Resumo: 1 Introdução: Lei Geral de Proteção de Dados – 2 Consentimento para o tratamento de dados – 3 Dados sensíveis: Exigência de consentimento específico e explícito – 4 Tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes – 5 Considerações finais. Com base na mais recente Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº LGPD), o presente artigo visa analisar o consentimento do titular dos dados, fundamento jurídico de grande importância para o tratamento de informações pessoais. Para o efeito, será realizado um estudo das regras relativas à expressão do consentimento válido para o tratamento de dados pessoais.
Passa-se então à estrutura protetiva desenvolvida no que diz respeito aos dados sensíveis e por fim à norma sobre o tratamento de dados pessoais de crianças e jovens, com destaque para a disposição sobre o consentimento para o tratamento desses dados. Além disso, serão traçados alguns paralelos entre a LGPD e o Regulamento Europeu de Proteção de Dados 2016/679 (Regulamento Geral de Proteção de Dados – GDPR). Nesse cenário, a LGPD pode ser vista como uma diretriz geral de proteção de dados no Brasil.
A norma também cria barreiras à transferência internacional de dados pessoais para países considerados sem nível de proteção adequado. 18 Diante disso e antes da elaboração da lei em questão, o caráter essencial da lei geral de proteção de dados pessoais como uma nova face da privacidade já se espalhava por outros lugares. 20 Se tomarmos como exemplo as redes sociais, sua estrutura revela a necessidade de inserção constante de dados pessoais por parte dos usuários.
Por este motivo, recomenda-se a escolha de canais seguros que utilizem boas práticas e informem de forma clara a utilização de dados pessoais. Os gigantes da Internet e a apropriação e exploração de dados pessoais: direitos fundamentais e direito ao esquecimento digital. A base legal do consentimento para o tratamento dos dados do titular representa um instrumento de autodeterminação e de livre construção da esfera privada.
379, para o qual “o consentimento para o tratamento de dados pessoais toca diretamente, mas não tem, elementos da própria personalidade. 32 Do ponto de vista técnico, a norma estaria mais de acordo com o Código Civil se incluísse que o tratamento de dados pessoais com base na falta de consentimento implica nulidade (invalidez relativa). Por exemplo, a declaração deve referir-se a finalidades específicas, para que caducem as autorizações genéricas para o tratamento de dados pessoais.
7 [..] §3º No tratamento de dados pessoais cujo acesso seja público, deve-se levar em conta a finalidade, a boa-fé e o interesse público que justificaram o seu acesso. Esboçadas estas preocupações sobre o regime geral do consentimento na LGPD e no RGPD, voltamo-nos para o estudo do consentimento nas relações relacionadas com o tratamento de dados pessoais sensíveis e de crianças e jovens.
3 Dados sensíveis: requisição de consentimento específico e destacado
A questão é: em se tratando de informações pessoais, seria possível considerar exaustiva a lista legal de dados sensíveis. Observa-se que as hipóteses de celebração de contratos (art. 7º, V), de interesse legítimo do controlador (art. 7º, IX) e de proteção ao crédito (art. 7º) ficam de fora do tratamento de pessoas sensíveis. dados. , X). 14, parágrafo 1 ("Tratamento de dados. Proteção para que esses dados não sejam usados contra os titulares, trazendo-lhes restrições no acesso a bens e serviços ou mesmo no exercício de direitos. 66.
A transferência internacional de dados pessoais é permitida apenas nos seguintes casos: [..] VIII - quando o titular tiver dado consentimento específico e acentuado para a transferência, com informação prévia sobre o caráter internacional da operação, que a diferencie claramente de outras . finalidades; 66 “Além disso, discussões recentes apontam para o surgimento do fenômeno da publicidade comportamental voltada para a criação de perfis de consumo, que está diretamente relacionada à regulamentação do tratamento de dados pessoais, especialmente os sensíveis. O autor faz a seguinte crítica ao adjetivo introduzido pelo legislador nacional para consentir no tratamento de dados sensíveis: “[..] do ponto de vista da técnica legislativa, seria melhor que a LGPD adotasse um adjetivo expresso. , como fez o GDPR, assim como o Marco Civil da Internet [..] quando se pretendia fornecer um tipo específico de consentimento.
Ou seja, trata-se de reservar um tipo único de autorização em situações igualmente únicas relacionadas ao processamento de dados, que é a lógica que perpassa a LGPD, o GDPR e parte das leis setoriais brasileiras de proteção de dados pessoais. ” (BIONI, Bruno. 68 A lei brasileira prevê o consentimento explícito com relação a dados pessoais no Marco Civil da Internet (Lei nº de Informações Claras, Detalhadas e Delimitadas sobre as Atividades de Tratamento de Dados”.70 Além disso, o consentimento marcado impõe “um comportamento afirmativo ou uma indicação assertiva de que a pessoa consentiu com o tratamento.
11, o primeiro sobre o consentimento e o segundo que dispõe que, sem o consentimento do titular, o tratamento de dados sensíveis pode (apenas) ter lugar nos casos em que seja indispensável para as sete situações previstas nos números. 11 a qualquer tratamento de dados pessoais que revele dados sensíveis e que possa causar prejuízo ao titular, ressalvado o disposto em legislação específica. Confirma-se, assim, que o tratamento de dados sensíveis requer proteção diferenciada e permanentemente atualizada, para evitar que informações desta natureza sejam vazadas, utilizadas indevidamente, comercializadas ou sirvam para sustentar preconceitos e discriminações ilegais ou abusivas contra o titular.
Desta forma, entende-se que o tratamento de dados sensíveis é possível e até necessário em determinadas circunstâncias.
4 O tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes
Ainda de acordo com a LGPD, a comunicação ou o uso compartilhado de dados sensíveis entre administradores com a finalidade de obtenção de benefício econômico poderá ser vedado ou regulamentado por autoridade nacional, ouvidos os órgãos setoriais do poder público no âmbito de sua competência. Como afirma a doutrina, a simples proibição do tratamento de dados sensíveis mostra-se impraticável, pois algumas vezes o uso de tais dados será legítimo e necessário, além do fato de que existem certas organizações cujas razões estariam comprometidas se não pudessem obter informações desse tipo, por exemplo, certas entidades políticas, religiosas ou filosóficas. No que diz respeito aos filhos (pessoas até aos doze anos), refere-se que quando a base legal for o consentimento, o tratamento dos dados pessoais destes titulares deve ser efetuado com consentimento especial77 e com destaque para pelo menos um dos progenitores ou responsável legal (§1), esse consentimento também deve ser livre, informado e direcionado ao tratamento de dados pessoais para uma finalidade específica.
14, §1, encontra críticas ao ensino, que afirma que a norma “teria funcionado melhor se exigisse o consentimento dos pais até os 16 anos”. não necessariamente certo de que se deva aceitar que a concessão do consentimento entre 12 e 18 anos seja efetiva, omitindo completamente a participação dos pais, se necessário, como enfatizam Teixeira e Rettore, reconsideramos criticamente os termos da LGPD nesta matéria.85 . 85 O dispositivo contém ainda a seguinte concordância: “Visto que o caput estabelece que o tratamento de dados pessoais de crianças e jovens deve ser realizado no melhor interesse destes, nas condições deste artigo e da legislação pertinente, e considerando que o art. é um todo, composto de partes divididas em maiúsculas, parágrafos, incisos, incisos e incisos, não podendo os adolescentes ser excluídos do procedimento previsto nos parágrafos" (AMARAL, Cláudio do Prado. Art. 8º da norma dispõe, em síntese , que, quando o artigo 6.º, n.º 1, alínea a),88 se aplica à prestação direta de serviços da sociedade da informação a crianças, o tratamento dos dados pessoais de uma criança será lícito quando esta tiver pelo menos 16 anos.
Ainda no art. 14, da LGPD, os controladores de dados devem, no caso do processamento do par. Além disso, os controladores de dados devem fazer todos os esforços razoáveis para verificar se o consentimento referido na subseção 1º é prestada pelo responsável pela criança, tendo em conta as tecnologias disponíveis (art. 14º, n.º 5). Outros desafios a considerar são as hipóteses de as medidas de implementação conduzirem a um maior tratamento de dados pessoais contrário ao princípio da minimização de dados; além do risco de as crianças desenvolverem estratégias para burlar a regra de consentimento dos pais.
14 da LGDP estipula que os controladores não devem condicionar a participação de crianças em jogos, aplicativos de internet ou outras atividades, fornecendo dados pessoais além do estritamente necessário para a atividade, mostrando-se imunes a solicitações excessivas de dados. entretenimento e serviços de entretenimento. Na LGPD, também há hipóteses de tratamento de dados de menores sem consentimento. Entretanto, deve-se questionar a aplicação dos dispositivos sobre proteção ao crédito (art. 7º, X) e a satisfação dos legítimos interesses do controlador ou de terceiro (art. 7º, IX) para o tratamento de dados de menores.
Quanto à exceção, é preciso considerar que, no caso de dados de crianças e jovens, será importante considerar essa exceção com maior cuidado, assim como o regulamento europeu optou em seu . trazem algumas limitações e hipóteses específicas para o tratamento de dados de menores. No entanto, esse entendimento ainda está em construção e devido à importância do assunto, deverá ser esclarecido pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Como se vê, a disposição sobre o tratamento de dados de crianças e jovens é significativa e muito relevante, exigindo uma interpretação que priorize os interesses desses sujeitos e a constante incorporação de valores e princípios constitucionais à infra-estrutura. norma constitucional.
5 Considerações finais
Além das hipóteses de consentimento legal para o tratamento de dados, consta no §3º do art. 14, que podem ser recolhidos dados pessoais de crianças sem o consentimento a que se refere o n.º 1 do referido artigo quando: a) a recolha seja necessária para contactar os pais ou tutor legal, podendo os dados ser utilizados apenas uma vez e sem que o seu armazenamento seja usado; ou b) para proteção da criança. No entanto, estes dados não podem, em caso algum, ser transmitidos a terceiros sem o consentimento referido no §1.