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Mono - Jairo.pdf

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Academic year: 2023

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O primeiro capítulo elenca o conceito de responsabilidade civil juntamente com uma breve análise histórica, resumindo seus elementos: a conduta, o nexo causal e o dano. O Código Civil Brasileiro de 1916 foi filiado à Teoria Subjetiva, que torna necessária a demonstração da culpa ou dolo do agente causador do dano para a recuperação do prejuízo. A responsabilidade civil surge como resultado da relação de causa e efeito entre as ações e omissões do agente e o dano, ou seja, o nexo causal é a ligação entre as ações do agente e o dano.

A vida concorre com a sua conduta pelo acontecimento juntamente com aquela marcada como única causa do dano. Outra exclusão da responsabilidade civil é o facto de o terceiro ser estranho à relação da vítima e à aparente causa do dano em que se encontra.

O Dano

Quanto às exclusões de responsabilidade civil, que exclui o nexo de causalidade, elas devem ser demonstradas na relação processual, pois se não estiverem presentes não serão reconhecidas. VENOSA (2015, p. 46) define o dano emergente “como o chamado dano positivo, que significa diminuição da propriedade, o dano mais fácil de avaliar, pois depende exclusivamente de dados concretos”. Embora os lucros cessantes sejam “dos quais a vítima não beneficiou razoavelmente”, por outras palavras, o que a vítima teria ganho se o dano não tivesse ocorrido.

Os danos e lucros cessantes resultantes estão respaldados pelo artigo 402 do Código Civil Brasileiro de 2002, que dispõe: “Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidos ao credor compreendem, além do que ele efetivamente tiver perdeu, o que ele razoavelmente perdeu em mérito." Vale destacar o Súmula 37 do Supremo Tribunal Federal, que determina que “a indenização por danos materiais e danos morais decorrentes do mesmo fato é cumulativa”, portanto, quando se trata de pedidos de indenização em responsabilidade civil, o pedido de danos materiais e morais os danos podem ser acumulados.

DANO MORAL

CONCEITO

5., ponto V, “é garantido o direito de resposta, proporcional à denúncia, além da indenização por danos materiais, morais ou de imagem”, e X, “são invioláveis ​​a intimidade, a privacidade, a honra e a imagem das pessoas, o que assegura que o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. O dano moral está incluído na Constituição Federal de 1988 sob o título de direitos e garantias fundamentais, além de outros textos legais, como a Lei de Defesa do Consumidor (Lei nº e Código Civil Brasileiro de 2002, entre outras coisas expressas em nosso ordenamento jurídico.

CLASSIFICAÇÃO DO DANO MORAL

  • Dano direto e Dano Indireto
  • Dano moral exclusivo e cumulação com dano material
  • Dano moral e pessoas jurídicas

Os danos morais estão incluídos na Constituição Federal de 1988 sob o título de Direitos e Garantias Fundamentais, entre outros textos legais, como a Lei de Defesa do Consumidor (Lei nº e o Código Civil Brasileiro de 2002, expressos entre outros em nosso ordenamento jurídico). Inclui também danos à dignidade da pessoa humana. Embora o dano moral indireto envolva a violação de bens jurídicos, não há ligação entre a natureza dos bens jurídicos violados e o tipo de dano (dano moral). O dano moral indireto consiste no dano a um interesse tendente à satisfação ou fruição de bens jurídicos patrimoniais, que provoca prejuízo a um bem extrapatrimonial, ou melhor, é um dano que causa prejuízo a qualquer interesse não patrimonial , em decorrência de danos ao patrimônio da vítima.

Quanto à permissibilidade de combinar dano moral com dano material, esta questão há muito é controversa no campo jurídico. Isso significa que a indenização por danos morais seria a reparação do sofrimento, da humilhação e da vergonha injustamente sofridas pelo lesado. A indenização por dano moral não tende à restitutio in integrum do dano causado, mas tem função genérica de satisfação, buscando um bem que de alguma forma compense o sofrimento ou a humilhação sofrida.

Em suma, a composição do dano moral se dá por meio desse conceito – indenização – que, além de ser diferente de indenização, se baseia no que Ripert chamou de “substituição do prazer que desaparece por um novo”. Portanto, é indiscutível a existência do dano moral e sua indenização, embora seja difícil determinar a avaliação econômica dos próprios direitos e dignidade pessoais de uma pessoa. Contudo, mesmo após o reconhecimento do dano moral, entendeu-se que quando o dano material for reparado, o dano moral também será reparado, uma vez que o dano moral será incluído no dano material, portanto não haverá mais danos materiais e materiais. compensação. danos morais decorrentes da mesma conduta.

E isso porque o dano material, como já demonstrado, atinge o patrimônio da vítima, enquanto o dano moral atinge o patrimônio da personalidade.

MECANISMO DE REPARAÇÃO DO DANO MORAL

A reparação do dano moral constitui, portanto, a reparação do dano como medida compensatória quando não for possível obter a recuperação integral, pois uma vez ocorrido ato ilícito contra bem ou juros extrapatrimoniais, mesmo com indenização não há como eliminar o consequências do comportamento lesivo, mas apenas para mitigá-las, além do caráter punitivo ao agressor, uma vez que tem efeitos diretos sobre o seu patrimônio.

DA PERDA DE UMA CHANCE

A PERDA DE UMA CHANCE COMO DANO CERTO E INDENIZÁVEL: DANO MORAL

A teoria da perda de uma chance ainda é amplamente discutida nos tribunais brasileiros, pois não há um entendimento claro de que o dano seja certo e definido nas ações de perda de uma chance, e porque não há dispositivos legais que regulamentem a questão no sistema jurídico. sistema. Outro ponto polêmico sobre a perda de uma oportunidade é o fato de que o ato ilícito faz com que ocorra um evento danoso em uma oportunidade, uma expectativa de beneficiar ou evitar a perda e não é uma perda real, mas sim futura. Vale ressaltar que mesmo sendo uma oportunidade, uma chance de obter lucro ou evitar prejuízo, o evento danoso deve prejudicar uma expectativa grave e real, uma vez que o artigo 403 do Código Civil Brasileiro de 2002 dispõe que “mesmo que o Os resultados do incumprimento da intenção do devedor, as perdas e danos incluem apenas as perdas reais e os lucros cessantes em consequência dos efeitos diretos e imediatos, sem prejuízo do disposto na lei processual.” Assim, o mero dano hipotético e imaginário não cria o dever de indemnização.

A oportunidade perdida de ser concedida uma indemnização deve, portanto, ser grave e real, ou seja, deve apresentar um certo grau de probabilidade que comprove que, não fosse o ato ilícito do terceiro, haveria um desencadeamento natural de acontecimentos, onde seria possível a ocorrência do evento, de um benefício ou oportunidade de evitar uma perda. Em razão da oportunidade perdida, o dano causado pode ser de natureza pecuniária ou não comercial, ou seja, tratando-se de dano material ou patrimonial, a oportunidade perdida afeta o patrimônio do lesado e provoca perda ou perda de bens suscetíveis de avaliação econômica . Mas há divergências sobre que tipo de danos materiais constituem “perda de uma oportunidade”, sejam danos consequenciais, lucros cessantes ou um tipo intermédio.

Existem decisões de tribunais nacionais que atribuem indemnizações por “perda de oportunidade” como lucros cessantes. No entanto, o entendimento predominante parece ser o de que existe um terceiro tipo de dano pecuniário, que consiste em danos pecuniários hipotéticos (mas reais), que são intermediários entre lucros cessantes (o que realmente deixou de ser produzido) e danos consequentes. A teoria da perda de oportunidade é utilizada quando um evento prejudicial faz com que alguém perca a oportunidade de obter um determinado benefício ou evitar uma perda.

Portanto, quando a oportunidade perdida é real e grave, a responsabilidade do causador do dano pode surgir tanto na área dos danos materiais como na área dos danos materiais.

FUNDAMENTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL PELA PERDA DE UMA CHANCE NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

QUANTIFICAÇÃO DA CHANCE PERDIDA

Conclui-se que não existem disposições no ordenamento jurídico que tratem da quantificação da indenização pela perda de uma chance, e o único critério plausível para os juízes definirem o valor da indenização será o princípio da equidade. Dessa forma, uma vez identificado o responsável pelos danos, ele tem direito a indenizar a vítima pelos prejuízos, pois a essência da responsabilidade civil é que a vítima retorne à situação anterior ao ato ilícito, por meio de indenização. A teoria da perda de oportunidade aparece nos tribunais onde as vítimas ficam frustradas com a oportunidade na esperança de ganhar dinheiro ou evitar uma perda devido a um evento prejudicial.

Portanto, para que haja responsabilidade civil pela perda de uma oportunidade, é fundamental que essa oportunidade perdida seja sempre real, caso contrário seria um dano puramente hipotético e não passível de reparação. Contudo, a questão da perda de uma oportunidade deve ser considerada como a possibilidade de alcançar um resultado final ou evitar uma perda. Portanto, dada a teoria da perda de oportunidade, não há exigência de indenização pelo resultado final, mas sim pela oportunidade perdida, sem a necessidade de comprovar se o resultado final foi certo ou não, mas que a oportunidade foi real.

Nesse sentido, os juízes, ao determinarem o valor da indenização em ações baseadas na teoria da perda de chance, aplicam o princípio da razoabilidade, uma vez que não pode haver enriquecimento ilícito da vítima, nem punição excessiva do agente causador do dano, sendo sim É necessário ressaltar que a quantificação considera a probabilidade da chance perdida e não o resultado final. A teoria da perda de uma chance não possui legislação expressa sobre a sua regulamentação, porém, encontra respaldo nos princípios da responsabilidade civil, que é o princípio geral de não causar dano a outrem e o princípio da reparação integral do dano. Nota-se que a teoria da perda de uma chance não encontra obstáculo para sua avaliação desde a Constituição Federal de 1988 no art.

Diante disso, considerando que a Constituição Federal de 1988 enfatiza a dignidade da pessoa humana como princípio fundamental da República, onde é assegurado o direito à indenização pelos danos morais ou materiais decorrentes de sua violação, e considerando também que o direito legal sistema não menciona quais tipos de danos são reparáveis, conclui-se que não há possibilidade de negar a possibilidade de indenização por dano moral decorrente da perda de oportunidade. Disponível em: . Disponível em: .

Referências

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Para a análise do tema principal, se faz necessária a explicação sobre o que é de fato o ramo do Direito Civil, deste modo, explicando alguns de seus institutos, tais como