Nesse sentido, estabelecemos como objetivo geral desta pesquisa: investigar e descrever algumas práticas de ensino de línguas no contexto da alfabetização e numeramento por meio da observação e do questionamento; e como objetivos secundários: apresentar os principais conceitos de Literaturas e Multiletramentos. Por fim, nas considerações finais, voltamo-nos para as questões de investigação e para a contribuição deste trabalho para o campo do ensino e aprendizagem de línguas no ES, bem como para sugestões de estudos futuros sobre práticas de alfabetização e multiletramento no ensino da língua.
B REVE HISTÓRICO DO L ETRAMENTO
As práticas de alfabetização são as formas culturais gerais de usar a linguagem escrita que as pessoas usam em suas vidas. No sentido mais simples, as práticas de alfabetização são o que as pessoas fazem com a alfabetização.
O S L ETRAMENTOS C RÍTICOS (LC)
Na prática da LC, a atitude ativa em relação à linguagem é o principal objetivo no processo de ensino e aprendizagem, especialmente na leitura e na escrita. Segundo esses autores, os resultados deste trabalho se refletiram em um processo de aprendizagem significativo.
O S L ETRAMENTOS D IGITAIS
Os Hipertexto e Textualidade
Por se tratar de uma modalidade multimodal de leitura e escrita, já que o texto é “aberto” e permite ao leitor manipular hiperlinks. Acreditamos que trabalhar em sala de aula a partir da leitura e escrita multimodal, na perspectiva dos gêneros textuais digitais e suas configurações técnicas, linguísticas.
O S L ETRAMENTOS V ISUAIS
A prática da Alfabetização Digital proporciona práticas de leitura e escrita que confirmam a importância do imaginário no uso da linguagem e da linguagem na sociedade, e se as práticas de ensino devem estar vinculadas a aspectos dessa cultura imagética, que é o que abordaremos a seguir. seção. Para compreender essa articulação entre o nível verbal e pictórico, segundo Dionísio (2006), é necessário desenvolver a alfabetização visual, ou seja, ler o texto da imagem e consequentemente construir e extrair significados dele. importante. A alfabetização visual torna-se uma prática de ensino que busca desenvolver habilidades de leitura por meio da compreensão e produção de mensagens visuais.
O S M ULTILETRAMENTOS
São estas diferentes aplicações que, na diversidade sociocultural, significam e (re)significam a língua e os seus materiais didáticos, enriquecendo a prática docente dos professores de português. Quirino de Sousa (2011) acrescenta questões relacionadas ao papel do professor nesse processo de multialfabetização, haja vista que a prática educativa deve estar de acordo com as práticas sociais de existência dos indivíduos, cuja sociedade à qual devem se organizar por meio de múltiplos textos que se legitimam na necessidade de multimodalização da linguagem para a comunicação cotidiana. Por fim, os multiletramentos como prática docente exigem professores com perfis profissionais abertos às inovações tecnológicas e que reflitam constantemente sobre suas próprias práticas pedagógicas, conforme discutido por Aragão e Borba (2012) ao analisarem o perfil dos professores de línguas atuais.
P RÁTICAS DE ENSINO E O PERFIL DO PROFESSOR ( MULTI ) LETRADO
É esta visão educativa do professor de línguas, quando questionado sobre os desafios da alfabetização e multialfabetização em sala de aula, que nos propomos explorar. Nesse sentido, os desafios constantes do ensino cotidiano de línguas em seus diferentes ramos – gramática, produção textual, literatura, entre outros – em termos de aprendizagem dos alunos tornam-se importantes campos de reflexão com diferentes perspectivas de abordagens nos debates sobre a prática. . Essas perspectivas teórico-metodológicas de reflexão e proposição de soluções para os desafios do ensino das diferentes formas de uso da língua pressupõem a atitude ativa do professor de línguas frente às práticas atuais de socialização dos alunos, ao seu cotidiano, fora da escola.
T IPO E ABORDAGEM DE PESQUISA UTILIZADA
Um “Grand-Tour” pela Instituição
Perfil das professoras participantes
As professoras Amanda, Érica, Rosa e Vívian 13 têm entre quarenta e cinquenta anos e são professoras certificadas no estado da Bahia. Ana, Érica, Rosa e Vívian lecionam há mais de vinte anos, recentemente (julho de 2013) Érica participou do PDPI, curso de inglês realizado pelo programa CAPES em Miami (FIU-EUA), enquanto Amanda optou por estudar o Profissionais mestras em Letras pela UESC, Rosa e Vívian pensam na possibilidade de ingressar em mestrados na área. Mas porquê escolher Ana, Érica, Rosa e Vívian entre os professores (20 docentes) da área do ensino das línguas portuguesa e inglesa (Ensino Básico II e Ensino Secundário) que existem nesta Unidade de Ensino.
