Monografia intitulada: “Eficácia das medidas de defesa do consumidor em caso de práticas comerciais abusivas segundo o Código de Defesa do Consumidor”. Foram realizadas análises gerais para esclarecer princípios constitucionais relacionados aos contidos no Código de Defesa do Consumidor – CDC. A presente monografia intitulada “Eficácia dos meios de proteção ao consumidor no caso de práticas comerciais abusivas no âmbito do Código de Defesa do Consumidor”, baseada no direito civil, tem como objetivo principal analisar os abusos presentes no artigo 39 da defesa do consumidor. Código nas relações comerciais com os consumidores.
Portanto, o atual trabalho desenvolvido oferece formas de proteção ao consumidor contra abusos cometidos por fornecedores na relação de consumo, bem como delineia as práticas abusivas na relação de consumo que estão explicitadas no item 39.
RELAÇÃO DE CONSUMO
Voltando à história das relações de consumo, fica claro que a origem do consumidor são as sociedades capitalistas, que têm domínio sobre o capitalismo, (Estados Unidos da América - principalmente -, Inglaterra, França e Alemanha) de comercialização e consumo de massa. Portanto, com a implementação da Constituição Federal de 1998, em 11 de setembro de 1990, a Lei nº. Publicada a Lei 8.078/90, comumente conhecida como Código de Defesa do Consumidor (CDC), que entrou em vigor em 11 de março de 1990. 1991. cento e oitenta dias após a sua publicação, conforme estipula o artigo 118 do próprio código.
CONSUMIDOR
Portanto, através da implementação da Constituição Federal de 1998, foi publicada em 11 de setembro de 1990 a Lei nº 8.078/90, comumente conhecida como Código de Defesa do Consumidor (CDC), que entrou em vigor em 11 de março de 1990. cento e oitenta dias após a sua publicação, conforme previsto no artigo 118 do próprio Código. indivíduos trans) e estabelecendo a obrigação do Estado implementar políticas públicas em defesa dos direitos desses nacionais. Eros Robert Grau (2008, p. 251) define o consumidor como “alguém que se encontra em posição de fragilidade e subordinação estrutural em relação ao produtor do bem ou serviço de consumo”. É importante ressaltar que a conceituação jurídica do termo consumidor exige considerar suas características do ponto de vista econômico, para que não haja confusão na sua conceituação quando os significados políticos são levados em consideração.
Quando se trata da definição jurídica da figura do consumidor, é impossível distanciá-la da vertente económica da mesma figura, ou seja, o conceito levantado está intimamente relacionado com a realidade económica ocupada pelo consumidor. É impossível, de facto, conceber uma distância hipotética, mesmo para fins exclusivamente conceptuais, uma vez que o termo em análise só tem significado quando colocado no contexto, parte estrutural de qualquer ordem económica moderna. O rigor da defesa do consumidor deveu-se à ideia de que o homem era capaz de regular o mercado com a sua razão e vontade e decidir o seu próprio destino, uma vez que os contratos dependiam da autonomia das partes, defendo esta vontade igualitária.
Era necessária a criação de uma legislação que representasse a proteção integral dos consumidores nas relações de consumo. Ao tratar da vulnerabilidade dos consumidores, em relação às práticas contratuais nas relações de consumo, devemos definir a conceituação do fornecedor e, sobretudo, a sua posição no mercado consumidor.
FORNECEDOR
A relação de consumo caracteriza-se pelo fato de existir um consumidor de um lado e um fornecedor do outro.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR
IV - educação e informação de fornecedores e consumidores sobre seus direitos e deveres com vistas à melhoria do mercado consumidor; V - estimular os fornecedores a criarem meios eficazes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, bem como mecanismos alternativos de resolução de conflitos de consumo; Contudo, Arruda Alvim, Thereza Alvim, Eduardo Arruda Alvim e Jaime Marins (1995, p. 44) observam que existem seis princípios básicos emanados do CDC que norteiam a política nacional de consumo, classificando-os como: Princípio da Vulnerabilidade, Princípio do dever governamental , o princípio da garantia da adequação, o princípio da boa-fé nas relações de consumo, o princípio da informação e o princípio do acesso à justiça.
Deve-se entender que o princípio da vulnerabilidade está indissociavelmente ligado ao desequilíbrio existente entre fornecedor e consumidor, onde este último está sujeito ao primeiro, sob o seu poder de controle, criando a necessidade de políticas legais que reduzam esta lacuna do consumidor e protejam o consumidor. Nunes (2009, p.129) explica assim que o princípio da vulnerabilidade acarreta um reconhecimento inato da igualdade constitucional, pois determina que a parte fraca na relação é o consumidor, que pode apresentar certa vulnerabilidade técnica e/ou econômica. Este princípio torna a protecção do consumidor compatível com a necessidade de desenvolvimento económico, utilizando a boa-fé como regra prática.
Podemos dizer também que o princípio da boa-fé decorre dos princípios da solidariedade e da igualdade consagrados na Constituição Federal/88. 4., IV e VIII, como o próprio nome sugere, estipula que o consumidor seja informado sobre todos os aspectos do produto que adquire, bem como sobre o ato da compra, este princípio protege o consumidor de possíveis lesões por desconhecimento de algo importante . a relação de consumo em que está envolvida e seu produto. Portanto, é correto afirmar que o objetivo do princípio de informar o fornecedor e o consumidor é educá-los sobre seus direitos e deveres como sujeitos ativos na relação de consumo.
TEORIA DO ABUSO DO DIREITO
Assim, fica claro que a atual visão objetiva do abuso de direito inclui a consolidação de uma mentalidade jurídica com o objetivo de promover o funcionamento dos institutos jurídicos e exigir o comportamento dos membros da sociedade baseado nos ideais de solidariedade, justiça, lealdade e confiança.
