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Na capa e por dentro

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Academic year: 2023

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A proposta sempre foi identificar a imagem feminina com base nas revistas impressas, e não necessariamente nas da Assembleia de Deus. As transformações e continuidades dentro da Assembleia de Deus são demonstradas com base na periodização de Alencar (2012).

Movimento pentecostal

Pré-milenarismo e pós-milenarismo

Aquela velha mensagem do crente sofredor já não se adapta à situação político-social em que se encontra. Portanto, a visão pós-milenista entra na diversidade das igrejas pentecostais, que mudam a relação entre o crente e a sociedade.

Herança norte-americana

Apesar do espírito pioneiro de Parham, o boom do movimento pentecostal se deveu a William Joseph Seymour, ex-escravo, cego e garçom. Uma das principais características do movimento pentecostal em seu início foi a grande expectativa da iminente volta de Cristo.

Pentecostalismo no Brasil

Reconfiguração do campo religioso brasileiro

Caracterizando-o como um fenómeno urbano, pobre e sombrio, não é difícil relacionar o progresso do movimento pentecostal nas décadas de 1940/50 com o contexto socioeconómico do país. O pentecostalismo, caracterizado como um movimento de minorias, pobres, analfabetos e negros, era muito diferente no Brasil da década de 1910 do que é hoje.

A marca da distinção

88,17% dos que se identificaram como pentecostais estão concentrados no meio urbano, enquanto apenas 11,82% deles estão no campo. No grupo de pessoas com 25 anos ou mais, 54,11% se definiram como sem escolaridade ou com ensino fundamental incompleto.

Proto-pentecostalismo

Mas ainda hoje a expansão pentecostal acontece de forma desigual quando olhamos para as diferentes classes sociais da população. As missões referem-se às diversas igrejas protestantes que chegaram ao Brasil a partir deste período.

Tipologias pentecostais

As primeiras igrejas que foram fundadas, a congregação cristã no Brasil e as Assembleias de Deus, sempre tiveram diferenças de compromisso eclesiástico, doutrinário e social. Belém, é fundada a Assembleia de Deus e são essas duas igrejas que compõem este primeiro bloco pentecostal.

Inserção midiática e política

A partir da legitimação teológica, pentecostais e neopentecostais passaram a usufruir da sociedade de consumo de massa e a refazer sua identidade com base, sobretudo, nos meios de comunicação – eletrônicos e audiovisuais. Vale ressaltar que, para a Igreja Assembleia de Deus, o uso da mídia eletrônica é moderado em comparação à mídia impressa.

Igreja Assembleia de Deus

A herança sueca

Os missionários suecos que tanto influenciaram os primeiros quarenta anos de nossa era no Brasil vieram de um país religioso, social e culturalmente homogêneo, no qual foram marginalizados. Formavam uma nova comunidade na qual, para os excluídos, não havia necessidade de clero especializado.

Formação histórica da Assembleia de Deus

Porém, nos primeiros 15 anos de existência da igreja no país, a expansão territorial da Assembleia de Deus limitou-se praticamente ao Norte e Nordeste. Nos primeiros trinta anos, a Assembleia de Deus teve uma grande parceria com a Suécia.

Transformações e continuidades no interior da Assembleia de Deus

A fama da Igreja tornou-se tamanha que em 2003 o Governo Federal propôs à Assembleia de Deus uma parceria em projetos sociais. Um acordo foi assinado em 2003 entre a Assembleia de Deus e o Governo Federal em favor da erradicação do analfabetismo. Por outro lado, as publicações da Assembleia de Deus dão um salto, tanto quantitativa quanto qualitativamente, na mídia escrita.

A partir da década de 1970, as Assembleias de Deus retiraram-se do sectarismo e usaram abertamente a rádio com o propósito de evangelismo em massa. Houve um processo de neopentecostalização na Assembleia de Deus (MARIANO, 1999. p. 39) durante as últimas décadas.

Estruturação da CPAD

A fusão é consequência de uma decisão tomada pelos Convencionalistas que estiveram presentes na primeira Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, na tentativa de conciliar diferentes posições entre os jornais. O jornal Mensageiro da Paz é dirigido por Gunnar Vingren e Samuel Nyström, também fundadores em 1911, em Belém, da primeira Igreja Assembleia de Deus. Estas oportunidades resultam na grande participação que Frida Vingren teve nos primeiros anos na Assembleia de Deus.

