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Louise Gomes Passos - Repositorio - IFBA

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Academic year: 2023

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The first phase of the work concerned access to ethnobotanical knowledge of the local population. It discusses how natural resources are used and the implications of this for the conservation of the Atlantic Forest.

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo investigar o conhecimento etnobotânico da população de uma comunidade do distrito de Vale Verde, pertencente ao município de Porto Seguro - Bahia. Para esta proposta, foi enfatizado o conhecimento etnobotânico da população tradicional da comunidade do Divino Espírito Santo, em Vale Verde, sobre a flora da Mata Atlântica, levando em consideração o conhecimento tradicional e o uso dos recursos naturais por meio do conhecimento adquirido e entre os diferentes gêneros e faixas etárias, visando à conservação dos recursos disponíveis na Mata Atlântica.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Contextualização Geral do Território Original da Mata Atlântica

A Etnobotânica

Para Fernandes (2008), a extensão dos diferentes aspectos do homem com as plantas está intimamente relacionada ao processo de mestiçagem das etnias no Brasil, uma vez que as diferentes interações e saberes do uso das plantas ocorreram com a chegada dos escravos. e indígenas que divulgam o conhecimento sobre a flora local. A mistura de etnias no Brasil faz deste país uma importante fonte de conhecimento diversificado sobre o uso das plantas, visto que a chegada dos escravos da África, a colonização dada pelos povos europeus e indígenas e seus conhecimentos sobre a flora local acabaram se fundindo e consolidando-se em comunidades”.

OBJETIVOS

Objetivo geral

Objetivos específicos

MATERIAL E MÉTODOS

Área de Estudo

  • Contextualização Geral

23 O município de Porto Seguro possui clima tropical, sendo que segundo Köppen e Geiger (1936) o clima é classificado como Af (clima tropical úmido). O município de Porto Seguro está localizado geologicamente em três unidades morfoescultóricas, a saber: superfície pré-costeira, planalto costeiro e planície flúvio-marinha.

Figura 1 - Mapa de localização do distrito de Vale Verde, Bahia.
Figura 1 - Mapa de localização do distrito de Vale Verde, Bahia.

Estudo Etnobotânico

  • Escolha do local e seleção dos participantes para a pesquisa
  • Critérios de Inclusão e Exclusão para Participantes
  • Mapeamento do Vale Verde
  • Observação Participante
  • Entrevistas e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
  • Turnê Guiada

01 visita de reconhecimento local (visita in loco para saber a localização exata do bairro); 02 para conversa informal com moradores locais; 02 visitas para mapeamento das comunidades existentes no distrito de Vale Verde; 01 para reunião extraordinária com representantes de todas as comunidades para explicar a pesquisa e pedir autorização aos moradores e; 07 expedições de aplicação de questionários para interlocutores no período de abril/2018 a julho/2019. Durante essas expedições, foram realizadas reuniões pontuais com todos os representantes das comunidades locais no centro administrativo de Vale Verde para garantir que os moradores fossem informados sobre o projeto e seus objetivos, bem como enfatizar a todos a participação livre e voluntária nas pesquisas ( Figura 3). Figura 3 - Fotos a) até b) - Reunião com moradores e representantes de Vale Verde no centro administrativo do distrito. O distrito de Vale Verde é composto por seis distritos rurais (Divino Espírito Santo, São Miguel, Bom Jesus, Nossa Senhora Aparecida, Santa Rita e São João) e seu processo de formação está relacionado com a colonização da América portuguesa determinada por processos históricos, tradições e costumes devido aos movimentos migratórios para a região (SILVA, 2013).

Mesmo misturados com as realidades urbanas, os descendentes residentes no distrito de Vale Verde continuam os traços culturais das gerações mais velhas. Segundo Silva (2013), o distrito de Vale Verde foi tombado na década de 1970 e na década de 1990 o IPHAN restaurou o centro histórico de Vale Verde, onde está localizada a Igreja. do Divino Espírito Santo e a Praça do Divino do Espírito Santo, onde decorrem diversas atividades locais. Assim, mais de uma expedição de campo foi necessária para alcançar e mapear essas comunidades (Figura 4). Figura 4 - Fotos a) ad) – Mapeamento e identificação das comunidades pertencentes ao distrito de Vale Verde.

