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LISTA DE TABELAS

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Academic year: 2023

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O objetivo deste estudo é analisar o impacto da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho do Nordeste brasileiro em 2020. Em meados de 2020, o país experimentou a maior taxa de desemprego no mercado de trabalho, chegando a 14,9% de desemprego avaliar. segundo dados do IBGE. De acordo com a reforma trabalhista, impôs a necessidade de uma análise temporal antes e depois da reforma, e para analisar o impacto da pandemia no mercado de trabalho brasileiro, também será necessário verificar antes e depois.

Metodologia

12 Para efeito deste trabalho, a variável observada assumirá valor 1 se a pessoa estiver empregada e assumirá valor 0 se a pessoa estiver desempregada ou inativa. Neste modelo, os efeitos marginais dos regressores nas probabilidades não são dados diretamente pelos coeficientes das variáveis ​​explicativas, então para 𝑃𝑟𝑜𝑏(𝑦1 = 1) e 𝑃𝑟𝑜𝑏(𝑦1 = 0) os efeitos marginais das mudanças nas variáveis ​​explicativas são dado por,.

Interpretação e avaliação dos resultados

Base de dados

A Covid-19 e a Pandemia

O termo “pandemia” refere-se à distribuição geográfica de uma doença e não à sua gravidade, pois é utilizado quando uma doença não se limita a apenas uma região, mas se espalha por todo o planeta.

Impactos gerais da Covid-19 no mercado de trabalho brasileiro 15

O decreto da pandemia afetou direta ou indiretamente a saúde e a economia da população de todo o mundo. Esses trabalhadores trabalham longas jornadas e encontram dificuldades para acessar linhas de financiamento para o exercício legal da atividade (Krein & Proni, 2010). Conforme já apresentado na introdução, a taxa de desemprego no mercado de trabalho brasileiro teve vários agravantes durante o período analisado, mas percebe-se que o alto índice de desemprego no mercado de trabalho já vinha de antes da crise pandêmica. a crise de 2014, uma vez que a sua origem foi uma série de choques entre a oferta e a procura, com maior peso advindo de erros de políticas públicas que travaram a potencial capacidade de crescimento da economia do país, pioraram o nível de empregabilidade no mercado de trabalho, atingindo um aumentar. de 6,5 p.p.

Passado esse período de crise, o mercado de trabalho junto com a economia do país aos poucos foi se movimentando e se estabilizando, até a chegada da crise sanitária do Covid 19 e da pandemia que voltou a aumentar a taxa de desemprego no mercado, de forma ainda mais abundante. , até 15,1%. da população no final do primeiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego mais elevada do período analisado. A desigualdade no Brasil é alta e pode ser considerado um dos países mais desiguais do mundo, com grande diferença entre ricos e pobres, pois a renda de um brasileiro que está entre os 10% mais ricos aumentou significativamente em 30 % quantidades. vezes superior à renda de uma pessoa pertencente aos 40% mais pobres do país, esse alto nível de desigualdade não é compatível com uma sociedade democrática. O Covid-19 aumentou ainda mais a desigualdade no mundo, com a disseminação global do vírus, os bancos centrais injetaram trilhões de dólares em economias de todo o mundo para tentar manter a economia global funcionando sem problemas e evitar o colapso econômico total.

No entanto, essa injeção monetária causou um enorme aumento nos preços dos ativos, aumentando assim o patrimônio líquido dos bilionários e das classes proprietárias de ativos. 18 Em todas as dimensões, a desigualdade aumentou em alto nível desde o início da pandemia, desde a desigualdade de riqueza, renda, raça, saúde e até entre países.

Taxa de Participação

Ao que tudo indica, o Brasil foi fortemente afetado pela pandemia de Covid-19 na força de trabalho, com altas taxas de desemprego, chegando a 24,6% de desempregados segundo dados do Ipea Data 2022. Após a leitura e estudo do Gráfico 3, sabe-se que o Nordeste, desde o início do período analisado, sempre teve um nível de desemprego superior ao do Brasil, e foi o que mais sofreu com os efeitos da pandemia de Covid-19. Embora todas as regiões brasileiras tenham passado por mudanças na taxa de desemprego na força de trabalho durante a crise da pandemia, pela leitura do Quadro 3 fica clara a necessidade de mais estudos na região Nordeste do país, portanto, com base nessa observação, esta monografia foi maior foco nos resultados da região Nordeste.

GRÁFICO 2: Taxa de desocupação na força de trabalho potencial das pessoas  de 14 anos ou mais de idade, na semana de referência (%) – BRASIL 2018 à 2022
GRÁFICO 2: Taxa de desocupação na força de trabalho potencial das pessoas de 14 anos ou mais de idade, na semana de referência (%) – BRASIL 2018 à 2022

A População Nordestina

22 Considerando o nível populacional dos residentes do estado do Nordeste do Brasil em 2020, esse número corresponde a 57,1 milhões de residentes na região segundo dados do IBGE, o que equivale a aproximadamente 27,1% da população total do país. Ao analisar a distribuição dos moradores por raça/cor, segundo dados do IBGE, apesar das diferentes raças, a população predominante na região nordeste é a parda, representando 64% do total da população nordestina, que é quase três vezes maior que a branca, seja representado. por 24% que se declaram brancos e 12%. Analisando o Gráfico 7, é possível perceber que as faixas etárias de 25 a 39 anos e 40 a 59 são os maiores grupos de moradores da região, onde se concentra 47,6% da variação etária das pessoas em relação ao total de habitantes Da região.

24 GRÁFICO 7: Números da população total dividida por faixa etária na região Nordeste no ano de 2020 – PNAD Contínua 2020. Segundo dados apresentados pelo IBGE por meio da Amostra de Domicílios Contínua Nacional (PNAD Contínua), a região Nordeste é a que com o maior analfabetismo, que representa 13,9% do total da população brasileira, mesmo que seja "um percentual que diminui com o tempo", como diz a analista Adriana Beringuy, ainda está presente no país e concentrado entre os idosos, como os jovens são escolarizados, reduzindo esse número. 25 GRÁFICO 8: Número de habitantes por nível de escolaridade na região Nordeste em 2020 – Contínua PNAD 2020.

Para analisar a evolução da desigualdade no mercado de trabalho em meio à pandemia, será analisada a transição de entrada e saída da força de trabalho em 2020, levando em consideração quem fica desempregado ou inativo na região Nordeste do Brasil. Analisando o período, há uma grande diferença entre a taxa de entrada e saída do mercado de trabalho no Nordeste quando se trata de gênero, pois os homens têm mais vantagens no mercado de trabalho do que as mulheres.

GRÁFICO  5:  Número  de  habitantes  total,  e  dividido  por  sexo  na  região  do  Nordeste no ano de 2020 (%) – PNAD Contínua 2020
GRÁFICO 5: Número de habitantes total, e dividido por sexo na região do Nordeste no ano de 2020 (%) – PNAD Contínua 2020

Indicadores de Transição: A evolução da desigualdade no

26 crianças e parentes desde que o bloqueio foi declarado e escolas e várias empresas interromperam suas atividades presenciais. Essa também é uma desigualdade que não fez diferença no mercado de trabalho só pela pandemia do Covid-19, e sim é uma desigualdade que historicamente já existe na sociedade, mas com a pandemia esse número relacionado a desigualdade aumentou quando você pensa raça/cor branca raça/cor preta ou não branca estão em desvantagem no mercado, pois os negros tendem a ocupar cargos caracterizados por baixa renda e alto nível de informalidade e foram muito prejudicados pela crise da pandemia. Ao considerar a questão da faixa etária, foi curioso que não existissem variáveis ​​com efeitos tão negativos em relação às variáveis ​​apresentadas acima, pois precisavam de pessoas com idade para ingressar no mercado de trabalho e saudáveis ​​para trabalhar. tempo, para evitar que pessoas consideradas de risco sejam expostas ao vírus pelo trabalho nas ruas.