Tal sucesso só pode ser garantido pela governação política e económica ligada à CGADB através de um ideal económico burocrático racional afirmado no terceiro período da Assembleia de Deus. Com o propósito de comunicar a mensagem pentecostal, a CPAD produz e reproduz elementos que ditam as relações políticas, econômicas e sociais dentro da Assembleia de Deus.

CEMP: memória e identidade

Analisar a Assembleia de Deus e o Pentecostes numa perspectiva histórica de longo prazo permite-nos identificar as transformações identitárias que ocorreram no seio da Igreja nos seus 103 anos de história. A isenção de julgamentos prévios será possível com base no conhecimento da Assembleia de Deus, na mentalidade dos seus seguidores e na identidade e atitude que assumem perante o mundo. Frida Vingren, quando assumiu o cargo de editora do jornal, quis ajudar a compreender a relação entre gênero e religião dentro da Assembleia de Deus em seus primeiros anos.

Em seguida serão apresentadas as revistas Nosso Lar e Mulher, Lar & Família Cristã, abordando suas estruturas, organização e conteúdo. A relação entre as duas partes da obra se estabelece no ponto em que conhecer a história das Assembleias de Deus nos permite descobrir as formas como as identidades se formam dentro da igreja.

Marcos teóricos

A dominação masculina a partir de Pierre Bourdieu

Chamar a atenção para o elemento histórico da ordem sexual cria a possibilidade de romper com as visões biológicas essencialistas da diferença entre os sexos. A divisão entre os sexos parece ser segundo a ordem das coisas” (Ibid., p. 17), em casa, no trabalho. A sociedade construída sobre bases androcêntricas ratifica simbolicamente a dominação masculina e a partir daí constrói toda uma divisão social entre os sexos.

Conclui-se que a diferença biológica entre os sexos baseia-se na diferença anatômica entre os órgãos sexuais, garantindo a legitimação da diferença natural entre os sexos e a divisão do trabalho. Embora seja possível perceber e reconhecer algumas mudanças no que diz respeito à subordinação das mulheres aos homens, a desigualdade entre os sexos persiste.

A categoria de gênero à luz de Judith Butler

É graças a este sistema de representação, de carácter universal, que se naturalizam os princípios desiguais e hierárquicos entre os sexos. A autora critica uma antropologia estruturalista que polariza natureza/cultura, e que serve de base à visão universal da distinção sexo/género, com o pressuposto da existência de um feminino natural, transformado socialmente na mulher submissa. Por outro lado, a ordem social dominada pelos homens não deve ser considerada a-histórica, pelo contrário, é produto de um trabalho reprodutivo de um.

É claro que os dois referenciais teóricos discutidos até aqui discutem um ponto fundamental no que diz respeito à construção das categorias de gênero: a questão da universalização na subordinação do feminino. Com base nos exemplos encontrados em suas obras, fica claro que a dominação masculina tem caráter universal e a-histórico.

A possibilidade de relativizar a partir de Marilyn Strathern

Com base na análise de Bourdieu (2011, p. 9), que se baseia na perspectiva metodológica androcêntrica, homens e mulheres são vistos como variantes distintas: o primeiro é considerado superior, enquanto o segundo é inferior. A caracterização do género como uma construção social e/ou cultural, bem como a categorização do género com base na biologia, são temas recorrentes. A partir da universalização da teoria de gênero, fica claro que as estruturas simbólicas são responsáveis ​​pela manutenção das vantagens masculinas.

Acredita-se que a universalização das questões relacionadas à subjugação da mulher seja um problema, pois tais teorias não conseguem explicar o todo. A partir da pesquisa dos três referenciais teóricos propostos somados ao enquadramento histórico apresentado na primeira parte desta dissertação, torna-se possível identificar e analisar a imagem feminina propagada pela Igreja Assembleia de Deus a partir da análise das revistas Nosso Lar. e Mulher, Dom.

Revista Nosso Lar

Estruturação e organização da revista

Percebe-se que, na revista Nosso Lar, a variação de cores no título da revista é pequena. Porém, há um esquema de cores diferente quando se analisam as capas do Nosso Lar. A maior parte das funções foi alterada no período de publicação da revista; apenas as funções de Editor, Editor Eletrônico e Editor Responsável foram mantidas em todos os números da revista.

