Esta monografia de conclusão do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, elaborada pelo pós-graduando Vitorio Canani com o título Intervalos da jornada de trabalho: descanso intradiário, interdiário e semanal, foi submetida em ____ de novembro . 2010 na banca examinadora composta pelos seguintes professores: Mareli Calza Hermann (Presidente) e aprovada com nota. 8 Dicionário Técnico Jurídico; organização Deocleciano Torrieri Guimarães, 2003. p.317. . casos, para outros fins específicos definidos em lei, como alimentação, amamentação, etc.9. O primeiro capítulo apresentará o conceito de direito do trabalho, a sua aplicação na regulamentação laboral e a sua importância, bem como algumas noções sobre os princípios aplicáveis no direito do trabalho.
DIREITO DO TRABALHO
- Fundamentos
- Formação Histórica
É um produto da reação da classe trabalhadora que ocorreu no século XIX contra o uso ilimitado do trabalho humano. O direito laboral surgiu como resposta às Revoluções Francesa e Industrial e à crescente exploração desumana do trabalho. É produto da reação ocorrida no século XIX contra o uso ilimitado do trabalho humano.
PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO
- Princípio da prevalência da condição mais benéfica ao trabalhador
- Princípio da norma mais favorável
- Princípio do In Dubio pro Misero ou In Dubio pro operário
- Princípio da Primazia da Realidade
- Princípio da Intangibilidade e da Irredutibilidade Salarial
- Princípio da Continuidade da Relação de Emprego
- Princípio da Continuidade da Empresa, ou da Preservação da Empresa,
- Princípio da Inalterabilidade Contratual In Pejus
- Princípio da Irrenunciabilidade e da Intransacionabilidade
- Princípio da boa-fé
- Princípio da Alheiabilidade ou Ajenidad
- Princípio da Unidade, da Estabilidade ou da Segurança
O princípio da norma mais favorável também decorre do princípio da proteção do trabalhador e pressupõe a existência de um conflito de normas aplicáveis ao mesmo trabalhador. Este princípio, que é consequência do princípio da proteção do trabalhador, recomenda que o intérprete, ao se deparar com uma norma que inclua mais de uma interpretação razoável e diferente, decida por aquela que é mais favorável ao trabalhador, uma vez que é mais fraco. cliente do relacionamento. O princípio da continuidade do negócio é um princípio relevante e está intimamente relacionado com o princípio da continuidade da relação laboral, que normalmente é consequência da continuidade da entidade empresarial.
CONCEITO
SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO
- Empregador
- Empregado
3º da GLT “é considerado empregado todo aquele que prestar serviços de caráter não eventual a um empregador, sob dependência deste e mediante remuneração”. Um dos requisitos do contrato de prestação de serviços é a continuidade na prestação dos serviços, visto que aquele contrato é um contrato sucessivo, de longo prazo, que não se esgota numa única prestação, como acontece com a compra e venda em que pago o preço e a coisa da entrega. No contrato de prestação de serviços existe uma prestação regular de serviços, que na maioria dos casos é realizada diariamente, mas pode ter outra frequência, como duas vezes por semana, etc.
A subordinação é o aspecto da relação de trabalho do ponto de vista do empregado, enquanto a diretiva tem o mesmo significado do ponto de vista do empregador.
ELEMENTOS DO CONTRATO DE TRABALHO
- Capacidade
- Objeto lícito
- Forma
Aqueles que podem praticar validamente todos os atos da vida civil adquirem capacidade efetiva ou executiva. Segundo Pinto45, capacidade é “a capacidade de uma pessoa ser sujeito ativo ou passivo de relações jurídicas, adquirir e gozar de direitos e obrigações contratuais”. É a capacidade de prazer ou exercício. Para Maranhão46, a capacidade não deve ser confundida com as condições administrativas estabelecidas para o exercício de uma atividade profissional, uma vez que, segundo o autor, o descumprimento dos requisitos regulamentares não invalida o ato jurídico, mas apenas a pessoa que viola o impôs sanções criminais ou administrativas.
Para que a operação seja considerada perfeita, ela deve envolver objeto jurídico nos termos da lei. Além de legal, o objeto da negociação deve ser física ou juridicamente possível. Para Bevilácqua47, “o objeto da lei é o bem ou benefício sobre o qual o sujeito exerce o poder conferido pela ordem jurídica”. O objeto do acordo não poderá ser contrário à lei, aos bons costumes, aos princípios da ordem pública e aos bons costumes.48,49 De acordo com o art.
104 do Código Civil, se o objeto do contrato constituir atividade ilegal, criminosa ou contrária ao bom aduaneiro, será inválido por falta de um dos requisitos essenciais à validade do ato. A forma do contrato é flexível no caso de contrato de trabalho, a lei prevê que o contrato pode ser escrito, oral ou simplesmente consensual, neste último caso basta que alguém comece a prestar serviços e o destinatário do serviços lhes paga, embora nenhum dos dois tenha trocado uma palavra sobre isso. 104 do Código Civil refere-se à forma do negócio jurídico e leva à conclusão de que será inválido o negócio jurídico que não for realizado na forma estabelecida em lei.
