• Nenhum resultado encontrado

margarete belli - Univali

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "margarete belli - Univali"

Copied!
84
0
0

Texto

UMA VISÃO DA ATUAÇÃO DOCENTE NA INTERNACIONALIZAÇÃO DO CURRÍCULO, MATERIALIZADA ATRAVÉS DA TEORIA FUNDADA. A partir da percepção deles sobre o fenômeno social pesquisado, a internacionalização do currículo, o objetivo é compreender o papel do professor na IoC.

INTERNACIONALIZAÇÃO DO CURRÍCULO (IOC)

Devido à importância do currículo para a internacionalização da educação, Leask (2015), em seu livro Internacionalizando o Currículo, propõe cinco fases do processo de internacionalização curricular, que são: 1) Rever e refletir – buscar saber até que ponto um o currículo é internacionalizado e serve para estimular a discussão e a reflexão sobre ele; Na prática, a internacionalização do currículo materializa-se através de três abordagens, a abordagem adicional, a infusão e a transformação.

O PROFESSOR NA IOC

Ele enfatiza que o papel do professor não se limita ao de portador, intérprete e crítico de uma cultura, mas também. Quanto ao papel de herdeiro, crítico e intérprete, de que falam Mellowki e Gauthier (2004), ele se percebe como herdeiro porque “faz parte de uma cultura que o constitui”. P. 556), de uma coletividade, de uma história; quanto ao papel crítico porque “qualquer património é inaceitável se não for simultaneamente crítico” (p. 558) e interpretativo, uma vez que “cada discurso, cada gesto, cada forma de funcionar e de se posicionar perante os outros. Para a consecução desta tese, esta pesquisa foi orientada pela metodologia qualitativa denominada Teoria Fundamentada nos Dados (TFD), que se caracteriza por ser um método utilizado para gerar teorias, bem como o produto final de sua implementação, uma vez que "o termo se refere tanto a o produto da pesquisa e o método analítico de sua produção.”

Tarozzi (2011) destaca que a definição apresentada por Glaser e Strauss em seu livro traz uma “ênfase na sistematicidade” (TAROZZI, 2011, p. 18) dos procedimentos da TFD diante do “impressionismo assistemático de outras abordagens qualitativas”. (idem), que estavam presentes na ocasião. Em relação ao último aspecto apresentado acima, uma revisão bibliográfica após o desenvolvimento da análise seria, como aponta Tarozzi, “no caso de pesquisas que visam construir uma teoria a partir de dados, a análise da literatura anterior criaria inconvenientes em termos de criação de pré- -entendimentos que poderiam inibir o surgimento de intuições e a formação de categorias originais baseadas na experiência” (TAROZZI, 2011, p. 106), mas isso é considerado, a meu ver, como um sinal de que a análise não deve ser levada a reflectem a teoria existente, mas “mais uma fonte de dados para continuar o trabalho de comparação em curso” (idem, p. 107). Charmaz (2006) e Tarozzi (2011) também sugerem que a literatura relevante não está necessariamente no início da tese, mas pode ser colocada no final, para que esteja em diálogo com os resultados e destaque possíveis limitações e lacunas no literatura existente.

Figura 1: Quadro sinóptico do desenho da pesquisa
Figura 1: Quadro sinóptico do desenho da pesquisa

O DESENHO E O PROCESSO DA PESQUISA

A mesma diferenciação – 2/2 – ocorreu em relação aos entrevistados que participaram de oficinas de educação continuada sobre COI oferecidas pela instituição. Você acha que enfrentará problemas no futuro em relação ao contexto de uma sala de aula internacionalizada? Essa etapa de codificação é caracterizada pelo surgimento de macrocategorias, quando as categorias estão interligadas, ou seja, segundo Charmaz (2006), codificação axial.

A partir daí, as categorias passaram a ter três dimensões: (1) Prática docente; 2) Ensino e COI; e (3) O professor do IoC, que resultou em apenas duas dimensões, tendo em vista que a primeira e a segunda se unem naturalmente, tornando-se: (a) O professor do IoC e (b) O professor do IoC. falar Inglês Trabalhou na Univali há mais de 15 anos e não participou de Workshop sobre COI no Programa de Educação Continuada da instituição. A segunda categoria refere-se à própria função docente, ser professor que atua na docência e revela que, antes de ser professor do IoC, o professor é professor; no que diz respeito à IoC, utiliza diversas estratégias consistentes com a teoria existente, mais especificamente adição e infusão, mesmo sem saber; ter uma compreensão da IoC que se desvia em alguns aspectos da teoria relevante; e valorizar a mobilidade acadêmica.

CATEGORIA 1: SER PROFESSOR NA IOC – SUJEITO NA ATUAÇÃO

O exterior fica na Europa e nos Estados Unidos – a sociologia das ausências

Olhar o mundo além das fronteiras geográficas e culturais brasileiras e ver apenas esses países reflete "o conhecimento hegemônico, tanto filosófico quanto científico, produzido no Ocidente nos últimos duzentos anos" (SANTOS, 2002), ou seja, reforça a ideia de que o “mundo” do conhecimento está limitado aos países europeus e aos Estados Unidos. Como resultado, se um dos objectivos da internacionalização do currículo é formar cidadãos globais com competência intercultural, surge a questão de saber de que cidadania “global” estamos a falar. Vale lembrar que Clifford e Montgomery (2015) entendem por cidadãos globais que “são pessoas que possuem conhecimento do mundo e desenvolveram habilidades culturais, mas também possuem senso de responsabilidade social” (p. 15), este último. a nível local e nacional ou internacionalmente.

Santos (2002) chama o modelo de racionalidade, que desperdiça experiência, de mente preguiçosa, que não percebe que “as experiências sociais ao redor do mundo são muito mais amplas e diversas do que aquelas conhecidas e consideradas importantes pela tradição científica ou filosófica ocidental” ( SANTOS, 2002). , pág. 238), enfatiza ainda que a indiferença da razão se manifesta, entre outras coisas, na resistência à mudança de rotinas e na transformação desses interesses hegemônicos em conhecimento real. A sociologia da ausência é também visível no facto de quando lhe pediram que GRAÇA explicasse qual a localização geográfica que caracterizaria este estrangeiro, este internacional de que fala, ele respondeu: "Esta é uma base de dados online. Quando insisto nesta demarcação geográfica, pergunto-me se é concretamente mais americano e europeu, ou se não é (americano ou europeu), a resposta é que “quando procuro, às vezes vem da Europa, às vezes vem dos Estados Unidos da América.

Eles são melhores que nós – heteroestereótipo

Além dessa imagem, desse estereótipo, eles compartilham outra, a de que o que eles têm “lá fora” é melhor do que o que têm no Brasil e que constitui, portanto, um heteroestereótipo, um conceito antagônico ao autoestereótipo. Por autoestereótipo referimo-nos à ideia que um determinado grupo, por exemplo um país, faz de si mesmo e heteroestereótipo à ideia que tem de outro país. Estudos sobre o tema (HASS; WAECHTER; KRAUSE-ONO, 2017; PETROVA et al., 2014) indicam que a imagem que têm de si mesmos costuma ser mais positiva do que a imagem que têm dos outros.

Aqui [no curso] chamamos isso de benchmarking, que significa que você realmente pega o que há de bom em uma organização. Para mais uma vez delinear o heteroestereótipo de que o que está lá fora é melhor do que o que está aqui. Porém, o que ficou claro nos dados da pesquisa é que fica evidente o heteroestereótipo de que o que está “lá fora” é melhor.

Precisamos seguir o exemplo deles – colonialismo acadêmico

Embora não utilize o termo sociologia da ausência mencionado por Santos (2002), ele compartilha a ideia subjacente ao termo e chama a atenção para: "as economias emergentes e a comunidade de ensino superior em outras partes do mundo [que] estão mudando. o panorama da internacionalização” (DE WIT, 2013, p. 3), que traz um olhar novo e mais promissor e acrescenta que essas economias emergentes e esses grupos de ensino superior de outras partes do mundo “estão se afastando dos conceitos ocidentais e neocoloniais que regem a percepção de “internacionalização” de muitos educadores, este princípio deve incorporar estas diferentes e novas visões. E uma das áreas, também relacionadas com a educação, onde está particularmente presente, é no campo académico, conforme apresentado em a subcategoria seguinte. E no caso da F. ela estudou um tema que é o nosso grande guarda-chuva de pesquisa. Então ela, principalmente o referencial teórico... e ela já pegou as referências que a F. trouxe, aquela C., e elas citar a tese de F., a tese de C., a própria tese que eles produziram com base em seus estudos lá, serve de referência.

É importante notar que nos artigos desses autores o colonialismo de que tratam é originário da região norte-sul do Brasil. E na Europa, com esse professor que foi seu orientador, eu entendi que as humanidades são muito importantes junto com as ciências duras, e junto com as ciências da saúde, porque ele era médico, formado em literatura, e ele, o representante que tinha na Londres foi por causa de sua formação em literatura, não por causa de sua formação em medicina, mas ambas lhe deram acesso demais às áreas médicas para falar das humanidades. Em termos de qualidade, Pyvis (2011), em seu estudo sobre um programa universitário australiano promovido na China em parceria com uma universidade chinesa, argumenta que “a abordagem atual para a formação da qualidade educacional i.