A criação desse mapa foi considerada um dos anseios da comunidade, uma vez que o centro administrativo de Vale Verde não dispunha de material visível para identificar a comunidade e o distrito inserido na região. 29 O mapa situacional foi elaborado com o programa ArcGIS 10.3, considerando a localização do município de Porto Seguro, que faz parte do distrito de Vale Verde; localização das comunidades pertencentes ao distrito; principais vias de acesso e; foco para a comunidade-alvo desta pesquisa (Figura 5). O mapa foi impresso em papel tamanho A2 e entregue ao representante da Vale Verde para informação e disponibilização em nome da comunidade.

Figura 2 - Fotos a) a d) – Visita prévia à comunidade do Divino Espírito Santo, para reconhecimento da área de  pesquisa
Figura 2 - Fotos a) a d) – Visita prévia à comunidade do Divino Espírito Santo, para reconhecimento da área de pesquisa

Análise dos dados

  • Estatística Descritiva
  • Índice do Valor de Uso

O valor de uso da planta sugere que sua utilidade (por exemplo, para medicina, alimentação, construção, tecnologia ou comércio) em uma determinada comunidade está diretamente relacionada à sua família botânica, vida, forma, abundância local (densidade) e/ou tamanho (PHILLIPS & GENTRY, 1993a). Para os autores, as avaliações quantitativas interpretam os dados calculando o valor dos usos das espécies, e não requerem repetição de entrevistas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As pessoas e a Comunidade Divino Espírito Santo

Em relação ao nível de escolaridade dos interlocutores (gráfico 3), percebe-se que o percentual difere entre os entrevistados. A comunidade Divino Espírito Santo S e W) tem aproximadamente 2.000 pessoas, basicamente agricultores familiares que vivem de lavouras ou aposentadorias. É a comunidade mais próxima da rodovia estadual BA 001, que corta o bairro, e conta com sede social, escola de ensino fundamental, posto de saúde do Sistema Único de Saúde, posto policial, posto de gasolina, mercadinho.

O acesso ao posto de saúde é fácil, mas segundo os moradores, cerca de 30% deles não fazem parte do Sistema Único de Saúde - EZS. As peças são processadas e confeccionadas a partir de folhas secas de bananeira, amêndoas, coco, casca de cebola e alho e; folha de bambu (Figura 9). Figura 9 - Fotografias a) ad) - Artesanato dos moradores da comunidade do Divino Espírito Santo. Várias pessoas da comunidade ainda mantêm algumas práticas tradicionais de manejo de recursos naturais e seleção de espécies com base em conhecimentos antigos.

Todos os interlocutores afirmam que aprenderam com as gerações anteriores (mães, tios, avós) e que as gerações mais novas não demonstram interesse em aprender sobre essas práticas, sendo o principal motivo a insuficiente conscientização sobre a importância dos recursos vegetais para o dia. -dia.

Gráfico 2 - Distribuição dos indivíduos participantes por gênero.
Gráfico 2 - Distribuição dos indivíduos participantes por gênero.

As pessoas, as plantas e a Comunidade Divino Espírito Santo

O valor de utilidade de uma planta indica que sua utilidade (por exemplo, para medicina, alimentação, construção, tecnologia ou comércio) em uma determinada comunidade está diretamente relacionada à sua família botânica, seu estilo de vida, abundância local (densidade) e/ou tamanho máximo ( Phillips e Gentry 1993a, b). O que revelou o valor de utilidade da espécie foi o número de citações para a atribuição de uso. A espécie com maior valor de utilidade (VU) é a lavanda (Lavandula officinalis), citada oito vezes, com VU = 1,1428.

44 tiveram 6 valores de uso (VU=0,8571) em duas categorias de uso listadas: medicinal (para dores no corpo, herpes labial, derrame e bolhas de febre) e alimentar (aromatizante para alimentos). Outras treze, do total de 80 espécies citadas no estudo, tiveram valor de uso referente a três citações totais (VU=0,4284). Vinte e cinco famílias tiveram apenas uma citação de espécie para duas citações de seu valor de uso.

As vinte e uma espécies restantes tiveram valor útil atribuído a apenas uma citação (VU= 0,1428). 45 uso ornamental, medicinal, místico, sendo também a única espécie mencionada na categoria de uso doméstico. Na comunidade Divino Espírito Santo são cultivadas muitas plantas exóticas, principalmente espécies de uso medicinal.

De plantas exóticas lavanda (Lavandula officinalis), aloe (Aloe arborescens), artímia (Tanacetum parthenium), erva-cidreira (Melissa officinalis), manjericão (Ocimum basilicum), hortelã grande (Plectranthus amboinicus), boldo (Plectranthus barbatus), rosa branca ( Rosa alba) e arruda (Ruta graveolens) tiveram o maior valor de utilidade segundo a origem. Amorzo (2002) afirma que o declínio do uso de plantas indígenas para fins terapêuticos é consequência da alteração e alteração antrópica de lugares e ambientes naturais.