PRÁTICA ABUSIVA NA RELAÇÃO DE CONSUMO
Medidas administrativas
As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa no âmbito de sua concessão e poderão ser aplicadas cumulativamente, inclusive como medida preventiva, antes ou incidente a procedimento administrativo. Segundo Cuano (2001, p.1), o dispositivo legal que regulamenta o efetivo exercício do poder de polícia estadual já enumera regras de conduta, infrações e sanções administrativas, o que possibilita ao órgão fiscalizador correspondente poder agir concretamente com toda coerção. poder que lhe foi investido. As sanções acima referidas podem, sem afectar outras sanções de natureza civil, penal e outras, previstas em normas especiais, ser aplicadas cumulativamente, ou seja, podem ser impostas, pelo órgão de fiscalização a que a lei confere competência, a imposição de duas ou mais sanções com o objectivo de punir a mesma relação.
Classificada de acordo com a gravidade da infração, o benefício obtido e a condição econômica do fornecedor, será aplicada mediante procedimento administrativo nos termos da lei” (CDC, art. 57 cc art. 56, I). o produto e destruição do produto, multas incluídas em sanções administrativas objetivas, causam prejuízos ao fornecedor, embora não de natureza monetária, reduz significativamente o seu patrimônio, impedindo-o de enriquecer através do produto, seja pela busca ou destruição de A destruição do produto, com sua imediata retirada do mercado por ser irregular ou impróprio para consumo, por apresentar defeitos, totalmente contrários às especificações e/ou fórmulas apresentadas, protegem o consumidor, pois dificulta a comercialização deste maléfico produto indisponíveis no mercado, esses produtos podem causar graves problemas de saúde aos consumidores.
Sanções administrativas que proíbam a produção do produto, suspendam o fornecimento de produtos ou serviços, suspendam temporariamente a atividade, retirem a concessão ou licença de uso, retirem a licença do estabelecimento ou atividade, proíbam, no todo ou em parte, o empreendimento, trabalho ou atividade. e a intervenção administrativa restringe as atividades operacionais do prestador de serviço, trabalho ou atividade que esteja lesando os direitos do consumidor. Mafra (2012, p.3) afirma que as multas destinadas à apreensão, destruição de produtos, interdição de produção de produtos, suspensão de fornecimento de produto ou serviço, cassação de registro de produto e revogação de concessão ou licença de uso serão aplicadas pelo órgão competente. autoridade administrativa, conforme definida no parágrafo único do artigo 56, por meio de procedimento administrativo, proporcionando, é claro, ampla proteção, quando houver defeitos persistentes de quantidade ou qualidade devido à inadequação ou insegurança do produto ou serviço. Portanto, cada autoridade administrativa legalmente definida, no seu âmbito, é competente para aplicar sanções administrativas pelos atos cometidos.
Medidas Judiciais
Caso o consumidor seja prejudicado por algum abuso na prática das relações de consumo, ele pode recorrer às autoridades de defesa do consumidor (Procons, Cedecons, Sedecons, etc.), ao Ministério Público especializado em defesa e defesa do consumidor, aos juizados de pequenas causas ou aos tribunais de liquidação informal. , futuras procuradorias estaduais, cargos políticos em municípios de pequeno porte, entidades privadas. Órgãos de defesa conhecidos, entre outros mais conhecidos como Procons, têm sua criação determinada por lei municipal, que autoriza convênios com a secretaria competente, que determinam os métodos de funcionamento e serviços deste órgão, principalmente para fins de defesa do consumidor. Independentemente da possibilidade de fiscalização dos estabelecimentos comerciais em termos de marketing e outros aspectos de marketing e outros aspectos relacionados com a polícia administrativa (ver Regulamento n.º ou competências anteriormente estabelecidas pelo Ato Delegado n.º 4 de 1962, nomeadamente no artigo 10.º, diria que o Procons, ao defender os interesses individuais dos consumidores, é uma grande caixa de ressonância desses interesses, responsável por verificar as reclamações apresentadas.
Com base no mesmo entendimento, o Código de Defesa do Consumidor confere indiretamente legitimidade ativa para defesa coletiva ao Ministério Público, à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal, bem como a determinadas entidades e órgãos da Administração Pública direta ou indireta, às associações civis , sindicatos e comunidades indígenas. O objetivo deste trabalho foi mostrar a importância da proteção do consumidor nas relações de consumo, bem como mostrar o contexto histórico e a evolução do interesse pelo bem protegido no curso da evolução social e dos seus diferentes momentos económicos, tendo em conta o conjunto aspecto teleológico e hermenêutico do consumidor e sua posição na relação de consumo. Foram demonstrados conceitos e princípios básicos articulados pelo Código de Defesa do Consumidor Brasileiro, bem como sua criação interferiu no ordenamento jurídico e quando surgiu.
Os princípios básicos do direito do consumidor contemplados na Lei de Defesa do Consumidor brasileira formalizam inicialmente o foco principal do estudo, pois este conceito é necessário para compreender a proteção do consumidor em nosso ordenamento jurídico. Houve práticas abusivas nas relações de consumo que violaram normas e garantias constitucionais fundamentais e disposições do Código de Defesa do Consumidor e afetaram a harmonia das relações de consumo, pelo que o fornecedor impõe um desequilíbrio financeiro irregular ao consumidor. A condição de consumidor individual e/ou coletivo foi considerada precária nas relações comerciais; o comerciante, apesar de também ser titular de direitos, sofre grandes prejuízos na aquisição de determinados produtos, por vezes devido a publicidade enganosa, descontos falsos, formação de cartel, entre outras práticas irregulares de mercado.