Para Neto e Cavalcante51, “a forma é o requisito que deve ser observado na prática de um ato para que este seja considerado legal.
QUANTO A DURAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO
- Teoria geral e regra do contrato por prazo determinado
- Forma
- Hipóteses
- Contrato a termo ou sob condição resolutiva
- Duração
- Contrato com prazo superior ao estabelecido em lei
- Prorrogação e continuação
- Suspensão, interrupção e estabilidade
- Dies ad quem do contrato a termo
- Sucessão de contratos a termo
- Requisito para sua validade
- Tipos
- Contrato de Experiência
- Lei de Estímulo aos Novos Empregos
- Obra Certa
- Safra
- Artista
- Técnico Estrangeiro
- Atleta Profissional
- Contrato Temporário
- Contrato Por Prazo Indeterminado
Os pesquisadores são unânimes no argumento de que os contratos de trabalho por prazo determinado devem ser expressos. Ainda que admitida a prorrogação tácita do contrato de experiência, a mesma não pode ser assumida apenas pela continuidade da prestação do serviço, que pode ser por prazo determinado ou indeterminado. Cassar63 explica que a prorrogação, renovação ou renovação expressa do contrato por prazo determinado se distingue da continuação da obra após a rescisão definitiva do contrato.
Um contrato por prazo determinado é aquele que permanece em vigor até que ocorra um evento futuro e determinado, indicado no contrato. Ainda Cassar70, a opinião de Pinto contraria a regra de que o descanso tem natureza salarial e se caracteriza como interrupção do contrato de trabalho. A consequência lógica seria a continuação do contrato após o término, portanto a conversão do contrato a termo em contrato por tempo indeterminado.
O contrato individual de trabalho pode ser celebrado de forma tácita ou expressa, verbal ou escrita e por prazo determinado. Uma nova modalidade de contrato de trabalho por prazo determinado foi instituída pela Lei nº 5.889/73. Para os trabalhadores rurais, o contrato de colheita é uma modalidade de contrato por prazo determinado na modalidade prazo incerto, pois não se sabe quando terminará a colheita .
Segundo Cassar77, “a adoção de um contrato a termo pelas partes é apenas uma opção e não uma obrigação legal.
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INTERVALOS INTRAJORNADA E INTERJORNADA
- Conceito e Finalidade
- Natureza Jurídica
- Hipóteses
- Intervalos Entrejornadas ou Interjornadas
- Intervalos Intrajornadas
- Intervalo para repouso e alimentação
- Duração
- Controle
- Redução
- Períodos de Descanso
- Períodos de descanso previstos em lei
- Períodos de descanso não previstos em lei
- Transação, Renúncia ou Suspensão
- Intervalo Trabalhado ou Concedido Parcialmente
- Intervalo do digitador
- Call Center, Telemarketing ou Tele atendimento
- Intervalo entre dois dias de trabalho
- Intervalo para amamentação
- Penalidades
- Prorrogação da Jornada de Trabalho – Concessão de Intervalos
- Mulheres
- Operadores cinematográficos
- Músicos
- Jornada de Trabalho Aplicável a Telefonistas
- Conseqüências da Não Concessão do Intervalo para Alimentação ou
Os intervalos entre dias úteis ou dias intertrabalhadores são os intervalos entre um dia de trabalho e outro. Com a inclusão do § 4º, ao artigo 71, da CLT, quando o intervalo para descanso e alimentação não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a compensar o período correspondente com valor adicional de no mínimo 50% do valor valor da compensação pela jornada normal de trabalho. Considera-se jornada de trabalho o total de horas trabalhadas, e não, individualmente, os períodos anteriores e posteriores aos períodos de descanso e alimentação.
É por isso que a lei não prevê intervalo para descanso entre dois dias úteis ou turnos intradiários. De acordo com art. 20 da Lei nº Durante o intervalo, o empregado tem o direito de se ausentar ou não do local de trabalho, caso haja refeitório no próprio estabelecimento. A pausa para descanso ou alimentação a que se refere o art. 71 da CLT poderá ser reduzido mediante acordo ou convenção coletiva, devidamente aprovado em assembleia geral, desde que: .. os empregados não estejam sujeitos a regime de trabalho ampliado; Isso é.
72 da CLT, “os trabalhadores dos serviços mecanográficos têm direito a 10 minutos de descanso para cada 90 minutos de trabalho”. Estipulam ainda que para as atividades de digitação de dados deve haver um mínimo de 10 minutos de descanso para cada 50 minutos trabalhados que não sejam descontados da jornada normal de trabalho. Entre dois dias consecutivos de trabalho, o trabalhador tem direito a descansar pelo menos 11 horas (artigo 66.º da ZDT)”.
