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mayara benvenutti - Univali

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Academic year: 2023

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INTRODUÇÃO

A luta pela proteção das mulheres vítimas de violência doméstica começou em 1910, com os movimentos feministas, que publicaram discussões sobre a independência das mulheres, e através de vários confrontos confirmaram a gravidade da violência doméstica. No final do século XX, pode-se dizer que ocorreu uma mudança de paradigma, refletida nas chamadas ações afirmativas em favor das mulheres, com o objetivo de eliminar a violência doméstica ou social contra as mulheres.

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA A PARTIR DA LEI Nº 10.778/03

Lei Maria da Penha: das discussões à aprovação de uma proposta concreta de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Isto fica claro na leitura do artigo 5º da Lei nº. que o conceito de violência familiar e doméstica contra as mulheres exige que o comportamento seja baseado no género. 41.119 a impossibilidade da Lei nº. 9.009/95 para aplicação, nos casos de violência doméstica cometida contra a mulher, no âmbito familiar.

ANTECEDENTES DA LEI Nº 140/06

INTRODUÇÃO À LEI Nº 11.340/06

  • A C HAMADA V IOLÊNCIA DE G ÊNERO
  • Â MBITO DE A BRANGÊNCIA DA L EI
  • V IOLÊNCIA D OMÉSTICA
  • V IOLÊNCIA C ONTRA AS M ULHERES
    • Sujeito Passivo
    • Transexuais
    • Sujeito Ativo

Para dar continuidade ao estudo proposto neste trabalho monográfico, é importante conceituar os termos que afetarão a compreensão do tema, com a definição do que é violência doméstica e familiar contra a mulher e também dos sujeitos ativos e passivos descritos na lei. . nº 11.340/06. Percebe-se pela leitura do preâmbulo da Lei nº e do artigo 1º que esta visa “restringir e prevenir a violência doméstica e familiar contra as mulheres” e “prescreve a criação de tribunais para a violência doméstica e familiar contra as mulheres” Mulher; estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar”. Portanto, conclui-se que a Lei nº 11.340/06 foi originalmente criada para proteger as mulheres da violência doméstica e familiar.

Devido à lei 11.340/06 que cria mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher, torna-se necessário identificar o que é violência doméstica. 5º Para os efeitos desta lei, a violência doméstica e doméstica contra a mulher constitui qualquer ato ou omissão de gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. O objectivo da lei no seu preâmbulo é reduzir a violência doméstica e doméstica contra as mulheres e prever a criação de tribunais para a violência doméstica e doméstica contra as mulheres.

Porque o legislador priorizou a criação de mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica contra a mulher, independentemente do género do agressor. A ideia de gênero [...] revela a relação entre a discriminação e a violência dos homens contra as mulheres. Portanto, a violência entre mulheres não se baseia no gênero e não caracteriza a violência doméstica e familiar de que trata a lei 11.340/06.

  • V IOLÊNCIA F ÍSICA
    • Lesão corporal resultante da violência doméstica
  • V IOLÊNCIA P SICOLÓGICA
  • V IOLÊNCIA S EXUAL
  • V IOLÊNCIA PATRIMONIAL
    • Causas de imunidade do artigo 181 e 182, do Código Penal

É importante destacar que a Lei 11.340/06 não criou novos tipos penais, mas sim disposições complementares, com caráter de lei especial, que prevalecem sobre as normas gerais, nos termos do artigo 12 do Código Penal70. A violência sexual já está tipificada em diversos artigos do Código Penal, no título VI – Crimes contra os costumes – entre os artigos 213 e 234. Porém, muitas são as considerações sobre os crimes contra o patrimônio que podem ser cometidos sob a proteção da lei Maria da Penha . , o ponto mais controverso gira em torno da aplicação ou não das imunidades absolutas e relativas dos artigos 181 e 182 do Código Penal e, portanto, será posteriormente objeto de estudo próprio.

7º, da Lei nº, é fundamental questionar se esta lei se afasta das causas da imunidade penal, absoluta e relativa, dos artigos 181 e 182 do Código Penal. 181 e 182 do Código Penal quando a vítima for mulher e mantenha vínculo familiar com o agressor. 5º (dedução, apropriação, destruição), além de constituírem crime, agravam a pena, através da aplicação do artigo 61, II, f, do Código Penal.109.

NUCCI111, não verifica a utilidade do dispositivo no contexto penal, dado que, segundo o seu significado, as imunidades (absolutas ou relativas) definidas pelos artigos 181 e 182 do Código Penal continuam nos casos de crimes não violentos contra o patrimônio dentro a família. Somente uma declaração expressa em lei teria o poder de revogar as disposições do Código Penal. Com efeito, verifica-se que a violência contra o património exercida nas hipóteses dos artigos 5º e 7º da lei nº. pode, no entanto, suscitar a interpretação de que houve levantamento das imunidades previstas nos artigos 181.º e 182.º do Código Penal. tendo em conta que tal derrogação não é expressa, apenas as futuras decisões do tribunal indicarão a melhor linha de ação.

Os crimes contra a honra, quando cometidos contra a mulher, sob a proteção do art. 5º da Lei nº, significa violência contra a mulher, o que, no entendimento do DIAS117, significa agravamento de pena, na acepção do artigo 61, II, f do Código Penal.

A NÃO APLICAÇÃO DA LEI 9.099/95 NOS PROCEDIMENTOS

98, I, da Constituição Federal, que reservou ao direito consuetudinário a prerrogativa de definir quais crimes têm menor potencial ofensivo. Superada a questão da constitucionalidade do instrumento em discussão (a maior parte da doutrina manifesta-se no sentido de constitucionalidade) passamos à análise da Lei nº 9.099/95. A Lei abrangeu, por ter pouco potencial ofensivo, as infracções penais, crimes para os quais a lei impõe pena máxima não superior a dois anos, bem como os crimes de lesões corporais ligeiras e lesões por negligência.

No âmbito jurídico, tais violações são avaliadas por meio de procedimentos que a lei chama de muito sumários, pois são caracterizados pelos critérios oralidade, informalidade, economia processual e celeridade (lei art.62). CAMPOS e CARVALHO, citados por GUIMARÃES e MOREIRA124, destacam as desvantagens observadas, segundo a crítica jurídica feminista, no tratamento da violência doméstica nos termos da Lei nº a) A violência doméstica gera graves efeitos emocionais na vítima, o que impede a mulher de quebrar o situação violenta; b) a categoria de crime com menor potencial ofensivo, ao desconsiderar os efeitos emocionais e psicológicos que a violência doméstica provoca nas mulheres, nega [...] a sua utilização como mecanismo de poder e controle sobre as mulheres; por fim, c) a transação criminosa exclui a vítima, pois ela fica sem oportunidade de expressar a sua opinião sobre as condições a serem impostas ao autor do crime e, portanto, corre o risco de renovar as disputas conjugais. Se a Lei Maria da Penha acertou ao proibir a aplicação da Lei nº 9.099/95 aos crimes cometidos sob sua proteção, só o tempo dirá.

A AÇÃO PENAL FACE AS DIVERSAS FIGURAS TÍPICAS REMETIDAS E A

  • N O CASO DE CRIME DE A ÇÃO P ENAL P ÚBLICA I NCONDICIONADA
  • N O CASO DE CRIME DE A ÇÃO P ENAL P ÚBLICA C ONDICIONADA À R EPRESENTAÇÃO
    • A representação no crime de lesão corporal leve
  • N O CASO DE CRIME DE A ÇÃO P ENAL P RIVADA
  • A POSSIBILIDADE DE RENÚNCIA ( RETRATAÇÃO ) NA AUDIÊNCIA PRELIMINAR

5 e 24 e KP, art. 100, capítulo), sendo que nestes casos as ações penais pertinentes são denominadas “ação penal pública incondicional”. O princípio da oficialidade: quando uma violação é cometida, surge a intenção punitiva do Estado, que será levado à justiça por meio de ação penal. O princípio da indivisibilidade: a ação penal pública e privada é indivisível e deve incluir todos aqueles que cometeram o delito.

