos aplicado podem contribuir para o desenvolvimento da criatividade, imaginação, ludicidade e interação social.
Neste contexto, à medida que as experiências expressivas no Teatro de Bonecos foram sendo desenvolvidas e de posse de um estudo literário prévio, novas ideias e propostas surgiram na recolha e principalmente na análise dos dados. Assim, durante a recolha de dados, não nos limitamos a observações descritivas, mas visamos o registo de sentimentos, com recurso extensivo a comentários escritos no diário de bordo, e procedemos de imediato a uma articulação e pré-análise durante o processo de registo de dados. .
Análise das Categorias de Pesquisa
Pretendemos, desta forma, articular os dados recolhidos com o suporte teórico que deu suporte às categorias selecionadas: Criatividade e o processo criativo em experiências de teatro de marionetas, Interação social e Ludicidade. A segunda fase, com quatro encontros, consistiu em uma introdução à teatralidade, que buscou a familiarização com uma linguagem artística específica com a qual os participantes já pudessem se deparar com diferentes tipos de bonecos. brinquedos prontos como marionetes, fantoches de pau, marionetes e mamulengo e vivenciam diversas técnicas de manipulação. Por outro lado, a categoria Interação Social representou 31% dos registros e a categoria Aspectos Lúdicos do Teatro de Bonecos, 26%.
A cada encontro, constatamos que estimular a imaginação e a sensibilidade cooperou no desenvolvimento do processo criativo das crianças em experiências de teatro de bonecos, voltadas para o lúdico, experiência estética e interação social. As vivências no Teatro de Bonecos apresentam-se assim como uma atividade complexa que inclui processos internos de criação associados à linguagem artística sensível, lúdica e diferenciada, que permitiram a materialização externa na forma de produções artísticas e estéticas.
Primeira Fase: Abertura dos Sentidos
Com o objetivo de proporcionar uma experiência estética com o barro, apresentamos o material aos participantes, no exterior, debaixo de uma árvore, no exterior da escola num ambiente aberto e agradável, e pedimos-lhes que trabalhassem em pares para 'criar um boneco. No início desta experiência com a colagem foi proposta a criação de uma “roda” de carteiras, que permitisse a cada um observar o que o outro produz e vice-versa. Nessa experiência, observamos como as alunas se apropriavam da boneca, engajadas por um sentimento de identificação e pertencimento, sendo muitas vezes difícil a passagem da boneca de uma criança para outra.
Uma terceira aluna, ao manipular o boneco, passou a interagir com ele por meio de conversa, demonstrando certa inibição na participação. Diante de uma questão tão importante, pausamos a atividade e defendemos que somos todos iguais, não importa a cor de cada um. Por sua vez, um integrante que viu as dificuldades encontradas por um participante levantou-se de sua cadeira e ficou ao lado da mesa, assumindo o papel de diretor teatral, dando dicas e soprando o texto para o colega.
O interesse em participar do teste foi alto e em diálogo com Spolin (2010), o autor defende a necessidade de um revezamento na participação das crianças, para que todas as crianças possam brincar com bonecos diferentes, evitando preconceitos.
Terceira Fase: Produção Teatral
É a distância entre o nível de desenvolvimento real, geralmente determinado pela resolução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela resolução de problemas liderada por um adulto ou em colaboração com colegas mais capazes (p. 97). Outro sujeito pega uma "bolinha" e coloca no buraco do olho de uma boneca e diz: "(..) agora ele fechou o olho". Um participante sugeriu colocar um barbante esticado entre duas cadeiras para servir de guia, afirmando: “(..) é como um pedreiro construindo uma parede.
No início assumimos o papel do diretor teatral, dizendo todo o texto dramático em voz alta, ao mesmo tempo em que oferecíamos dicas e situações-problema para uma melhor brincadeira e manipulação das crianças. Terminada a encenação, anunciamos em clima de despedida que nossos encontros de experiências no Teatro de Bonecos haviam chegado ao fim.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foram também vários os exemplos que testemunham o processo criativo pelo qual o grupo passou: na representação gráfica de uma flor, de um furo numa cartolina face ao interior; em usar uma mesa de pingue-pongue caída no chão como suporte improvisado para um palco de teatro de fantoches; Somam-se a essas evidências: o uso da imaginação e da criatividade na superação de dificuldades e enfrentamento de novos desafios plásticos; enfiar um galho de árvore em uma boneca de barro para mantê-la em pé; nas palavras e ações de um dos alunos: “temos que usar a imaginação”; em constante improvisação, não só na encenação como nas várias atividades complementares. Também observamos uma atitude criativa quando durante seu processo criativo, por exemplo, uma aluna deitava de bruços no chão e ficava mordendo o lápis diante de uma folha branca, olhando para cima e imaginando histórias e como seria desenhada sua personagem.
Outro aluno quando resolveu o problema da leveza dos pés de um dos bonecos colocando chumbo de peixe nele. Sobre essa observação, podemos também descrever o desejo de um dos participantes de continuar com as atividades ao invés de voltar para a sala de aula e afirmar: "a aula tá muito chata, fica copiando, copiando...".
Aula Interativa: educação, comunicação, mídia clássica, internet, tecnologias digitais, arte, mercado, sociedade e cidadania. 2 - Ontem foi a primeira vez que você viu um teatro de marionetes na escola. 3 - Você acha que o teatro de bonecos pode ser uma ferramenta que estimule a criatividade das crianças?
7 - Você acha que a utilização do Teatro de Bonecos na educação poderia despertar o interesse dos alunos em participar das aulas? 11 - Gostaria de saber mais sobre o uso do teatro de fantoches na educação e educação continuada?