I NSTRUMENTOS DE COLETAS DE DADOS
Observações de aulas/notas de campo
Segundo Gibbs (2009, p. 46), as notas de campo são “notas mentais (para ajudá-lo a lembrar quem, o quê, por que, quando, onde, etc.) e podem ser produzidas ainda no campo ou imediatamente após deixá-lo. .” 120 horas/aulas de observação são divididas da seguinte forma: 40 horas em duas turmas do ensino médio (1º MM2 e 3º MM1) ministradas pela professora Érica na disciplina de Inglês e 40 horas de aulas nas turmas (8º FM4 e 3º MV1), respectivamente em as disciplinas de Língua Portuguesa e Língua Portuguesa e Literatura Brasileira (EM), ministradas pela professora Ana; o maior número de aulas observado por esses dois professores se deve ao fato de ambos terem carga horária de 40 horas semanais em aulas regulares da educação básica na Unidade Escolar, enquanto os outros dois professores dividem a carga horária de 40 horas em outros projetos escolares. Essas notas de campo consistiam em notas que se referiam ao número máximo de eventos ocorridos em sala de aula, como a participação de alunos e professores, além de notas que davam minhas impressões sobre os aspectos de Alfabetização e Multiletramentos que estavam no ensino. práticas dos professores pesquisados. .
As entrevistas
Para melhor compreender o tema abordado neste estudo e coletar os dados necessários ao desenvolvimento de nossas análises, optamos por uma entrevista semiestruturada. No contexto da utilização de entrevistas semiestruturadas, segundo Rosa (2008, p. 31), ainda temos um conjunto de “[..] crenças, sentimentos, valores, atitudes, razões e motivos acompanhados de fatos e comportamentos”. permite fazer considerações relacionadas ao tema em discussão. Se afirmações concretas sobre o tema forem o objetivo da coleta de dados, uma entrevista semiestruturada será a forma mais econômica (FLICK, 2005, p. 107).
A ÓTICA SOBRE O QUE SÃO L ETRAMENTOS
- A concepção da professora Rosa
- As concepções das professoras Érica e Ana
- A concepção da professora Vívian
- Considerações sobre as concepções e práticas de Letramentos das docentes
Pouco depois, pediu aos alunos que criassem um editorial baseado no tema abordado no editorial da revista Isto É. Neste ponto, ao olhar para a Figura 2, o professor pede aos alunos que façam o mesmo que fizeram com a Figura 1 e após uma pausa pergunta aos alunos do que se trata a figura apresentada. A aula termina com a proposta de uma atividade extracurricular em que os alunos deveriam escrever uma redação sobre os textos lidos, que foi compartilhada na aula seguinte através da leitura da redação que cada aluno havia escrito e com a intervenção dos alunos. professor cujos objetivos eram garantir que os alunos conhecessem as características do discurso (ideologias) e identificassem a relação entre discurso e texto.
C ONCEPÇÕES SOBRE OS M ULTILETRAMENTOS E O USO DAS TIC S
A Professora Rosa
Mas eu não fiz Facebook porque não gosto muito de exposição, Facebook é expor a vida, não gosto muito, mas poderia, porque tem outras funções [...] quando eu acesso a internet uma vez um dia ou dois, só olhando os textos da matéria, dúvidas e preparação de provas e atividades, mais atividades [..] (professora Rosa). Além disso, em relação à não utilização de outras ferramentas digitais no âmbito pessoal ou no dia a dia (exceto para busca de informações ou digitação de evidências), observamos que Rosa associa o hábito de usar o Facebook à exposição pessoal na Internet, ou seja, à exposição pessoal na Internet. Para ela, interagir nas redes sociais significa revelar a vida pessoal, por isso afirmou: “[..] não gosto de exposição, Facebook é revelar a vida. A professora da turma ouve a música "Firme e forte" do grupo de pagode "psirico".
A Professora Érica
Ele então pergunta aos alunos se eles podem expressar sua opinião sobre a importância da língua inglesa no mundo. Um aluno diz que o inglês é “a língua do mundo” Érica pediu que ele explicasse para a turma “o que isso significa”, ele respondeu que é “porque o inglês é a língua dos Estados Unidos, que é a maior potência econômica do mundo”. o mundo". A professora mostra o vídeo de uma menina criticando o desempenho da Copa do Mundo no Brasil.
A Professora Ana
Ela cita o Facebook como um lugar onde os alunos precisam aprender a serem mais escritores, principalmente para não exporem suas vidas ou atacarem um colega, ou seja, é uma alfabetização crítica focada no uso das tecnologias digitais. Segundo Anna, o uso das novas tecnologias é um desafio que ela enfrenta, pois é imigrante digital e destaca que quebrou “[..] muitas barreiras, muitos medos. Quando a professora pesquisada afirma que os alunos já estão em constante interação com as TIC e que isso é algo positivo, pois ela também pode aprender com os alunos, como destacou a professora Ana nesta fala: “[..] eles usam as ferramentas usar um celular com muita calma e até me ensinar muito sobre isso [...]” entendemos que aspectos relacionados à interação professor-aluno podem ser fortalecidos no uso das TIC.
A Professora Vívian
Ah, sim, eu acredito que porque a maioria dos alunos foi colocada nesse contexto, [..] não tem mais condições de você [..] trabalhar em sala de aula só com quadro, com exposição oral, e aí não há mais razão para que, por exemplo, nosso aluno esteja, como dizem, sintonizado. Apesar de fazer pouco uso de ferramentas digitais no seu dia a dia, a professora Vívian enfatiza a importância do uso das novas tecnologias em sala de aula, já que para ela “a maioria dos alunos está inserida neste contexto”, o contexto em que estão envolvidos. ao contexto digital e virtual e ilustra, ressaltando que o aluno “[..] tem acesso ao Facebook. Use-os “como uma ferramenta de aprendizagem para que o aluno compreenda certos elementos da língua, ou melhor ainda, entenda como a língua funciona”.
Conclusão sobre as acepções das professoras acerca dos Multiletramentos
O que podemos perceber na fala de Vívian é que ela utiliza ferramentas digitais, e-mail e tem “até Facebook”, mas ainda mantém distância de diversificar o uso desses recursos, indicando que acessa “poucos” domínios de outras internet. O trabalho multiletrado pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias de comunicação e informação (“nova escrita”), mas caracteriza-se como um trabalho que se afasta das culturas de referência do aluno (popular, local, de massa). , mídias e linguagens por eles conhecidas, para buscar uma abordagem crítica, pluralista, ética e democrática – que inclua agenciamento – de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, em termos de outros letramentos de valor (como é o caso dos trabalhos com hiper e nanoconto) ou invalidados (como é o caso do trabalho com picho). A dimensão dos multiletramentos na escola, que Rojo e Moura (2012, p. 8) argumentam “pode não incluir [..] o uso de novas tecnologias” foi a que mais encontramos nas salas de aula dos professores.
Conclusão sobre a utilização das TICs
Nesse sentido, as práticas docentes voltadas aos processos de Alfabetização e Multiletramentos em sala de aula realizadas pelas professoras deste estudo iniciam-se pela exploração dos gêneros textuais como formas de uso da linguagem. Portanto, para melhor compreender as práticas docentes realizadas pelos professores Alfabetizadores e Multiletramentos, devem ser respeitadas suas opiniões e concepções adquiridas tanto pela formação quanto pela experiência em sala de aula. Assim, as práticas docentes multiletradas exigem o domínio das TIC para mediar, construir e compartilhar conhecimentos dentro ou fora da sala de aula.
A análise baseada na metodologia etnográfica, ou seja, na observação e descrição das aulas ministradas pelos professores pesquisados, possibilitou investigar e descrever algumas práticas de ensino de línguas no contexto da Alfabetização e dos Multiletramentos. Além disso, as práticas de ensino alfabetizadas realizadas pelos professores pesquisados limitam-se ao espaço da sala de aula quando o assunto são atividades de ensino e aprendizagem de línguas, ou seja, não há preocupação entre esses agentes alfabetizadores em estabelecer relações de aprendizagem. .
C OMPREENSÕES E PRÁTICAS COM HIPERTEXTOS NESTA PESQUISA
O TRABALHO COM A LEITURA E A ESCRITA
As Professoras Rosa e Érica
Além disso, compreender como os professores de línguas percebem a Alfabetização e os Multiletramentos em sala de aula com vistas à construção e configuração do ensino de línguas entre gêneros e a relação entre práticas letradas e multiletradas no cotidiano dentro e fora da escola. Feitas estas considerações finais, apontamos a seguir algumas sugestões para futuras pesquisas em Alfabetização e Multiletramentos e ensino de línguas para o ensino fundamental. Eletrônica da Lingüística Teórica e da Lingüística Aplicada, V. Metodologia sócio-interacionista na pesquisa com professores de línguas: revisitando Goffman.