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MONOGRAFIA - CLEMILDES.pdf

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Academic year: 2023

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No Brasil, o Direito ao Esquecimento foi contestado pela primeira vez no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2013, nos casos de Aida Curi e Chacina da candelária, onde em ambos os casos reconheceram por unanimidade que os indivíduos envolvidos tinham o direito de ser esquecido pela opinião pública e pela imprensa. O objetivo deste trabalho é abordar a aplicação do direito ao esquecimento em relação aos princípios da privacidade, privacidade, informação e liberdade de expressão consagrados na Constituição Federal de 1988. A questão aqui discutida é se no caso de o Direito ao Esquecimento, o Direito à Intimidade e à Privacidade devem preceder a informação e a liberdade de expressão caso o indivíduo possa ser esquecido pela sociedade devido a acontecimentos ocorridos no passado.

O principal objetivo desta monografia é fornecer uma abordagem sobre o direito ao esquecimento, sua aplicação em nosso ordenamento jurídico e os princípios constitucionais relevantes. A questão a ser discutida quando se trata do direito ao esquecimento é se o direito à intimidade e à privacidade deve prevalecer em detrimento da informação e da liberdade de expressão, ou se o indivíduo pode ser esquecido pela sociedade em decorrência de acontecimentos ocorridos no passado. Não se pode apagar o passado sem olhar para o futuro, há situações em que a aplicação do direito ao esquecimento é como apagar um pedaço da verdade da sociedade, da história e da sua identidade.

O direito ao esquecimento estabelece que um indivíduo não pode passar o resto da vida pagando por um crime pelo qual já pagou, nem ser lembrado por um crime pelo qual foi exonerado. Mas temos que considerar uma questão que não é facilmente resolvida, uma vez que o direito ao esquecimento entra em conflito com outros princípios como a liberdade de expressão, de imprensa e de informação protegida pela Carta Magna. O direito ao esquecimento é problemático, a sua utilização coloca o indivíduo e os seus direitos pessoais, por um lado, e o coletivo, que também tem direitos garantidos à liberdade de expressão, informação e imprensa, por outro.

A questão é: quando se trata do direito ao esquecimento, o direito à intimidade e à privacidade deve prevalecer, em detrimento da informação e da liberdade de expressão.

DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

4.: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pesquisa, opinião e expressão e à difusão de ideias por qualquer meio.” Além de muitos outros tratados e pactos que garantem a liberdade de expressão, a Carta Magna de 1988 incluiu em seu texto vários artigos que protegem este direito do indivíduo e da comunidade. Com o surgimento de um sistema democrático, a liberdade de expressão ganhou destaque e trouxe a possibilidade de os indivíduos e a imprensa se expressarem sem censura.

Há muitos casos no Brasil a serem julgados em relação à liberdade de expressão e aos direitos da personalidade. O que é preciso analisar é se essa liberdade de expressão é importante para a sociedade ou se não passa de boatos. O Judiciário é o principal garante da não violação deste direito, julgando os casos de contravenções e garantindo a não violação da liberdade de expressão.

Disponível em: http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,o-direito-fundamental-da-liberdade-de-pensao-e-de-expressao,42138.html. Durante muitos anos, os meios de comunicação censurados beneficiaram muito e tiveram a sua própria “carta de liberdade” com a ênfase que a CF trouxe à liberdade de imprensa no seu texto constitucional. Além dos termos liberdade de informação e expressão, há um terceiro termo que se tornou tradicional no estudo do tema e também tem base constitucional: liberdade de imprensa.

A expressão refere-se à liberdade reconhecida (na verdade, alcançada ao longo do tempo) aos meios de comunicação em geral (não apenas impressos, como o termo pode sugerir) para comunicar factos e ideias, pelo que tanto a liberdade de informação envolve a de expressão.12. Combina dois valores fundamentais da sociedade moderna: a liberdade de expressão e o direito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem. Se houver excesso de liberdade de expressão, prejudica a pessoa, nas suas qualidades fundamentais elencadas acima.

A Lei de Imprensa 2.083 de 1953 afirmava em seu artigo 8º que “A liberdade de imprensa não exclui a punição de quem comete abusos no seu exercício”. E até hoje não temos uma lei que regule a imprensa, cabendo ao judiciário a resolução de conflitos sobre a liberdade de imprensa. Segundo TOJAL “A liberdade de imprensa não é um “cheque em branco” que pode garantir o direito de difundir notícias sem quaisquer limitações ou parâmetros.”15.

O STF é responsável por decidir muitos conflitos que envolvem a imprensa, inclusive quando envolvem a liberdade de informação, de expressão e os direitos de personalidade dos indivíduos. 20, caput, do Código Civil, é imposto pelo direito à liberdade de informação, traduzido na forma peculiar de liberdade de pensamento e de expressão, contida no art.

DIREITO AO ESQUECIMENTO

O direito ao esquecimento refere-se, em termos gerais, ao direito das pessoas de não serem associadas a factos que, mesmo verdadeiros, possam prejudicar a sua imagem, honra, intimidade e privacidade. O direito ao esquecimento visa, em termos gerais, garantir ao indivíduo a possibilidade de refazer a sua vida anos após o acontecimento ocorrido, sem qualquer recriminação. O direito ao esquecimento é, portanto, essencialmente um direito contra uma memória opressiva de factos que podem minar a capacidade dos seres humanos de evoluir e mudar.”22.

