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LORRAINY KAREN LOUREIRO SILVA.pdf

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Academic year: 2023

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No primeiro capítulo, foram apresentados os pressupostos gerais da responsabilidade civil, com enfoque no dever de reparação do Estado. Por fim, no terceiro capítulo, a responsabilidade civil do Estado foi aplicada aos casos de danos cometidos por presos foragidos. TJES - Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Além disso, será analisado como os tribunais de segunda instância utilizaram o instituto da responsabilidade civil do estado nesses casos, conforme a força normativa das decisões do Supremo Tribunal Federal. O segundo objetivo é delinear os pontos de conflito na doutrina relativos principalmente à responsabilidade civil do Estado no contexto do ordenamento jurídico brasileiro.

PRESUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL

Em particular, no caso da responsabilidade civil do Estado, o elemento de "dolo ou negligência" não precisa ser provado pela pessoa que sofre danos como resultado da atividade do Estado. Vale ressaltar que, conforme expressamente previsto no referido artigo de direito civil, a prova do nexo causal é decisiva para a obrigação de indenizar, mesmo em se tratando de responsabilidade civil subjetiva. Porém, esta afirmação não contempla automaticamente o Estado quando se trata de sua responsabilidade civil, pois existem ações estatais que inclusive.

No entanto, essas situações não devem ser confundidas com algumas das atividades lícitas do Estado que resultam em responsabilidade civil do Estado. Para ilustrar a responsabilidade civil do Estado nas ações judiciais, Celso Antônio Bandeira de Mello dá o exemplo do nivelamento de uma rua.

RESPONSABILIDADE CIVIL CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL

Em outras palavras, diferentemente do autor citado acima, Cahali acredita que não basta o ato lícito do Estado atingir o direito de um indivíduo ou de um determinado grupo de pessoas. O autor também aponta que tanto a responsabilidade extracontratual quanto a contratual envolvem a violação de um dever legal pré-existente. No caso da responsabilidade contratual, esta obrigação legal descumprida, expressa na forma de incumprimento do que foi acordado, estava, no entanto, prevista no contrato anteriormente.

Neste, por outro lado, o dever jurídico está previamente previsto na lei ou no ordenamento jurídico. Com relação ao objeto deste estudo, o Estado tem o dever de preservar a integridade física e psíquica do preso, condicionando-o a viver em condições dignas de reclusão, conforme previsto no artigo 5º, inciso XLIX da Constituição Federal.

RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA E OBJETIVA

Esse elemento, por outro lado, é essencial quando se leva em conta a responsabilidade civil subjetiva, pois “(..) é o elemento diferenciador em relação à teoria objetiva”27. No entanto, esse fator ainda encontra forte oposição no caso da responsabilidade civil estatal por omissão. 35 Art. 194 da CF/1946 - As pessoas jurídicas de direito público interno respondem civilmente pelos danos que seus empregados, nessa qualidade, causarem a terceiros.

105 da CF/67 - As pessoas jurídicas de direito público respondem pelos danos causados ​​por seus empregados nessa qualidade a terceiros. 37, § 6º, CF/88- As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviço público respondem pelos danos causados ​​por seus prepostos, nessa qualidade, a terceiros, a quem caber o direito de ressarcimento contra o pessoa responsável em casos de dolo ou culpa.

EVOLUÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

Percebe-se, portanto, que, apesar de ser um sistema jurídico único e comum a todos os indivíduos, a responsabilidade civil do Estado não deve ser confundida com a responsabilidade civil do indivíduo. Tais regulamentos, no entanto, nunca foram considerados para excluir a responsabilidade do Estado e consagrar apenas a responsabilidade pessoal do agente. Ao contrário: entendeu-se que havia solidariedade do Estado em relação à atuação de seus agentes.49.

Os atos de gestão, por outro lado, eram aqueles baseados na lei comum, ou seja. aplicável aos particulares e à administração, e foi sobre estes últimos atos que se concentrou a teoria civil da responsabilidade do Estado. Logo chegamos à última fase do instituto, que insere a responsabilidade civil no âmbito do direito público, e nelas surgiram as teorias publicistas da responsabilidade civil do Estado. Assim, o autor aponta que, ao tomar essa decisão, o tribunal de conflitos francês determinou que a responsabilidade civil do Estado deveria ser resolvida fora dos princípios civis e que o direito público deveria ser aplicado.

O autor pode ser visto elevando o papel ativista dos tribunais e suas construções jurisprudenciais que, diante da ausência de um código administrativo, foram capazes de preencher essa lacuna legislativa e aproximar a questão da responsabilidade civil do Estado dos princípios publicistas. Nesse sentido, fica claro que tanto a teoria civilista quanto a teoria da culpa administrativa partem da análise de ato humano causador de dano, não havendo, portanto, de fato, mudança drástica no instituto da responsabilidade civil do estado. Por outro lado, para o autor, em razão do risco integral, há uma aplicação mais radical da responsabilidade civil do Estado, uma vez que cabe a este ressarcir todos os danos sofridos pelo particular, independentemente de o lesado ter ou não agiu com dolo ou negligência.81.

Para o autor, por meio da teoria do risco, independente de qualquer classificação, determina-se que a responsabilidade civil do Estado se estabelece quando há dano e nexo de causalidade entre ele e uma ação ou omissão do Estado. Portanto, não há dúvida de que o Brasil aceita a teoria da responsabilidade civil objetiva do Estado, pautada na teoria do risco, que inegavelmente não pode ser vista como intransponível. No entanto, é importante ressaltar que, em caso de omissão do Estado, algumas ressalvas devem ser feitas.

