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nº 24 – vol. 01 - 2016 Página 1054

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Academic year: 2023

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Nesse ponto, dois tipos de alimentos podem ser observados no direito de família, os alimentos naturais e os alimentos civis, sendo o primeiro considerado o mínimo necessário para a sobrevivência, o segundo como um acréscimo ao necessário. Quando se trata de alimentos que alimentam a culpa, os alimentos são chamados de alimentos naturais.

MODALIDADES E REQUISITOS DA OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA

01 - 2016 Página 1.068 do Código Civil, que dispõe que “os alimentos devem ser fixados proporcionalmente às necessidades do demandante e aos meios do devedor”57”. Já que com proporcionalidade “a alimentação deve levar em devida conta as condições pessoais e sociais do alimentador e do alimentado.

NATUREZA JURÍDICA E CARACTERÍSTICAS DOS ALIMENTOS NO DIREITO DE FAMÍLIA

01 - 2016 Página 1073º agravamento ou isenção da obrigação alimentar, em função da evolução da situação económica e das necessidades dos interessados ​​(BW, art. Quanto aos sujeitos da obrigação alimentar, é certo “que o legislador de 2002 não tomou o problema de manutenção, pois vem das relações de.

SUJEITOS DA OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA DECORRENTE DO PARENTESCO

Roberto Senise Lisboa, explica que “caso a pensão de alimentos deva ser prestada em favor de criança ou adolescente, o devedor será o imediato ou de primeiro grau e, na sua impossibilidade, o de segundo grau; e assim por diante98". Caio Mário da Silva Pereira, explica que “é sabido que a obrigação de prestação de alimentos é, inicialmente, de ambos os progenitores, sendo esta transferida para os avós subsidiariamente, em caso de incumprimento, em caráter complementar e consecutivo99 ". 01 - 2016 Página 1078 No entanto, Maria Berenice Dias explica que “o casamento do filho ou a sua passagem para união estável ou para concubinato são factos que, por si só, não conduzem à exclusão da obrigação alimentar123”.

Uma vez que “os recursos dos pais se revelaram insuficientes, os avós terão de fornecer alimentos complementares e sucessivos aos netos133”. No entanto, há entendimento majoritário de que “entre os níveis, a relação é complementar, os avós assumem proporcionalmente parte da alimentação que o genitor do menor que não seja o tutor (pai ou mãe) não pode arcar136”. A obrigação de alimentos é transferida para os descendentes quando deixa de haver ascendente que pudesse cumprir a obrigação de alimentos, Maria Helena Diniz declara que "se não houver ascendentes, fica ele obrigado a sustentar os descendentes, ou seja, os filhos maiores de idade, independentemente de a qualidade da filiação (CF/88, art. 229)141”.

Neste caso, Roberto Senise Lisboa explica que “caso deva ser concedida pensão alimentícia a favor de pessoa idosa, o devedor será descendente direto ou descendente de 1ª geração e, caso não seja possível, descendente de 2ª geração; e assim por diante144". Em apoio a esse entendimento, Caio Mário da Silva Pereira explica que “a lei n. atribuiu carácter solidário à obrigação de prestação de alimentos quando os credores forem idosos, o que pela sua natureza especial não prevalece sobre as disposições especiais do Código Civil147". Isso é confirmado por Maria Berenice Dias, que explica que "Na linha lateral ou transversal, o parentesco se estende até o quarto grau (CC 1.592)160".

Ressalte-se que “No caso de reconhecimento antes do nascimento, permitido pelo parágrafo único do art.

SUJEITOS DA OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA DECORRENTE DA FORMAÇÃO DE FAMÍLIA

Silvio Rogues defende que "existe obrigação recíproca entre cônjuges e companheiros208" na pensão alimentícia decorrente do casamento e da união estável. Silvio de Salvo Venosa, explica que “dada a igualdade da posição jurídica do homem e da mulher, todos os deveres e direitos analisados ​​se aplicam mutuamente a ambos211”. 01 - 2016 Página 1093 Por exemplo, em matéria de alimentos já não existe qualquer distinção entre cônjuges e companheiros de união, sendo “a obrigação de alimentos entre os cônjuges estabelecida por lei, idêntica ao casamento222”.

