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Monografia ENAYELI VIEIRA

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Academic year: 2023

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This monographic work examines the important advances in family law, especially after the promulgation of the Federal Constitution of 1988, and the progress with the advent of the Civil Code of 2002, with an emphasis on the relevant study of socio-affective parenting and the principle of the benefit of the minor. Keywords: affiliation; Social-affective affiliation; Excerpt from membership, benefit of children and young people.

Conceito de família no Código Civil de 1916

No caso do artigo 359, previa que o filho ilegítimo, quando reconhecido por um dos cônjuges, não poderia residir na casa do casal sem o consentimento do outro. O filho ilegítimo, reconhecido por um dos cônjuges, não pode residir no domicílio conjugal sem o consentimento do outro.”

Evolução histórica e social

226 ampliou o conceito de família ao reconhecer outras formas de constituição familiar, como as uniões estáveis ​​e as famílias monoparentais, e garantindo-lhes a proteção do Estado. Até a promulgação da Constituição Federal de 1988, o conceito jurídico de família era extremamente limitado e restritivo, assim como apenas o Código Civil de 1916. A Constituição Federal promulgada em 1988, com os artigos 226 e 227, § 6°, deu nova forma à família e ao direito de família.

226, a união estável e comunidade constituída por ambos os pais e seus descendentes como entidade familiar, separando a ideia de família da instituição do casamento.

O princípio da igualdade está consagrado na jurisprudência e pelos teóricos em matéria de casamentos, e também de uniões estáveis. No que diz respeito ao princípio da igualdade jurídica dos filhos, o artigo 227, inciso 6º da Constituição Federal de 1988 mostra que todas as crianças devem ser tratadas igualmente dentro da instituição familiar, sem que uma tenha mais direitos ou benefícios em detrimento de outra. Nota-se que o Direito de Família está diretamente ligado aos direitos humanos, os quais se baseiam no princípio da dignidade da pessoa humana, que é o princípio da primeira manifestação.

O princípio da igualdade jurídica entre cônjuges e companheiros também é marcante. Com o advento da Constituição de 1988, o poder do casamento começou a dar lugar a um sistema em que as decisões são tomadas em conjunto pelos cônjuges ou companheiros, bem como as responsabilidades da família competem entre si. ambos de acordo com a capacidade de cada um.

O princípio da afetividade

Está também consagrado nos artigos 4.º e 6.º do estatuto da criança e do jovem (lei 8.069/90) e também no artigo 5.º do referido diploma, que pune qualquer ataque, por acção ou omissão, aos seus direitos fundamentais. Reconhece o valor essencial das gerações futuras, como requisito ético para alcançar uma vida digna para todos (LÔBO 2011, p.75). Segundo Lôbo (2011, p. 70): “O princípio que fundamenta o direito de família na estabilidade das relações socioafetivas e na comunidade de vida, com precedência sobre as considerações patrimoniais ou biológicas”.

O princípio jurídico da afetividade traz a igualdade entre irmãos biológicos e adotivos e o respeito aos seus direitos fundamentais.

Adoção

Antes do advento do Código Civil em 2002, existiam duas formas de adoção estabelecidas pela legislação brasileira. O Código Civil de 2002 consolidou o caso em que a referida divisão deixou de existir, pois o Código Civil de 1916, que tratava da adoção simples, foi totalmente revogado, nos termos do artigo 2.045 do Código Civil de 2002, e passou a ser o atual Código. trata tanto da adoção de adultos quanto de menores. Porém, com a introdução da Lei Nacional de Adoção (Lei nº), houve uma inversão no tratamento jurídico da adoção, pois não existem mais disposições que regulamentem esta instituição no Código Civil de 2002.

No que se refere à adoção de maiores de 18 anos, a Lei Nacional de Adoção alterou o artigo 1.619 do Código Civil de 2002, que passou a ter a seguinte redação: “A adoção de maiores de 18 (dezoito) anos dependerá da efetivação auxílio do poder público e sentença constitutiva, no que couber, com aplicação das normas gerais da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da criança e do jovem.".