DIVERGÊNCIA DOUTRINÁRIA QUANTO AOS ATOS OMISSIVOS DO

O autor defende que a responsabilidade civil do Estado por ato omissivo deve decorrer de conduta ilícita e, portanto, de culpa ou dolo. Isso porque, diante de uma omissão legal, o poder público não seria obrigado a prevenir o evento danoso e, portanto, não há obrigação legal para a ação do Estado pela falta de possibilidade de impedir esse evento. O autor aponta ainda que não há padrão normativo que mostre qual rege o poder público e, portanto, uma análise caso a caso é para saber se o Estado, mesmo tendo a obrigação de prevenir o dano, não o fez, porque parou de agir, ou, ao agir, o fez de forma insuficiente.

Caso contrário, o poder público, aplicando a teoria objetiva em todas as situações, seria responsabilizado não por ter causado o dano, mas por ter produzido um estado de dano, ou seja, por ter produzido um "evento que não ocorreu, mas que , se tivesse acontecido, teria impedido o resultado"92. Para o autor, portanto, responsabilizar objetivamente o Estado por uma omissão ou desempenho deficiente que tenha sido condição de um evento danoso e não o cause, tornaria público poder uma seguradora universal. Portanto, em alguns casos onde o governo é responsável pela guarda de pessoas e coisas perigosas, mas fazendo isso perto de um bairro de moradores, por exemplo, como veremos em um tópico posterior, entende-se ser prudente aplicar a teoria objetiva da responsabilidade civil do Estado pelo risco que o Estado expôs previamente a terceiros.

Para Cahali, se a omissão do poder público é “um fenômeno de transcendência jurídica capaz de produzir um efeito jurídico pelo qual alguém tem o direito de exigir uma prestação de outrem”, então ela é a causa do evento danoso e não uma condição , pois seria um “gatilho primário de dano”.102. Segundo Cahali, o descumprimento de obrigação legal que exige ação comissiva do Estado já inclui a ideia de culpa do poder público que pode ser contestada se "a exclusão da inexigibilidade do ato omisso, colocado como não demonstrada a causa do dano, salvo as exceções convencionais de caso fortuito, força maior ou ato do próprio ofendido". 104. Isso não significa que o autor defenda um risco integral para a Administração, isto é, ou seja, reconhece a possibilidade de o poder público exigir prova em contrário105.

Ao expor a clara divergência doutrinária sobre o tema, não se poderia esperar que houvesse unanimidade nas decisões jurisprudenciais para a objetivação ou subjetivação das omissões lesivas do poder público. A depender do que se verifica nas transcrições, é possível concluir que existe divergência doutrinária e pretoriana sobre a responsabilidade civil do Estado por atos omissos. Diante disso, e levando em conta a conclusão do último autor, veremos a seguir um breve estudo sobre o nexo de causalidade, bem como as situações que podem excluir ou atenuar a responsabilidade civil do Estado pela destituição do nexo de causalidade, elemento que necessariamente deve ocorrer. tanto na ação comissária quanto na omissiva, independentemente da teoria a ser adotada.

NEXO DE CAUSALIDADE E SITUAÇÕES DE EXCLUSÃO OU

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO - INDENIZAÇÃO DE DANOS MATERIAIS - INUNDAÇÃO - INUNDAÇÃO DA RESIDÊNCIA E DO VEÍCULO DO AUTOR. Diferentemente das situações anteriores, a quarta regra corresponde à aplicação da responsabilidade civil do Estado diante de atos lícitos e que visa atender aos anseios da coletividade. Não há dúvida de que a causalidade é o elemento mais fundamental para a imputação da responsabilidade civil ao Estado.

No tópico seguinte, por fim, limitaremos o estudo da responsabilidade civil do Estado ao crime cometido por presos foragidos. No entanto, a partir do estudo detalhado do caso, podem ser identificados alguns detalhes que o afastam do cenário acima descrito (o segundo caso) e levam à responsabilidade civil do Estado pelo evento ocorrido. Recurso Extraordinário discutindo a responsabilidade civil do Estado por crime cometido por preso foragido do regime semiaberto que.

Estamos falando de casos em que os tribunais de segunda instância estabelecem quase por unanimidade a responsabilidade civil do poder público pela formação do nexo causal entre a omissão do Estado e o crime cometido pelo preso foragido. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO - PAI DE FAMÍLIA ASSASSINADO PELO ESTADO DA LEI - DANOS DECORRENTES DE QUESTÃO DO PODER PÚBLICO - RESPONSABILIDADE SUBJETIVA - DANO MORAL E MATERIAL - DEMI DEMI CONTRA IMPOSTOS E TAXAS. Pelo histórico das decisões do STF percebe-se que a fuga repetida do mesmo preso era a única condição que poderia afastar a responsabilidade civil do Estado pela sua não interceptação.

Neste, por outro lado, as teorias da responsabilidade civil do Estado foram estudadas a partir de uma breve perspectiva histórica. Primeiramente, para Celso Antonio Bandeira de Mello, a responsabilidade civil do Estado por ato omissivo decorre de ato ilícito, ou seja, da dolo ou culpa do agente público. Por fim, o segundo capítulo tratou das situações que têm potencial para excluir ou mitigar a responsabilidade civil do Estado.

A terceira situação suscetível de excluir a responsabilidade civil do Estado surge quando o dano é causado unicamente por dolo ou culpa grave do administrador que o sofreu. Por fim, no terceiro capítulo da pesquisa, o estudo da responsabilidade civil do Estado limitou-se aos casos em que presos na condição de refugiados do sistema prisional cometem crimes e causam danos a determinados indivíduos.

Referências

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