Nesta etapa, conseguimos garantir que a conciliação entre a polícia e o Ministério Público seja possível na condução de uma investigação criminal. Ao mesmo tempo, em 1890, o Decreto 848, que instituiu e regulamentou a Justiça Federal, estabeleceu a estrutura e as atribuições do Ministério Público na esfera federal. Autoridades para a cooperação”, que institucionalizou o ministério público e dispôs sobre uma lei federal sobre a organização do ministério público federal.
Nos anos seguintes, o processo de codificação da legislação nacional permitiu o crescimento institucional do Ministério Público. Em 1946, a Constituição referia-se expressamente ao Ministério Público em seu título, nos artigos 125 a 128, sem estar relacionada a competências. Em 1981, o estatuto do Ministério Público foi formalizado com a Lei Complementar nº 40, que estabeleceu garantias, deveres e limitações aos membros do órgão.
Foram essas atribuições que ampliaram o papel do Ministério Público na sociedade e transformaram a instituição em um braço da população brasileira. Podemos destacar também sua estrutura uniforme composta pelo Ministério Público Federal (MP Federal, MP Trabalhista, MP Militar e MP do Distrito Federal e Territórios) e pelos ministérios públicos dos entes federados. A Constituição dá tratamento especial ao Ministério Público, estabelece princípios, amplia suas funções e estabelece garantias tanto para a instituição quanto para seus membros.
Por fim, apontamos o que diz respeito especificamente às características do Ministério Público no âmbito da persecução penal, que são determinadas pelo art.º 1.º.
PERSECUÇÃO PENAL E POLÍCIA JUDICIÁRIA
- Conceito
- Sistema acusatório brasileiro
- Polícia Judiciária
- Inquérito Policial
- Características do Inquérito Policial
- Inquéritos extrapoliciais
- Comissões Parlamentares de Inquérito
- Inquérito Policial Militar
- Apurações de infrações pelos órgãos jurisdicionais, pelo órgão do Ministério Público e pelas demais instituições
A investigação criminal é a atividade desenvolvida pelas autoridades públicas competentes para esclarecer a prática criminosa e, consequentemente, a responsabilidade pelo crime e fornecer ao Deputado elementos de prova mínimos para o exercício da ação criminosa. Existe, portanto, uma dupla instrução, em que o processo criminal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa inquisitorial (inquérito), que antecede outra fase, nomeadamente a fase judicial (acção penal), da qual o titular, em caso de ação penal pública, é o Ministério Público. Tem por finalidade investigar as infrações penais e a respetiva autoria, fornecendo ao titular do processo-crime os elementos para as apresentar.
A nível estadual, atribuída à polícia civil, dirigida por policiais profissionais, sem prejuízo de outras autoridades (CR/88, art. 144, §4º); Na esfera federal, a atuação da polícia judiciária é de responsabilidade exclusiva da polícia federal (CR/88, art. 144, §1º, IV).27. Cometido o crime, o Estado deverá buscar as primeiras provas quanto à sua autoria e materialidade e apresentá-las ao titular da ação penal (o Ministério Público ou a vítima, no caso de processo penal privado), para que este último, avaliar, decidir se apresenta ou não queixa-crime. O inquérito policial é uma série de diligências realizadas pela Polícia Judiciária para investigar uma infração penal e seu autor, para que o titular da ação penal possa intentar ações judiciais (CPP, art. 4º).
Tem como destinatários diretos o Ministério Público, titular exclusivo do processo penal público (CZ, 129, I), e o lesado, titular do processo penal privado (ZPP, art. 30); O juiz é um destinatário indireto que receberá o documento original com base nos elementos de informação nele contidos e formará sua convicção sobre a necessidade de impor medidas de segurança. 28. O julgamento de um crime não pode ser recusado em caso algum se o crime cometido deixar vestígios (artigo 158.º do ZPP). Não disponível: em hipótese alguma o comissário poderá protocolar IP, pois toda a investigação deverá ser concluída e encaminhada à autoridade competente (CPP, art. 17).
Podemos observar que na maioria das denúncias apresentadas pelo MP, a investigação serve de base para o membro ministerial (CPP, art. 12). Nesta etapa, o titular da ação penal pode desistir da PI, mas não pode se eximir de demonstrar a veracidade da acusação, relatar os fatos, classificar a conduta, qualificar o autor, ou seja, a justa causa da acusação não pode estar ausente. , sob pena de rejeição da peça inicial (CPP, art. 41 c/c 395). Contudo, devem justificar as suas intervenções como acontece com as decisões do Poder Judiciário (CR, art. 93, X).
É o que acontece com a busca e apreensão domiciliar (CR art. 5º, XI), com a ordem de prisão (CR art. 5º, LXI) ou com a interceptação telefônica (CR art. 5º, XII), em que expressamente requer uma ordem judicial. Tem caráter de liminar, cujo objetivo principal é fornecer elementos necessários à instauração de processo penal”.36. Tão logo o Ministério Público seja notificado da sentença que declare a falência ou conceda a reparação judicial, o Ministério Público, verificando a ocorrência de qualquer crime previsto nesta lei, promoverá imediatamente a ação penal cabível ou, se julgar necessário, a abertura de uma investigação policial.39.
A autoridade policial elabora o Auto de Prisão em Flagrante e o encaminha imediatamente ao Procurador-Geral da República, juntamente com o preso (art. 40, parágrafo único da lei c/c art. 247 e seguintes da LK 75/1993). Além disso, há inquérito administrativo para deportação de estrangeiro, instaurado por despacho do Ministro da Justiça (art. 68, parágrafo único, da Lei nº.
CAPÍTULO III – INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FRENTE O INQUÉRITO POLICIAL
- Argumentos contrários
- Argumentos favoráveis
- Proposta de Emenda à Constituição 37/2011
- Posicionamento do Superior Tribunal de Justiça
- Posicionamento do Supremo Tribunal Federal
Podemos perceber a relevância deste tema no projeto de emenda à Constituição, a PEC 37, ou “PEC da Impunidade”, assim chamada pela maioria dos estudiosos e membros do Ministério Público. A diferença em relação à investigação direta do Ministério Público é se a teoria da garantia constitucional se sobreporá ao sistema penal nacional, que não é considerado unânime entre a doutrina e a jurisprudência; Se a CR/88, ao atribuir ao Deputado a responsabilidade pela acção penal pública, também lhe proporcionou os meios para desempenhar rapidamente essa tarefa, e é este argumento, entre outros, que agora descreveremos em detalhe. Por exemplo, este doutrinador transforma as investigações do Ministério Público num inquérito civil em que inúmeros crimes civis podem resultar em ilícitos penais (como danos ao ambiente, aos consumidores, às crianças e jovens, à integridade administrativa).
Quanto à teoria dos poderes implícitos, Mazzilli diz que a Constituição comprometeu o Ministério Público a promover a ação penal pública, com privacidade e autonomia funcional, e que certamente proporcionou os meios necessários para cumprir os seus fins constitucionais. A norma constitucional sobre o controlo externo da actividade policial fortalece o sistema do Ministério Público, pois deixa claro e distinto que o Ministério Público é responsável pela persecutio criminis, afastando o juiz de qualquer interferência na recolha de provas.50. O entendimento predominante no Supremo Tribunal Federal é que o Ministério Público tem legitimidade para conduzir investigações criminais diretamente.
Existem diversas decisões que afirmam que o Ministério Público tem legitimidade para atuar na fase preparatória da ação penal. É o que afirma a súmula 234 do STJ, que afirma que “a participação de membro do Ministério Público Estadual na fase de investigação criminal não resulta em impedimento ou suspeita de apresentação de denúncia”. Portanto, não é pacífico o entendimento no STF de que o Ministério Público tem legitimidade para realizar investigações na esfera criminal, o que reformou seu entendimento de longa data.
Em 1997, a 1ª Turma do julgamento do HC 75.769/MG entendeu que a participação do Ministério Público na fase de investigação deveria ser regulamentada. Mas o entendimento da maioria dos ministros evoluiu e ficou estabelecido que o Ministério Público tem legitimidade para conduzir investigações criminais. O principal argumento do HC, que pede a suspensão do processo criminal em curso na Justiça mineira, diz respeito ao poder de investigação criminal do Ministério Público.
O Ministro, ao negar o HC, citou precedentes do STF (RE 468.523, de relato da Ministra Ellen Gracie e HC 94.173, de relato do Ministro Celso de Mello), no sentido de que nada impede que o Ministério Público busque esclarecimentos ou aja diretamente para obter evidências para formar sua crença sobre um determinado fato. A conclusão de que o sistema constitucional atribuiu aos órgãos policiais o papel principal na investigação criminal e aos chefes de polícia na condução das investigações criminais não significa que o Ministério Público esteja impedido de exercer medidas de investigação quando as circunstâncias especiais o exigirem. Este trabalho ajudou a delinear a nova estrutura dada ao Ministério Público após a Constituição de 1988.
A nossa Carta Magna, nos seus artigos acima mencionados, possibilitou a investigação do Ministério Público, mas não retirou essa função da Polícia Judiciária, que, aliás, tem-se mostrado cada vez mais zelosa no desempenho da sua tarefa, o que é a ação penal. Para tanto, gostaríamos que o Ministério Público do Estado, em conjunto com a Polícia Judiciária, auxiliasse a empresa na investigação de infrações penais.
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