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Academic year: 2023

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Abordará também os direitos sociais como um todo, sua evolução histórica do direito e amparo legal. Ela personifica um verdadeiro estado democrático de direito, com o dever de garantir os direitos sociais e individuais do cidadão. A Constituição de 1988 elenca os direitos sociais, também denominados direitos fundamentais de segunda geração, no Título II (Direitos e Garantias Fundamentais), Capítulo II (Direitos Sociais – 6 a 11).

Deve-se notar que os direitos sociais não estão concentrados apenas neste capítulo da Constituição, mas estão espalhados por todo o conteúdo da Carta Magna. Cabe ressaltar que os direitos sociais são obrigações positivas, que devem ser observadas e garantidas pelo Estado. Com efeito, “os direitos sociais exigem atuação positiva (obrigação de fazer) do poder público, e por isso são denominados direitos de benefício ou direitos de promoção”.

Ressalte-se que os direitos sociais constitucionalmente previstos são normas de ordem pública, com a característica de serem essenciais. Comentando o artigo 6º da Constituição de 1988, Ingo Wolfgang Sarlet destaca a importância de prever os direitos sociais na Grande Lei de Nossa Terra. A doutrina enfatiza que os direitos sociais previdenciários compreendem o direito à saúde, à previdência social, à assistência social.

Um dos aspectos do direito à vida é o direito a uma vida digna, devendo o Estado promover a dignidade da pessoa humana por meio de políticas públicas, pois este é um dos alicerces de uma república federativa. do Brasil (Art. 1º, III, CF/88)" 33.

CAPÍTULO 3 – DO PROGRAMA “MAIS MÉDICOS”

I - médicos formados em instituições brasileiras de ensino superior ou com diploma renovado no país; Isso é. 3. A coordenação do projeto Mais Médicos para o Brasil caberá aos Ministérios da Educação e da Saúde, que, por meio de ação conjunta dos Ministros da Educação e da Saúde, disciplinarão a forma de participação das instituições públicas de ensino superior e regras para o funcionamento do projeto, incluindo a carga horária, as possibilidades de férias e pausas. Por outro lado, as condições para a participação do profissional no projeto Mais Médicos para o Brasil estão previstas no § 1º, incisos I, II e III do art.

O médico intercambista exercerá medicina exclusivamente no âmbito das atividades de ensino, pesquisa e extensão do projeto Mais Médicos para o Brasil, e para tanto dispensa a prorrogação de seu diploma nos termos do § 2º do art. Concluindo, o programa “Mais médicos”, criado em meados de 2013, apresenta diversos pontos relevantes para a sociedade e, por outro lado, diversos dispositivos que podem ser discutidos. Ressalte-se que em dois pareceres encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a constitucionalidade do programa Mais Médicos.

Nesse caso, são evidentes as irregularidades na lei que institui o programa "Mais Médicos" no Brasil. Com base no exame de constitucionalidade e controle de princípios realizado no Capítulo 2, verifica-se que o “Programa Mais Médicos” está eivado de diversos vícios formais e materiais. Ressalte-se que o Governo Federal publicou no Diário Oficial da União a Medida Provisória nº 621, de 08 de julho de 2013, que, entre outras coisas, instituiu o programa MAIS MÉDICOS PARA O BRASIL, o que pode, inclusive, ser entendido como um legítimo desejo em primeira instância atender às urgências de ordem pública para manter a saúde da população do país.

PROGRAM MAIS MEDICS PARA O BRASIL”, não se revela solução, nem na realidade nem no direito, por não cumprir os seus objetivos primordiais e violar diversos dispositivos e normas que adornam o ordenamento jurídico vigente.100. II - médico intercambista: médico formado em instituição de ensino superior estrangeira com habilitação para o exercício da medicina no exterior. Disponível em: http://pensodireito.com.br/03/index.php/component/k2/item/71-a-inconstitucionalidade-do-programa-mais-m%C3%A9dicos.

No presente caso, apesar de o problema de saúde no Brasil exigir soluções imediatas, o programa mais médico disciplina e modifica diversas questões que nem pairam sobre as urgências e emergências disciplinadas pela CF/88. Além disso, a lei que institui o programa "Mais médicos" altera a lei n. 8.745 de 1993 e n. 6.932 de 1981 que alterou as disposições sobre o emprego temporário de trabalhadores da saúde, bem como os critérios para a revalidação de diplomas de cursos médicos. Com tais considerações, pode-se argumentar que o "Programa Mais Médicos" é inconstitucional, pois fere os princípios da isonomia, igualdade, concurso público e legalidade entre diversas normas constitucionais.

Com a elaboração deste trabalho monográfico, verifica-se que apesar do problema envolvendo a saúde no Brasil que requer urgência, há necessidade de interpretar o “Programa Mais Médicos”, instituído pela MP 621/2013, como inconstitucional. A discussão sobre o tema já se arrasta há vários anos, com as ADIs 5.035 e 5.037 arquivadas no STF, o que levou à apreciação dos defensores da Constituição Federal os fundamentos da interpretação de que o “Programa Mais Médicos” é inconstitucional.

DISPOSIÇÕES GERAIS

5º Os Programas de Residência Médica de que trata a Lei nº. 6.932, de 7 de julho de 1981, oferecerá anualmente vagas iguais ao número de egressos dos cursos de graduação em Medicina do ano anterior. Art. 7º O programa de residência em medicina geral de família e comunidade terá duração mínima de 2 (dois) anos. § 2º Será necessária a realização de 1 (um) a 2 (dois) anos do Programa de Residência em Medicina Geral de Família e Comunidade para os demais Programas de Residência Médica, disciplinados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), exceto para os programas de residência de entrada direta médica.

8º As bolsas de residência em Medicina Geral de Família e Comunidade podem receber complemento financeiro estabelecido e custeado pelos Ministérios da Saúde e da Educação. A regulamentação das mudanças curriculares dos diversos programas de residência médica será realizada por meio de lei do Ministério da Educação, ouvidos o CNRM e o Ministério da Saúde, dos Programas de Ensino Superior e de Residência Médica, médicos preceptores da saúde. rede de serviços e regular a sua relação com a instituição responsável pelo Curso de Medicina ou pelo Programa de Residência Médica.

3º A coordenação do projeto Mais Médicos para o Brasil caberá aos Ministérios da Educação e da Saúde, que, por decisão conjunta dos Ministros da Educação e da Saúde, determinarão a forma de participação das instituições públicas de ensino superior e as normas de funcionamento do projeto, incluindo a carga de trabalho, as chances de licenças e pausas. 2º A aprovação do médico participante do curso de especialização está condicionada ao atendimento de todos os requisitos do Projeto Mais Médicos para o Brasil e sua aprovação nas avaliações periódicas. O médico intercambista exerce exclusivamente a medicina no âmbito das atividades de ensino, pesquisa e informação do projeto Mais Médicos para o Brasil, dispensando para tanto nos primeiros 3 (três) anos de participação a renovação de seu diploma nas condições do § 2º do arte.

2º A participação do médico intercambista no Projeto Mais Médicos para o Brasil, certificada pela coordenação do projeto, é condição necessária e suficiente para o exercício da Medicina no Projeto Mais Médicos para o Brasil, art. 3º O Ministério da Saúde emitirá um número de registro único a cada médico intercambista participante do Projeto Mais Médicos para o Brasil e a respectiva carteira de identidade, que o habilitará para o exercício da medicina nas condições de. Art. 4º A coordenação do projeto comunicará ao Conselho Regional de Medicina (CRM) competente na área de atuação, a relação dos médicos intercambistas participantes do projeto Mais Médicos para o Brasil e os respectivos números únicos de registro.

As atividades desenvolvidas no projeto Mais Médicos para o Brasil não geram qualquer tipo de vínculo empregatício. O médico estrangeiro envolvido no projeto Mais Médicos para o Brasil terá direito a visto temporário para aperfeiçoamento médico pelo prazo de 3 (três) anos, prorrogável por igual período em virtude do disposto no § 1º do art. 4. Para efeitos do n.º 3, a coordenação do projeto Mais Médicos para o Brasil comunicará ao CRM e ao Ministério da Justiça o despedimento do médico participante.

DISPOSIÇÕES FINAIS

§ 3º A nota adicional de que trata o § 2º não poderá elevar a nota final do candidato além da nota máxima prevista no edital do processo seletivo de que trata o § 2º deste artigo. § 1º As diretrizes gerais do processo de avaliação de desempenho para fins de progressão e promoção estão previstas no § 4º do artigo. 12 da lei nº 12.772, de 28.12.2012, que será criada por ato do Ministério da Educação, exercício profissional no SUS, na área de magistério, tutela referida nesta lei e exercício. de atuação em programas definidos como prioritários pelo Ministério da Saúde.

Os médicos participantes e seus familiares legais estão isentos do pagamento dos honorários e encargos previstos no art. O número de integrantes dos projetos e programas de melhoria de que trata esta lei respeitará os limites dos recursos orçamentários disponíveis. Art. 1º O número de médicos estrangeiros no projeto Mais Médicos para o Brasil não poderá ultrapassar o patamar máximo de 10% (dez por cento) do número de médicos brasileiros com registro permanente nos CRMs.

2º O SUS terá prazo de 5 (cinco) anos para dotar as unidades básicas de saúde de equipamentos e infraestrutura de qualidade, que serão definidos nos planos plurianuais. Art. 3º As despesas decorrentes da execução dos projetos e programas previstos nesta Lei correm por conta de dotações orçamentárias destinadas aos Ministérios da Educação, Defesa e Saúde, inscritas no orçamento geral da União. Os Ministros de Estado da Educação e da Saúde podem emitir normas complementares para dar cumprimento ao disposto na presente Lei.

22 da Lei nº 9.028, de 12 de abril de 1995, na representação judicial e extrajudicial de profissionais designados para a função de supervisor médico e tutor acadêmico para os quais incisos II e III do art. XI - admissão de docente para atendimento de demandas extraordinárias decorrentes de programas e projetos de aperfeiçoamento de médicos na área da Atenção Primária à Saúde em regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da integração ensino-serviço, atendendo ao limites e condições estabelecidos em lei conjunta dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Saúde e Educação. 4º A certificação da especialidade médica concedida por Programas de Residência Médica ou por sociedades médicas está sujeita às exigências do Sistema Único de Saúde (SUS).

5. As instituições referidas nos nºs 1 a 4 deste artigo devem encaminhar anualmente o número de médicos titulados como especialistas, com vista a permitir ao Ministério da Saúde constituir o Registo Nacional de Especialistas e parametrizar as acções de saúde pública. ” (NR).

Referências

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O objetivo principal do Curso de Especialização em Saúde da Família oferecido pela UNA-SUS/UFMA é qualifi car profi ssionais de saúde inseridos no Sistema Único de Saúde