4º e seus parágrafos que dispõem sobre a cooperação prestada, incluindo as inovações introduzidas na nova lei e a validade da cooperação prestada como meio de prova. Portanto, esta monografia visa concluir se há compatibilidade da Cooperação Doada com o princípio acusatório, que, para tanto, se utilizará de doutrinas, jurisprudências e leis, de modo a explicar bem o assunto. O que pretendemos propor no referido trabalho, e uma análise se há compatibilidade da Cooperação dada com o princípio acusativo, pois como.
A COLABORAÇÃO PREMIADA
- Evolução histórica da Colaboração Premiada
- Evolução jurídica da Colaboração Premiada após a Constituição Federal de
- Colaboração Premiada e as Inovações da Lei de Crime Organizado
- A Validade da Colaboração Premiada como Meio de Prova
4º e parágrafos da referida lei, é elencada a cooperação premiada, e como será sua forma e aprovação, como parte do estudo desta monografia, onde pretendemos a compatibilidade da cooperação premiada e o princípio acusatório. A cooperação premiada foi introduzida no Brasil na década de 1990, com a lei dos crimes hediondos, que previa redução de pena de 1/3 a 2/3 para quem participasse da denúncia de seus companheiros, o que desmantelou a quadrilha ou quadrilha possibilitou . . Cooperação plenária é a incriminação de terceiro no processo, realizado por investigação, acusado ou réu, onde o participante ou coautor expõe seus parceiros em troca de benefícios, podendo chegar até mesmo a uma imunidade judicial.
Outra inovação também introduzida na nova lei de combate ao crime organizado foi que a lei tinha uma secção apenas para “Cooperação Dada”, o que não se encontrava na legislação anterior. Conforme descrito acima, a valiosa cooperação ganhou na nova lei de combate ao crime organizado um trecho que trata apenas do tema, que vai do art. A validade da cooperação prestada como meio de obtenção de provas está prevista no Capítulo II, inciso I do art.
Contudo, “o acordo de confissão constitui uma espécie de confissão complexa”38 onde o arguido fornece informações sobre outros membros da organização criminosa e crimes conexos, revelando todo o esquema, tais como: hierarquia e divisão de funções. O STF, na informação 796, “considerou que o acordo de confissão seria uma ferramenta de obtenção de provas, a fim de obter elementos com capacidade probatória”42. Na petição 5.700 do Distrito Federal, o ministro Celso de Mello afirma que a cooperação estimada é instrumento de obtenção de provas e não meio de prova.
Por se tratar de negócio jurídico muito pessoal, o acordo de cooperação premiada não poderá ser contestado por coautores ou participantes do parceiro de cooperação na organização criminosa e nos atos criminosos por ela cometidos, ainda que expressamente nomeados não.
Princípio Constitucional do Devido Processo Legal
Portanto, o devido processo legal deve ser visto como uma salvaguarda contra os excessos do Estado e como uma ferramenta para implementar a Constituição Federal.
Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa
- Princípio do Contraditório
- Princípio da Ampla Defesa
O princípio do adversário é, na verdade, um desdobramento de dois outros princípios, o princípio do devido processo legal e o princípio da ampla defesa, que discutiremos mais tarde. O princípio do contraditório garante ao cidadão o direito à assistência de advogado, direito contido no teor do art. 261 do Código de Processo Penal, que estabelece que “nenhum suspeito, ainda que ausente ou em liberdade, será processado ou julgado sem defensor”,53 garantindo também o direito de acesso a todas as provas incluídas e produzidas no processo.
Ressalte-se que, no processo penal, nenhum processo penal prosseguirá sem a constituição de procurador, devendo o Estado, se o réu não puder pagar um advogado, ser representado pela defensoria pública, ou se a comarca não tiver um gabinete de defensores públicos., para nomear um defensor público para o delito. Note-se ainda que o contraditório é essencial para o bom andamento do processo, garantindo aos litigantes o direito de se manifestarem no processo, garantindo-lhes o direito de utilizar todos os meios legais de prova para comprovar a sua tese. Note-se que se trata de uma ferramenta onde o cidadão já tem o direito de introduzir no processo, diretamente ou através do seu advogado, argumentos ou teses, bem como meios de prova aceites e válidos que serão úteis à sua defesa.
