Técnico de enfermagem na atenção terciária: desafios para encontrar ajuda qualificada / Manzerine Pedro da Cunha. Há uma mudança na formação do enfermeiro e também na formação dos técnicos de enfermagem, mas esta profissão não está preparada, principalmente para a Sistematização do processo de enfermagem. Em meados da década de 1990, houve uma nova intenção e uma nova transformação na profissionalização dos técnicos e auxiliares de enfermagem.
A partir de considerações preliminares, surgiu como questão para esta pesquisa durante a observação preliminar a seguinte questão: quais as lacunas e oportunidades na formação dos profissionais de enfermagem (TE) para a atuação na atenção terciária.
OBJETIVOS
Questões organizativas na enfermagem Brasileira
Esse fato se devia ao fato de a sociedade brasileira da época, segundo Alcântara (1923, apud OGUISSO e SCHIMIDT, 1999), “nem sequer ter noções definidas sobre o significado ou a utilidade de uma escola de enfermagem”. As disciplinas a serem ministradas eram aquelas necessárias ao exercício da profissão e deveriam focar no que seria hoje o ensino dos Técnicos de Enfermagem (DANTAS e AGUILLAR, 1999). No Taylorismo há uma divisão hierárquica no trabalho da enfermagem, bem como uma valorização da quantidade em detrimento da qualidade e pouca importância para as relações interpessoais.
A enfermagem está vinculada à sua época histórica e os profissionais de enfermagem fazem parte de uma “situação” em que vivenciam constantemente dor, sofrimento e morte.
A Educação Profissionalizante na Enfermagem
O enfermeiro deve considerar esta oportunidade como uma nova forma de fazer enfermagem, em que a participação de todos os membros da equipe de enfermagem é uma exigência, pois há necessidade de compartilhamento de saberes e práticas. Importante para esta legislação foi a possibilidade da participação do técnico nas etapas da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), embora não sejam explicadas as atividades que cada categoria pode desenvolver (STUTZ e JANSEN, 2006). O modelo assistencial em saúde hospitalar é concretizado pela enfermagem por meio do trabalho em equipe, levando em consideração o preparo técnico-científico para o processo de enfermagem.
Executa tarefas com menor grau de complexidade que o enfermeiro, mas auxilia-o na sistematização, definida como “Planejamento da assistência de enfermagem”, enquanto o auxiliar realiza “Atividades de caráter repetitivo” (COFEN, 2000).
Sistematização da Assistência de Enfermagem
Tipo de estudo
Local e período de estudo
Fontes de dados
Procedimentos metodológicos
Conta com aproximadamente 18 enfermeiros e 180 técnicos, dado importante nesta pesquisa, com uma população de 90% de enfermeiros em atuação assistencial. Tanto o diretor administrativo quanto o gerente de enfermagem foram de extrema importância pois sempre me apoiaram e estiveram disponíveis para qualquer dúvida e suporte técnico. Para organizar o roteiro de observação, foi realizada temporariamente uma observação assistemática, da qual surgiram as questões que faziam parte do roteiro de observação da própria coleta (anexo 01).
Nesta análise, os dados são construídos a partir de observações realizadas nos dias de coleta de dados, que foram agrupadas em categorias após leitura exaustiva dos documentos. A operacionalização da análise dos dados ocorreu em três etapas, conforme preconizado por Minayo (1993): a) pré-análise com leitura de todos os documentos; b) exploração do material com sua codificação, que será um extrato do texto; c) após esta etapa, os dados aproximados foram categorizados corretamente. Para facilitar a compreensão, estabeleci uma codificação geral durante a observação, utilizando cores que representam as técnicas e os frutos para os enfermeiros, a fim de preservar o sigilo das informações e proteger sua identidade.
Aspectos éticos
A operacionalização da análise dos dados foi realizada em três fases, conforme preconizado por Minayo (1993): a) pré-análise, com leitura de todos os documentos; b) exploração do material, com sua codificação, do qual foram recortados textos; c) após esta etapa, os dados comparáveis foram categorizados adequadamente. Desde 1986, a Oitava Conferência Nacional de Saúde (BRASIL, 2010) enfatizou o cuidado integral com a perspectiva da universalização e acreditávamos que as instituições se preparariam para prestar suporte assistencial aos usuários de acordo com suas necessidades. Ao iniciar a observação esperava avaliar as condições da assistência à saúde prestada pelo técnico de enfermagem em ambiente hospitalar e, assim, entender se de fato estava adequadamente preparado para prestar essa assistência.
Como enfermeira procurei estar atenta a todas as atividades realizadas e pensar criticamente em todas as dimensões. O processo de saúde e doença ainda é um dilema no Brasil porque muitos não seguem o que determina a Lei 8.080/90, tornando a atenção básica crítica e muitas vezes colocando em risco instituições de saúde que operam com um déficit financeiro próximo do colapso. Aqui é importante ressaltar que os trabalhadores de enfermagem recebem salários incompatíveis com suas obrigações e, além disso, trabalham em péssimas condições de trabalho, inclusive com escassez de pessoal, o que caracteriza a excessiva precarização do processo de trabalho.
Entendo que os funcionários participam de treinamentos contínuos, mas observo que há poucos participantes, pois o cronograma não oferece condições para a participação de todos. Os dados apresentados a seguir representam o material coletado nas observações, discutidos em categorias – que caracterizam cada processo, e suas subcategorias, nas quais são apresentadas situações relacionadas ao tema. Ele relatou sobre o tema e comparou com a técnica descrita no Anexo 02 para compreender o processo de ajuda em todas as suas formas.
A Lei 7.498 descreve em seus artigos 11 e 12 as atividades atribuídas a cada profissional que interage no processo de enfermagem. O enfermeiro é responsável pelo planejamento, o técnico realiza o planejamento, participa dele e o enfermeiro realiza atividades de conforto e higiene.