Adoção à brasileira

A presunção de veracidade do registo de nascimento tem carácter misto, ou seja, não é absoluta porque permite prova em contrário; não é relativo, pois o contrário não pode ser provado de forma alguma, apenas pelos erros apontados: erro ou falsidade. A jurisprudência, que reconhece a voluntariedade do ato praticado espontaneamente, não permite a anulação do registo de nascimento, por ser considerada irreversível. Embora o referido dispositivo legal exclua a possibilidade de anulação por erro ou falsidade, não pode ser acatada a alegação de registo falso por parte do próprio.

Em regra, uma pessoa pode requerer um estatuto que não seja derivado do registo de nascimento, apenas se for comprovada a existência de erro ou mentira no registo, o que.

Critérios identificadores dos laços de filiação

Critérios jurídico

A vontade de quem adota uma criança sabendo que ela não é sua é inquestionável e o arrependimento posterior não pode ser permitido (DIAS, 2016). Por fim, ainda que a dissolução se apresente como um obstáculo para o pai, tal obstáculo não se aplica ao filho, que pode recorrer à ação de anulação do registo, uma vez que reivindica a sua filiação e tem legitimidade para procurar a sua identidade biológica. raízes. (DIAS, 2016). O critério legal está estabelecido no Código Civil de 2002, que determina a paternidade com base na presunção, independentemente de sua relação ou não com a realidade. Regra geral, os filhos nascidos do casamento são presumidos pelo cônjuge.

II - nascidos dentro de trezentos dias após a dissolução da união conjugal, por morte, separação judicial, nulidade e anulação do casamento;

Critério biológico

Nota-se que ao determinar o estado de pertencimento, o referido diploma normativo procurou assegurar o prestígio e a necessidade de um mecanismo de pressupostos mais antigo que a sociedade, caracterizado pela enorme possibilidade de erros e injustiças (FARIAS; ROSENVALD, 2015). Em certos casos, como no caso da filiação sócio-afectiva, a recusa não pode constituir uma determinação do estatuto da criança. O critério biológico também deve prevalecer quando não se cria vínculo afetivo apesar da existência de registro civil de nascimento.

Portanto, nos casos em que o juiz escolher o critério biológico como determinante da filiação, haverá coincidência entre os pais e os genitais, onde as pessoas indicadas no registro de nascimento são fornecedoras de gametas para a produção do ser nascido (COELHO , 2012).

Critério socioafetivo

Diversos estudos de outros ramos do conhecimento, especialmente da Psicanálise, se unem no sentido de reconhecer que a figura do pai é funcionalizada, resultante de um papel que se constrói cotidianamente – e não simplesmente de uma transferência de carga genética. Portanto, o que é essencial para a criação de uma pessoa, ou seja, para que ela se torne um indivíduo socialmente competente, é o fato de alguém em sua imaginação deter o título simbólico de pai ou mãe, mesmo que não seja com isso, necessariamente um conexão biológica (PEREIRA, 2003). É importante destacar que o vínculo socioafetivo depende da comprovação de uma convivência solidamente estabelecida, pública e respeitosa.

Porém, não é necessário que o afeto esteja presente quando a filiação é discutida em juízo (FARIAS; ROSENVALD, 2015).

Multiparentalidade

Contudo, é inaceitável que o pertencimento socioafetivo elimine a possibilidade de pertencimento biológico, uma vez que estes são critérios diferentes e, portanto, podem coexistir simultaneamente. Dessa forma, a participação de mais pessoas na formação social da criança ou adolescente autoriza o cadastramento de todos os envolvidos, revelando-se um benefício para aqueles que desta forma foram criados. Ter mais de um pai ou mais de uma mãe significa que mais pessoas irão amá-los e também assumirão mais responsabilidade por eles.

A perda do vínculo socioafetivo

O afeto é, portanto, uma situação relevante para o direito de família, mas sem exigências legais nas relações em que ocorre de forma voluntária devido ao seu caráter voluntário de sentimento humano espontâneo. Portanto, parece que o afeto é um elemento essencial das relações familiares, muito importante para as decisões judiciais nesta área, mas dificilmente será entendido como um valor jurídico exigido pelo poder judiciário, sob pena de martírio de sua própria autoria espontânea. essência. Portanto, o afeto permeia as relações jurídicas familiares e permite que decisões e ações sejam tomadas a partir dele (como conceder a guarda a quem demonstra maior afeto, ou mesmo reconhecer a filiação em virtude de sua presença).

Dado que as relações socioafetivas estão ancoradas na emocionalidade e na convivência, elementos de natureza atual, deve-se levar em conta que esses elementos podem mudar ou mesmo desaparecer com o passar do tempo.

As consequências advindas da desconstituição da paternidade

O vínculo afetivo pode ser perdido devido à distância, ao divórcio dos pais e à ausência de convívio social, à cessação da relação afetiva previamente estabelecida, ou mesmo em determinadas situações o período de convivência é tão curto que é insuficiente para estabelecer o vínculo emocional. vínculo entre pai e filho. Através deste trabalho monográfico fica claro que, caso não haja consolidação desse vínculo socioafetivo, o vínculo poderá ser encerrado, atendendo aos interesses da criança e do adolescente e ao princípio da dignidade da pessoa humana. Alguns estudiosos e estudiosos defendem a indiscutibilidade da desconstituição da paternidade socioafetiva; outros argumentam que é desnecessário e impossível.

Portanto, esse problema levanta a questão: embora a relação entre pai e filho seja construída principalmente no amor, no carinho e na solidariedade, dada a ausência desse vínculo amoroso causada pela ausência do pai, existe na verdade a possibilidade de que uma relação baseada em amor, carinho e solidariedade, interrupções por interrupção da convivência ou qualquer outro elemento capaz de sustentar o estado do pai socioafetivo.

Princípio do melhor interesse da criança e do adolescente

Entende-se que o princípio do superior interesse das crianças e jovens prioriza a garantia dos direitos reservados aos menores com o objetivo de proteger o seu cumprimento, uma vez que tanto as crianças como os jovens ainda não têm capacidade para gerir as suas relações familiares. vive sozinho. Entende-se, portanto, que o superior interesse da criança e do jovem deve ser analisado em cada caso concreto, e que a possibilidade de desconstrução da pertença socioafetiva, quando se comprova a inexistência de vínculos entre pais e filhos, não acarretar prejuízo ao menor, que também possui o registro do pai biológico e que ele mesmo mantém relação amorosa com ele. É, portanto, permitido no âmbito do Direito da Família alterar decisões anteriormente tomadas, ainda que seja necessário tomar outra medida, desde que respeitado o bem-estar e os interesses da criança e do jovem.

Pode-se concluir que é possível desconstituir a paternidade socioafetiva quando os laços de amor que uniam pai e filho não existem mais. Assim, na análise da legislação, das doutrinas e da jurisprudência específica sobre o tema, percebe-se que, em busca da concretização do princípio do melhor interesse das crianças e dos adolescentes, ainda que, em casos mais limitados, a possibilidade de desconstituição da paternidade socioafetiva, que busca sempre o melhor interesse do indivíduo. Neste contexto de inovações e tendo em conta o que foi referido na introdução, este estudo monográfico conclui que é possível desconstituir a filiação socioafetiva salvaguardando o princípio do superior interesse do menor, tendo em conta a filiação múltipla já estabelecido. no registro, e que a separação de pai e filho com perda de convívio familiar, ou mesmo naquelas relações em que não seja comprovada a relação socioafetiva, sua dissolução não causará danos psicológicos ao menor, nem levar à perda de direitos efetivos (alimentação, registro civil e herança) uma vez registrado o pai biológico.

Referências

Documentos relacionados

Conclui-se, com base no estudo analisado, que há o conflito notório entre o direito fundamental a segurança e a dignidade da pessoa humana (direito a intimidade), onde a segurança