Existem duas formas no julgamento criminal em que se pode manifestar ampla defesa, a saber: legítima defesa e defesa técnica, e legítima defesa. 261 e 263 do Código de Processo Penal, que estipulam que nenhum processo pode prosseguir sem a presença de advogado de defesa.
A Constitucionalidade da Colaboração Premiada
Nota-se que na perspectiva do nobre doutrinador, a lei trouxe benefícios para o esclarecimento de crimes que dificilmente seriam esclarecidos sem a participação dos envolvidos. É importante ressaltar que com o aumento da criminalidade, o Estado deve aproveitar algo para dar uma resposta imediata à sociedade. Segundo Ana Paula Gadelha Mendonça, “não há inconstitucionalidade no acordo de delação premiada, uma vez que o criminoso não vê seus direitos fundamentais violados, uma vez que age de acordo com sua vontade, não há ato de violência que o coaja”.59. Por outro lado, aqueles que defendem a inconstitucionalidade da cooperação premiada baseiam-se no caráter antiético da instituição, uma vez que o Estado não pode premiar um denunciante que, além de quebrar o pacto social, quebra também o pacto criminoso que tem com seus colegas fecharam. funcionários, e isso pode não ser confiável.
Entre os que defendem a inconstitucionalidade da colaboração premiada está Damásio de Jesus, que, segundo o autor, “pelo seu absurdo ético, nunca deixará de existir. Se por um lado representa um importante mecanismo de combate ao crime organizado, por outro lado traduz-se parcialmente num incentivo legal à traição.”62. Ainda, para alguns estudiosos que se opõem à constitucionalidade da delação premiada, há uma inconstitucionalidade na renúncia ao direito de acesso à justiça, pela qual o acusado se compromete a não contestar qualquer decisão, exceto no caso de descumprimento por parte do MPF. uma das cláusulas do Pet.
Portanto, nota-se que, ao não aprovar esta cláusula, o STF deixou claro que o trabalhador não pode renunciar a um direito fundamental, a saber, o acesso à justiça, garantido no art. Sobre esse assunto, Gilson Dipp afirma que: “mesmo que a parte admitisse ter cessado o silêncio, a lei não poderia exigir essa renúncia como condição da legítima vantagem processual”.64
COLABORAÇÃO PREMIADA E O PRINCÍPIO ACUSATÓRIO
Sistema Processual Penal
- Sistema Inquisitório
- Sistema Misto ou Acusatório Formal
- Sistema Acusatório
No sistema inquisitorial, o papel da acusação, da defesa e do julgamento está nas mãos de uma única pessoa, já que neste sistema não há contradição. Como se pode verificar, neste sistema afasta-se um pouco do sistema acusatório puro e aproxima-se do sistema inquisitorial, razão pela qual parte da doutrina o chama de “sistema fiador inquisitivo”. Com origens que remontam ao direito grego75, o sistema acusatório está previsto na nossa Constituição de 1988, que confere ao Ministério Público o papel de órgão acusatório, conforme se verifica no art.
129, I, que dispõe que “As funções institucionais do Ministério Público são: I - promover a ação penal privada, pública, nos termos da lei”. defendido nas mãos de diferentes personagens. À luz desta imposição constitucional, analisaremos um acórdão do Supremo Tribunal Federal, que trata do sistema acusatório. Refira-se que o Ministro deixou claro que cabe ao Ministério Público apresentar a acusação, de acordo com os requisitos previstos no Código de Processo Penal, e expor todos os factos da acusação para que o arguido pode defender-se e assim garantido o seu direito à plena defesa e vice-versa.
Segundo Eugênio Pacelli, o sistema acusatório é “um papel em que tais funções seriam reservadas a diferentes pessoas (ou órgãos),78 e segundo o autor também “no sistema acusatório, além de atribuir as funções de acusação (e investigação) para diversas agências. ) e julgamento, o julgamento, a rigor, só começaria com a apresentação da acusação”79. Das palavras do referido autor depreende-se que no sistema de acusação seria necessário que o Ministério Público apresentasse a acusação antes de se iniciar o processo criminal, pois só assim o suspeito poderia defender-se das acusações. contra ele. .
