Do ponto de vista sistêmico, a influência da agricultura no RS sobre a economia como um todo também é maior do que o sugerido pelos números agregados por setores de atividade econômica. Taxas de crescimento do valor adicionado bruto (VAB) da agricultura, do produto interno bruto (PIB) e da participação do RS na economia brasileira — 2001-12. DO PIB DO RS DO PIB DO BRASIL PARTICIPAÇÃO DO PIB DO RS NO PIB DO BRASIL.
Estimativas mais recentes, elaboradas pelo MAPA, indicam que o Valor Bruto da Produção (VBP2) da agropecuária no RS totalizou R$ 48,5 bilhões em 2014. Participação dos principais produtos no Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária do Rio Grande do Sul RS e Brasil — 2014.
3 Características da agricultura gaúcha
Cerca de 90% desta área é dedicada à produção de cereais (cereais e oleaginosas), que é a principal atividade agrícola do estado. Só recentemente, com o avanço da agricultura temporária nas regiões pecuárias tradicionais, a área destinada à produção de grãos cresceu mais rapidamente. A produção de tabaco, atividade econômica tradicional na região do Vale do Rio Pardo, destaca-se entre as culturas temporárias não destinadas à produção de cereais, ocupando aproximadamente 200 mil hectares.
4 Características da pecuária gaúcha
Exportações gaúchas do complexo carnes
Em 2014, a carne de frango produzida no Rio Grande do Sul foi vendida para 178 países, a carne bovina para 159 países e a carne suína para 122 países. No mesmo ano, as exportações gaúchas do complexo cárnico somaram US$ 2,2 bilhões, o que representou 12% das vendas externas do estado (BRASIL, 2015a). As exportações de carne de frango são responsáveis por mais de 60% do total das exportações do complexo cárnico do RS.
A exportação de carne suína representa cerca de um quinto das vendas totais do complexo ao exterior. Embora a pecuária seja uma atividade tradicional no país e a carne bovina seja a mais popular entre os Gavčos, sua participação nas exportações do complexo representa apenas 10% do total das exportações. Embora a exportação de carne suína supere a exportação de carne bovina, sua participação no PIB é menor: 16,9% e 20,8%, respectivamente.
As exportações do agronegócio e principalmente do complexo cárnico cresceram acima da média dos demais setores nas últimas duas décadas. No período, o frango dobrou sua participação nas exportações gaúchas e a participação da carne suína quadruplicou (BRASIL, 2015a). No primeiro semestre de 2015, as exportações do complexo de carnes somaram US$ 924 milhões, apresentando queda de 8% em valor e 0,5% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior (BRASIL, 2015a).
A seguir, são exploradas algumas características das exportações de carne bovina, suína e de frango do RS, destacando seus vetores de crescimento e principais mercados consumidores.
Carne de frango
O crescimento das exportações ocorreu de forma sustentável até à crise de 2008, tendo-se estabilizado desde então. As exportações de carne de frango do RS são mais generalizadas do que as de outras carnes. Até junho de 2015, o valor das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul foi 10% inferior ao registrado no ano anterior.
Apesar do número limitado de frigoríficos brasileiros que podem exportar para a China, o embargo chinês à carne de frango norte-americana poderá se refletir no aumento das exportações do Rio Grande do Sul. No caso da Rússia, um embargo aos produtos agrícolas de países que impuseram sanções a esse país devido à crise com a Ucrânia pode ter o mesmo efeito, aumentando as exportações do RS. As vendas de frango neste mercado cresceram significativamente nos últimos anos, tornando-o o segundo maior destino em 2013, ultrapassando o Japão.
No ano seguinte, as vendas na Venezuela continuaram a crescer e o país tornou-se líder nas compras de carne de frango do RS. Esta dinâmica pode ser um reflexo do programa de segurança alimentar recentemente lançado pelo Presidente Nicolás Maduro, com o objectivo de minimizar a crise de abastecimento observada nos últimos anos. A evolução da situação económica e o desenvolvimento de soluções para a crise do abastecimento alimentar são factores que podem influenciar este progresso.
No primeiro semestre de 2015, as vendas de carne de frango do Rio Grande do Sul para a Venezuela totalizaram US$ 566 milhões, uma queda de 10% em relação ao ano anterior.
Carne suína
A maior parte das exportações de carne suína do RS é de carne fresca e historicamente os principais destinos têm sido Rússia, Hong Kong, Ucrânia e Argentina. A partir de 2008, quando as cotas de importação do Brasil foram limitadas, as vendas para a Rússia iniciaram uma tendência de queda, que foi reforçada pelo embargo à carne brasileira em 2012. Durante o mesmo período em que as importações de carne suína russa praticamente pararam, as vendas do RS para a Ucrânia Destaques Históricos.
A queda nas exportações para a Ucrânia foi compensada pelo crescimento de outros mercados, principalmente o mercado russo, que voltou a absorver a carne suína do RS em 2013. A Argentina foi tradicional importadora de carne suína até o final da década de 90. do RS, mas reduziu significativamente sua importância. Embora o país vizinho tenha sido responsável por 60% das exportações gaúchas desses produtos em 1997, a participação caiu drasticamente após a crise de 2001.