Informação/comunicação
Em qualquer caso, existe uma diferença entre as informações registradas no prontuário e as informações prestadas durante a passagem de plantão. Todos os técnicos de enfermagem realizam passagens de plantão no posto de enfermagem em todos os turnos e em todos os setores, juntamente com os demais participantes da equipe de enfermagem. Silva e Campos (2007) nos dizem que a passagem de plantão assemelha-se a uma recuperação de conhecimentos e competências teórico-práticas, com ênfase na comunicação e na gestão.
A passagem de plantão é um mecanismo utilizado pela Enfermagem para garantir a continuidade dos cuidados prestados e constitui uma atividade fundamental para a organização do trabalho. Percebeu-se durante a observação que a passagem de plantão é sempre realizada no Posto de Enfermagem, conforme norma institucional, em que todos os profissionais discutem a patologia, exames, diagnósticos e outros, sem a presença do paciente. Durante a passagem de plantão, as informações são transferidas entre os profissionais que estão finalizando e os que estão iniciando o período de trabalho.
A passagem de plantão é feita no posto de enfermagem com informações sobre tudo o que aconteceu com o cliente durante sua jornada (todas as passagens de plantão dos técnicos são uniformes, ou seja, iguais, com a presença do enfermeiro, que auxilia e não interfere nos comentários dos trabalhadores. Mas, além de algumas avaliações do estado do cuidado, a técnica parece ser recorrente nos discursos de passagem de plantão, como um amontoado de palavras que, por vezes, se arrastam monotonamente sem buscar solução. O problema, que é a passagem de plantão, seja no quarto ou no posto de enfermagem, é de grande importância para o enfermeiro.
Pinho, Abraão e Ferreira (2003) destacam que a passagem de plantão é um momento privilegiado para a análise das demandas cognitivas do trabalho, especialmente para compreender como o enfermeiro regula suas atividades gerenciais. A passagem de plantão sem a presença do cuidador possibilita, portanto, uma análise mais aprofundada dos acontecimentos e também dos processos de cuidado.
Técnicas e Procedimentos de cuidado
Na punção venosa, ele utiliza a técnica corretamente, mas não explica ao paciente o que está sendo administrado, apenas que é um medicamento que o médico receitou (Nota 18). Vários medicamentos são injetados no cateter, mas nenhum deles explica o porquê ou seus efeitos colaterais (nota 17). Disse ao cliente que poderia sentir um pouco de enjoo ou tontura e que "isso era normal" (OBs. 16).
Durante a pesquisa percebi uma realização do procedimento onde além da falta de comunicação com o cliente, os técnicos de enfermagem apresentavam resistência, por exemplo, aos EPI ou não realizavam a antissepsia corretamente. Durante a punção venosa ele disse apenas que deveria “pegar uma veia”, mas não disse que remédio seria dado sem observação cuidadosa (nota 38). Informa que está tudo em ordem e não informa claramente o resultado ao paciente (Obs.45).
Nos sinais vitais, menciona que está tudo bem e “não precisa se preocupar com nada” (Obs. 47). Acompanhei outro TE durante o enfaixamento e descobri que a técnica está correta, respeito o princípio de fora para dentro, mas converso muito pouco com o cliente (Obs. 52). Durante o procedimento ocorrem alguns erros assépticos primários, como movimentação entre as pinças, da menos para a mais contaminada e vice-versa (Nota 53).
Neste relato, é importante a necessidade de carga horária administrativa teórica e conhecimento para esse fim, mesmo para profissionais de enfermagem não graduados. O TE tem dificuldade em inserir o cateter de O2 na cavidade nasal do paciente, posicionando mas não fechando sua passagem durante a inserção, acabando por danificar a parte interna da narina (Nota 77).
Aspectos determinantes de problemas encontrados
Portanto, o dimensionamento físico representa suporte técnico para a operacionalização das atividades de enfermagem em todo o espaço hospitalar. Os funcionários vão sozinhos para os quartos e/ou enfermarias e ficam nos postos de enfermagem. Ou ainda, o técnico em enfermagem é um profissional que se prepara desde a graduação (1 ano após a formatura) para atender aos paradigmas exigidos pelo ato de ajudar o indivíduo e a família.
Durante a observação busquei identificar os cuidados de enfermagem do TE, cujos resultados foram traduzidos em temas e categorias. Portanto, a questão foi parcialmente respondida, mas forneceu muitas informações sobre como é desenvolvida a assistência de enfermagem prestada pelo TE. PEREIRA, AL; BACHION M.M.; Cuidados com feridas: análise da produção científica publicada na Revista Brasileira de Enfermagem no período 1970-2003.
Punção venosa periférica: avaliação da atuação de enfermeiros de um hospital geral do interior de São Paulo. TÍTULO DO PROJETO: O técnico em enfermagem na saúde terciária – um desafio em busca de uma assistência qualificada. A proposta da pesquisa é desenvolver um estudo qualitativo com 20 técnicos de enfermagem que atuam na instituição hospitalar há menos de um ano.
Espanhol Descrição: Atención de Enfermería Português Descrição: Cuidados de enfermagem Sinônimos Português: Ajuda de enfermagem. GER e apenas para pacientes: ENFERMAGEM é para a profissão de enfermagem; /legislação & jurisprudência = LEGISLAÇÃO DE ENFERMAGEM ou ENFERMAGEM (como primário) + JURISPRUDÊNCIA (como primário);. É um registro contínuo, do dia a dia, realizado com o objetivo de responder às reações do paciente aos cuidados de enfermagem prestados.
Punção Venosa Periférica: Avaliação da atuação de enfermeiros de um hospital geral do interior de São Paulo.