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lara alberti ramos fonseca

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Academic year: 2023

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A sociedade atual é baseada em um alto grau de complexidade, pois as estatísticas mostram a porcentagem de mortes e feridos em acidentes de trânsito em todo o mundo. Disponível em: ). A relação entre este aumento e o número de habitantes conduzirá, assim, a um aumento da percentagem de sinistralidade rodoviária ao longo do tempo, como demonstram os dados que se seguem.

A partir dos dados do SUS no gráfico citado, percebe-se que a maioria das vítimas fatais de acidentes de trânsito são homens, ou seja, 82,38%, enquanto a população feminina representa 17,62% desse universo. Disponível em: . Disponível em: Acesso em: 01/04/19.

Segundo dados do Ministério da Saúde, quanto ao diagnóstico das consequências por acidentes de trânsito no Brasil, o estado do Tocantins ficou em primeiro lugar, referente aos anos de 2015 e 2017. Disponível em: . Dito isso, torna-se relevante mostrar que os dados são cada vez mais sólidos, o que permite contextualizar o número de pessoas vitimadas por acidentes de trânsito no Brasil.

Vale ressaltar que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os acidentes de trânsito são a 9ª causa de morte no mundo.

No sentido atributivo-normativo, a expressão “o autor quis o resultado” significa dizer que o agente não pode se eximir da responsabilidade pelas consequências da ação que cometeu, uma vez que a alegação de que não quis, em caráter psicológico, sentido, produzir o resultado. No sentido normativo-atributivo, a transição entre querer e não querer o resultado é fluida e não pode ser determinada de forma inequívoca, pois são quantificáveis ​​as relações fáticas entre o comportamento do autor e o resultado do qual depende a valoração do resultado como desejado ou não amado. Dentro desse cenário, a palavra aprovação possui um significado ambíguo, pois quando o verbo aprovar é utilizado no cotidiano, ele expressa um julgamento moral em relação a determinado fato, ou seja, aquele que aprova um fato manifesta o ponto de vista de acordo com o que deve ser ou pode ser.

Nesse sentido, a decisão é conhecida como “cinta de couro” (BGHSt, afirmava que o elemento volitivo de uma intenção potencial deve ser compatível com uma reprovação interna do resultado, incluindo uma aparente vontade de evitá-lo, e também reprovação moral) . Nos julgamentos mais recentes da prática judiciária, o elemento voluntário do dolo tem ganhado destaque, pois a ênfase recai sobre a sua prova, sobretudo nos casos em que o assunto cria claramente um perigo intenso e imediato relacionado com as consequências. A presunção de aprovação do risco não tem sido utilizada pela jurisprudência nem no sentido descritivo-psicológico, nem no sentido normativo, pois apenas uma alta possibilidade de ocorrência do resultado não é suficiente, por si só, para sustentar uma hipótese de aprovação do risco. sentido jurídico usado como fórmula mágica.

É importante notar que a doutrina majoritária distingue dolo de culpa com base na premissa de culpa e não dolo, pois tenta determinar o que é negligência e dolo não possível. Ocorre que o ensino dominante, juntamente com a jurisprudência e a teoria da vontade, tem sido criticado, pois equivocam-se ao renunciar à identificação entre dolo e vontade. Além disso, a teoria da vontade falha quando tenta mostrar a conexão entre o elemento psíquico que motiva a intenção e o fato.

É óbvio que Kaufmann traz um tipo de perspectiva da teoria do elemento negativo, pois quer chamar a atenção para a qualidade de uma ação com base no fato de haver uma intenção de evitar ou não o resultado. Além disso, cabe destacar que o dolo está intimamente relacionado ao processo penal, pois, segundo Díez Ripolles, seriam os elementos subjetivos do delito. Assim, na fraude como realidade ontológica, é fundamental mostrar quais são as ferramentas que permitem a identificação da fraude como tal realidade.

Seguindo esta linha de pensamento, para apurar o dolo, é necessário atribuir a alguém o conhecimento e a vontade para a prática do ato criminoso, pois não se pode mais confirmar a existência efetiva do dolo, pois, de uma forma ou de outra , será objeto de uma avaliação. Por essa lógica, pode-se dizer que a fraude está ligada à ideia de atribuição, pois é a valoração social de uma expressão objetiva da ação que limita a imprudência e a fraude. Não há dúvida, portanto, de que a identificação da intenção não pode advir da descrição de um processo psicológico, mas apenas da identificação do que Hassemer qualifica como "indicadores externos".

Isso se deve ao fato de o agente ter uma posição privilegiada no acesso aos seus estados mentais, pois sempre pode negar que agiu de acordo com o estado mental definido pela teoria volitiva, sem poder declarar que o autor é mentindo. . Nesse sentido, deve-se questionar o fato de que o uso de álcool em relação à alta velocidade sempre leva a eventual fraude, pois veremos a seguir que a análise será feita de acordo com cada caso específico e, portanto, nenhuma regra pode ser estabelecida universalmente para todas as ocasiões.

3 É LEGÍTIMO ENTENDIMENTO QUE A EQUAÇÃO ÁLCOOL + ALTA VELOCIDADE = POSSÍVEL VIOLAÇÃO. ele alude ao autor Costa e Silva, que aponta que a culpa consciente consiste em "comportar-se por parte do agente sem a cautela necessária, desconsiderando as precauções que a experiência mostra serem capazes de prevenir possíveis conseqüências danosas". A comissão propôs um novo tipo de falta sob a rubrica (falta gravíssima) que se situa entre a culpa comum e a fraude possível e se caracteriza pela imprudência extrema. No entanto, pode-se dizer que mesmo optando pelo percurso mais longo, o resultado torna-se mais adequado em relação a situações de homicídio durante a condução de veículo automotor sob efeito de álcool.

É fácil ver que, paralelamente à crescente dramatização do motorista bêbado, está se desenvolvendo um fetiche pela fraude definitiva. Atualmente, a jurisprudência dispõe de um conceito, que caracteriza possível fraude em situações como, por exemplo, onde o condutor que comete o acidente resultando em morte, dirige em velocidade excessiva, não socorre a vítima, tenta fugir do local do acidente, não possui carteira de habilitação, participa de corridas não autorizadas, tem capacidade psicomotora alterada devido ao uso de substância proibida. O agente que, após ingerir bebida alcoólica, agiu em velocidade incompatível com o local, apesar das denúncias dos ocupantes do veículo que alertaram para o risco iminente de um acidente, que resultou na morte de duas pessoas e deixou quatro feridos outros.

Ao mesmo tempo, é de extrema importância reanalisar a diferença entre possível dolo e culpa consciente, pois “com possível dolo, o agressor tolera a produção do resultado, não lhe importando o acontecimento que aconteça ou não. Portanto, a principal característica, e conseqüentemente a fraude mais perceptível possível, é o fato de o corretor, embora não queira o resultado, correr o risco de provocá-lo, sem levar em conta o dever de cuidado e a devida importância. Portanto, um exemplo que mostra a diferença entre culpabilidade consciente e dolo possível é quando o atirador atira, mesmo sabendo que uma pessoa está perto do local, mas erra o alvo e mata aquela pessoa, haverá culpabilidade consciente porque o agente acreditou e confiou que até não haverá resultado.

No entanto, no mesmo caso, se o policial atirar sem se importar se acerta ou não a pessoa, então pode haver dolo. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem posicionamento sobre a prevenção do homicídio por embriaguez ao volante, no qual pode apontar o dolo final nas situações em que, além de consumir bebida alcoólica, o acusado estiver dirigindo em alta velocidade, aceite, portanto , as possíveis consequências. Nesse caso, a Primeira Turma entendeu que o crime de homicídio cometido durante a condução de veículo sob efeito de álcool só pode ser considerado doloso se for comprovado que a embriaguez foi predeterminada.

No caso em apreço, o paciente foi condenado por homicídio doloso devido ao excesso de velocidade da viatura que conduzia, bem como ao facto de se encontrar sob o efeito de álcool, circunstância que pode provar que o arguido aceitou a pena ocorrência do resultado e, portanto, agiu com uma possível trapaça. De acordo com o HC acima, o STF entendeu que a definição de eventual dolo não se baseia apenas na embriaguez do condutor, uma vez que este não ingeriu bebida alcoólica com a intenção de cometer o crime de homicídio, mas também em outros fatores que afetaram a consequência, incluindo excesso de velocidade. As provas obtidas no contraditório não suportam suficientemente a hipótese incriminadora descrita na denúncia, que corrobora a possível fraude.

É sabido que é muito difícil distinguir dolo final de culpa deliberada, embora ambos tenham características próprias, os casos nem sempre são claros. Considerando tudo o que foi exposto neste artigo, é de extrema importância que a conduta do policial seja analisada caso a caso, levando em consideração suas especificidades e motivações para a prática do crime de homicídio culposo na condução de veículo automotor sob efeito de álcool. .

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Entende-se, portanto, que nos casos de homicídio rodoviário durante a condução de veículo automotor sob efeito de álcool, é fundamental a análise criteriosa de cada caso, pois somente as provas e consequências da ação poderão esclarecer se o condutor foi dolo ou agiu culposamente. . Por fim, solicita-se ressaltar que a finalidade, além da punição, é disciplinar e educar o agente, por isso é pertinente ressaltar a importância da criação de fator importante ou qualificador nos casos de homicídio culposo na condução de veículo automotor sob a influência do álcool, que deve ser aplicado de acordo com cada caso específico.

Referências

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