Com a instabilidade observada em alguns mercados tradicionais de carne suína, como Rússia e Argentina, a queda no valor total exportado pelo RS não foi maior devido ao aumento das vendas para outros países, como Hong Kong, Singapura e Angola. Em 2005, os cinco principais mercados responderam por cerca de três quartos das exportações de carne suína do Rio Grande do Sul. Como fato relevante ocorrido recentemente, vale destacar a retomada das exportações de carne suína para a China.
Apesar do volume ainda pequeno (aproximadamente 200 toneladas), este poderá ser um marco para a indústria de carne suína no RS, dado o tamanho do mercado chinês.
Carne bovina
Se por um lado se observar a consolidação do Reino Unido e de Hong Kong como os maiores importadores de carne bovina do RS, a redução gradativa na última década da participação relativa de mercados que já foram muito importantes para o setor no O estado merece atenção. Alemanha, Itália, Espanha, Chile, Venezuela e Argélia absorveram cerca de um terço das exportações de carne bovina do Rio Grande do Sul em 2005. Por fim, vale destacar que o fim do embargo chinês à carne bovina brasileira é fonte de expectativas otimistas entre os exportadores.
5 Agricultura familiar e cooperativismo agropecuário no RS
Levando em conta as limitações inerentes à definição aceita, que tem sido objeto de debate acadêmico, a divulgação dessas informações permitiu detalhar mais detalhadamente o papel que a agricultura familiar desempenha na produção de alimentos e no processo de desenvolvimento socioeconômico brasileiro. determinar Até o momento, essas são as únicas estatísticas censitárias disponíveis para analisar a agricultura familiar no RS. A maioria dos empreendimentos agrícolas do RS se enquadra nos critérios definidores da agricultura familiar.
As microrregiões com maior número de agricultura familiar são Santa Cruz do Sul (7%), Frederico Westphalen (6%), Lajeado-Estrela (5%), Pelotas (5%) e Três Passos (5%). Distribuição do número de plantas, área, pessoal ocupado e valor da produção agrícola da agricultura familiar e não familiar no RS — 2006. Os dados do IBGE sobre a produção de hortaliças na agricultura familiar infelizmente foram limitados a um pequeno número de culturas. .
Para algumas atividades que se sabe serem dependentes da agricultura familiar na República da Eslovénia, como a cultura do tabaco, a fruticultura e a horticultura, não estão disponíveis dados desagregados. Os dados disponíveis confirmam que no país a agricultura familiar é fundamental para a produção de alimentos básicos para a população brasileira, como leite, aves, suínos, feijão, milho e mandioca. Esse tipo de indústria agrícola pode estar localizada em qualquer região do país, mas concentra-se nas regiões com maior número de pessoas ocupadas na agricultura familiar.
Mais de 60% das agroindústrias ocupadas e familiares do RS estão localizadas nas regiões Coredes do Vale do Rio Pardo, Sul, Serra, Vale do Taquari, Fronteira Noroeste, Missões, Norte, Médio Alto Uruguai, Celeiro e Central.
5 Fabricação de máquinas e implementos agrícolas
O RS é o maior fabricante nacional de máquinas e implementos agrícolas e tem se beneficiado da recente expansão do mercado brasileiro. A dinâmica da indústria de máquinas e ferramentas agrícolas no RS depende, portanto, cada vez mais da agricultura brasileira. Até à data, o aumento da distância do consumidor final não conduziu à redução da importância do Estado na produção nacional de máquinas agrícolas.
Para evitar distorções da série, optou-se por adotar a classificação atualmente seguida pela empresa para todo o período de produção de máquinas e equipamentos para agricultura e pecuária, com exceção de irrigação). Este é o pior momento vivido pela indústria nacional de máquinas agrícolas desde 2009. A concentração da indústria de máquinas e ferramentas na região Sul também contribuiu para que as fábricas brasileiras servissem de plataforma de exportação para outros países da América.
Embora os mercados sul-americanos ainda sejam relevantes, há pelo menos uma década há uma tendência de declínio na participação das exportações na produção nacional de máquinas agrícolas. Volume de exportações de máquinas agrícolas das empresas filiadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) no Brasil – 2000-2015. Para a indústria de máquinas agrícolas gaúcha, a transição da Argentina de principal cliente externo para potencial concorrente nos mercados sul-americanos e africanos é preocupante.
Para a Expointer 2015, a previsão é que as vendas de máquinas e equipamentos agrícolas mal alcancem os níveis registrados no ano passado, quando ultrapassaram os R$ 2,7 bilhões.
Considerações finais
O governo argentino, prevendo a potencial repercussão das receitas agrícolas para a indústria local e a possibilidade de melhorar a balança comercial de um sector historicamente deficiente, recorreu a uma série de medidas para limitar as importações e reduzir a produção interna para melhorar. Em 2014, pela primeira vez, o mercado argentino foi atendido principalmente pela produção nacional (INDEC, 2015). O resultado dessa política também pode ser visto na participação do país vizinho nas compras brasileiras de máquinas agrícolas, que caiu de um quarto do total em 2010 para um décimo do total em 2014 (BRASIL, 2015b).
Nos últimos anos, a queda nas vendas da República da Eslovênia para a Argentina (-84% de 2010 a 2014) não causou grandes efeitos negativos na indústria local, porque foi mais do que compensada pelo crescimento do mercado brasileiro. Apesar disso, mesmo em anos de crise, a realização da feira oferece aos agricultores a oportunidade de conhecer as inovações do setor e avaliar oportunidades de negócios.
Disponível em: