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migrantes no brasil: de inimigos a aliados

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Academic year: 2023

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Isso porque até então vigorava o Estatuto do Estrangeiro, editado nos últimos anos do governo militar e simbolizando a primeira vez que o país abordaria esse assunto em sua legislação. Tomando como diretriz cada uma dessas questões, o presente trabalho busca abordar a consolidação de cada instituição, examinando o que levou à publicação do revogado Estatuto dos Estrangeiros, bem como as ideias que prevaleceram na elaboração da nova lei de Migração. A Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980 – Estatuto do Estrangeiro – é o ponto originário em que o estrangeiro, ou migrante, era respeitado pela legislação brasileira.

Outra mudança simples que caracteriza a quebra do paradigma anterior é a mudança na nomenclatura dos não cidadãos, pois antes e durante a vigência do estatuto do estrangeiro eram chamados de “estrangeiros”, com a chegada da nova legislação passaram a ser chamados de “migrantes” ou “visitantes”, dependendo do exemplo. Com as devidas reservas e sem demora, passamos à análise do sujeito do estudo, o migrante, do ponto de vista da Lei de Estrangeiros e cronologicamente da Lei das Migrações.

O Estatuto do Estrangeiro

A controversa recepção pela Constituição de 1988

Entre as suas inovações tendia a estar a confirmação de princípios fundamentais, que devem ser respeitados e seguidos em todo o sistema, caso contrário as regras contrárias a eles suavizariam a sua aparência. Os princípios fundamentais oferecem uma densidade de legitimidade muito mais intensa do que a maioria das normas contidas na Constituição, porque permitem um consenso nos diferentes setores da sociedade. De acordo com sua regulamentação, o imigrante tinha a obrigação de ser cadastrado no Ministério da Justiça, especialmente no Departamento de Polícia Federal, bem como de notificá-lo sobre qualquer mudança de domicílio ou local de residência, fica claro que estava sob inspeção.

Procurando uma razão que permitisse tal distinção, chegamos à conclusão de que o migrante era visto como um inimigo potencial e, portanto, deveria ser acompanhado pelo Estado que interferiu na sua vida privada e tentou controlá-lo. Trata-se de uma violação pelo simples fato de a Constituição Federal garantir aos imigrantes residência permanente no Brasil, portanto não haveria razão para tais restrições, e também pelo fato de dar aos imigrantes um tratamento diferenciado. Com base em tais violações e nas referidas garantias constitucionais, crescem as dúvidas sobre as razões da recepção da referida lei no ordenamento jurídico vigente.

Aponta-se também que alguns eleitores estabeleceram um entendimento no sentido de que a transgressão da lei seria aparada pela sua hermenêutica, que deveria ser assinada pelo Supremo Tribunal Federal - talvez da mesma forma que a Lei de Processo Penal e Penal , datado de 1940, é analisado respectivamente e 1941 – enquanto. Contudo, a aprovação de uma nova lei demonstrou o reconhecimento de que esta já não abrangia os princípios constitucionais, sendo incompatível e, portanto, inútil para aplicação continuada. A nova legislação definiu aqueles que serão abrangidos por ela, bem como estabeleceu direitos para os imigrantes, de acordo com as decisões tomadas na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, e em seu texto original daria até mesmo a eles direitos de exercício público funções.

Apesar de dizer que o Brasil seria pioneiro nessa área, a norma também criou ampla burocracia para regularização, bem como penalidades para quem violasse a norma, que foi fortemente criticada.

Inovações

XI - acesso igual e gratuito dos migrantes a serviços, programas e benefícios sociais, bens públicos, educação, assistência jurídica pública integral, trabalho, habitação, serviços bancários e seguridade social; XIII - o diálogo social no âmbito da formulação, implementação e avaliação de políticas migratórias e da promoção da participação cidadã dos migrantes; XV - cooperação internacional com os Estados de origem, trânsito e destino dos movimentos migratórios para garantir a proteção efetiva dos direitos humanos do migrante.

III – direito ao reagrupamento familiar do migrante com seu cônjuge ou companheiro e seus filhos, parentes e dependentes; V - direito de transferir dinheiro proveniente de seus rendimentos e poupanças pessoais para outro país, nos termos da legislação aplicável; VIII - acesso aos serviços públicos de saúde e assistência social e à seguridade social, nas condições da lei, sem discriminação por motivo de nacionalidade e situação migratória;

XI - garantir o cumprimento das obrigações legais e contratuais trabalhistas e a aplicação das normas de proteção aos trabalhadores, sem discriminação em razão da nacionalidade e da situação migratória; XIII - direito de acesso à informação e garantia de sigilo dos dados pessoais do migrante, nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011; XV - direito de sair, permanecer e reentrar no território nacional, ainda durante a pendência do pedido de autorização de residência, prorrogação de permanência ou conversão de visto em autorização de residência; Isso é.

XVI - o direito do imigrante de ser informado sobre as garantias garantidas à regularização dos migrantes.

