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Para tanto, foi utilizada a metodologia de programação linear, que utiliza otimização para minimizar emissões e custos de transporte. O debate em torno do aquecimento global tem se intensificado no cenário internacional e cada vez mais países firmam acordos de metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

Objetivo

Uma maior quantidade de cargas a serem exportadas por via rodoviária aumentará a dependência do país desse modal e aumentará a participação do setor de transportes nas emissões totais do país. Pretende-se assim identificar alternativas viáveis ​​no setor dos transportes para alcançar uma maior eficiência ambiental com a redução das emissões de gases com efeito de estufa, sem esquecer os custos de transporte associados.

Estrutura da tese

Panorama do transporte no Brasil

  • Rodovias
  • Ferrovias
  • Hidrovias
  • Dutovias

Essa expansão possibilitou ao grupo o acesso ao porto de Santos e ao estado de São Paulo, tornando-se a principal alternativa ferroviária para o escoamento de grãos do país. Em termos de pontos de transbordo ferroviário de água, destaca-se o porto de Santos (SP), além dos terminais fluviais dos municípios paulistas de Pederneiras, Panorama e Presidente Epitácio (ANTT, 2010a). 2010) o desenvolvimento dos fluxos de etanol na Malha Paulista ocorreu devido à revitalização do terminal de descarga em Tecminas e BR Distribuidora em Paulínia, além de investimentos em terminais de carregamento nas fábricas e nas bases de distribuição por onde passa a ferrovia.

Tabela 1 – Planejamento da desestatização das malhas da RFFSA
Tabela 1 – Planejamento da desestatização das malhas da RFFSA

A matriz de transporte brasileira e a intermodalidade

A rodovia fornece um serviço porta a porta não fornecido por outros meios de transporte que dependem de instalações físicas como trilhos, rios e dutos. 3 Os termos intermodalidade e multimodalidade são utilizados na literatura para expressar a utilização de dois ou mais modais de transporte no fluxo de mercadorias.

Figura 5- Comparação das características de serviço entre modalidades de transporte
Figura 5- Comparação das características de serviço entre modalidades de transporte

As emissões de gases de efeito estufa no setor de transporte

No caso da União Europeia, apenas para ilustração e comparação, o setor de transporte foi responsável por 23,8% de todas as emissões de gases de efeito estufa e 27,6% das emissões de CO2 da União Europeia em 2006. Ao nível do transporte de mercadorias, a utilização do transporte intermodal pode trazer benefícios significativos na redução dos gases com efeito de estufa e do CO2.

Figura 7 – Emissões de CO 2  em 2005 nos 27 membros da UE por setor de transporte
Figura 7 – Emissões de CO 2 em 2005 nos 27 membros da UE por setor de transporte

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas e o Protocolo de Quioto

Os países estão divididos em países desenvolvidos (Anexo I) e economias em transição (não-Anexo I) (COSTA, 1998). Comércio de licenças de emissão para transferências internacionais de emissões de gases de efeito estufa entre países do Anexo I.

Alternativas diretas e indiretas ao Protocolo de Quioto

Mercado Voluntário de Carbono

Atualmente, segundo Stanley et al. 2011), são dezesseis programas de padronização espalhados por países desenvolvidos e em desenvolvimento, com objetivos que abrangem apenas o próprio país ou o mercado internacional como um todo. O Brasil apresenta um padrão para o mercado voluntário de carbono, que é o projeto Brasil Mata Viva (BMV), que visa certificar projetos que compensam o uso da terra.

