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LUCAS REIS DA SILVA GOVERNO LULA (2003-2006 ... - LPH

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Academic year: 2023

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Desde a sua fundação, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) luta pela independência dos partidos políticos. A partir dessa análise comparativa, duas identidades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra podem ser contrastadas.

A questão agrária

Introdução

É dessa forma que buscamos analisar a “Questão Agrária” no Brasil, a partir de uma trajetória de posse e posse da terra. Falar da questão agrária significa, portanto, discutir as questões da formação da propriedade no Brasil desde o período colonial, com as causas da concentração fundiária no campo brasileiro; significa o debate sobre as formas de resistência operária nos diversos movimentos de luta pela terra na história do país, que decorrem da exclusão e expulsão desses trabalhadores da terra; a violência no meio rural, bem como as políticas públicas (ou a falta delas) implementadas no campo e a necessidade de reforma agrária.

Questão Agrária no Brasil: Debates

Caio Prado Júnior, também militante desse partido, discorda do primeiro grupo, principalmente em questões relacionadas à interpretação da Revolução Brasileira e à questão agrária no Brasil. Outro grupo de intelectuais importantes no debate sobre a questão agrária no Brasil é representado pela escola da CEPAL, cujas figuras de maior destaque são Celso Furtado e Inácio Rangel.

Brasil - Colônia

A reforma agrária no Brasil: a história e a realidade da luta pela terra – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003. A partir do século XVII, a obrigatoriedade do uso produtivo da terra em determinado prazo tornou-se letra morta.

Brasil - Império

Ele reconheceu a propriedade privada da terra no Brasil, então a terra era pública ou privada, daí a regra de que toda terra sem um título legítimo de propriedade privada no Brasil é pública. Segundo Martins, a Lei de Terras representou mais um bloqueio ao acesso dos trabalhadores à terra do que sua liberalização.

República

O que importava menos era a garantia de um monopólio de classe sobre a terra do que a garantia de uma oferta compulsória de mão de obra para a agricultura em grande escala30". Profundamente influenciado pelos códigos liberais da época, em especial o Código Napoleônico, o diploma civil brasileiro trouxe proteção extrema ao direito individual à propriedade, com base na clássica proteção absoluta da propriedade contida no diploma francês.

Questão Agrária e Ditadura no Brasil

Passa, por um lado, a usar a repressão direta em resposta à demanda por terra e, por outro, a estimular projetos privados de colonização e aquisição de terras por setores industriais urbanos. No período militar, houve continuidade da concentração fundiária e do crescimento do latifúndio por todo o país.

A Reforma Agrária e os Movimentos Sociais no contexto da abertura

Além disso, o Plano Nacional de Reforma Agrária restaurou a tese contida no Estatuto da Terra e propõe reconversões fundiárias em extensas áreas. A UDR conseguiu então incluir na constituição o termo "latifúndio improdutivo" para tratar de terras passíveis de desapropriação para fins de reforma agrária. Para José de Souza Martins, a constituição de 1988 representa um retrocesso na luta pela reforma agrária.

No governo Collor não havia projeto de reforma agrária e desenvolvimento do campo brasileiro. Assim tentaram criar a ideia de um “novo mundo rural” e forjar uma “nova reforma agrária”. A onda de ocupações desse período recolocou a questão da reforma agrária na agenda política do país.

Reforma Agrária no Brasil: história e atualidade da luta pela terra - São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003. p. 49. 59 Títulos da dívida agrária são utilizados para recompensar proprietários de terras desapropriadas para reforma agrária. Portanto, há uma situação política em que um presidente historicamente identificado com a defesa da reforma agrária é eleito pelos movimentos sociais de luta pela terra.

MST e Suas Identidades

O MST e a Construção de Identidade

Após a eleição de Lula, o primeiro número da Revista Sem Terra trazia a seguinte reportagem de capa: "O Legado e as Armadilhas do Neoliberalismo – As Dificuldades do Governo Lula em Sair do Modelo Econômico". A falta de sinalização do governo para políticas públicas na área social é interpretada pelo movimento como uma dificuldade herdada do governo anterior. Pela proximidade entre o governo e o Movimento, as mesmas políticas neoliberais de FHC utilizadas pelo governo Lula não são condenadas pela Revista da mesma forma, mas interpretadas como modelos herdados do governo anterior dos quais Lula não pode escapar.

A classificação que ele faz de si mesmo é de um grupo que se aproxima do governo Lula, seu aliado histórico, e deposita esperanças naquele governo. Portanto, o texto já indica que o governo está se distanciando do movimento, pois é preciso retomar a sintonia com ele. O texto de José Genoíno visa analisar a relação do governo Lula com as pressões dos movimentos sociais.

A única crítica ao governo é a seguinte: “A reforma agrária anda devagar, apesar do governo gabar-se de números que não existem”70. Nesse caso, a crítica é direcionada diretamente à política do PSDB e Lula é criticado por seguir a mesma política do governo anterior. As críticas ao governo Lula aparecem na revista Sem Terra em sua edição de novembro/dezembro de 2006.

O MST visto do Jornal O Estado de Minas

É a representação (mental) que só pode consistir no trabalho de representação (teatral) por meio do qual os agentes, por meio da ficção, produzem e reproduzem sua identidade, pautados por um ideal de verdade, ou seja, a relação de identificação do MST com relação a o governo. O 'mestre de cerimônia' do MST chamou o representante do governo federal de 'camarada', o mesmo tratamento dispensado aos demais integrantes da mesa. A atuação ilegal do MST não vitima apenas o respeito à lei, com a escalada de ações criminosas, e a imagem do governo, que os líderes do movimento receberam festivamente no Palácio do Planalto (..) O dispositivo da função produtiva do país deve suficiente, mas ninguém se sente à vontade - com razão - de ficar à mercê da ação de um órgão burocrático, como o INCRA, ainda mais depois de sua adjudicação, neste governo, entre o MST e os militantes da reforma agrária" .

Ainda na seção Cultura, o jornal "O Estado de Minas" revela as mesmas caracterizações do MST que identificam o movimento com o governo Lula. Cada grupo quer ser mais agressivo que o outro (...) O atual governo, que recebeu caravanas de sem-terra no Palácio do Planalto e cujo líder gosta de usar boné do MST para tirar fotos, tem o dever de instaurar inquérito para abrir e processar os desordeiros que desafiaram o Congresso Nacional (...) Dos atuais assentados pelo MST e MLST, não se tem conhecimento preciso do que produzem, a não ser invasões e motins. Ele também critica a recepção dos movimentos sociais no Palácio do Planalto e o fato de Lula usar o boné do MST.

Da comparação entre a identidade do MST construída pelo próprio movimento e a identidade atribuída ao movimento pelo jornal OEM, percebe-se uma clara diferença, fruto de uma verdadeira luta pela construção simbólica. Primeiramente, busca-se construir o conceito de amplitude em torno do MST, defendendo a vinda de pessoas de diferentes estados e movimentos. Recentemente, um grupo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu uma fazenda em São Paulo e queimou duas toneladas de cana.

MST e Governo Lula: construção de

O MST e o governo Lula

Para acabar com a trégua com o governo, a liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) decidiu adotar tolerância zero em relação à reforma agrária e vai lançar uma invasão em massa. O segundo artigo, "As fazendas estão ocupadas", baseia-se na divergência entre os próprios sem-terra. É esse habitus que rege a resposta a essa pressão dos trabalhadores rurais sem-terra e divulgada pelo jornal "O Estado de Minas".

Uma das reivindicações dos sem-terra foi a revogação da medida provisória 2.027 de FHC, que proíbe fiscalizações em territórios ocupados. O coordenador do MST disse ainda que apesar dos sem-terra terem apoiado o PT nas eleições, o governo Lula ainda é 'muito lento' na implementação da reforma agrária." Porém, como a MP 2027 não foi revogada, a solução encontrada pelos sem-terra foi organizar acampamentos em locais não passíveis de desapropriação e continuar pressionando o governo Lula.

Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram ontem a Fazenda Três Irmãos, no município de Rosana, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo. É a vontade de assentamento do governo Lula que levaria os sem-terra a se mobilizarem nas ocupações. Os movimentos sem-terra que atuam no Pontal do Paranapanema, no oeste paulista, querem isso.

O MST e as eleições

Saio daqui com o prazer de encontrar colegas de trabalho do movimento social, do Movimento dos Sem-Terra. Na maioria das vezes, o que se noticia sobre o MST nos jornais são ameaças às profissões, e não às profissões, na prática. Ao final do Fórum Social Brasileiro, em Recife, o coordenador do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, pediu aos patokas que não saiam.

Ele pode ficar lá e beber uísque em sua casa de veraneio, mas sempre vai se preocupar ligando para o zelador, a administração da fazenda, para saber se o cadeado do portão está quebrado', disse Amorim, que também falou sobre a criação. uma espécie de Via Campesina para atuar na área urbana com os mesmos métodos de pressão do MST. Quando era professor da Unicamp, atuou como uma espécie de assessor intelectual do MST. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) prometeu acelerar as incursões em São Paulo, antes que o país se transforme em canaviais.

O porta-voz do MST dirige suas críticas ao governo estadual (PSDB), ao contrário do que fez em 2003, quando dirigentes do MST direcionaram suas críticas ao próprio governo federal. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra entrará de corpo, alma e jornal na campanha do presidente Lula. As estruturas simbólicas presentes no campo do sentido permitem analisar a mudança na forma de atuação do MST por meio da mídia.

Líder do MST evita críticas ao governo: O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, evitou ontem atacar os escândalos políticos do governo Lula, afirmando que o tema não faz parte de sua agenda. Assim, em época de eleições, o pêndulo da relação entre o governo e os sem-terra sai de uma posição reivindicatória e passa a assumir uma posição de apoio ao movimento. Mais uma vez, a relação do MST com o governo Lula é marcada pela pressão que este começa a exercer sobre o governo federal.

Assim, observamos a relação entre o MST e o governo Lula por meio de um movimento pendular entre momentos de apoio e pressão. Em momentos de pressão, o campo de sentido apela ao habitus do MST caracterizado pelas profissões. A proximidade entre o Partido dos Trabalhadores e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra resulta no apoio do MST a Lula a cada dia.

De todo modo, pode-se constatar desfilando pelo jornal "O Estado de Minas" que ambas as construções simbólicas, a atribuída e a construída, identificam o MST com o governo Lula e o Partido dos Trabalhadores. É a partir dessas identidades que o MST, ao ocupar as páginas do jornal "O Estado de Minas", constrói sua relação com o governo Lula. Concluímos com este trabalho monográfico que a relação entre o governo Lula e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra obedece a um.

Referências

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