No entanto, é claro que “o direito à pensão alimentícia cessa se o cônjuge alimentar contrair casamento, união extraconjugal ou união de facto (art.º 1078.º). No entanto, existe o entendimento de que “ao contrário do casamento, a união estável não deve ser considerada culposa240”. 01 - 2016 Página 1097 Monteiro também entende que “a supressão de uma espécie culposamente dissolvida significaria uma violação da dignidade da pessoa humana246”, porque é.

O artigo 1.595, ponto 2, do Código Civil estabelece que “Em linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável”, ou seja, permanecem o vínculo familiar e a solidariedade familiar. No entanto, não é esse o sentido da maioria, pois se diz que "não existe tal obrigação entre afins, por mais próximo que seja o grau de afinidade266".

ESTUDO DE CASO PRÁTICO – OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA

A obrigação de alimentos à avó caracteriza-se pelo facto de a devedora principal não ter possibilidade de pagar a prestação, sendo neste caso a obrigação cobrada aos avós. Mostrando ainda que, havendo o progenitor em incumprimento da obrigação alimentar, é possível requerer alimentos aos avós de forma suplementar ou complementar, de forma a satisfazer as necessidades do filho. Afirmou que a obrigação dos avós não depende da obrigação do pai, pelo que não é necessária a comprovação da impossibilidade financeira do progenitor faltoso.

Quanto aos elementos definidos pelo TJ/PS, é certo que há sim a necessidade de comprovação da incapacidade financeira do genitor, porém, por outro lado, não é necessário que os beneficiários da pensão alimentícia comprovem a capacidade do devedor para suportar a obrigação alimentar decorrente do incumprimento da obrigação principal. 01 - 2016 Pag. a impossibilidade do devedor primário, e a melhor condição dos avós não justifica a punição do avô, havendo necessidade de provar a impossibilidade do progenitor. Nota-se que o indeferimento do Recurso Especial não se baseou na incapacidade da avó, mas na falta de comprovação da incapacidade do genitor, responsabilidade principal, pois ali se comprovou a incapacidade do genitor e da avó. seria a possibilidade de convocar os ascendentes e os colaterais para cumprir a obrigação alimentar.

Desta forma, demonstra-se a importância da comprovação da impossibilidade de cumprimento da obrigação, para que seja possível a obrigação alimentar do genitor, pois, dependendo do caso apresentado, inexiste a transferência da obrigação se a incapacidade do devedor não foi comprovado. A transferência da obrigação alimentar do ascendente para o colateral depende da comprovação da impossibilidade.

01 - 2016 Pag. 1104 Contra esta decisão, os réus interpuseram Agravo de Instrumento, no qual alegaram que não havia provas suficientes para o reconhecimento da paternidade e também para o pedido de pensão alimentícia, cujo valor se mostra elevado. O Agravo de Instrumento foi provido com efeito suspensivo, pois havia a possibilidade de reforma da decisão que estabeleceu a existência da paternidade. É muito importante ressaltar que se trata de medida de segurança com pedido de pensão alimentícia temporária, em razão do reconhecimento de paternidade após o falecimento de um dos genitores, que não é juridicamente vinculante.

Os contornos fáticos da lide foram apurados na decisão e nos acórdãos proferidos, na reclamação e no recurso, onde a sentença afirmou que a relação de parentesco foi reconhecida por decisão de primeiro grau e esta foi confirmada em segundo grau . com unanimidade, pois após as decisões favoráveis ​​ao reconhecimento de paternidade, foi interposto Recurso Especial, o qual foi provido sem efeito suspensivo. Assim, com o reconhecimento da paternidade e a possibilidade de garantia da retenção da caução, a sentença da decisão de primeira instância foi preservada. Por fim, o reconhecimento da paternidade foi confirmado pelo STJ em julgamento do Recurso Especial, de número SE, à época da decisão ainda não definitiva.