Gráfico 4 – Nº de registros de famílias por citações de espécies pelos entrevistados.
Gráfico 4 – Nº de registros de famílias por citações de espécies pelos entrevistados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

63 A diversidade de famílias de plantas e espécies utilizadas pela comunidade é grande e a família botânica mais representativa, Lamiaceae, também aparece em outros estudos pela riqueza de espécies com poder medicinal e nutricional. As plantas nativas parecem ser reduzidas no uso local, pois foram calculados 60% de plantas nativas e 40% de plantas exóticas, o que pode ser devido a uma erosão cultural do conhecimento sobre espécies nativas, dada a facilidade de cultivar espécies mais facilmente encontradas em ambientes comerciais. A escolha das espécies pelos interlocutores da comunidade parece indicar o critério de fácil acesso às plantas utilizadas, já que quase todas as espécies são provenientes de quintais e não da mata.

Pode-se pensar também que outras vezes as pessoas escolhem as plantas devido aos seus múltiplos usos, já que a maioria das plantas utilizadas possui mais de uma forma de uso.

RECOMENDAÇÕES

DEVOLUÇÃO QUALIFICADA

Metodologia de Avaliação da Importância Etnoecológica (EIV): Avaliação do Significado Cultural dos Ecossistemas como Fontes de Plantas Úteis para o Povo Guaymi da Costa Rica. Sistemas de produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares nas comunidades de São Francisco, Careiro da Várzea e Santa Luzia do Baixio em Iranduba, Amazonas. Colheita de palmito na Mata Atlântica brasileira: mudanças na estrutura da indústria e comércio ilegal.

Do valor do espaço ao valor do espaço no bairro do Campeche (Florianópolis – SC): loteamento Novo Campeche e Loteamento Areias do Campeche. Etnobiologia de uma Comunidade Aluvial da Nascente da Bacia do Rio Aricá-Açú, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, 2004. Tese (Doutorado) - Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2004.

Conhecimento das populações tradicionais como oportunidade de conservação: uma reflexão na perspectiva da etnoconservação. Estudos Etnobotânicos de Plantas Medicinais e Místicas na Comunidade São Benedito, Bairro São Francisco, Campo Grande, MS, Brasil.

MATERIAL SUPLEMENTAR

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Ambientais. Meu nome é Louise Gomes Passos, sou engenheira florestal e aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Ambientais da Universidade Federal do Sul da Bahia. Estou desenvolvendo uma pesquisa sobre o conhecimento e uso de plantas por moradores do distrito de Vale Verde, pertencente ao município de Porto Seguro, localizado no estado da Bahia.

Para evitar tais danos, o Sr. a) não precisará esclarecer dúvidas ou oferecer e/ou acompanhar visitas, caso sinta alguma preocupação com relação a essas ações. Você será informado sobre o estudo da forma que desejar e estará livre para participar ou se recusar a participar, retirando o consentimento ou encerrando sua participação a qualquer momento. Este termo de consentimento é impresso em duas vias, sendo que uma será depositada pelo pesquisador responsável na Universidade Federal do Sul da Bahia, Campus Sosígenes Costa e a outra será fornecida a você.

Nosso endereço e telefone são: Universidade Federal do Sul da Bahia – Campus Sosígenes Costa – Porto Seguro, Bahia. Pesquisadora responsável: Louise Gomes Passos; Universidade Federal do Sul da Bahia – Campus Sosígenes Costa – Porto Seguro, Bahia. Pinto (GCPP) da Universidade Federal do Sul da Bahia, Campus Sosígenes Costa, município de Porto Seguro, Bahia.

Imagem

Figura 1 - Mapa de localização do distrito de Vale Verde, Bahia.
Figura 2 - Fotos a) a d) – Visita prévia à comunidade do Divino Espírito Santo, para reconhecimento da área de  pesquisa
Figura 3 - Fotos a) a b) – Reunião com moradores e representantes do Vale Verde no centro administrativo do  distrito
Figura  4  -  Fotos  a)  a  d)  –  Mapeamento  e  reconhecimento  das  comunidades  pertencentes  ao  distrito  de  Vale  Verde
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Referências

Documentos relacionados

Assim, a obra de José Lins do Rego ganha destaque como um romance de resistência, além de outros aspectos inerentes a essa produção, porque o autor soube enveredar de modo