A missão conjunta dos relatores sobre os direitos humanos à habitação adequada O que é o relator nacional sobre os direitos humanos à habitação adequada. Para o Brasil, o advogado Nelson Saule Júnior foi eleito – como relator nacional para os direitos humanos à moradia adequada e à terra urbana – para um mandato de dois anos.
O que é a Relatoria Especial da ONU para a Moradia Adequada
O Relator Especial da ONU deu prioridade à investigação sobre o tratamento da habitação nos países do Médio Oriente e da América Latina, realizando missões à Roménia (Janeiro de 2002), México (Março de 2002), Peru (Março de 2003), Afeganistão (Setembro de 2003), Quénia ( Fevereiro de 2004) e uma visita aos territórios ocupados da Palestina (Janeiro de 2002). Além dos relatórios especiais sobre as condições de habitação nos países visitados, Miloon Kothari também apresentou um relatório (E/CN) sobre as mulheres e a habitação adequada à Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos em 2003.
A Missão Conjunta e a
O estudo destaca que, apesar de a igualdade de género ser reconhecida e de não haver discriminação em diversas leis internacionais e nacionais, na prática as mulheres ainda são discriminadas no acesso à habitação, à terra e aos serviços; Esta discriminação pode, em alguns casos, ser atribuída a tradições e costumes, à falta de sensibilização ou à evidência de que muitos preconceitos contra as mulheres com base no género persistem em muitas das políticas nacionais que foram formuladas e implementadas. Em 2005, o Relator Especial apresentará seu relatório à 61ª Sessão da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, no qual (i) faz uma avaliação crítica da situação do Direito à Moradia no Brasil; (ii) apontar os entraves e entraves que precisam ser removidos nos âmbitos jurídico, administrativo e econômico; iii) identificar situações habitacionais de grupos sociais que requerem atenção especial do governo e da sociedade brasileira; e (iv) encaminhar todas as suas recomendações ao Estado brasileiro.
O Relator Especial solicitou ao governo brasileiro que se reunisse com organizações e instituições que considerasse relevantes para a Missão6; e o governo brasileiro criou um grupo interministerial para auxiliá-lo (com membros da Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Ministério das Relações Exteriores), com a participação também do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. O Relator Especial também solicitou reuniões com organizações internacionais e agências especializadas que operam no Brasil, como o PNUD, a Agência Habitat (América Latina).
Locais para Missões Justificativa
Locais para Visitas Justificativa
10h às 12h30 Agenda parlamentar Audiência com as comissões de Desenvolvimento Urbano (CDU) e de Direitos Humanos (CDH). 9h00 às 12h00 Audiência pública com comunidades afetadas e ameaçadas, entidades e governo federal (Local: Igreja Nossa Senhora do Carmo, Centro Histórico de Alcântara).
Quinta-Feira 03 de junho
Sexta-Feira 04 de junho
Sábado 05 de junho
Domingo 06 de junho
Segunda-Feira 07 de junho
Água Fria Vila Imperial 17h às 20h Audiência Pública Entidades do Fórum da Reforma Urbana do Nordeste. Encerramento da missão do relator 11h00 às 12h30 Apresentação do relator e debate com representantes do Governo Federal.
08 de junho
Caminhada por Santo Antônio, pelas etapas restauradas do Centro Histórico, finalizando na 7ª fase 14h às 15h30 – Almoço com representantes do estado e prefeitura. 09h00 às 10h00 Reunião com representantes da prefeitura 10h00 às 12h30 Visita aos programas Mostardinha (programa integrado) e Viva o Morro (gestão de riscos).
Quarta-Feira 09 de junho
Goiabeiras (ameaçadas de deslocamento) Lagamar (área de risco) 13h00 às 15h00 Almoço com representantes do governo estadual e prefeitura 15h00 às 17h00 Visita ao programa do governo federal 17h00 às 19h00 Público Audiência com Entidades, Movimentos e Autoridades. Local: Receita Federal, Auditório, Térreo, Rua Barão de Aracati, 909, bairro Aldeota).
Quinta-Feira 10 de junho
Sexta-Feira 11 de junho
Sábado 12 de junho
Stede (SNPU, Raquel Rolnik) SNDH (Nilmário Miranda). Ontmoetingspunt: voor die Rosário dos Pretos-kerk).
A Moradia Adequada como direito humano, para cidades
Impacto e dimensão da Missão Conjunta
Despejo na favela
Abrigo de Vagabundo
A Luz da Light
30 de maio
Atividades e parceiros da Missão
Horário Atividades Parceiros
A situação dos cortiços
Visita ao bairro do Brás
O movimento identificou o prédio como uma opção de construção de moradia para a população de baixa renda e, após cinco anos de luta, conseguiu que o governo do estado de São Paulo comprasse o terreno, comprometendo-se com a construção de 210 unidades habitacionais para abrigar famílias do movimento. Temos um documento assinado que afirma que as famílias da Unificação da Luta de Cortiços serão beneficiárias de 210 unidades habitacionais dentro do programa de ação Cortiço, que combina recursos orçamentários do tesouro do estado e recursos externos do Banco Interamericano de Desenvolvimento. (REZAR)".
Violações identificadas nos cortiços
A situação das áreas de risco
Visita ao alojamento na Favela Heliópolis
As autoridades públicas são os infratores que transformam uma solução de curto prazo num problema de longo prazo e negligenciam o seu dever de fornecer soluções habitacionais às famílias de baixos rendimentos. As famílias estão no abrigo há mais de dez anos e já se encontram em situação de risco, com grave ameaça à saúde e à vida, pela precária situação e localização das instalações, e pela falta de infraestrutura e serviços públicos básicos. serviços, como saneamento.
Violações identificadas no alojamento de Heliópolis
No Alojamento vivem cerca de 560 famílias, das quais 200 vivem nas casas de banho das antigas instalações e em cabanas improvisadas, agregadas ao alojamento. A maioria dos moradores trabalha como carroça, coleta lixo e não encontra trabalho no entorno (porque moram em favelas).
Visita à comunidade Beira Rio na Fazenda da Juta
Violações identificadas na comunidade Beira Rio
A situação das ocupações
Visita à Ocupação da rua do Ouvidor
E pode-se até dizer que se quisessem resolver o problema da moradia da classe pobre e miserável, seria possível resolvê-lo através dos prédios vazios que temos hoje na cidade de São Paulo.” Ela conversou com uma senhora da Renascer, que morava em uma ocupação, e disse que sempre tem mais um lugar (..) Então estou aqui há quatro anos.
Visita à ocupação da rua Prestes Maia
A Relatoria Nacional de Habitação pôde verificar, no caso das ocupações, que o Governo do Estado de São Paulo tem se silenciado sem enfrentar a situação de risco e a incerteza da moradia em ocupações em prédios públicos (como a Rua do Ouvidor) , já que há sete anos não há nenhuma iniciativa para resolver a situação habitacional dos moradores. Por outro lado, a ocupação Prestes Maia, apesar de recente, tem conseguido conversar com a Câmara Municipal de São Paulo, que já desapropriou a área e com quem o movimento discute um projeto de habitação popular para os moradores.
Violações identificadas nas ocupações visitadas
Avaliados em 3,5 milhões de reais e com dívidas de 3,7 milhões de reais, relativos ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), os imóveis foram submetidos ao Decreto de Interesse Social, pois estavam devolutos há muitos anos, sem cumprirem sua função social. Moradores reclamam da falta de diálogo com o Governo do Estado, que reclamam não se engajar com movimentos habitacionais; e entregá-lo no sorteio de moradias populares.
Audiência Pública
Foi noticiado que o governo do estado de São Paulo não tem política habitacional para a população de baixa renda e vincula o problema ao caso policial. Essa experiência merece destaque, pois consolida o novo marco legal urbanístico da cidade de São Paulo.
Observações preliminares do Relator da ONU
Nós, movimentos, gostamos de discutir favelas hoje, porque existe uma perspectiva dos moradores das favelas serem cidadãos. Lutar pela regularização e urbanização das favelas é lutar pelo meio ambiente, pela educação, pelo transporte, pelo direito à vida”.
Experiências positivas
Projetos habitacionais de autogestão
Existem outros equipamentos na Fazenda da Juta em colaboração com a Igreja, mas há uma grande procura de equipamentos sociais. Graça disse que o processo de construção conjunta está a ser feito na própria comunidade, onde muito se tem trabalhado na questão da participação das mulheres.
Programa de Arrendamento Residencial (PAR): Edifício Maria Paula
Quando você está procurando emprego, se você chega e diz que mora em apartamento alugado, as pessoas olham de forma diferente, certo? Quando dizem que você mora no Condomínio na Maria Paula, no centro de São Paulo, as pessoas te olham de forma diferente.
Programa de Locação Social
Parque do Gato
Bolsa-Aluguel
Em relação ao subsídio para pagamento de aluguel mensal, o programa reconhece que o valor máximo do aluguel mensal será composto pelo valor da bolsa e pelo valor que o beneficiário poderá pagar, de acordo com a renda mensal da família.
Gênero e moradia
Recomendações ao governo brasileiro
Recomendações ao município de São Paulo
Recomendações ao governo do Estado de São Paulo
Recomendação ao poder Judiciário do Estado de São Paulo
Recomendações para a situação dos cortiços
O governo do Estado de São Paulo deve
O governo federal deve
Recomendações para as situações de área de risco
Os governos municipais e estaduais devem desenvolver um projeto para apoiar a geração de renda e trabalho para 560 famílias, aproveitando o potencial existente das famílias que trabalham com resíduos recicláveis. A Secretaria do Meio Ambiente do Município de São Paulo deverá prestar serviços de coleta de lixo para a comunidade do Beira Rio.
Recomendações para as Ocupações de Prédios nas Áreas Centrais
O Ministério Público Estadual é responsável por apurar denúncias de moradores de que sofreram discriminação no Hospital Heliópolis, que lhes negou assistência médica por residirem em moradias temporárias. Os órgãos dos governos estadual e municipal de São Paulo responsáveis pelas ações de combate e prevenção às enchentes devem realizar com urgência as obras de limpeza, drenagem e requalificação do córrego Oratório, com os recursos já destinados para esse fim pelo estado (3 milhões de reais ).
Terra de Kilombo*
05 de junho
A situação das comunidades ameaçadas de deslocamento
Visita à comunidade Mamuna
Reunião com a comunidade
Onde nascemos, aqui sabemos tudo e queremos ficar aqui. (..) A gente mora aqui, o que é nosso”.
Omissão do poder público
A identidade quilombola e a resistência
Como enfatizou a professora da comunidade Mamuna, Dona Militina, os quilombolas de Mamuna já têm uma posição sobre o que querem: “estamos organizados aqui entre irmãos, com o objetivo de ficar na nossa localidade e exigir todos os direitos que temos”. . Nascido em 1999, o MABE é símbolo da resistência do povo quilombola de Alcântara; juntamente com a associação rural de Alcântara, a ACONERUQ e a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) lutam pelo reconhecimento do território quilombola de Alcântara.
Inchaço da periferia das cidades
A situação das
O bem a que ela se refere é quando o homem ou mulher da aldeia rural tem um pequeno emprego como zelador ou faxineiro no Ministério da Aeronáutica. “Bom”, quando a maioria diz, é quando se trata de um emprego como faxineiro ou porteiro no Ministério da Aeronáutica – é o que está decidido.
Reunião com os moradores das agrovilas
Saí de lá a pé e vim aqui pescar para dar aos meus filhos.” Depois ele tem um pequeno salário – um salário mínimo para a família sobreviver, numa fazenda onde precisa de tudo.
Situação de risco
Porque o solo é ruim, não tem como colocar enxada para alimentar, só tem nozes e uriri.
Piora na qualidade de vida
Violações identificadas em relação ao povo quilombola de Alcântara
Alfredo Wagner, perito da Procuradoria-Geral da República, explica que “as comunidades quilombolas de Alcântara não podem ser entendidas isoladamente, não existem ilhas quilombolas”. Alfredo Wagner, ao se referir a essas comunidades, utiliza o termo “território étnico de Alcântara”, que também utilizaremos neste texto.
Irregularidades jurídicas
De acordo com a Convenção 169 da OIT26, quando a causa (que motivou a deslocalização) deixar de existir e o centro de lançamento tiver alterado a sua finalidade, nomeadamente uma base de segurança nacional e se tornar uma base de aluguer, tem o direito de regressar. direito de retorno. A Instrução Normativa do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que prevê novas normas para títulos, foi criada sem consulta e participação das representações quilombolas.
Impactos dos deslocamentos nas periferias das cidades
Falta de políticas públicas e de diálogo com as comunidades
O pároco da igreja Nossa Senhora do Carmo afirmou “não somos contra o progresso, somos pela vida”.
Observações finais
Avanços na garantia do Direito à Moradia das comunidades de
Decreto Federal nº 4.887/03: a
Explicou que defendem o respeito dos acordos assinados e condenou: “Aqui o povo é mal servido, por um lado pela aviação militar, por outro pela administração municipal”. Nunca foi aberto nenhum canal para discutir com o Governo a segurança jurídica das terras destes habitantes.
Ação Civil Pública
Reconhecimento das 151 comunidades de Alcântara
É criado o grupo executivo interministerial para formular, facilitar, propor e acompanhar as ações necessárias ao desenvolvimento sustentável do concelho de Alcântara, que visa criar condições adequadas à efetiva implementação do programa nacional de atividades espaciais e ao desenvolvimento de comunidades locais, com respeito pelas suas peculiaridades étnicas e socioculturais. 1º - As ações de que trata o caput serão definidas de acordo com as necessidades e características da população local, respeitando as peculiaridades étnicas e socioculturais das comunidades quilombolas.
Observação final
2. - As ações referidas no título são, nomeadamente, as relativas à regularização fundiária, à regularização ambiental, à fixação de produtores familiares, ao apoio à produção familiar e local, ao desenvolvimento do turismo e à valorização da cultura local, bem como à expansão e melhoria das infraestruturas. serviços e expansão e desenvolvimento da educação e cuidados de saúde” [ênfase adicionada]. Ao final desse processo, destaca-se a importância que o governo federal atribui à área de Alcântara, pois são 23 ministérios e órgãos federais que se reúnem no grupo de trabalho (GT) para discutir um único município.
Ao governo federal
A União deverá promover através do INCRA uma revisão do tamanho da área a ser utilizada pelo Centro Espacial de Alcântara, levando em consideração que esta área será reconhecida como área de etnia quilombola e terá prioridade para atender aos interesses e necessidades atendidas. dessas comunidades. O Ministério da Cidade deve prestar apoio institucional e financeiro ao município de Alcântara, para a elaboração e implementação do Plano Diretor do município, através de um processo democrático e participativo.
Ao governo municipal de Alcântara
A União, por meio do INCRA (vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário), deverá reconhecer e titular coletivamente, como Território Étnico Quilombola de Alcântara, as áreas ocupadas por comunidades certificadas como território residual de quilombo, nos termos do Decreto nº. 35, de 6 de dezembro de 2004, da Fundação Cultural Palmares, utilizando os memoriais descritivos dessas áreas elaborados a pedido do Ministério Público Federal. A União deve revogar o Decreto que reduziu o módulo rural nas áreas consideradas território do Centro Espacial de Alcântara.
Ao poder judiciário
A União, por meio do INCRA e da Secretaria do Patrimônio da União, deveria promover a titulação das terras onde estão localizadas as aldeias agrícolas entre a população que vive nas aldeias agrícolas. A União deverá constituir um grupo de Defensores Públicos Sindicais para atuar na defesa dos direitos das comunidades quilombolas nos processos judiciais existentes necessários à regularização fundiária de seus territórios.
Recriando a cidade
Terral
Uma visita às áreas de risco do bairro Lagamar e arredores, que todos os anos são afetados pelas enchentes e pelo histórico descaso do poder público. Visita ao Programa Governo Federal: Visita ao Projeto Gato Morto, que é realizado em parceria com o governo federal e beneficia moradores de favelas em áreas ameaçadas de extinção.
A situação das comunidades de pescadores da Zona Costeira
Visita ao bairro Goiabeiras
Os impactos dos projetos turísticos no Nordeste
Os retornos económicos da especulação imobiliária na costa leste já não são atrativos para o setor hoteleiro; A leitura de tudo isso é que se trata de uma área de disputa, na cidade de Fortaleza, de especulação imobiliária”.
Reunião com a comunidade de Goiabeiras
No projeto de revisão do Plano Diretor está prevista uma dimensão máxima de 15 pavimentos para esta área. A implementação do projeto turístico da Avenida Costa Oeste desconsidera a existência do anterior projeto de urbanização, da autoria do arquiteto Marrocos Aragão.
Omissão dos governos estadual e municipal: falta de consulta à
O projeto turístico Costa Oeste quer tirar o direito humano à liberdade, à igualdade, à moradia e a oportunidade do indígena que aqui mora, que construiu este bairro, de ficar no seu lugar, na sua zona, onde nasceu e na sua identidade " . A comunidade foi favorável ao projeto de urbanização do arquiteto Aragão, que salvou a paisagem do litoral oeste e garantiu moradia para quem ali morava, esta é a posição da comunidade e da arquidiocese.
Moradia e meio ambiente
Discriminação e exclusão das comunidades pobres, dos projetos
Reivindicações: Plano Diretor e ZEIS
E queremos uma ZEIS para esta zona, para que a população tenha direito a ficar aqui, a ter direito a esta praia.” Os projetos turísticos podem ser desenvolvidos nas ZEIS, mas apenas se os interesses sociais forem atendidos; A condição para a existência das ZEIS é que qualquer projecto desenvolvido nesta área seja compatível com o direito à gestão fundiária da população que tradicionalmente vive nesta área.
Violações identificadas na comunidade de Goiabeiras e área do entorno
Estamos lutando para parar o Plano Diretor e para que o Plano dure mais um ano, para que tenha a participação do povo, que saia para a periferia e que ele tenha o direito de dizer o que quiser. O relator nacional esclareceu que a prioridade da ZEIS é servir os interesses sociais das comunidades que vivem na área demarcada.
Visita ao bairro Lagamar e entorno
Reunião no bairro Lagamar
Miséria, juventude e violência
A maior parte dos jovens do nosso país vive da droga porque não tem mão, porque não tem oportunidade, emprego, emprego.
Responsabilidade do poder público
Violações identificadas nas áreas de risco de alagamento
Projetos governamentais visitados
A questão indígena
Fernando Santos, líder indígena da comunidade Tremembé Almofala, denunciou que “há discriminação e espancamentos de indígenas. Ele afirma que “permitem a construção de postos de gasolina, mas políticos e bandidos são contra tudo relacionado aos índios”.
A questão de gênero
O cacique Pequena Margarida, professor indígena da comunidade Tapeba, no município de Caucaia, disse que os índios foram expulsos de suas terras por posseiros, que os ameaçaram de morte. Ao contrário do que dizem os políticos - que a demarcação de terras indígenas vai atrapalhar o progresso - o Cacique afirma que a demarcação de terras indígenas é uma forma de salvar as diversas riquezas que existem na área.
A questão dos catadores de lixo
A questão habitacional
Lúcia Albuquerque, do Centro de Defesa da Vida, cita outro exemplo de falta de participação popular e cobra a participação da sociedade no consórcio do governo do estado, do município e do governo federal, no projeto Boulevard-Maranguapinho - para reconstruir o Rio Maranguapinho, que atravessa quatro municípios cearenses - para garantir o respeito ao direito à moradia das populações ribeirinhas. As comunidades não querem que contratem construtoras porque a casa é mais cara e não fica melhor do que se for construída pelo próprio morador”.
Falta de participação no Plano Diretor
Não houve divulgação do trabalho que estava sendo feito, não houve participação popular qualitativa que de fato aprovasse os documentos técnicos”. A participação popular não é assegurada pela representação de classe nos conselhos: “a participação depende necessariamente de um processo participativo eficaz”.
Regularização fundiária
Ele expôs a contradição do atual Projeto de Lei de Urbanismo, que destina áreas do litoral leste de Fortaleza (como o bairro Serviluz) para a construção de edifícios de até 15 andares. Na avaliação do advogado, a participação popular foi nula; Houve apenas uma audiência em cada região da cidade, num momento em que não havia nem projeto de lei, apenas um diagnóstico.
Conjuntos Habitacionais/mutuários
Gerlena Santana, advogada da Assessoria de Direitos Humanos Frei Tito de Alencar, relatou que os mapas do projeto de lei não fazem distinção entre áreas de favela e vazios urbanos; que casos urgentes (como Pirambu e Lagamar) não sejam atendidos e que apenas seja dada prioridade a projetos turísticos de urbanização que interessem às classes mais favorecidas. A política do Sistema Financeiro de Habitação do governo federal administrado pela Caixa Econômica Federal é o leilão de domicílios com famílias dentro, que não conseguem pagar devido ao alto valor das parcelas”.
Acesso à Justiça
O relator da ONU perguntou se havia possibilidade de famílias que não têm renda suficiente conseguirem um empréstimo para fazerem melhorias em suas casas. Os Relatores foram solicitados a fazer uma recomendação ao governo federal, a fim de apresentar uma proposta que esteja de acordo com a capacidade financeira dos mutuários que possuem a posse de forma pacífica e de boa fé desde 1992; e que, para quem não tem renda, exija anistia de dívidas, para realizar o sonho da casa própria.
Impactos do turismo
A União apresentou irregularidades construtivas que não decorrem dos saldos não pagos dessas unidades”, afirma Sales, que ajuizou Ação Civil para investigar o caso e impedir o leilão das casas dos devedores inadimplentes. Ele também enfatizou que não existe política pública em Fortaleza; que as lideranças não enfrentem o êxodo do interior para a capital; e que a carcinicultura (açougue) está destruindo a costa oeste de ponta a ponta, expulsando comunidades pesqueiras tradicionais.
Casos de exigibilidade do Direito à Cidade 49
Questão a ser enfrentada: a exploração sexual de
Sobre a situação da comunidade de Goiabeiras
Sobre a situação dos moradores de Lagamar e outras áreas de risco
Sobre a situação das populações indígenas
Sobre a situação dos catadores de lixo
Sobre os programas habitacionais públicos
Sobre o Plano Diretor do município de Fortaleza
A União deve tomar todas as medidas cabíveis para investigar como os recursos destinados ao município de Fortaleza foram utilizados no combate às situações de enchentes. O Ministério das Cidades e o governo do município de Fortaleza devem reconhecer e apoiar iniciativas de formação de lideranças populares em política urbana promovidas por organizações e instituições que apoiam organizações populares e comunidades carentes, como a Escola de Planejamento Popular da Periferia do Ceará.
Sobre o acesso à Justiça em Fortaleza
22 de setembro
Cultura em Movimento na Rocinha do Pelourinho
09 de junho
A situação dos moradores do Pelourinho - Centro Histórico
Despejo forçado dos moradores do Pelourinho, na Execução da 7ª Etapa do
Moradores de longa permanência protestam contra a 7ª etapa do projeto, como Sandra Regina dos Santos, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico de Salvador (AMACH), que afirma que o governo está desapropriando com simulação de indenização, já que o primeiro moradores que ganhavam a vida com pequenas atividades ligadas ao turismo passavam fome na periferia: “Trabalhamos com acarajé, com bijuteria, trabalhamos com artesanato, com capoeira, trabalhamos com o que sabemos fazer. O projeto de Recuperação do Centro Histórico de Salvador precisa ser revisto com urgência, partindo do pressuposto de que o Pelourinho é um espaço onde as classes pobres alcançam representação através da afirmação da cultura negra.
Violações identificadas no Centro Histórico de Salvador
Faltam políticas públicas que garantam à população o direito a um nível de vida adequado (por exemplo, reformas para eliminar situações de risco nas habitações, programas que garantam a segurança jurídica da posse, etc.). Os moradores do Centro Histórico, além de serem considerados incapazes de preservar seu patrimônio, também são acusados de destruí-lo, sendo que a causa dessa dinâmica geralmente é a ausência de ações no mercado imobiliário, políticas de planejamento inadequadas e especulação imobiliária.
Avanços na garantia do Direito à Moradia Adequada
Definição e instalação urgente de sede definitiva da AMACH na área da “7ª fase de reabilitação do centro histórico de Salvador”. Inclusão da SECOMP (Secretaria de Combate à Pobreza do Estado da Bahia) no processo de desenvolvimento de trabalhos de geração de emprego e renda, com a devida atenção em garantir a integração da mão de obra local (moradores do centro histórico) nas obras do “7º Estágio";.
Questão a ser enfrentada: a falta de participação na revisão do Plano Diretor
Remanejamento das famílias que já residem no local nos limites da “7ª etapa de recuperação do centro histórico de Salvador”, durante a execução das obras, dando prioridade e urgência àquelas cujas moradias estão em perigo, garantindo sua permanência na área depois do trabalho. Implementação de um centro especializado de recuperação e atendimento a toxicodependentes no âmbito da “Fase 7”.
Condições de Moradia e a Política Habitacional de Salvador
À medida que se abordava a questão da habitação digna e da regularização fundiária, também surgiram reclamações de diversas comunidades de Salvador. Como disse Reinaldo, da Articulação Habitacional de Salvador: “Não existe uma verdadeira política de infraestrutura para o povo de Salvador.
Denúncias recebidas na Audiência Pública
Apesar das constantes exigências da comunidade – que quer conhecer o projeto turístico – as autoridades insistem em mantê-lo em segredo. Luciana presenciou a situação em sua comunidade de Alto de Ondina, ocupação que surgiu com os trabalhadores da construção civil do Zoológico de Salvador e onde hoje existem 2 mil casas.
Sobre a situação dos moradores do Pelourinho
O plano de implementação da 7ª fase de reabilitação do centro histórico de Salvador deverá permitir a atribuição de imóveis restaurados à população de baixos rendimentos que já reside no centro histórico. O plano de implementação da 7.ª fase de reabilitação do centro histórico de Salvador deverá prever a relocalização para zonas próximas do centro histórico, nos casos em que seja necessária a remoção de pessoas residentes em zonas consideradas de alto risco.
Sobre a situação da moradia em Salvador
Sobre a gestão da cidade e o Plano Diretor de Salvador
Sobre o acesso à Justiça em Salvador
A cidade 2
Frevo da moradia 1
10 de junho
Atividades e parceiros da Missão Conjunta
A Situação das ocupações urbanas
Visita à ocupação de Água Fria
Violação do direito à moradia adequada (artigo 6º da Constituição Federal): A moradia adequada tem em sua essência o direito a uma vida digna e segura. A situação habitacional numa zona propensa a inundações viola o direito humano a uma habitação adequada.
Favela Ribeirinha Vila Imperial
Violação do direito à moradia adequada (art. 6º da Constituição Federal): A moradia adequada tem em seu cerne o direito de viver com dignidade e segurança; Viver numa área de risco sujeita a inundações viola o direito humano à habitação adequada. Violação do direito à vida e à saúde (artigo 196 da Constituição Federal): o direito à saúde deve ser garantido como parte do direito à vida e à dignidade, por meio de políticas sociais e econômicas destinadas a reduzir a ameaça de doenças e outros problemas de saúde e garantir o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde.
Projetos governamentais
A principal solicitação da comunidade da Vila Imperial é agilizar o processo de reassentamento com base no programa Habitar Brasil/BID. Violação do direito à cidade (artigo 2º, incisos I e II da Lei Federal nº pela falta de equipamentos e serviços públicos essenciais que garantam o direito ao trabalho, à alimentação, à saúde, à educação, ao tempo livre e ao meio ambiente saudável, e principalmente o direito de participar da gestão da cidade.
Saneamento integrado
Representantes do governo sugeriram incluir a comunidade no programa Habitar Brasil/BID para um projeto de reassentamento; Para esta discussão já foi realizado um censo socioeconômico. Até agora – nos cinco anos de existência da favela – o governo municipal não tomou nenhuma medida concreta que vise melhorar as condições de vida das famílias que vivem na Favela Vila Imperial.
Visita ao bairro Mustardinha
Com a intervenção da Companhia de Urbanização do Recife, a comunidade negocia há dois anos com representantes da prefeitura do Recife soluções para as precárias condições de moradia em que vivem. O repórter foi visitado por duas famílias que moram juntas no mesmo barraco há cerca de 15 anos; os moradores reclamaram das condições de moradia.
Situação emergencial: Vila Imperial
Durante a audiência pública, o secretário municipal de Urbanismo, Djalma Paes, explicou que a Prefeitura criou um projeto único para a Vila Imperial (154 famílias) e Campo do Vila, ressaltando que “já foi aprovado um projeto junto ao Habitar Brasil /BID e por fim com a Caixa Econômica Federal, que aguarda apenas a assinatura de convênio com o governo federal”; que nada foi feito até agora; e que o município deixa de agir e pode ser responsabilizado por isso. Fiquei muito perturbado e muito impressionado com as condições de vida que vi no Recife, principalmente na Favela Vila Imperial.
Ocupações urbanas
A CENDhEC ajuizou ação de usucapião do quarteirão para legalização da posse da comunidade; mas apesar dos moradores residirem na área há cerca de 50 anos, a Justiça Federal não reconheceu seu direito. Flávia Gomes (CENDhEC) disse que a Comunidade dos Coelhos foi uma das primeiras comunidades a se tornar uma ZEIS, mas que até o momento a área não foi regularizada.
Criminalização do movimento popular e falta de acesso à Justiça
Esse é o nome que os moradores se dão, pela grande resistência na luta pela regularização fundiária na área central da cidade; e onde querem ficar porque estão perto de equipamentos, infra-estruturas e oportunidades de emprego. Cercados por arranha-céus, eles se identificam com o pássaro socó, que resiste nos manguezais e ali permanece, apesar de todos os problemas ambientais.
Conjuntos habitacionais precários
Avanços: articulação da sociedade civil com o Ministério Público
O público em apoio à luta pela habitação; Nesse dia foi realizada a oficina “O direito à moradia adequada como direito humano”, que contou com a presença de representantes de movimentos habitacionais, organizações não-governamentais, procuradores do Estado e representantes da Associação de Juízes pela Democracia. No âmbito deste projeto também estão previstas a publicação de uma cartilha sobre o direito à moradia como direito humano e oficinas educativas com organizações interessadas neste tema.
Sobre as situações dos moradores da Favela Vila Imperial e
Ocupação Água Fria
Sobre a Regularização Fundiária das comunidades declaradas como Zonas
Sobre o Projeto de Saneamento Integrado
Sobre a situação dos conjuntos habitacionais precários
Sobre as ocupações urbanas e o acesso à Justiça, no Recife
O Poder Judiciário do Estado de Pernambuco deve promover atividades de formação de juízes na área de direitos humanos, especialmente em relação aos direitos à cidade e à moradia. A audiência abordou as seguintes questões relacionadas ao direito à moradia em diferentes segmentos da sociedade brasileira: a população indígena, comunidades quilombolas, comunidades de trabalhadores rurais sem terra em relação à realidade da habitação rural; a questão das cidades amazônicas; e populações de baixa renda e sem-teto que vivem em centros urbanos, favelas, moradias alugadas e áreas desordenadas e mal servidas.
Movimentos rurais
A situação da moradia dos povos indígenas
A marginalização e a exclusão dos índios sem terra, a exploração e a subordinação dos índios cujas terras são invadidas por garimpeiros, madeireiros, pescadores, caçadores e posseiros, ou mesmo dos índios cujas terras são atravessadas por estradas, ferrovias, linhas de transmissão ou fortemente inundadas por hidrelétricas sugerem que o direito das populações indígenas à habitação é violado diariamente. Há também problemas decorrentes da sobreposição de unidades de conservação ambiental e terras indígenas, causando prejuízos ao usufruto exclusivo dos povos indígenas.
Situação das terras indígenas, moradia e sustentabilidade
Os povos indígenas que vivem em regiões de ocupação colonial mais antiga e permanente (Nordeste, Leste, Sul) estão confinados em microáreas ou mesmo vivem em favelas, nas periferias das grandes cidades. Na Amazônia existem grandes contingentes de populações indígenas que vivem nas periferias das cidades (em Manaus/AM e Boa Vista/RR).
A situação das mulheres indígenas
Foi noticiado o caso das mulheres indígenas que vivem na fronteira norte do Brasil, região considerada de segurança nacional. As mulheres têm de se preocupar com a estrutura familiar das nossas comunidades, em não perturbar o nosso coletivo, as nossas culturas, a nossa organização social.”
Relação com o governo Lula
Questionamentos sobre a atuação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI)
A situação da moradia das comunidades quilombolas
Moradia e regularização dos territórios de quilombo
A situação das mulheres quilombolas
Relação com o Governo Lula
O negro na cidade
A fala do Ivo e da Aparecida aborda claramente a questão da raça no meio rural, e nós, negros, do movimento habitacional, não poderíamos deixar de trabalhar com a questão da moradia e ao mesmo tempo a questão da raça na cidade. Nós – negros, mulheres, minorias, nordestinos – precisamos estar em todos os cantos, em todos os cômodos, seja no movimento negro, no movimento de mulheres, no movimento habitacional.
A situação da moradia dos trabalhadores rurais
São nossos filhos, são nossos irmãos, são nossos vizinhos que hoje estão nas prisões, nos tumultos que ocorrem nas cidades; infelizmente são filhos de nossos parentes; Destas comunidades, a maioria veio de áreas rurais. Por isso lutamos na cidade, não só pelas reformas urbanas, mas também pelas reformas agrícolas.
Falta de políticas habitacionais rurais
Para nós, a reforma urbana é um conjunto de direitos e uma série de fatores e deve ser respeitada acima de tudo. Entendemos que é preciso coordenar diferentes programas, porque as realidades do campo brasileiro são bem diferentes”.
Reforma agrária e urbana
O tratamento pelo poder Judiciário, a discriminação e criminalização dos
Movimentos Urbanos
A situação da moradia nos centros urbanos
Avanços conquistados
Depois, em outubro do ano passado, tivemos a Conferência Nacional de Cidades, onde nasceu o Conselho Nacional de Cidades.
Atuação do poder Judiciário, nos despejos forçados
A situação da moradia nas cidades da Amazônia
Meio ambiente e ocupação urbana desordenada
Carência de infra-estrutura
Inadequação cultural das moradias
Impactos dos megaprojetos de desenvolvimento
Visita ao Rio de Janeiro
Visita ao Morro da Previdência
Programa Favela-Bairro
Visita a Bertioga
Visita à comunidade indígena guarani Ribeirão Silveira
Visita a Guarulhos
Visita a bairros de baixa renda ameaçados de deslocamento
Breve balanço da implementação do Direito à Moradia no Brasil
Avanços
A Segunda Conferência Nacional das Cidades, em 2005, deverá resultar na implementação deste sistema através de uma lei nacional. Para superar esse obstáculo, o Congresso Nacional deverá aprovar uma iniciativa popular que criará o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (projeto de lei n que permite o acesso à moradia urbana e rural para a população de baixa renda (até três salários mínimos);
Obstáculos
Altas tarifas de energia elétrica para a população de baixa renda: O município encontrou em suas missões, especialmente nos conjuntos habitacionais populares das cidades do Norte e Nordeste e nos imóveis para locação na cidade de São Paulo, preços altíssimos das tarifas de energia elétrica. Os critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (ANEEL), impedem que a população de baixa renda beneficie do direito a uma tarifa social subsidiada correspondente à sua renda78.
Tipologia dos conflitos averiguados
Pressupostos para dar solução pacífica a situações de conflito
Garantir a protecção processual das pessoas afectadas por despejos forçados, de forma a proteger o direito de defesa das pessoas afectadas e para que todos os notificados tenham tempo suficiente para se defenderem e para reorganizarem as suas vidas; fornecer a todas as partes interessadas, num prazo razoável, informações sobre o despejo planeado e, se aplicável, a finalidade a que se destinam os terrenos e habitações; garantir a presença de funcionários públicos ou dos seus representantes, especialmente quando o despejo afecta um grande número de pessoas; identificar com precisão e exatidão todas as pessoas que serão afetadas pelo despejo; garantir que os despejos não sejam realizados durante mau tempo ou à noite e fornecer os recursos legais correspondentes em cada caso; assegurar a prestação de apoio judiciário às pessoas que necessitam de obter indemnização em tribunal; dispor de locais apropriados para guardar os bens pessoais e ferramentas das pessoas a serem despejadas; Em termos de restituição justa, as pessoas deslocadas devem receber terras de qualidade e estatuto legal pelo menos iguais às terras que ocupavam anteriormente, para que possam satisfazer as suas necessidades e garantir o seu desenvolvimento futuro.
Tarifas sociais de energia elétrica para população de baixa renda
27, c/c 26, da Convenção Americana sobre Direitos Humanos estabelece que os povos tradicionais só poderão ser privados de seus direitos em caso de “guerra, perigo público ou outra emergência que ameace a independência ou a segurança do Estado Contratante”. alugado. Por se tratar de um programa nacional, a definição dos critérios deve ser adaptada à realidade brasileira, sempre levando em consideração as diferenças regionais.
Os critérios que as entidades reivindicam das autoridades para
Inconstitucionalidade dos critérios atuais
Nas regiões Sul e Sudeste do país existem milhões de cidadãos que (mesmo que tenham ligação monofásica) têm uma renda entre 100 e 300 reais, o que não significa que não sejam mais pobres. Isto acontece porque a produção de bens e serviços e, portanto, a riqueza do país, estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste; Essas regiões têm renda familiar per capita superior a 100 reais.” [grifo nosso].
Regularização Fundiária e Plano Diretor
É importante ressaltar que o custo de vida nos grandes centros é elevado e que os níveis salariais nas regiões Sul e Sudeste são superiores aos das regiões Norte e Nordeste. Existem várias situações claras em que a compensação é ganha mas não pode ser recebida: em apartamentos, por exemplo, o consumo ultrapassa os 220 KWh/mês; há famílias das regiões Sul e Sudeste com renda acima de 130 reais, que são muito pobres dado o alto custo de vida nas cidades onde moram; mas também há milhões de consumidores na região metropolitana de São Paulo que, apesar das ligações monofásicas, perderam ou não poderão receber o benefício, devido à má interpretação da AES Eletropaulo (e outras concessionárias) em relação ao regime único sistema de fase.
União e Regularização Fundiária
O estatuto da cidade lista os instrumentos de política de gestão fundiária como instrumentos na acepção do art. Quanto à dimensão da regularização fundiária, a diretriz do estatuto da cidade define como componentes essenciais desta política: i) urbanização da área habitada com o objectivo de melhorar as condições de habitabilidade das habitações existentes; ii) e a legalização da área através da concessão do direito de propriedade para reconhecimento legal de apartamentos aos moradores da área, que podem ser inscritos no Cartório de Registro de Imóveis.
Município e Regularização Fundiária
Gestão democrática da cidade
Os municípios visitados pela missão do Relator deverão constituir Comissões de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários, compostas por representantes do governo federal, do governo estadual e do respectivo município e representantes dos moradores, comunidades, organizações sociais, empresas e instituições que o conflito está envolvido. . As instituições estatais brasileiras devem produzir, divulgar, disponibilizar e distribuir material em linguagem clara e simples sobre programas, projetos e documentos públicos de interesse das comunidades (por exemplo, a proposta do Plano Diretor do município) para garantir o direito à informação. .
Recomendações ao governo brasileiro, para implementar
Rever as normas habitacionais dos Programas de Habitação Pública municipais, estaduais e federais, que exigem que gestores e técnicos integrem os componentes do Direito à Moradia Adequada aos projetos de habitação popular e pública, tais como: adequar o tamanho da habitação ao número de integrantes famílias, localização próxima ao emprego e à rede de serviços da cidade, implantação de infraestrutura e serviços urbanos, custos acessíveis e respeito às normas culturais devido à diversidade regional existente no Brasil. Adotar planos diretores dos municípios que permitam a disponibilização de áreas nas regiões centrais dotadas de infraestrutura e serviços para a promoção da habitação pública e a regularização jurídica e urbana de áreas urbanas e rurais habitadas por populações de baixa renda, estabelecendo zonas de especial importância social são proteção definida e histórico-cultural.
Sobre a situação da moradia das comunidades remanescentes de
O poder judiciário deve tomar medidas urgentes para se capacitar em questões urbanas e habitacionais, estabelecer tribunais especiais para julgar conflitos fundiários, ações de usucapião coletiva urbana, demarcação e regularização fundiária e mapear conflitos judiciais fundiários em áreas urbanas e rurais.
Sobre a situação da moradia das populações indígenas
Ocupações e favelas: são áreas públicas ou privadas ocupadas espontaneamente ou organizadas por pessoas de baixa renda. Usucapião urbano: é um instrumento de regularização fundiária de áreas privadas ocupadas pela população de baixa renda para fins residenciais, quando não há oposição ao imóvel, que deve ter no mínimo cinco anos para fins residenciais.
Relatório do Relator Especial sobre a Moradia Adequada como componente do direito a um adequado padrão de
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