A legitimidade para propor o Acordo de Colaboração Premiada
O juiz não participará das negociações entre as partes para a formalização do acordo de cooperação, que se dará entre o delegado de polícia, o suspeito e o advogado de defesa, com parecer do Ministério Público do Estado, ou, por exemplo, entre o Ministério Público Estadual e o suspeito ou réu e seu advogado de defesa. 80. Ressalte-se que a lei é clara que o delegado de polícia pode propor a celebração de um acordo de confissão, mas para a implementação deste acordo é necessária uma declaração do Ministério Público, que tem o direito de propor uma ação penal. . 129, I da Constituição Federal impõe essa exigência apenas ao Ministério Público, mas não menciona o delegado de polícia.
Na tentativa de resolver esse impasse, a Procuradoria-Geral da República (ADI 5.508) foi ajuizada pela Procuradoria-Geral da República, na qual a procuradoria questionou cláusulas dos §§ 2º e 4º da Lei que permitem ao Delegado de Polícia negociar e propor. um acordo de cooperação é concedido. Nesta ADI 5.508 houve divergências entre os ministros, alguns entenderam que o delegado poderia propor o acordo e outros consideraram parte dessas cláusulas contrárias à constituição. E a lei que trata das investigações criminais conduzidas por um delegado de polícia, que estabelece sua exclusividade para conduzir investigações policiais.
As regras conferem ao chefe da polícia legitimidade para propor um acordo de cooperação na fase de investigação, quando esta é realizada no âmbito do inquérito policial", afirmou. Embora já existam seis votos a favor da manutenção da legitimidade do delegado para propor o acordo de cooperação premiada, a ADI 5.508 foi suspensa a pedido do relator.
A participação do juiz na homologação do Acordo de Colaboração
Com esses argumentos, Fachin não concordou com o repórter e votou pela procedência parcial da ação para excluir das normas em questão a interpretação que permite aos delegados de polícia firmar acordo de confissão de culpa. Uma vez aprovado o acordo de confissão pelo juiz, este não poderá aceitar o recurso se houver algum erro. Acreditamos que sim, uma vez que o juiz teria negado provimento ao recurso caso o recurso original fosse improcedente, uma vez que já havia homologado o acordo de confissão.
Segundo Alexandre Morais da Rosa, “o papel do juiz não é participar nas negociações, mas confirmar o resultado”94, pelo que é proibida a participação do juiz no acordo de confissão. O juiz que aprovar o acordo fica impedido de processar e julgar o crime em que será utilizado, devendo encaminhar o caso ao juiz que o substituir nos casos de restrição. Entendemos que parte da doutrina é contra a possibilidade de o Delegado de Polícia propor acordo de confissão de culpa, pois segundo esses estudiosos nossa Carta Magna não lhes concedeu esse direito, mas apenas deu esse direito ao Procurador-Geral da República conforme descrito no Art. .
Outra questão defendida por estudiosos contrários à constitucionalidade do instituto é a possibilidade de o delegado oferecer um acordo de delação premiada, dizendo que a constituição não delegou a ele essa função. Se entrarmos no tema principal do nosso trabalho, ou seja, se o acordo de confissão é compatível com o princípio acusatório, chegamos à conclusão de que ainda há controvérsias sobre esse tema, pois o legislador também tenta distanciar o juiz da negociação da sentença. acordo de confissão porque entendemos isso dando ao juiz o direito de recusar a aprovação do acordo de cooperação. Reconhecemos que, ao aprovar um acordo de confissão, o juiz ficará exposto às provas trazidas pelo associado, o que fragilizará a imparcialidade do juiz, violando assim o devido processo legal e o sistema contraditório.
4º da lei, onde cabe apenas ao juiz verificar os requisitos relativos à validade do acordo de cooperação adjudicado, notamos que o ministro Ricardo Lewandowski se opõe a esta parte.