CATEGORIA 2: SER PROFESSOR - ATUANDO NA DOCÊNCIA

Utilizando estratégias de ensino e abordagens de IoC

O professor trabalha com os alunos para construir a realidade, trazer o aluno para participar da aula, utilizando a sedução como uma das estratégias do conteúdo apresentado a fim de chamar a atenção para a trajetória profissional. Emergiu também dos dados que a ação do professor é realizada em conjunto com os alunos e com eles ele também constrói ativamente a realidade ao assumir que o professor não sabe tudo e a aula é o resultado da ação conjunta entre professor e alunos, pois é expresso. por ANA:. por exemplo, eu tenho dois alunos que quando é a matéria [tal]. Peço a ambos que falem, no qual ambos são especialistas. Outro exemplo de abordagem da IoC é visto nesta citação, visto que o módulo internacional em questão utiliza o inglês como língua de ensino, ou seja, incentiva o aprendizado de uma língua estrangeira, pois os alunos devem ser fluentes nisso para participar das aulas. linguagem..

Assim, torna-se um critério de capacidade de aceitação do curso e de participação ativa no mesmo, e o GIHE propõe “Inclusão de módulos como comunicação intercultural ou linguística” com o objetivo de “incentivar os alunos a aprender outra língua ou a completar uma comunicação intercultural curso" como exemplo de internacionalização curricular, como meio de comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades. Considero esta perspectiva como uma abordagem da IoC, pois visa enfatizar aos alunos que "há um mundo lá fora", mesmo que as fronteiras geográficas estão a apenas alguns quilómetros de distância, apontando os alunos para outras realidades a que os alunos não estão habituados, despertando-os para a magnitude do mundo e aguçando a sua curiosidade sobre o que existe lá fora.

Falando sobre IoC

Além disso, a abordagem de infusão é utilizada: (1) na reflexão do plano de aula para preparar o aluno para sair da área com perspectiva internacional (ARI); quando se constata que internacionalizar o currículo não consiste apenas em incluir um artigo em inglês no plano de aula; e (3) compreender que o processo de IoC é mais complexo. No entanto, a percepção do professor sobre a internacionalização do currículo é uma demonstração objectiva de que o processo da IoC está a decorrer. No entanto, é interessante notar que a partir da entrevista de RUI fica claro que ele usa abordagens de IoC e que compartilhou os objetivos de IoC várias vezes, mesmo sem saber disso.

A GIHE propõe como exemplo prático de IoC pedir aos alunos que discutam o desenvolvimento de questões/problemas no seu país de origem e noutro país ou que analisem tendências internacionais noutro país. Outro exemplo de IoC que surge nesta citação é a internacionalização em casa (IaH) ou doméstica, e que, na análise de Leask (2015), é muito semelhante. Mesmo sem utilizar o termo, o entrevistado, ao falar sobre o pequeno número de estudantes que têm a oportunidade de realizar mobilidade acadêmica, de viajar para o exterior, pensa em uma alternativa a esta situação para permitir que todos os estudantes consigam, que seria trazer perspectivas internacionais para a sala de aula, fala de IoC.

Refletindo sobre Mobilidade Acadêmica

Ou seja, olhar para a forma como o professor atua como docente na internacionalização do currículo com vistas a contribuir para a formação desse cidadão global. Quanto ao seu trabalho, ela é professora, antes de ser professora na IoC e usa abordagens da IoC mesmo sem saber; fala em internacionalizar o currículo, por vezes de uma forma que se afasta da teoria existente; e valorizar a mobilidade estudantil. É a educação, creio, que desempenha um papel predominante neste movimento, especialmente a internacionalização do currículo com todas as prerrogativas que lhe são inerentes.

Revista de Estudos em Educação Internacional, vol. O ensino superior em crise: o mundo em mudança da internacionalização. Internacionalização do Currículo e Educação Intercultural:. abordagens à luz da sociologia das ausências e da sociologia das emergências. Peça aos alunos que utilizem links e redes eletrônicas (por exemplo, e-mail, videoconferência, grupos de bate-papo) para se comunicarem com estudantes e profissionais.

Imagem

Figura 1: Quadro sinóptico do desenho da pesquisa
Figura 2: Fluxograma

Referências

Documentos relacionados

Apresentamos aqui uma análise de dados colhidos em pesquisa do tipo “Estado da Arte” em artigos científicos cuja temática aborde o processo de internacionalização da educação superior