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PAIS E FILHOS: DIREITOS E DEVERES - Univali

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Academic year: 2023

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Esta monografia foi desenvolvida tendo como tema principal os direitos da criança e do adolescente, bem como seus deveres, e também os direitos dos pais, seguidos de seus deveres, especialmente no que diz respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Ao elencar o reconhecimento dos direitos da criança e do adolescente e abordar o que hoje é assegurado, constitui a base da doutrina integral da proteção.

A ORIGEM DA FAMÍLIA

Esta forma foi a primeira que não se baseou nas condições naturais, mas sim nas condições económicas, e representou concretamente o triunfo da propriedade privada sobre a propriedade comum primitiva, nascida espontaneamente20. Dito isto, considera-se que a família é uma sociedade natural, formada por indivíduos, unidos por laços de sangue ou afinidade.

A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA NA ANTIGUIDADE

  • A FAMÍLIA À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL BRASILEIRA -1988

Da mesma forma, a Constituição Federal do Brasil de 1988 estipula que os filhos, independentemente de haver ou não relação de casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, sendo proibido qualquer nome. A constituição federal brasileira de 1988 representou um marco na evolução do conceito de família, corporizando o conceito de Lévy-Brul de que a característica dominante da evolução da família é a sua tendência a se tornar um grupo cada vez menos organizado e hierárquico. cada vez mais baseada no amor mútuo38.

A ORIGEM DA FAMÍLIA NA ATUALIDADE

  • A família advinda do casamento
  • A família advinda da união estável
  • A família monoparental: uma realidade do século XXI

A culminância ocorreu com o advento da Constituição Federal de 1988, que reconheceu a união estável entre homem e mulher como entidade familiar, dando origem à sua regulamentação por leis especiais47. Percebe-se, portanto, que a união estável adotada por muitos casais hoje constitui uma relação familiar.

A FAMÍLIA: RECONHECIMENTO E INCLUSÃO DA INFÂNCIA

Assim, segundo Ardigó59, a imagem da infância foi a progenitora de todas as crianças pequenas na história da arte europeia, sendo o “Menino Jesus”. Durante muito tempo houve um forte sentimento de que nasceram muitas crianças, mas os adultos não se identificavam com isso, pois nasceram em grande número e apenas algumas sobreviveram62. Assim, a representação da criança morta no século XVI foi um marco na história das emoções infantis, e no final deste século e início do século XX.

Segundo Ferriane64, verifica-se que a infância, independente da classe social, foi considerada uma fase muito curta, uma vez que demonstraram capacidade de viver sem cuidados maternos básicos para sua sobrevivência, as crianças ingressaram no mundo dos adultos e foram consideradas iguais. . Até o início do século XVI, as crianças não se distinguiam dos adultos e não havia preocupação social com esta fase do desenvolvimento humano. Segundo Áries, a aprendizagem infantil era passada diretamente de uma geração para outra, mas as crianças de 7 a 9 anos, de qualquer classe social, eram enviadas para casas de outras pessoas para serem educadas67.

A EDUCAÇÃO, A SOCIALIZAÇÃO DAS CRIANÇAS E AS INTERAÇÕES

Neste contexto, Mary Del Priore sugere que o amor, a especialização de uma fantasia para meninos e a incorporação de castigos corporais entre as crianças moldaram os primeiros sentimentos da infância e introduziram os primeiros mecanismos de distinção entre a criança e o adulto, levando ao início liderar. o reconhecimento da infância como fase de desenvolvimento digna de tratamento especial79. As crianças indígenas eram chamadas de “curumins” e desde a infância ajudavam os pais no plantio, na colheita, na caça e na pesca, etc.86. As mães indianas tinham cuidados especiais com a higiene e davam banho nos filhos várias vezes ao dia.

A partir dos sete anos, os filhos de escravos podiam ser separados dos pais e vendidos para trabalhar para outras famílias. As crianças acompanhavam a mãe no trabalho na lavoura e desde cedo ajudavam no plantio e na colheita. A Lei do Ventre Livre foi uma lei assinada em 1871 que libertou crianças nascidas de mães escravas.