Segundo o IOB109 “em todos os casos de prorrogação do período normal de trabalho dos músicos haverá um intervalo obrigatório para descanso de pelo menos 30 minutos”. 58, da CLT, que a jornada normal de trabalho dos empregados, em qualquer atividade privada, não ultrapassará 8 horas diárias e 44 horas semanais, desde que nenhuma outra limitação seja expressamente estabelecida. Caso não seja concedido intervalo para refeição ou descanso, o empregador fica obrigado ao pagamento do período correspondente com acréscimo de, pelo menos, 50% sobre a remuneração do horário normal de trabalho”.
DESCANSO SEMANAL
- Conceito
- Finalidade
- Natureza Jurídica
- Campo de Aplicação
- Características do descanso
- Requisitos
- Descanso após o 7º dia
- Atividade autorizadas a funcionarem aos domingos
- Compensação de Jornada
- Trabalho em dia de repouso e feriado
- Feriados
- Remuneração do Repouso Semanal
Além das 24 horas consecutivas de descanso semanal, o empregado também tem direito a 11 horas de descanso entre um dia útil e outro (art. 66 da CLT), que não podem ser descontadas do dia de descanso. Os requisitos são a assiduidade e pontualidade no trabalho (art. 6º, capítulo, da Lei nº 605/49) na semana anterior a cada descanso. Para assegurar a remuneração do descanso semanal, o trabalhador deve ser pontual no trabalho na semana anterior ao período de descanso, ou seja, só pode atrasar-se cinco minutos cada vez que vier trabalhar ou sair até cinco minutos antes do previsto. , cada vez que viajar, com limite de 10 minutos por dia (art.58 § 1º, CLT).
Além disso, é possível que o acordo coletivo permita o funcionamento de estabelecimentos comerciais em geral nos feriados (artigo 6º-A da Lei nº 10.101/00). O empregador deve escolher livremente o horário de rodízio, mas ele deve ser organizado previamente para que os empregados tenham conhecimento dele para que possam planejar (artigo 6º, § 2º, do Decreto nº. Segundo Cassar129, “Embora a lei não estipular expressamente que determina o pagamento em dobro dos dias de descanso não remunerados, a jurisprudência permitiu uma interpretação ampla do artigo 9º da Lei nº 605/49.
Caso o feriado seja no mesmo dia do feriado semanal, o prêmio não será acumulativo, pois o empregado teve apenas um feriado, conforme definido no Art. 11, § 3º, do Decreto. Lei nº. 605/49, art. 1º, garantiu o direito a licença remunerada nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local. Artigo 2.º Os feriados religiosos são dias obrigatórios, anunciados na lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, incluindo a Sexta-Feira Santa.
Caso os mensalistas ou quinzenais não obtenham desconto por faltas em folgas ou feriados, o restante já foi pago e nenhum descanso deverá ser pago em item próprio (art. 7º, § 2º, da lei nº 605) . /49).
PONTO ELETRÔNICO
- Marcações registradas fielmente – Obrigatoriedade
De acordo com a Lei 605/49, a remuneração dos dias de folga do trabalhador horista corresponde ao seu horário normal de trabalho semanal, incluindo as horas extraordinárias habituais. Ficou claro pelos resultados da pesquisa que o intervalo para refeição ou descanso, que é concedido por lei ao empregado durante a jornada de trabalho, é uma norma de ordem pública voltada à saúde do empregado, ou seja, é um dispositivo legal que não permite a subtração do seu comando sem permitir alternativas. Primeira hipótese: O inspector do trabalho pode facilmente descobrir quando os cartões de ponto são analisados se contêm intervalos para refeição e descanso inferiores ao mínimo legal de uma hora para os trabalhadores que trabalham mais de seis horas.
Durante a verificação física, o fiscal fiscal deve coletar dados dos trabalhadores sobre o uso diário do sistema de controle de jornada de trabalho do empregador, orientá-los e esclarecer quaisquer dúvidas. Segunda hipótese: O inspector do trabalho pode verificar se o trabalhador incluiu intervalos de tempo nos seus registos de tempos. Terceira hipótese: Os empregadores que não concederem intervalo mínimo para descanso estarão sujeitos a ação na Justiça do Trabalho e poderão ser condenados a pagar esse intervalo com acréscimo de pelo menos 50%.
Contudo, é perceptível a tendência da Justiça do Trabalho em estabelecer o entendimento de que o valor é de natureza salarial e que afeta o valor do descanso semanal remunerado, das férias, do abono de natal, do aviso prévio, do FGTS e da previdência social. Quando é dado mais tempo, o tempo excedente é considerado como se o empregado estivesse à disposição do empregador, devendo ser calculado na jornada de trabalho, conforme dispõe a Lei Geral da Justiça do Trabalho 118: “Os intervalos concedidos pelo empregador. , na jornada de trabalho não prevista em lei, representa o tempo de que dispõe a empresa, remunerado como benefício extraordinário se somado ao final do dia.”. O intervalo mínimo pode ser reduzido sem risco para o empregador quando aprovado pelo Ministério do Trabalho.
Trabalho e Previdência: Registro Eletrônico de Ponto e Uso de Sistemas: Edição 27 - 5ª Edição - São Paulo: IOB.