Estas são as considerações básicas para este tema, razão pela qual se inicia o estudo da ação penal pública condicionada à representação. Talvez o crime mais reiterado neste tipo de infracção penal, cometido sob a protecção da lei n.º, seja o de intimidação, previsto no artigo 147.º do Código Penal, uma vez que o crime de lesão corporal ligeira (artigo 129.º, Capítulo K .Código Penal) para muitos, tornou-se uma ação penal pública. Portanto, o crime em questão foi transformado em ato criminoso público condicionado à representação, além de assumir a característica de.

Dito de outra forma, tratar tais infracções penais como uma acção penal pública incondicional serviria estes propósitos e iria contra as tendências do nosso processo criminal. Conclui-se, portanto, que nos casos de conduta criminosa privada, os crimes cometidos sob a proteção da lei Maria da Penha estarão sujeitos à regra geral e não à “anistia” para a qual o artigo 16 da lei pertinente não está previsto, que será objeto de estudo próprio., A seguir.

A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS PROTETIVAS QUE OBRIGAM O

As medidas referidas neste artigo não obstam à aplicação de outras medidas previstas na legislação em vigor, sempre que a segurança da vítima ou as circunstâncias o exijam, devendo a medida ser comunicada ao Ministério Público. 3º Para garantir a eficácia das medidas urgentes de proteção, o juiz pode, a qualquer momento, solicitar o auxílio da polícia. Ligadas à infração penal cuja ação é de iniciativa pública, parece que estas medidas só podem ser solicitadas pelo Ministério Público e não pelo ofendido, até porque são medidas que obrigam o agressor e não se destinam apenas a proteger o autor do crime. . parte ofendida.

O juiz pode, portanto, por exemplo, fixar um raio de 500 metros dentro do qual o agressor não pode se aproximar do ofendido. Por exemplo, determina-se que o agressor não se locomova na rua onde mora a vítima, ou que não se aproxime do quarteirão onde fica a casa da vítima. A proibição não constitui restrição ilícita e não viola de forma alguma o direito de ir e vir consagrado na Constituição (CF, art. 5º, XV).

Outra limitação positiva é a possibilidade de proibir o contato entre o agressor e a vítima, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação (art. 22, III, b). A pensão alimentícia provisória está prevista na Lei 5.478/68 (artigos 2º e 4º) e poderá ser concedida desde que o interessado explique suas necessidades e consiga demonstrar desde o início a relação de parentesco com o réu e a obrigação de alimentos, até o etapa em que a manutenção provisória decorre da tutela cautelar prevista no art.

A QUESTÃO DA PRISÃO PREVENTIVA

Por exemplo, basta sublinhar a inocuidade da medida de tutela de urgência que proíbe o agressor de se aproximar da vítima, dos seus familiares e das testemunhas, estabelecendo um limite mínimo de distância entre estes e o agressor (art. 22, III, a, do lei 11.340/06). 313 do Código de Processo Penal, é necessário que estejam reunidos os requisitos para a prisão preventiva (artigo 312 do Código de Processo Penal) e que sejam aplicadas medidas protetivas urgentes em favor da vítima, quando estas forem de natureza criminosa. , não são cumpridos . O objetivo principal deste trabalho foi analisar as inovações alcançadas no combate à violência doméstica e/ou familiar contra a mulher com o advento da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006.

O primeiro capítulo referiu-se às leis do ordenamento jurídico brasileiro que tratam da violência doméstica e familiar, destacando principalmente a Lei nº 11.340/06 e apresentando os sujeitos desses crimes. O segundo capítulo tratou das diversas formas de violência previstas na Lei nº, que em seu artigo 7º visa coibir, como a violência física, a violência psicológica, a violência sexual, etc. A violência doméstica e familiar contra a mulher sempre foi reprimida de certa forma na história do ordenamento jurídico brasileiro.

Sim, de acordo com a visão jurisprudencial prevalecente na época, a lei Maria da Penha aborda a questão da violência de género tendo apenas as mulheres como sujeitos passivos. Por fim, cabe ressaltar que o presente trabalho não pretende esgotar o assunto; o estudo da Lei nº 11.340/06 é relativamente novo e o trabalho visa evidenciar os aspectos processuais polêmicos da referida legislação.

Referências

Documentos relacionados

Essa fi cha deve ser utilizada para a notifi cação compulsória de qualquer caso suspeito ou confi rmado de violência doméstica, sexual e/ou outras violências contra