Segundo Pinheiro et al. 2009), as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho, mas ainda são inseguras porque estão mais voltadas para os serviços domésticos, produção para consumo próprio e trabalho informal. Como mostra a Tabela 1, o ano de 2020 foi um retrato dessa desigualdade no Nordeste, pois encerrou com saldo positivo de 14.735 postos de trabalho ocupados pela mão de obra masculina, enquanto a mão de obra feminina teve saldo negativo, perdendo 35.572 postos de trabalho. O mercado de trabalho ainda é desigual no que diz respeito a pretos e brancos, ou seja, a variável raça/cor, principalmente no Nordeste brasileiro, onde 76% da população se considera parda ou preta, restando apenas 24% da população branca.

Por mais que os pretos/pardos tenham aumentado seu nível de escolaridade, ainda há muitos analfabetos, onde ocupam empregos mais vulneráveis ​​a crises, empregos informais e de baixo escalão, causando perda de posição no mercado de trabalho quando analisados. um período de crise pandêmica como em 2020. O grupo com menor nível de escolaridade, ou seja, com ensino fundamental completo, sofreu perdas de empregos em 2020, chegando à perda de 12.874 postos de trabalho, enquanto os trabalhadores com ensino médio completo se destacaram. , com saldo positivo de 21.055 empregos, e residentes com ensino superior completo tiveram saldo positivo, mas não muito satisfatório, com saldo de 498 empregos.

GRÁFICO  10: Transição de ocupação para desemprego ou inatividade entre  2018 e 2021 por raça/cor – Nordeste 2018 à 2021
GRÁFICO 10: Transição de ocupação para desemprego ou inatividade entre 2018 e 2021 por raça/cor – Nordeste 2018 à 2021

Determinantes de perda de ocupação

Para verificar a magnitude do impacto da pandemia de Covid-19 na ocupação do mercado de trabalho na região Nordeste, foi utilizado o software Stata 14 para estimar o modelo de regressão Probit, apresentado na Tabela 4. Ao analisar a variável feminino, o coeficiente marginal de a variável que capta o sexo do indivíduo, foi significativa no mercado de trabalho da região Nordeste, indicando que ser mulher reduz as perspectivas de emprego na região. 33 do mercado de trabalho, observa-se que as mulheres têm 1,93 p.p. mais chances de ficar desempregadas no período analisado.

As variáveis ​​referentes à raça/cor possuem coeficiente marginal significativo para o mercado de trabalho, pois simplesmente ser considerado não branco (preto ou pardo) diminui a probabilidade de estar empregado no mercado de trabalho durante a crise da pandemia de Covid-19. observa-se que pretos ou pardos são 0,56 p.p. maior probabilidade de estar desempregado no período analisado. O objetivo deste estudo é analisar a influência da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho na região nordeste do Brasil, analisando as variáveis ​​que foram mais afetadas pela crise pandêmica. A crise da pandemia de Covid-19 reflete intensamente nos indicadores do mercado de trabalho, mesmo quando comparado ao período da crise de 2016.

Entra no quadro da desigualdade que já existia há algum tempo, mas a crise da pandemia também aumentou essas disparidades por cor/raça no mercado de trabalho nordestino. Outra extensão relevante seria considerar não apenas a entrada e saída do mercado de trabalho, mas a entrada e saída dos mercados formais e informais.

TABELA  4:  Probabilidade  de  transição  da  ocupação  para  o  desemprego  ou  inatividade em 2020
TABELA 4: Probabilidade de transição da ocupação para o desemprego ou inatividade em 2020

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GRÁFICO 2: Taxa de desocupação na força de trabalho potencial das pessoas  de 14 anos ou mais de idade, na semana de referência (%) – BRASIL 2018 à 2022
GRÁFICO 4: Distribuição populacional brasileira dividida por regiões no ano de  2020 (%) – PNAD Contínua 2020
GRÁFICO  5:  Número  de  habitantes  total,  e  dividido  por  sexo  na  região  do  Nordeste no ano de 2020 (%) – PNAD Contínua 2020
GRÁFICO  6:  Número  de  habitantes  total,  e  divido  por  raça/cor  na  região do Nordeste no ano de 2020 – PNAD Contínua 2020
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Referências

Documentos relacionados

A autora desse trabalho passou por essa experiência de participar de um projeto de extensão durante o período da pandemia da covid-19, e consequentemente o seu