  • DEFINIÇÃO DE CRIANÇA E DE ADOLESCENTE
  • O DIREITO A DIGNIDADE GARANTIDO NO ECA
  • O DIREITO AO RESPEITO ASSEGURADO A CRIANÇA E AO
  • O DIREITO Á CONVIVENCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA RESGUARDADOS
  • DIREITOS E DEVERES DOS PAIS PRECONIZADOS PELO ECA
  • O DEVER DOS FILHOS PARA COM OS PAIS

Representa um misto de interesses individuais e outros bens de toda a sociedade, interessada em validar os direitos das crianças e adolescentes para apoiar a construção da cidadania. No que diz respeito ao direito a uma opinião, a Convenção exige no artigo 12.º que os Estados Partes garantam às crianças que sejam capazes de expressar as suas próprias opiniões o direito de expressarem livremente as suas opiniões sobre todos os assuntos relacionados com a criança. que será devidamente levado em consideração em função da idade e maturidade da criança.99. O Artigo 18 do CME afirma que é dever de todos salvaguardar a dignidade das crianças e adolescentes e protegê-los de qualquer tratamento desumano, violento, assustador, degradante ou constrangedor.

As práticas mencionadas ao final deste artigo atentam contra a honra e a respeitabilidade da criança ou adolescente e podem colocar em risco o almejado desenvolvimento saudável e harmonioso nos seus aspectos físicos, mentais, morais, espirituais e sociais.101 . Com este artigo, o ECA tenta conscientizar a sociedade sobre a problemática das crianças e dos adolescentes, com vistas à participação e à prevenção. Cabe aos pais tornar os filhos úteis à sociedade; sua atitude é fundamental para a educação da criança. Caso não cumpra este dever, o progenitor que erra está sujeito a repreensões civis e criminais, que respondem pelos crimes material, moral e intelectualmente. (art.224 a 246 do Código Penal).

Embora a Corte mencione mais os deveres dos pais para com os filhos do que os direitos, os pais também têm direitos, embora os direitos das crianças e dos adolescentes não sejam discutidos com a mesma ênfase e frequência. Eu te amo", palavras extremamente importantes para o crescimento e equilíbrio emocional de uma criança.

PRINCÍPIO DA AFETIVIDADE E DA SOLIDARIEDADE FAMILIAR

  • Afetividade
  • Valorização do afeto, consequências da evolução de pensamentos sobre

É viável destacar aqui o artigo 1.513 do CC: “É vedado a qualquer pessoa, de Direito Público ou Privado, interferir na comunidade de vida estabelecida pela família”. 127 FARIA, André Rocha Revista Brasileira de Direito de Família e Sucessões, Porto Alegre: Magister; Belo Horizonte, IBDFAM, 2007, p. A defesa da aplicação da paternidade socioafetiva, hoje, é muito comum entre os atuais estudiosos do Direito de Família.

Tanto isso é verdade que no I Congresso de Direito Civil, promovido pelo Conselho da Justiça Federal sob os auspícios do Superior Tribunal de Justiça, foi divulgado o Enunciado nº. Porém, é importante ressaltar que o afeto não deve ser considerado apenas na colocação na família , mas sim para todos os recursos de direito da família, bem como, por ex. adoção ou tutela. Deve-se adotar um sentido amplo de família com o intuito de acolher também parentes (tios, primos, avós, por exemplo) e até mesmo terceiros que não tenham parentesco consanguíneo (como aqueles que têm a guarda temporária da criança em acolhimento. 138 .

A RESPONSABILIDADE DE SER PAI

  • O relacionamento entre pais e filhos
  • Colocar limites: o que pode e o que não pode
  • A obediência é um valor

Não é de surpreender que a mãe entre em cena e a avó paterna comece a cuidar dos filhos. Isto também acontece com uma mãe que tem que trabalhar e depende da própria mãe para ajudá-la com os filhos. As crianças acusam ela de ser má, chata, quadrada, ou dizem “Papai é legal”, assim que eu puder vou morar com ele.

Alguns pais acabam cedendo ao que os filhos querem porque não é fácil ver seu filho chorar por algo que você sabe que pode dar ou fazer, mas ao mesmo tempo é preciso pensar no futuro, hoje são coisas mínimas mas depois isso pode não ser mais. Sempre que procuram descobrir como surgiram os conflitos com as limitações e os problemas de desenvolvimento.154 É por isso que as limitações devem ser estabelecidas em casa, desde o primeiro dia de vida de uma criança, é dever dos pais que no futuro os seus filhos sejam respeitados e conhecido. como respeitar os outros como cidadãos dignos. Quando as mães ficam surpresas ao ver seus filhos fazerem o que eles fazem, elas costumam dizer: “Mas eu lhes ensinei o certo e o errado”.

BATER OU NÃO BATER

Houve muitos anos de chicotadas, espancamentos e formas de castigo físico contra crianças. São muitos os pais que batem nos filhos, isso não significa que devam bater neles de uma forma que pretenda machucá-los, apenas porque em determinados momentos perdem um pouco a paciência e acabam dando aquela “tapa” no bumbum. Por outro lado, por incrível que pareça, também presenciei vários casos em que, apesar de espancadas e assustadas, crianças que se sentem extremamente agredidas por este ato, que acertadamente identificam como uma ação covarde e humilhante, encontram a força dos pais. que dizem, por exemplo: 'não doeu', 'você viu', nem chorei', 'está doendo mais' e coisas do tipo.

Então entende-se que os pais devem primeiro falar, explicar o motivo disso ou daquilo. Acredita-se que o simples fato de bater resolve a situação imediatamente, mas com o passar do tempo a criança perde o respeito até mesmo dos pais e também pensa que todos podem bater em qualquer lugar para resolver os problemas. Diante da afirmação do autor acima de que as crianças tendem a apanhar por não cumprirem mais a obediência exigida, acredita-se que quando a situação chega a esse ponto, os pais já perderam o controle sobre a educação dos filhos, pois não sabem como fazê-lo. lidar com isso no início e chega um certo momento em que eles não conseguem mais amenizar a situação, e os filhos passam a ser os “fazedores”.

A LEI DA PALMADA

O presente trabalho teve como objetivo abordar os direitos e deveres entre pais e filhos, bem como delinear as limitações impostas à autoridade parental e a questão do afeto dentro e dentro das relações familiares. O primeiro capítulo abordou em termos gerais a evolução histórica do conceito de Família, bem como as suas diferentes definições em diferentes momentos históricos e unidades sociais. No segundo capítulo, procuramos descrever de forma clara e objetiva o dispositivo legal que rege a maior parte das relações entre pais e filhos, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que delimita os direitos e obrigações dos pais ou responsáveis, bem como a responsabilidade dos o menor em relação aos seus atos e aos deveres a prestar aos seus tutores e à sociedade.

O terceiro capítulo tratou do conceito atual de Família perante a sociedade no mundo jurídico, bem como definiu os conceitos de afetividade e seus efeitos na relação entre pais e filhos. Para divulgar o estudo, foram destacadas as opiniões e opiniões de psicólogos e educadores infantis, com o objetivo de saber o quão rigorosa é a nova redação do texto legal, bem como qual a função de bater (agressão física "leve") . estaria na formação do menor. A temática da monografia, a amplitude do tema abordado, bem como a sua importância, deixam clara a necessidade de aprofundar os campos de análise, investigação, estudo e debate para dominar e compreender melhor um tema tão vasto e campo complexo. não apenas do Direito, mas da estrutura social como um todo.

Referências

Documentos relacionados

Ampliando esta análise, verifica-se que o capital começa a operar para a formação de subjetividades compatíveis com suas demandas, particularmente, formando indivíduos que não só