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Juliane de Moliner.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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Gostaria de agradecer sinceramente aos profissionais da Equipe de Saúde da Família de Lages que aceitaram participar deste trabalho. Quem são os usuários de saúde” com as subcategorias: “o usuário que necessita de medicação”, “o usuário atendido pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)”, “o usuário confuso” (porque não estão vinculados e não não entende, e também “criadores de cenário”) e “usuário com doença mental” (diagnosticado ou não).

INTRODUÇÃO

No Brasil, em 2003, constatou-se que 56% das solicitações que chegavam à atenção primária eram solicitações de saúde mental. Em 2008, as ações de saúde mental na atenção primária foram refletidas nas diretrizes da Programação Pactuada e Integrada em Atenção à Saúde (PPI) (VECCHIA e MARTINS, 2008). Requer também comunicação entre profissionais de saúde e famílias, e entre serviços de saúde mental.

Identificar a visão dos profissionais da ESF sobre o cuidado em saúde mental e os usuários dos serviços de saúde mental. As experiências de prestação de serviços mostram que a aceitação das exigências de saúde mental na atenção básica é algo observado por 56% das equipes de saúde da família. Isso levou ao apoio matricial como arranjo institucional de apoio ao cuidado em saúde mental na atenção básica (GOMES, CAMPOS e FURTADO, 2006).

O apoio matricial também pode ser uma possibilidade para Centros de Atenção Psicossocial (CAPC) ou ambulatórios de saúde mental. Neste arranjo a equipe de saúde mental compartilha alguns casos com as Equipes de Atenção Básica. Espera-se que os resultados deste estudo possam contribuir para melhorar a assistência prestada na Atenção Primária à Saúde Mental.

Saúde mental na atenção básica: desafios e oportunidades para uma prática voltada à ampliação e integralidade da saúde mental14. Intervenções em saúde mental no programa saúde da família: confluências e divergências entre práticas e princípios psiquiátricos e de reforma sanitária.

FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

História da assistência saúde mental

O Sistema Único de Saúde e a Política de Saúde Mental

Atenção Básica

Com a introdução do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, a atenção básica8 passou a ser conhecida pelas práticas de saúde individuais ou coletivas, sendo que a saúde pública brasileira adotou essas normativas por meio da atenção básica e as organizou por meio de Grupos de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Unidades de Saúde da Família (USFs) e programas implementados por Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e equipes da ESF. De acordo com a política nacional de saúde primária, os cuidados de saúde primários devem ser a porta de entrada no sistema de saúde, e para isso devem ser acessíveis à população, desde uma perspectiva geográfica até uma perspectiva organizacional e pessoal.

O trabalho em equipe da ESF é organizado de forma multidisciplinar, composto por, no mínimo, médico, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS). As ações de saúde bucal também são organizadas na ESF, contando com o cirurgião-dentista, o auxiliar de consultório odontológico (ACD) e o técnico em higiene bucal (THD). À luz das práticas das equipes da ESF, a atenção básica utiliza tecnologias de alta complexidade e baixa densidade, que devem solucionar os problemas de saúde de maior presença e relevância na área.

Com uma das diretrizes do SUS, a integridade, podem ser realizadas atividades médicas na atenção primária à saúde que vão além do princípio da organização contínua dos consultórios dos profissionais médicos.

Saúde Mental e Atenção Básica

Se a saúde mental na atenção primária for considerada uma especialidade, a prática profissional será baseada apenas no diagnóstico, sem questionar a multicausalidade que envolve os acontecimentos, que estão relacionados tanto às condições de vida quanto à produção social. A saúde mental também não deve ser considerada apenas nos casos mais clássicos em que a doença já está presente. Ou seja, se a saúde mental for percebida como saúde geral e não como especialidade, será possível garantir uma atenção mais integral aos sujeitos, inclusive nos esforços de prevenção e promoção da saúde.

Segundo o Ministério da Saúde (2003), os princípios da atenção básica em saúde mental são os seguintes: conceito de território, organização da atenção em saúde mental em rede, intersetorialidade, reabilitação psicossocial, multidisciplinar/interdisciplinar, desinstitucionalização, promoção de usuários 'cidadania e construção de autonomia possível para usuários e familiares. Autores como Franco et al. 1999) e Schimith e Lima (2004) destacam nos resultados de suas pesquisas no campo da saúde mental na atenção básica que o investimento na reorganização da prática não só aumentará a resolubilidade, mas também promoverá a integralidade do cuidado, possibilitando relações acolhedoras que se estabeleçam durante todo o processo de trabalho. Desde 2003, o Ministério da Saúde, por meio do documento “Saúde mental e atenção básica: o vínculo e o diálogo necessários”, priorizou o apoio matricial como forma de organizar o trabalho psicológico na Atenção Básica.

Portanto, os desafios do campo da saúde mental na atenção primária à saúde perpassam a reflexão sobre o sofrimento psíquico, cada vez mais presente na sociedade, a visão da subjetividade dos sujeitos e também as diretrizes da política de saúde mental que vigora no país (LYRA , 2007).

Apoio Matricial

A assistência na rede básica deve ser prestada por meio de apoio matricial às equipes básicas, explicando que a responsabilidade compartilhada pelos casos exclui a lógica de encaminhamento, pois visa aumentar a capacidade da equipe local para resolver problemas de saúde (BRASIL, 2003, p 03). Uma das primeiras experiências com apoio matricial ocorreu na década de 1970, em Campinas (SP), durante a construção da saúde mental na atenção básica. Na ocasião, foi instalado o modelo de atenção primária, onde, além de clínicos gerais e auxiliares de saúde, também foram colocadas equipes de psicologia nos então postos de saúde.

Pretendem ampliar o alcance e o alcance das ações e da resolutividade da atenção básica, apoiando a ESF na rede de serviços e no processo de territorialização e regionalização. O NASF 1 deve estar vinculado a Equipes de Saúde da Família, num total de oito a vinte equipes, e ser composto por um número mínimo de cinco a treze profissionais de nível superior, tais como: psicólogo, assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, profissional em Educação Física, nutricionista, terapeuta ocupacional, ginecologista, homeopata, acupunturista, pediatra e psiquiatra. Segundo Gonçalves (2002) citado por Machado e Mocinho (2003), o grande desafio do NASF é capacitar as equipes para pensar e agir em saúde mental sem recorrer a estruturas antigas, construir um trabalho com as famílias e a comunidade e buscar desconstruir rótulos e estigmas.

O apoio matricial é um acordo institucional em que uma equipa de referência é responsável pelo apoio matricial de seis a nove equipas gerais de cuidados primários do FMI.

MÉTODO

  • Caracterização da pesquisa
  • Caracterização do local e dos participantes
  • Procedimento de coleta de dados
  • Procedimento de análise dos dados e como serão
  • Aspectos éticos

No contexto da saúde, caracteriza-se como um polo regional que atende mais de 40 municípios, e figura como um dos programas de destaque da Estratégia Saúde da Família (ESF). Os participantes da pesquisa foram dez pessoas, profissionais de saúde integrantes de uma equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) de uma Unidade de Saúde da Família (USF) do município de Lages (SC). Fazem parte da equipe da ESF: um médico de saúde da família, um enfermeiro, um técnico de enfermagem, cinco agentes comunitários de saúde (ACS), um dentista e um auxiliar de consultório odontológico (ACD).

Na Tabela 1 são apresentadas informações gerais sobre as características dos participantes, como faixa etária, sexo, escolaridade e tempo de trabalho na Unidade de Saúde da Família (USF). Essa ferramenta permitiu à pesquisadora conhecer as rotinas da unidade e a contextualização da comunidade, que está localizada na área vinculada à Unidade de Saúde da Família (USF). Durante o mês de setembro de 2009, a pesquisadora entrou em contato com a coordenação da Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Lages (SC) e esta coordenação sugeriu uma Unidade de Saúde da Família (USF) para participação na pesquisa.

As dificuldades encontradas nesta pesquisa mostram o estado das Unidades de Saúde da Família (USF), equipamentos centrais nesse nível de atenção, que têm atendido uma demanda excessiva, uma vez que, conforme relatado, as equipes não contavam com quadro completo de profissionais.

RESULTADOS

O presente estudo buscou compreender como são configuradas as práticas de saúde mental na atenção básica por uma equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) para que novas reflexões sobre esse tema possam ser suscitadas. Este artigo é resultado de pesquisa na rede de atenção básica de um município de Santa Catarina, que buscou mapear as práticas e visões dos profissionais da atenção básica em relação ao cuidado em saúde mental e aos usuários dos serviços de saúde mental. A ligação entre os cuidados de saúde mental e os cuidados primários é o desafio que os profissionais dos cuidados primários enfrentam.

Diante dos depoimentos apresentados, os profissionais identificam os usuários de saúde mental de forma semelhante aos portadores de transtornos mentais. Hoje em dia ainda existe uma tendência hospitalar e de especialidades quando o assunto é saúde mental. Podemos relacionar esse papel definido às famílias, relembrando os momentos históricos que definiram o lugar da família na saúde mental.

Especialistas relatam que a medicalização é a prática primária e mais importante a ser implementada quando são identificadas necessidades de saúde mental. Um desafio enfrentado pelos profissionais dos cuidados primários é a ligação entre a saúde mental e os cuidados primários. Essa articulação por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF) posicionou-se como espaço de atuação e criação de novas formas de cuidar da saúde mental.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os problemas para a implementação das práticas de saúde mental na atenção básica foram apresentados pela falta de envolvimento da família, entendida pela equipe da ESF, como responsável e cuidadora do usuário. A partir daí foi possível possibilitar o cuidado integral, ou seja, a atenção à saúde mental dos usuários da atenção básica. Artigo apresentado na Conferência Regional sobre Reforma dos Serviços de Saúde Mental: 15 anos depois de Caracas.

Relatório Mundial de Saúde da Organização Mundial da Saúde 2001 - Saúde Mental: Novos Conceitos, Nova Esperança. Construindo uma rede de saúde mental em um município do sul do Brasil. Título do Projeto: Grupo Estratégia Saúde da Família Conceitos e Práticas de Saúde Mental.

Espera-se também que, a partir da pesquisa, seja elaborada uma síntese propositiva sobre o processo de trabalho em saúde mental e atenção básica a partir de uma clínica ampliada e integral.

Referências

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