Mitigação nacionalmente apropriadas (NAMAs)

Na área ambiental, foi avaliada a redução das externalidades decorrentes das emissões de gases de efeito estufa. O novo mapa de transporte de carga proposto reduziu as distâncias e, aliado ao uso da intermodalidade, proporcionou a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Figura 8 – Externalidade negativa e compensação através do custo marginal social
Figura 8 – Externalidade negativa e compensação através do custo marginal social

Matriz Origem-Destino

Investimentos privados e públicos em infraestrutura logística e o Plano de

O projeto da Ferrovia Norte-Sul (EFNS) contempla o trecho que sai de Belém/PA e chega a Panorama/SP e, quando concluído, o FNS terá 3.100 km de extensão. O segundo trecho se estenderia de Palmas/TO a Estrela do Oeste/SP com extensão de 1.536 km e custo estimado de R$ 3,37 bilhões. A linha férrea Nova Transnordestina terá 1.728 km de extensão e ligará os portos de Suape/PE e Pecém/CE com Eliseu Martins/PI.

A ferrovia Oeste-Leste ligará as cidades de Ilhéus/BA a Figueirópolis/TO e se conectará à EFNS, com extensão de 2.675 km e investimento previsto de R$ 6 bilhões (VALEC, 2010b). O projeto tem 600 km de extensão e percorre 46 municípios do estado de São Paulo, envolvendo quatro terminais coletores nas cidades de Serrana, Botucatu, Anhembi e Santa Bárbara d'Oeste.

Modelo matemático proposto

Assim, a soma dos fluxos rodoviários de produto p com origem nos centros de origem da carga o para o centro de atração d considerando os canais de comercialização c é somada aos fluxos de produto p com origem nos terminais de transferência de carga com destino à carga o centro de atração d, em todos os canais de comercialização c, deve ser igual à demanda do produto p transportado pelo centro de carga d (definido pelo DEM) mais a exportação do produto p transportado pelo centro de carga d, atraindo carga (definido por EXP). Assim, a soma dos fluxos rodoviários do produto p provenientes dos centroides de entrega de cargas o pertencentes ao estado dado uf, conectados ao canal de mercado representando os fluxos direcionados à exportação (c1export) e direcionados ao centro de atração da carga em questão. de portos (d1portos) somado ao somatório dos fluxos rodoviários de produto p com origem no centro de entrega de carga o pertencente a determinado país uf, também conectado ao canal de comercialização que representa os fluxos de exportação e direcionado aos terminais de transferência de carga, deve ser menor ou igual à exportação do produto p apresentado pela unidade estadual u. Em seguida, soma-se a soma dos fluxos rodoviários de carga d com a soma dos fluxos rodoviários de produto p com origem no centro assim conectado ao canal de mercado correspondente ao mercado de exportação (c1exportação) e direcionado para o porto atrativo de carga d dado. de produto p proveniente de terminais de transbordo de carga conectados ao canal de comercialização correspondente ao mercado de exportação e encaminhados para o mesmo destino de interesse da carga d deve ser maior ou igual à quantidade de produto p exportada por aquele porto definido pelo EXP.

A equação (7) garante que o fluxo rodoviário de uma determinada carga que seguiu desde sua origem até um terminal de transbordo 1 mais seu fluxo intermodal com origem em outro terminal de transbordo 2 e destino ao terminal 1 deve ser igual ao fluxo de carga que partiu de um deu origem ao terminal de transbordo 2, somado aos fluxos rodoviários originados no terminal 2 e direcionados aos centróides de atração de cargas. A identificação do fluxo intermodal é feita pelo resultado obtido pela variável que se refere ao fluxo intermodal do produto p, pelos modais ferroviário, aquaviário e/ou dutoviário, entre o terminal de transferência de carga t1 e o terminal de transferência de carga t2, conectados ao canal de marketing c.

Figura 12 – Esquema representativo do Modelo de Fluxo de Custo Mínimo
Figura 12 – Esquema representativo do Modelo de Fluxo de Custo Mínimo

Dados

No entanto, a base de dados coletada e disponibilizada pelo banco de dados não contempla todos os caminhos necessários para avaliar o modelo proposto nesta tese. Para estimar o valor do frete ferroviário foram utilizadas as tarifas propostas pela ANTT (2010f) com base no simulador de frete, e para o transporte dutoviário a estimativa foi baseada nas tarifas cobradas pela Transpetro para o transporte de combustíveis na malha dutoviária administrada. segundo a empresa. Cabe ressaltar que os preços relativos de transporte entre os modais de transporte foram constantes entre os cenários atual e futuro devido a dificuldades de medição e até mesmo por estar fora do foco do trabalho.

O modelo estimado foi processado para quatro cenários para cada um dos produtos, portanto, açúcar e etanol foram tratados separadamente, considerando para cada um deles a minimização das emissões de CO2 e o impacto nos custos de transporte, além da minimização dos custos de transporte e seu impacto nas emissões de CO2. O objetivo é acompanhar o comportamento dos custos de transporte e das emissões caso as obras de infraestrutura previstas nos PAC I e II não estejam disponíveis para utilização.

Tabela 8 – Quantidade de emissões de CO 2  para cada modal de transporte em kg/TKU
Tabela 8 – Quantidade de emissões de CO 2 para cada modal de transporte em kg/TKU

Açúcar

Cenário 4 - Minimização das emissões e do custo para os fluxos de transporte

12 A tabela foi inserida no apêndice, pois o modelo aloca 114 rotas intermodais para o escoamento do açúcar quando o objetivo é minimizar as emissões. No caso do mercado interno, o modelo destinou 5,482 mil toneladas de açúcar em mais de um modal de transporte. Por meio desse modal, foram enviadas 5.904 mil toneladas de açúcar para o mercado internacional e 7.517 mil toneladas para o mercado interno.

Foram para os portos 6,599 mil toneladas de açúcar destinadas ao mercado internacional, e um total de 10,5 milhões de toneladas para as microrregiões brasileiras. A maior disponibilidade das redes ferroviárias e hidroviárias no país vai permitir o escoamento de um acréscimo de 11,4 milhões de toneladas de açúcar, com os mesmos custos de transporte de 2010/2011 e emissões de cerca de 800 mil toneladas de CO2 a menos.

Tabela  20  -  Principais  resultados  da  estimativa  para  o  embarque  de  açúcar  na  safra  2020/2021,  no  cenário  4,  ou  seja,  com  todas  as  obras  de  infraestrutura  disponíveis
Tabela 20 - Principais resultados da estimativa para o embarque de açúcar na safra 2020/2021, no cenário 4, ou seja, com todas as obras de infraestrutura disponíveis

Etanol

Cenário 1 - Minimização das emissões e do custo para os fluxos de transporte

A Tabela 23 apresenta as rotas intermodais entre as transferências ferroviárias e hidroviárias e as quantidades de etanol desembarcadas em milhões de litros para minimizar as emissões. O modelo distribui as rotas de transporte utilizando a capacidade máxima de vazão utilizada em 2010, ou seja, sugere que 2,5 bilhões de litros de etanol usem trilhos e 200 milhões de litros de água. Para o mercado interno, foram transportados 22,843 milhões de litros por via rodoviária, sendo esse etanol transportado das usinas às bases de distribuição.

A Tabela 24 mostra as rotas intermodais entre as transferências ferroviárias e os volumes embarcados em milhões de litros para minimizar custos. Já no mercado interno, 22,875 milhões de litros de etanol saíram das fábricas e seguiram direto pelas rodovias para as bases de distribuição espalhadas pelos municípios brasileiros.

Tabela 23  –  Fluxo intermodal  entre transbordos  hidroviário  e ferroviário  para o etanol  no cenário 1 para a minimização das emissões
Tabela 23 – Fluxo intermodal entre transbordos hidroviário e ferroviário para o etanol no cenário 1 para a minimização das emissões

Cenário 2 - Minimização das emissões e do custo para os fluxos de transporteatual

A Tabela 26 mostra as rotas intermodais entre as transferências ferroviárias e hidroviárias e as quantidades transportadas de etanol em milhões de toneladas para minimizar as emissões. Do etanol destinado às bases de distribuição no mercado interno, 10,008 milhões de litros foram destinados às ferrovias e 818 milhões de litros às hidrovias. Por meio desse modal, foram enviados 635 milhões de litros de etanol ao mercado internacional e 14,498 milhões de litros ao mercado interno.

