Com a profissionalização dos diversos segmentos da cadeia do algodão, é quase uma obrigação dos técnicos responsáveis pela amostragem de campo antecipar os danos, identificando as pragas em todas as suas fases. Todos os registros fotográficos são claramente encontrados no campo e buscam claramente refletir as realidades encontradas pelos amostradores técnicos de campo em seu trabalho diário. Biologia - São insetos de hábitos subterrâneos, reprodução sexuada, passando pelas fases de ovos, ninfas e adultos, geralmente encontrados entre 20 cm e 40 cm de profundidade no solo.
Os maiores prejuízos são observados no período de estabelecimento da cultura, pela redução do estande, devido à morte de plantas. Biologia – Os ovos são depositados em fendas na casca, nas proximidades do colo das plantas (Fig. 004). Danos - Os danos são maiores quando o ataque da praga ocorre até os 25 dias de idade das plantas, devido ao forte declínio das condições das lavouras.
A parte basal do caule da planta afetada apresenta um espessamento no colo devido às passagens feitas pelas larvas (Fig. 005 e 006). As plantas fortemente afetadas caracterizam-se por apresentar primeiro o escurecimento das folhas e murchar nas horas mais quentes do dia, depois secar e até morrer (Fig. 007 e 008).
Broca-da-haste
Lagarta-rosca
Lagarta-elasmo
Cigarrinha-parda
Tripes
Mosca-branca
Pulgão-do-algodoeiro
Curuquerê
Falsa-medideira/largarta-mede-palmo
Asas anteriores marrons com uma mancha escura no centro e uma borda externa na ponta. Lagarta – As lagartas recém-eclodidas são de cor creme e, quando totalmente desenvolvidas, têm 41 mm a 50 mm de comprimento. Existem faixas longitudinais escuras e claras alternadas ao longo do corpo; listras claras e laterais são muito claramente vistas.
Após três dias, as lagartas eclodem e se alimentam das partes indicadoras da planta, primeiro as folhas, depois os botões florais jovens (Fig. 021 e 022). As lagartas passam por seis ínstares em um período de aproximadamente 26 dias de crescimento, depois passam para o estágio de pupa. Danos – As lagartas descem das plantas, danificando os botões florais e as flores do indicador, atingindo posteriormente pequenos e grandes pães que existem nas camadas inferiores (Fig. 023).
Lagarta-das-maçãs
Macho e fêmea distinguem-se pelas suas asas, as fêmeas têm asas em forma de mosaico de tons de preto e bege (fig. 001 e 002). Ovos – De cor esverdeada clara, agrupados (massas) e depositados em duas a três camadas, sendo esta última recoberta por escamas provenientes do abdômen da mariposa (Fig. 003). A seguir, apresentam um tom marrom-acinzentado-preto, com três faixas longitudinais alaranjadas, uma no dorso e duas nas laterais, com pontos brancos (Figs. 005 e 006).
As lagartas recém-nascidas permanecem em grupos, raspam o parênquima das folhas, tornando-as necróticas e translúcidas, e depois se distribuem entre as plantas. As lagartas desfolham, alimentando-se de folhas e brácteas, mas à medida que se desenvolvem danificam os botões florais e as maçãs moles, causando perfurações nessas estruturas. Adultos - Geralmente de coloração marrom-acinzentada, entre as nervuras radial e medial das asas anteriores existe um ponto ou faixa preta que percorre toda a extensão do corpo do inseto (Figs. 001 e 002).
Lagartas – Quando eclodem, são verdes com a cabeça preta, permanecendo na cor esverdeada durante todo o desenvolvimento (Figura 004). Quando a praga se instala no algodoeiro, ela danifica as plantas, corta no chão e assim morre (fig. 014). As lagartas atacam folhas, caules superiores, brácteas, botões florais e panículas.
Lagartas maiores arranham a base dos pães antes de perfurá-los, geralmente causando grandes furos (Fig. 016). Adultos – As mariposas apresentam coloração geral cinza escura, com envergadura de 35 mm, as asas anteriores são mosqueadas e as posteriores são brancas com borda cinza (Fig. 001). No meio das asas anteriores dos machos existe uma mancha clara, oval e bem definida, unida por outra mancha oblíqua em forma de V (Fig. 002).
A lagarta desenvolvida atinge um comprimento de 40 mm, a coloração vai do esverdeado ao marrom escuro, com uma linha central longitudinal marrom clara entre duas linhas laterais de cor mais clara (Fig. 005 e 006). Pupa – Castanho-escura, com 14 mm a 17 mm de comprimento, com extremidade ventral terminando em duas projeções em “V” invertido (Figura 008). Biologia - As massas de ovos são colocadas sob as folhas basais existentes, índice e brácteas de botões florais e maçãs, eclodindo em cerca de 4 dias.
Em seguida, as pequenas lagartas, presas aos fios de seda, iniciam o processo de migração e se distribuem entre as plantas (Fig. 010). Via de regra, lagartas de pequeno e médio porte rasgam a epiderme das folhas de botões florais, flores e panículas (fotos 011, 012 e 013).
Percevejo-manchador
Percevejo-rajado
Percevejo-marrom
Percevejos migrantes da soja
Percevejo-verde
Percevejo-pequeno
Outros percevejos
Ácaro-branco
Ácaro-rajado
Lagarta-rosada
As lagartas que atacam os botões florais determinam o aparecimento de flores com aspecto conhecido como "rosetas", o que pode indicar uma grande possibilidade de ataque durante o período de frutificação da cultura (Figuras 008 e 009). As maçãs são preferidas pelas mariposas por rastejar, as lagartas destroem as sementes, fazem galerias e atingem um ou mais depósitos de cada fruto (Fig. 010). Na ausência de estruturas reprodutivas, os adultos se alimentam de cotilédones, pecíolos de folhas e pontas de caules (Figura 008).
Em geral, as maçãs são atacadas quando os botões florais estão ausentes ou sob forte pressão da população de insetos (Figura 009), e mais de uma larva pode ser encontrada em uma maçã. Os adultos que emergem das maçãs sobrevivem melhor ao período de entressafra. As covas de postura possuem uma espécie de “tampa” feita pela fêmea para proteger o ovo e as futuras larvas da ação de inimigos naturais (Figura 015).
Bicudo
Bibliografia