Além disso, a decisão sobre o reconhecimento de paternidade garante o direito de revogá-la, o que preserva o direito à pensão temporária. Por esta razão, o reconhecimento de paternidade na primeira e na segunda geração é suficiente para conceder a arbitragem de pensão alimentícia nos moldes em que foi conduzida.

A interpretação mais adequada do artigo 1697.º do CCB, tanto do ponto de vista gramatical como jurídico, é aquela que permite a aplicação de alimentos aos parentes colaterais até ao 4.º grau. Os réus apresentaram embargos de declaração, os quais foram novamente negados com a aplicação de multa nos termos do artigo 538, único artigo do Código de Processo Civil, por não ter sido possível constatar qualquer ambiguidade, contradição ou omissão na sentença. Nos fundamentos do recurso, alega-se a violação dos artigos 267, inciso VI, do Código de Processo Civil e 1.697 do Código Civil, que estabelece que apenas ascendentes, descendentes e colaterais de segundo grau são obrigados a prestar manutenção decorrente do parentesco.

O voto do relator começa por apontar a violação dos artigos 267, inciso IV do Código de Processo Civil e 1697 do Código Civil. Desta forma, foi determinada a reforma do acórdão proferido, pelo que foi indeferido o pedido de alimentos aos sobrinhos. Mas se o progenitor, devedor principal, estiver impossibilitado de prestar alimentos, e assim sucessivamente, sem que reste no elenco do art. deixar a alimentação perecer devido à falta de comida.

Conforme visto no julgamento do TJ/RS que favoreceu os sobrinhos tendo em vista a interpretação, com base no artigo 1.592 do Código Civil, onde a garantia é obrigatória até o quarto grau. Pois nos casos de transferência da obrigação alimentar, como se vê, o determinante é a impossibilidade do devedor.

CONCLUSÃO

É nesse sentido que a doutrina persegue a evolução do entendimento do alcance dos sujeitos da obrigação para os parentes coadjuvantes. No entanto, em todos os casos práticos verificados, para que se verifique a transferência da obrigação alimentar, é necessário demonstrar a impossibilidade ou ausência das obrigações originárias, sendo fundamentos da transferência da obrigação de acordo com a jurisprudência do desemprego, a sua ausência , ou sua ausência, ou mesmo se todos os procedimentos de execução forem executados sem sucesso. Outros pontos para pesquisas futuras são: a não renúncia do direito à pensão alimentícia como característica, pois o Código Civil geralmente considera esse direito como irrenunciável, mas a jurisprudência entende que é possível a renúncia à pensão alimentícia conjugal e união estável e a possibilidade de reembolso em alimentos de gravidez, pois os alimentos geralmente são irrepetíveis, deixando espaço para discussão.

Ficou estabelecido que a dívida alimentícia pode decorrer da vontade das partes, da conduta ilícita, do parentesco e dos laços familiares. 01 - 2016 Página 1113 não pertencem ao direito de família. A reciprocidade das obrigações entre as partes é necessária, e quem é obrigado a prestá-las tem o direito de exigi-las.

Além disso, constatou-se que os sujeitos obrigados a alimentos em direito de família foram equiparados ao texto do Código Civil de 2002 e tratados de maneira uniforme, independentemente de a relação ter surgido por parentesco ou desagregação familiar, ou seja, afeta regras e princípios da matéria. Por fim, o estudo de casos práticos evidenciou quando é possível a transferência da obrigação alimentícia para o devedor secundário, sendo necessário comprovar a incapacidade do devedor principal de transferir a obrigação dessa forma.

Referências

Documentos relacionados

O Código Civil italiano de 1942 ao entrar em vigor trazendo em uma única lei todo o conteúdo do direito privado (direito civil, comercial e do trabalho), trouxe também a teoria