A Tabela 27 apresenta as rotas intermodais entre as transferências ferroviárias e as quantidades desembarcadas em milhões de litros para minimizar os custos. Sem impor teto ao total embarcado, o modelo destina 6,084 milhões de litros de etanol para embarque intermodal, sendo 84,9% desse volume destinado ao mercado interno.

Tabela  25  -  Principais  resultados  da  estimativa  para  o  embarque  do  etanol  na  safra  2010/2011, no cenário 2, ou seja, sem restrição de embarque na ferrovia e  na hidrovia
Tabela 25 - Principais resultados da estimativa para o embarque do etanol na safra 2010/2011, no cenário 2, ou seja, sem restrição de embarque na ferrovia e na hidrovia

Cenário 3 – Minimização das emissões e do custo para a oferta e a demanda

A Tabela 29 apresenta os principais resultados da estimação para a minimização das emissões e minimização dos custos de transporte. A estimativa para minimizar as emissões de CO2 indicou que em 2020 com esta atual configuração de transporte serão emitidas 0,064 tCO2 e serão gastos R$ 60,31 por m3 de etanol transportado. A Tabela 30 apresenta as rotas intermodais entre as transferências ferroviárias e hidroviárias e as quantidades de etanol transportadas em milhões de litros para minimizar as emissões.

Quando o objetivo da função é reduzir emissões, o modelo destinou 33,917 milhões de litros de etanol destinados ao mercado interno para uso da intermodalidade. Por meio desse método, foram embarcados 145 milhões de litros de etanol para o mercado internacional e 25,583 milhões de litros para o mercado interno.

Tabela  29  -  Principais  resultados  da  estimativa  para  o  embarque  do  etanol  na  safra  2020/2021,  no  cenário  3,  ou  seja  as  obras  de  infraestrutura  não  estão  disponíveis
Tabela 29 - Principais resultados da estimativa para o embarque do etanol na safra 2020/2021, no cenário 3, ou seja as obras de infraestrutura não estão disponíveis

Cenário 4 - Minimização das emissões e do custo para os fluxos de transporte

A Tabela 32 apresenta os principais resultados da estimação para minimização de emissões e minimização de custos de transporte. A priorização do uso de meios de transporte menos poluentes pode levar à redução das emissões de dióxido de carbono na atmosfera e, ao mesmo tempo, reduzir os custos de transporte. A opção de reduzir as emissões por meio da mudança de modos de transporte está incluída no Protocolo de Quioto e é classificada como AM0090.

Segundo Nazário (2009), a diferença entre os termos não é apenas semântica, mas possuem características bem definidas no contexto da evolução do uso de mais de um tipo de transporte de carga. A lei implementou o conceito de multimodalidade por meio da instituição de uma única pessoa responsável pela utilização de mais de um meio de transporte durante o trajeto da carga. Assim, foi criada a figura do Operador de Transporte Multimodal (OTM), que é responsável pela emissão do documento único (SANTANA NETO, 2005).

Assim, esse processo gera débitos e créditos que reduzem a produtividade do OTM e a utilização de mais de um modal de transporte (CRUZ, 2007).

Tabela  32  -  Principais  resultados  da  estimativa  para  o  etanol  na  safra  2020/2021,  no  cenário 4, ou seja, com todas as obras de infraestrutura disponíveis
Tabela 32 - Principais resultados da estimativa para o etanol na safra 2020/2021, no cenário 4, ou seja, com todas as obras de infraestrutura disponíveis

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Referências

Documentos relacionados

acompanhar a tramitação do novo PNE (2011-2020) no Congresso Nacional; incidir pela implementação das diretrizes e deliberações tomadas nesta e nas demais