Desafios a serem superados

Desta forma, apesar da existência de vetos inspirados em visões mais restritivas, que se referem à doutrina de segurança nacional, o ordenamento jurídico nacional conta hoje com uma das leis mais modernas na matéria e avança no sentido de garantir o pleno acesso aos serviços que garantam a reunificação dos familiares e rejeitando a prática de expulsões colectivas, incluindo No entanto, embora a nova legislação já tenha sido publicada e já tenha entrado em vigor, o sistema jurídico ainda poderá enfrentar novos desafios e ameaças para ganhar eficácia real. Portanto, de forma sintética, é necessário garantir a regulamentação da lei e preservar o seu progresso; definir imediatamente o órgão governamental que será responsável pela condução das políticas migratórias – até agora gerido pelo Conselho Nacional de Imigração, vinculado ao Ministério do Trabalho; e promover campanhas educativas destinadas a demonstrar a necessidade de implementação da nova lei e de combater resquícios culturais e comportamentais contrários à imigração e aos imigrantes – por exemplo, a xenofobia – para garantir a garantia dos direitos constitucionais.

O Brasil é o maior país da América do Sul, pelo menos em extensão territorial e populacional, e faz fronteira com pelo menos dez países – Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Nas relações com os países vizinhos e especialmente com o Mercosul, as novas disposições resultaram de medidas já tomadas por outros países e afetaram as relações atuais.

A Lei de Migração Argentina

Contribuição na nova legislação brasileira

Veja, os países do bloco mudaram de governo, enfrentaram desafios semelhantes e harmonizaram as suas ideologias socioeconómicas. Embora haja controvérsia sobre a utilização ou não do bloco econômico como meio de intercâmbio entre países, foram realizados estudos sobre a legislação argentina delineando seus principais aspectos, que acabaram sendo incorporados à nova lei migratória do Brasil. . Assim, o Centro de Estudios Legales y Sociales9.. identificou as áreas prioritárias a serem transferidas para a lei de imigração brasileira: i) a ideia de migração como um direito (entre outras coisas, a não discriminação, o direito à regulamentação legal) ; ii) a ideia de acesso à justiça baseada na bem-sucedida experiência argentina; iii) procedimentos de expulsão e controle judicial sobre a expulsão.

Essas áreas foram amplamente contempladas na Nova Lei de Migração, o que comprova a transferência de ideias da Argentina para o Brasil. Alguns elementos que indicam a transferência de conteúdo entre as leis argentina e brasileira, destacados pelo doutrinário, seriam a preocupação em garantir o acesso à justiça aos imigrantes, bem como o fortalecimento da sociedade local para garantir pressão sobre o governo, a fim de garantir maior protecção aos imigrantes. Desta forma, não haveria dúvidas quanto à transferência entre nações, tendo em conta as fortes evidências e medidas aplicadas pela legislação local, ainda que não se possa dizer que esta tenha regulamentado integralmente a nossa legislação.

Expressa também a facilitação desses intercâmbios por parte do Mercosul, por meio de seus respectivos fóruns, bem como o fato de a Argentina ter se revelado protagonista do caso, o que é essencial para garantir a redescoberta do tratamento que lhe é dado. A resposta à questão de pesquisa proposta se a Lei de Migração Argentina inspirou a Nova Lei de Migração é, em alguns aspectos, sim, especialmente devido ao trabalho de organizações não governamentais argentinas que promoveram as transferências e de representantes argentinos que participaram de conferências no Brasil sobre o assunto. , e levar o exemplo argentino para esses países. Porém, devido às alterações no PL 2516/2015 e aos vetos de Michel Temer à Nova Lei de Migração, pode-se dizer que poucos elementos foram efetivamente transferidos, especialmente a ideia da migração como um direito e a garantia de acesso à justiça para migrantes.

Portanto, resta saber se a aprovação da nova legislação, inspirada em normas estrangeiras, permitirá a consolidação de uma política migratória mais consistente no Brasil.

A onda migratória venezuelana

AR ICLO E En cada una de sus jurisdicciones, indique si na iona pro in ia o muni ipa a ore so ini iati como atención a intera in extranjeros en la comunidad de su residencia permanente, especialmente atención a la misma. AR ICLO E El Estado promoverá la adopción e implementación de medidas encaminadas a mejorar la situación de los extranjeros en materia de inmigración. AR ICLO Sin los derechos per ui io aquí enumerados, quienes tengan derecho a ellos serán calificados como o iones declarados en la constitución, calificados por la comunidad internacional, que es considerada y como ojos.

AR ICLO Do të jetë provoca impedimento à entrada e permanência de estrangeiros em território nacional. E e tranero quiera se situai n de residencia ia se entrare entrare en quiera de os etremos en os inisos e i y de artu o de a presente en a E CE o en e exterior. ARICLO inferno e tran eros que se encontram incluídos em um dos pengesat pre isto no artu os in isos a de i y y in isos a y y anea a in automatia de a.

Dentro del inodas ai está gestionado por la Dirección in a iona de ira ions y el interesado puede mejorar o fortalecer los fundamentos de la reactivación. AR ICLO os administratio s que resue ans soras enumeradas en e artu o podrán también ser oto de urso era ui o insertado ante la autoridad emisora ​​de a urrid dentro de os uin como a i Es de su conocimiento inmediato y será escuchado por oído y dentro del término de inodos a i es a Dire in a iona de ira iones. E r anismo de era reso er e urso era ui o dentro de los treinta días a es ontas desde a reepin de as tuaiones.

AR ICLO presentará los recursos previstos en los artículos primero de dos septim y suspenderá una de las medidas hasta que pueda salir. AR ICLO otada a a administrati a tras de os e ursos de e onsidera in era ui o o ada ueda e pedita a a re ursi audi ia. AR ICLO la autoridad del app ain del presente y será a Direin a iona de ira ione.

Referências

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Tem-se por dignidade da pessoa humana a qualidade intrínseca e distintiva reconhecida em cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração