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A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO DOMÉSTICO E NA FAMÍLIA E A (IN)EFICÁCIA DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO DE EMERGÊNCIA À LUZ DA LEI MARIA DA PENHA. Este trabalho monográfico é uma análise da lei intitulada Lei Maria da Penha e seus mecanismos de proteção às vítimas de agressões e a implementação de políticas públicas de combate ao descumprimento do que a lei impõe.

Surgimento ecriação da Lei Maria da Penha – Lei Nº 11 340/2006

Sinta-se fortalecido pela Lei Maria da Penha e abomine o medo que torna seus prisioneiros da violência. Indignada com a situação que vivia, Maria da Penha buscou a justiça para que seu agressor fosse punido.

Conceito De Violência Doméstica

Este é um princípio constitucional válido que permitiu a aprovação da lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência contra a mulher na família. O termo – relação íntima de afeto – não pode ser estendido a uma relação temporária, transitória ou intermitente.

Violência de Gênero

Vemos muitas decisões em que gênero é interpretado como sinônimo de gênero – o que é um erro, mas pode não interferir no acesso das mulheres aos direitos garantidos pela Lei Maria da Penha. E há situações em que a falta de compreensão leva à negação de direitos, quando, por exemplo, o género é interpretado como hipossuficiência, levando a uma decisão como a do caso de Luana Piovani, que afirma que a lei não pode ser aplicada porque não aborda mulheres vulneráveis. Outro erro muito comum é a opinião de que as mulheres têm direito ao casamento porque são fisicamente inferiores, o que é uma opinião estereotipada. Incorporando a Lei Maria da Penha para o Empoderamento da Mulher: Um Estudo de Caso da ONG MOVAMU’S em Itapajé-CE.

8CARNEIRO, Carmem Cintra Vasconcelos.Interdisciplinaridade na aplicação da Lei Maria da Penha no sistema de justiça criminal e violência contra a mulher. Disponível em: ​​acesso em 22 de junho de 2018. Disponível em: acessado em 21/04/2018.

Feminicídio

Segundo o Código Penal, feminicídio é “o homicídio de mulher cometido por razões do seu sexo feminino”, ou seja, quando o crime envolve: “violência doméstica e familiar e/ou desprezo ou discriminação contra a condição de mulher” . O crime cometido durante a gravidez ou nos primeiros três meses após o nascimento, contra criança menor de 14 anos ou maior de 60 anos, ou mulher portadora de deficiência, ou, ainda, na presença de descendentes da vítima (Lei nº. Segundo o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, o conceito de feminicídio será definido como crime por um tipo de ódio à mulher identificado pela condição específica da mulher atribuída ao gênero feminino que se torna tão fundamental na prática do crime .

Estas situações incluem a violência doméstica e os crimes que envolvem violência sexual, mutilação da face, seios e órgãos genitais, exposição pública do corpo da mulher, tortura, etc. A criminalização do feminicídio foi uma decisão justa e fundamental, considerando o fardo que a sociedade impõe às mulheres; Portanto, a legalização do feminicídio é simplesmente uma das muitas mudanças que o Estado deve fazer para mudar permanentemente esta realidade.14. Diante disso, a pesquisa sobre o feminicídio é importante para ajudar a fornecer uma descrição precisa da violência doméstica contra as mulheres no país, para que possam ser feitos progressos na prevenção e proteção das mulheres.

Formas de Violência Doméstica

  • Violência física
  • Violência Psicológica
  • Violência sexual
  • Violência Patrimonial
  • Violência Moral

As medidas protetivas emergenciais podem ser concedidas pelo juiz, a pedido do Ministério Público ou a pedido da vítima. 1. As medidas cautelares de urgência podem ser concedidas de imediato, independentemente de audiência entre as partes e de manifestação do Ministério Público, que deve ser imediatamente comunicada. 2. As medidas de protecção de emergência serão aplicadas individual ou cumulativamente, podendo ser substituídas a qualquer momento por outras mais eficazes, sempre que os direitos reconhecidos nesta lei sejam ameaçados ou violados.

3. O juiz pode, a pedido do Ministério Público ou a pedido da vítima, conceder novas medidas cautelares urgentes ou rever medidas já concedidas se o considerar necessário para proteger a vítima, a sua família e os seus bens, ouvido o Ministério Público . Disponível em: acesso em 24 de junho de 2018 Medidas emergenciais de proteção estão elencados nos artigos 22 a 24 da Lei Maria da Penha nº e são reflexos das frequentes ações utilizadas pelo agente de violência doméstica e familiar com o objetivo de deter a vítima ou impossibilitar sua atuação diante do ciclo de violência.

Das Medidas que Obrigam o Agressor

  • Da Suspensão da posse ou restrição do porte de arma(artigo 22, I)
  • Afastamento do lar (artigo 22, II)
  • Vedação da prática de determinadas condutas (artigo 22, III)
  • Restrição ou suspensão de visitas (artigo 22, IV)
  • Das prestações de alimentos (artigo 22, V)

Nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, não houve possibilidade de prisão preventiva do agressor. Em função dessas circunstâncias, o legislador estabeleceu diversos tipos de medidas, que podem ser divididas em duas grandes categorias: I - medidas protetivas que obrigam o agressor; II - medidas de proteção dirigidas à vítima, de caráter pessoal, previstas no art. 23; Esta é uma das primeiras hipóteses de medidas protetivas. Aqui o legislador preocupou-se em desarmar o agressor que possui ou porta legalmente arma de fogo de acordo com o Estatuto do Desarmamento – Lei nº, e assim evitar uma tragédia maior.

No n.º 2 do artigo 22.º desta lei, estabelece-se que se o agressor se encontrar nas condições referidas no capítulo e no artigo 6.º da lei, o juiz comunicará ao órgão, empresa ou instituição competente as medidas cautelares de urgência dadas. e determinará a limitação do porte de armas, cabendo ao superior imediato do agressor a execução da ordem judicial, sob pena de prática dos crimes de contravenção ou desobediência, conforme o caso.” É importante mencionar que o legislador propõe que seja realizada audiência preliminar pela equipe multiprofissional de atendimento ou serviço similar antes da concessão das medidas protetivas. Esta é a última hipótese de medida protetiva concedida à vítima, definida pela Lei Maria da Penha, e pode ser elaborada tanto pelo Juiz Criminal quanto pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar, até porque nem todos os estados possuem esse tipo de Juizado .

Das Medidas de proteção à ofendida

  • Encaminhamento a programas de proteção e atendimento (artigo 23, I)
  • Recondução da ofendida e de seus dependentes (artigo 23, II)
  • Afastamento da ofendida do lar (artigo 23, III)
  • Separação de corpos (artigo 23, IV)

Também podem ser cumulativos com a proibição de determinada conduta do agressor, conforme artigo 22, III, da Lei nº. Contudo, a determinação do número da lei ultrapassa a regra geral prevista pelo código civil, ciente do acúmulo de diversas medidas protetivas, com o objetivo de proteger de forma mais eficiente o ofendido. A Lei Maria da Penha nº, ao longo dos 11 anos de vigência, marcou um marco importante, principalmente no que diz respeito à proteção dos direitos da mulher e à prevenção da violência familiar e doméstica, o que cria uma pior classificação criminal para o agressor provocada , enquanto antes da entrada em vigor da Lei Maria da Penha isso não acontecia, como estava tipificado na Lei nº. Leis dos Juizados Cíveis e Criminais (JECRIM), nas quais os casos envolvendo violência doméstica eram avaliados como crimes de menor potencial ofensivo, tendo como pena ao agressor o pagamento de cestas básicas e multas, e as vítimas permaneciam desamparadas, pois nenhum tipo de medidas de proteção foram oferecidas para proteger aqueles que transgrediram.24.

Como exemplos de inovação, podemos citar os artigos 5º e 7º da lei, que definem os tipos, a extensão e as formas em que ocorre a violência contra a mulher no lar e na família, e a lista é exemplar. Com a criação da Lei Maria da Penha nº, a maioria da população tomou consciência da gravidade da violência no lar e na família, obtendo grandes avanços sociais e garantindo a integridade psicológica e física das mulheres. Mas a referida lei só terá eficácia em conjunto com políticas públicas para que os ofendidos tenham segurança e assistência efetiva, pois os desafios da lei são muitos considerando que ela necessita da vontade das três esferas de governo, da sociedade civil e dos órgãos judiciais.

Das Políticas públicas

II – promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com perspectiva de gênero e racial ou étnica, sobre as causas, consequências e frequência da violência doméstica e familiar contra a mulher, com vistas à sistematização de dados que devem ser reunidos nacional e periodicamente avaliar os resultados das medidas adotadas; V – promoção e implementação de campanhas educativas para prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, dirigidas aos escolares e à sociedade em geral, e divulgação desta lei e dos instrumentos de proteção dos direitos humanos das mulheres; VI – assinatura de acordos, protocolos, ajustes, condicionantes ou outros instrumentos para promover parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não governamentais para fins de implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher;

IX – destacar nos currículos escolares de todos os níveis de ensino conteúdos relacionados aos direitos humanos, à igualdade de gênero e racial ou étnica e à problemática da violência doméstica e doméstica contra a mulher. Nesse sentido, existe uma lacuna quando se trata de avaliar os resultados alcançados na implementação da lei Maria da Penha no que diz respeito à redução da violência doméstica e doméstica contra as mulheres no país.27. Na sequência da promulgação da Lei Maria da Penha, foram criados Tribunais para a violência doméstica e contra a mulher, melhorando ainda mais os mecanismos de protecção jurisdicional, permitindo ao sistema de justiça servir de forma eficiente as vítimas de violência doméstica.

Da criação da Nova Lei de Descumprimento das Medidas Protetivas nº

A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça está pacificada no sentido de que o descumprimento das medidas protetivas estabelecidas na Lei Maria da Penha não caracteriza a prática do delito previsto no art. A Lei Maria da Penha nº, ao longo destes onze anos de implementação, tem se mostrado de extrema importância no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, proporcionando mecanismos para garantir a proteção das mulheres, haja vítimas de agressões. Vale destacar a demora na criação da infração penal por descumprimento das medidas, uma vez que foi implementada onze anos após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha.

Disponível em: acesso em 3 de junho de 2018. CAVALCANTI, Stela Valéria Soares de Farias – Violência Doméstica: Análise da Lei Maria da Penha Salvador, BA: Editora JusPodivm, 2007. A Lei Maria da Penha (a lei e suas inovações no âmbito dos direitos das mulheres vítimas de violência doméstica.

Ato criminoso de descumprimento de medidas protetivas necessárias: alteração da lei Maria da Penha). Uma análise da eficácia das medidas protetivas emergenciais nos termos da Lei Mário da Penha em relação à fiança policial.

Referências

Documentos relacionados

Ainda que este capítulo não apresente as principais articulações entre as varas judiciais e outros serviços, o elo entre as equipes multidisciplinares e a rede de atendimento, como