Por se tratar de um tema ainda em desenvolvimento, o direito ao esquecimento deve ser analisado e utilizado com cautela. O direito ao esquecimento é, portanto, o direito inerente ao indivíduo de que os acontecimentos passados ​​não tenham interferido na sua vida presente e futura, o que lhe permite. No Brasil, em 2013, o STJ contestou o direito ao esquecimento em dois casos.

O direito ao esquecimento pode, portanto, ser aplicado a partir do momento em que um acontecimento que marcou a sociedade há muitos anos renasce após anos sem qualquer significado social. Os problemas e consequências por detrás do direito ao esquecimento constituem um obstáculo à sua implementação. O que não deve ser confundido é que o reconhecimento do direito ao esquecimento não pode ser aplicado de uma forma que entre em conflito com os interesses coletivos.

Privilegiar o direito ao esquecimento sem um exame cuidadoso das circunstâncias (verdade dos factos, meios utilizados para obter as informações, personalidade pública ou privada das pessoas envolvidas, natureza dos factos, importância pública) é uma atitude temerária isso pode levar a buracos para a censura. Não há previsão expressa de reconhecimento do direito ao esquecimento, o que exige a aplicação de critérios que podem limitar o número de casos. Apesar da ausência de previsão expressa na lei, há quem defenda a aplicação e o reconhecimento do direito ao esquecimento.

O facto de o direito ao esquecimento não constar do rol dos direitos da personalidade do Código Civil não constitui obstáculo à sua existência. Apesar de a legislação não prever a possibilidade de aplicação do direito ao esquecimento, a Declaração 531 da VI Rodada de Direito Civil do Conselho Judiciário Federal dispõe que “a proteção da dignidade da pessoa humana na sociedade da informação inclui o direito de ser esquecido.” O Judiciário reconheceu a aplicação do direito ao esquecimento por meios interpretativos, tanto que em duas situações distintas reconheceu a aplicação do esquecimento garantindo direitos da personalidade.

DIREITO AO ESQUECIMENTO COMO FORMA DE RESGUARDAR

A colisão entre estes princípios quando se fala do direito ao esquecimento é apenas aparente, pois embora pareça haver um conflito entre os direitos individuais e coletivos, todos eles são inerentes ao indivíduo e constituem os direitos que protegem a pessoa humana. Como já mencionado, o direito ao esquecimento foi confrontado pela primeira vez no Brasil por um Tribunal Superior em 2013, nos casos de Chacina da Candelária e Aida Curi. No primeiro caso, Chacina da Candelária, onde a pessoa foi absolvida do crime e teve sua imagem anexada a um relatório sem sua autorização, o STJ, além de reconhecer a aplicação do direito ao esquecimento, também reconheceu a indenização por danos morais danos causados ​​ao indivíduo.

O STJ foi unânime em reconhecer o direito ao esquecimento neste caso, mas não reconheceu o direito à indenização por danos morais, alegando que não seria possível tramitar o caso Aida Curi sem Aida Curi e que na dramatização do fato que não houve exposição de imagens de atores jovens e empregados. Assim, o STJ também aplicou o direito ao esquecimento neste caso, garantindo aos familiares de Aida o direito de viver em paz, sem atormentar lembranças dolorosas do passado. Disponível em: https://amagis.jusbrasil.com.br/noticias/100548144/stj-aplica-direito-ao-esquecimento-pela-primeira-vez.

No caso de Aida, Curi admite que é impossível destacar o caso sem citar o nome de Aida e que a família teria o direito de ser esquecida, mas não haveria dano moral pelo fato da imagem inadequada da jovem mulher não foi usada. Porém, há questionamentos como os da própria relatora a respeito dessa aplicação em ambiente virtual, e o objetivo na verdade é desindexar o indivíduo com um fato e não exatamente com o direito ao esquecimento. A posição do STF será fundamental para a aplicação e reconhecimento do direito ao esquecimento, tanto nos meios analógicos quanto nos virtuais.

1.3- Aplicação do direito ao esquecimento para proteger os direitos da personalidade e a liberdade de expressão, informação e imprensa. Disponível em: https://www.jota.info/coberturas-especiais/liberdade-de-expressao/stj-consagra-direito-ao-esquecimento-na-internet-o-que-isso-significa-20052018. Não se discute que o direito ao esquecimento é uma forma de proteção do indivíduo; o que levanta questões são os factores que desempenham um papel no reconhecimento de tal direito.

Usar o direito ao esquecimento de certa forma censura a liberdade de expressão, porque ao usar o direito ao esquecimento, você está tirando a sociedade e o direito das pessoas de se expressarem. Proteger o direito ao esquecimento, tanto na esfera digital como analógica, é um elemento positivo para o indivíduo, mas deve ser concebido cuidadosamente, pois pode ser explorado injustificadamente. O objetivo deste trabalho foi mostrar que o direito ao esquecimento deve ser utilizado com cautela e que o seu reconhecimento requer uma análise mais profunda.

Portanto, o reconhecimento do direito ao esquecimento deve ser cuidadoso para que não inclua um interesse público relevante. Disponível em: https://www.jota.info/coberturas-especiais/liberdade-de-expressao/stj-consagra-direito-ao-esquecimento-na-internet-o-que-isso-significa-20052018.

Referências

Documentos relacionados

A partir das discussões acima desenvolvidas, dada uma situação comunicacional, propomos que se considerem a existência e a forma de inte- ratividade, a partir de quatro parâmetros: