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Objetivo 1: Erradicar a extrema pobreza e a fome - DHnet

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Academic year: 2023

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Nas últimas três décadas, a proporção de pessoas abaixo da linha da pobreza diminuiu significativamente no Brasil. A proporção de pobres é bastante estável, assim como a proporção de diferenças de renda.

Evolução da política social e combate à pobreza

Por exemplo, os gastos com a Previdência Social representavam cerca de 66,4% dos gastos federais com a Previdência Social, uma porcentagem muito alta mesmo quando com-. A despesa com o seguro-desemprego beneficia a parte intermediária da distribuição e não é progressiva (Barros e Fogue.

Evolução dos Indicadores Relativos à Pobreza no Brasil: Análise Focada no Desempenho

Indicadores do Atlas do desenvolvimento humano

Por outro lado, nos quatro casos seguintes, as trajetórias de aumento do percentual de pessoas com renda abaixo da linha da pobreza foram verificadas em sentido contrário à meta de reduzir a pobreza pela metade entre 1990 e . Observa-se que, de modo geral, a parcela de pessoas em extrema pobreza representa de um a dois terços da parcela de pessoas com renda per capita inferior a R$ 75,00.

Indicadores anuais

Percentual de pessoas com renda domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza do IPEA, por Unidade da Federação, 1981-90 e. Além disso, constatou-se que a desaceleração do crescimento econômico em 1996-97 foi acompanhada pela perda de alguns desses ganhos, com notável exceção das UFs do Centro-Oeste.

Crescimento e pobreza – uma investigação sobre

Como primeira aproximação, estimamos a relação verificada ao longo do tempo para as mudanças na pobreza e no PIB per capita dos países (Caixa 1), com base nos dados do censo. Entre 1991 e 2000, cada ponto percentual de aumento na renda per capita dos países esteve associado a uma redução de 1,2 ponto percentual na proporção de pobres em sua população. Os resultados do Anexo V mostram que a renda domiciliar per capita média nacional deve ser usada nos modelos de regressão26.

Modelo ajustado aos efeitos aleatórios de dados em painel da elasticidade da pobreza (proporção de pessoas pobres) em relação ao logaritmo da renda domiciliar per capita média. Modelo ajustado aos efeitos aleatórios de dados em painel da elasticidade da pobreza (privados) em relação ao logaritmo médio da renda domiciliar per capita. Modelo ajustado a dados em painel para elasticidade da pobreza (proporção de pobres) em relação ao logaritmo da renda em São Paulo.

Modelo ajustado a dados em painel para elasticidade da pobreza (indigentes) em relação ao log de renda de São Paulo.

Desigualdade, crescimento e pobreza

Crescimento pró-pobre e efeitos da composição

Os dados abrangem os estados com medidas de inflação em suas regiões metropolitanas, para os anos exceto 1991 e 1994, quando não havia PNADs, fonte dos dados que geram as estatísticas da pobreza). Tentando um modelo mais geral que o modelo (1), mas ainda com um número suficiente de graus de liberdade, relacionamos o crescimento não agrícola com termos regionais. Observe que há uma elasticidade da pobreza em relação à renda não agrícola para cada região i.

A relação entre o PIB dos setores não agrícolas e a linha de pobreza varia entre os estados, e o resultado não é significativo apenas para o estado do Pará. O gráfico a seguir mostra os valores absolutos das elasticidades pobreza-crescimento para os estados brasileiros. Vemos até que ponto o crescimento do setor não agrícola é capaz de reduzir a pobreza nos estados brasileiros.

Modelo ajustado em dados de painel para elasticidade-pobreza, em relação ao PIB não-agrícola.

A curva crescimento- pobreza no Brasil

Temos claramente um quadro de crescimento pró-pobreza para os estados do Ceará e do Rio Grande do Sul durante a década de 1990. Os resultados são enfáticos: de modo geral, o crescimento foi pró-pobre na década de 1990, para todas as regiões do país e praticamente para todos os estados, com pequenas diferenças ano a ano e para alguns estados32. O estado de São Paulo apresenta resultado mais ambíguo, ficando pobre por alguns anos, apenas na década de 90 e revelando forte crescimento nos decis de renda média; não os anos 80.

Naquele ano, quinze dos vinte e cinco estados (vinte e seis, contando o Distrito Federal) tiveram aumentos pró-pobres. Outro ano em que se observa amplo crescimento pró-pobre no Brasil é 1986, elevando para dezessete o número de países com tal configuração de crescimento. Novamente, os estados que não testemunharam esse crescimento pró-pobres encontram-se nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com exceção do Espírito Santo.

Além disso, em 79 casos o crescimento não foi pró-pobre na década de 1980, bastante diferente da década de 1990, que teve apenas 28 casos de crescimento não pró-pobre.

Análise complementar com base nos dados da PNAD/

Em 1998, o crescimento pró-pobre concentrava-se na região Nordeste (com seis estados), seguida da região Norte (com três estados), algo que já havia ocorrido em 1995, quando sete dos onze estados brasileiros que apresentavam crescimento pró-pobre encontravam-se no Nordeste - composto por nove estados. Outro ponto importante a destacar é a interseção do crescimento pró-prática em 2002, principal responsável pelo crescimento pró-prática no período 1992-2002. Durante a década de 1980, o crescimento empobreceu – os pobres eram os mais pobres enquanto os ricos aumentaram suas rendas – em 29 casos, e a maior incidência de declínio nos anos pobres.

O efeito de choques macroeconômicos sistêmi- cos sobre a proporção de indigentes, nas di-

Quadro 2: Matriz de correlação entre a variação da pobreza e variáveis ​​selecionadas nas unidades da federação brasileira. Aparentemente, esta diferença está relacionada com uma assimetria na resposta da pobreza à variação do nível de atividade local, hipótese que fica por testar na nossa amostra, pois contraria a evidência que tem vindo a ser recolhida em estudos internacionais (ver, por exemplo, Ravallion, 2003). A relação entre a variação da taxa de extrema pobreza e a variação do PIB do estado por per capita parece ser mais evidente nos anos em que houve preponderância de resultados econômicos locais fracos ou negativos e 1997-99.

As respostas do nível de pobreza à redução da taxa de crescimento econômico foram relativamente homogêneas entre os diferentes estados, daí a clara correlação entre mudanças nos indicadores de pobreza e crescimento econômico. Porém, nas fases de recuperação ou expansão do nível de atividade, as respostas nas unidades federadas são bem diferenciadas, resultando em uma correlação aparentemente mais fraca entre as variáveis. Essa assimetria é bem menos evidente na relação entre a pobreza local e o desempenho macroeconômico do país como um todo.

No entanto, deve-se notar que os coeficientes de correlação entre a variação da pobreza, o nível de atividade econômica local e o desempenho macroeconômico do país sempre diferiram significativamente de zero, embora indicassem associações relativamente fracas.

Já a correlação entre variação no valor real do salário mínimo (deflacionado pelo INPC)

Embora não tenham sido significativamente diferentes de zero, as correlações para vari-

Para o subperíodo 1995-2001, variações no valor total (quantidade x valor dos benefí-

Existe uma forte correlação entre as variações do valor real das transferências da previdência rural e do valor do salário mínimo. Cabe investigar ainda se a relação entre essas variações e a redução da pobreza pode ser explicada pelo impacto desta sobre o valor unitário dos benefícios concedidos. Mas se, pelas regras de atribuição da aposentadoria rural, a expansão posterior do sistema tornou-se marginal, condicionada à expansão vegetativa da população com direitos potenciais ao benefício, os resultados aqui obtidos permitem concluir que a criação de novos programas em escala semelhante à da aposentadoria rural deve gerar resultados intensos, com impacto de relativamente curto prazo, para a redução da pobreza no Brasil.

Primeiro, por meio de extrapolações do comportamento da pobreza e dos pobres34 dos anos 90 até 2015, para as diferenças. 34 Os limites de pobreza e necessidade são calculados de duas maneiras, dependendo da fonte de dados, conforme descrito no apêndice. Para os dados decenais (1991 e 2000) do censo e disponíveis no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2003, são utilizadas linhas de pobreza e assistência de R$ 75,50 e R$ 37,75, respectivamente, a preços de agosto de 2000, iguais para todos os estados.

Para os dados anuais (1990 e 1999) da PNAD e disponíveis no site do ipeadata, são utilizados limiares de pobreza e alívio específicos para cada estado, levando em consideração o gasto necessário para atingir um mínimo de 2.100 calorias diárias p.c.

Projeções para 2015

Assim, capitalizando a queda média anual da década para 2015, temos uma queda de 41,64% no percentual de pobres. Alguns estados atingem a meta de reduzir o percentual de pobres em mais de 50%: Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Goiás. A redução no percentual de pobres seria de 34,03%, número muito semelhante ao encontrado nos dados do Censo.

Primeiro, como primeira aproximação, com base na experiência dos estados da federação na década de 1990, não parece que o Brasil cumprirá a Meta 1 de reduzir o número de pobres (ou necessitados). A redução de pobres no Brasil seria de 60,70% e os únicos estados que ficariam aquém da meta seriam São Paulo e os estados da Região Norte (exceto Acre). 36 Essa elasticidade é calculada a partir de uma regressão logarítmica da proporção de pessoas pobres = a + b log mediana da renda familiar p.c.

Existem semelhanças entre as extrapolações de redução da pobreza entre dados censitários e aquelas baseadas nele.

Considerações sobre a Fome

A intensidade da pobreza (ou taxa de pobreza ou razão de inadequação da renda), medida como a razão da inadequação da renda para py0 (que representa o valor máximo para reduzir a pobreza), pode ser definida em termos da renda média dos pobres, ymp=Σip yi /p. Este indicador de intensidade da pobreza tem a desvantagem de ser insensível à extensão da pobreza (o número de pobres), pois seu cálculo depende apenas da renda média dos pobres e do limiar de pobreza. Hoffmann demonstra que esse terceiro índice depende tanto da intensidade e extensão da pobreza quanto da desigualdade entre os pobres.

Como podemos ver, os indicadores sugeridos para os Objetivos do Milênio são complementares, pois medem apenas o grau de pobreza (Proporção de pobres – Sim – e a parcela de 20% da renda – 0,2) ou uma combinação de sua intensidade e extensão (Poverty Gap). Nas áreas não metropolitanas, a redução mais intensa da pobreza foi observada nos setores rurais, especialmente no Paraná e em Santa Catarina. Uma exceção à redução geral da pobreza rural, por outro lado, foi o caso de Mato Grosso, especialmente no período mais recente.

Já no Amapá, que havia se caracterizado por relativa estagnação na década, houve significativa redução da pobreza a partir de 1999. Dados de Rocha (2003) também confirmaram o avanço favorável da redução da pobreza nos estados de Tocantins e Rondônia. Portanto, é necessário verificar se, na mudança de pobreza e miséria de 1991 a 2000, que parte da mudança de pobres e pobres vem de mudanças populacionais.

Referências

Documentos relacionados

Observa-se que, tanto no caso dos domicílios chefiados por homens como os chefiados por mulheres, diminuíram o percentual que estavam na condição de pobreza; entretanto,