Num universo de 27 profissionais, nenhum esteve presente em todas as edições da revista. Não foi identificada correlação direta entre as posições em cada edição e as cores, materiais e abordagens da revista.

Ilustração de coração 1 7,69%
Ilustração de coração 1 7,69%

Conteúdo da revista

A tradução acima destaca os papéis femininos que as mulheres devem desempenhar, em consonância com a mensagem da revista. As seções da revista revelam gradativamente a imagem projetada da mulher, atribuindo papéis e espaços a serem ocupados pelas mulheres. Esta seção indica, além de indicar a mulher como dona de casa – nela também há indícios de feminilidade – indica o perfil socioeconômico do público-alvo da revista.

A revista, enfrentando congelamentos em todas as edições e tendo um alto preço por tempo, mostra que seu público-alvo não era a dona de casa cujo marido ganhava um salário mínimo. O artigo a seguir analisará a imagem feminina projetada através das edições da revista Nosso Lar.

Análise da revista

Hoje já estão ocupando lugares que há algum tempo nem imaginávamos que ocupariam (..) NOSSO LAR traz nesta edição algumas das vantagens e desvantagens da mulher empregada, aquela que via no mercado de trabalho uma forma de ajudá-la marido com a manutenção da casa. As semelhanças entre os dois editoriais baseiam-se na identidade da mulher forjada através de características ligadas a uma essência feminina, já esperada, inserida no espaço doméstico ou tendo-o como local de construção e manutenção de identidade. Em artigo escrito por Ana Daysi Araujo e Débora de Almeida, os leitores compartilham o que pensam sobre as mulheres que trabalham fora de casa.

Hoje, devido à crise instalada no país, esta ajuda transformou-se na introdução da mulher no mercado de trabalho, embora o cuidado do lar continue a ser a prioridade. Já foi dito que a imagem que se destaca é a da mulher inserida no ambiente doméstico, em que há uma divisão sexual/gênero do trabalho e com a consequente hierarquização entre sexos/gêneros.

Revista Mulher, Lar & Família Cristã

Estruturação e organização da revista

Em Mulher, Lar & Família Cristã não há predominância da cor rosa, nos trechos voltados ao público feminino, como visto em Nosso Lar. O objetivo desta seção é encorajar a amizade entre leitores cristãos de mulheres, lares e famílias em todo o país. Mamãe e Cia está presente em todas as edições da revista Mulher, Lar & Família Cristã.

Comparada à revista Nosso Lar, a revista Mulher, Lar & Família Cristã possui um leque de funções mais amplo. O próximo subtítulo expõe o conteúdo abordado nos 27 volumes da revista Mulher, Lar & Família Cristã.

Conteúdo da revista

Porém, existem algumas diferenças que Mulher, Lar & Família Cristã possuem em relação ao Nosso Lar. As capas mostradas na página a seguir ilustram as 27 edições da revista Mulher, Lar & Família Cristã. Vários fatores chamam a atenção nas capas de Mulher, Lar e Família Família: 1.

Christian Woman, Home & Family pinta o retrato de uma mulher mais moderna e ativa, mas até que ponto. Encontros como UNEMAD (Esposas Nacionais de Ministros das Assembleias de Deus), UFADERJ (União Feminina das Assembleias de Deus), UNEMADES (União das Esposas de Ministros das Assembleias de Deus do Espírito Santo), UFADEB (União Feminina das Assembleias de Deus) Assembleias de Deus) Assembleia de Deus do Brasil) voltam às páginas de Mulher, Lar & Família Cristã.

Análise da revista

É importante aplicar as teorias de género para compreender um paradoxo dentro da Igreja Assembleias de Deus. A Revista Mulher, Lar & Família Cristã se relaciona melhor com o perfil mais moderno adotado pela Assembleia de Deus desde 1988. Em nenhuma hipótese o trabalho pretende declarar que o resultado encontrado, no que diz respeito à imagem do feminino, é o único presente dentro da Assembleia de Deus.

Mudanças nas características da Igreja Assembleia de Deus no bairro Bom Retiro em São Paulo. O funcionamento do carisma e o exercício do poder: a lógica dos ministérios das igrejas Assembleias de Deus no Brasil.

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Referências

Documentos relacionados

Nas práticas de leitura coletivas e domésticas, como já havia dito, pude observar a forte presença da Bíblia, da Harpa Cristã e das revistas da Escola Bíblica Dominical. Entre os