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para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social

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Academic year: 2023

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Casa temporária: diretrizes de projeto para arquitetura de abrigos para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. CONANDA Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente CNMP Conselho Nacional do Ministério Público.

Justificativa

Portanto, pode-se concluir que a questão da institucionalização de crianças e adolescentes é uma realidade social que atinge todos os países do país e mesmo em diferentes níveis devemos ter cuidado para que tais números não reflitam simplesmente estatísticas que se relacionam com a sociedade, mas mostrar as vidas e os corações passando por uma etapa de sua história em lares temporários. Esse fato pode ser constatado pela Figura 2, que apresenta dados sobre a permanência de crianças e adolescentes no sistema institucional, a partir de março de 2021, há mais de 3 anos.

Figura  1  -  Crianças  e  adolescentes  em  acolhimento  no  Brasil.  Adaptado  de  Serviço Nacional de Adoção e Acolhimento, 2021
Figura 1 - Crianças e adolescentes em acolhimento no Brasil. Adaptado de Serviço Nacional de Adoção e Acolhimento, 2021

Objetivos

OBJETIVO GERAL

Esse fato torna explícito o problema em relação à realidade de muitos abrigos que se formam a partir de uma construção pré-existente, originalmente concebidos para outra finalidade que não a de proteger crianças e jovens de diferentes idades e em estado de vulnerabilidade social2 (FREIRE, 2018), pág. 14). Portanto, a situação das instituições de acolhimento no Brasil, e portanto em João Pessoa, em relação à questão arquitetônica, fica apenas à mercê de medidas gerais que possam de fato atender às necessidades básicas de uma casa.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Procedimentos metodológicos

Vale ressaltar que o banco de dados levantado em relação à situação arquitetônica atual dos abrigos na cidade de João Pessoa/PB foi coletado a partir de pesquisa de Paulo Ricardo em 20193. Após estabelecidos os eixos temáticos gerais da pesquisa, tornou-se assim possível limitar os elementos do estudo com o objetivo de, em última instância, alcançar a produção de diretrizes projetuais baseadas na realidade revelada pelo estudo e na verificação dos referenciais teóricos.

Figura 4. Eixos temáticos da pesquisa. Produção da autora.
Figura 4. Eixos temáticos da pesquisa. Produção da autora.

A colonização e a institucionalização de indígenas

Portanto, para compreender a forma e a direção do desenvolvimento atual do sistema de cuidados infantis e juvenis, precisamos de uma revisão histórica que cubra esta questão como um todo.

A cultura da institucionalização

A independência e novas iniciativas de institucionalização

A república e ideais iluministas

4 O movimento tinha a visão de que salvar as crianças consequentemente salvava a nação (progresso), por isso foi feito um esforço político para educar e construir a moral das crianças, mas sem afetar os privilégios da elite literária (RIZZINI, 2011). Assim, o Código também previa a criação do Conselho Nacional de Menores (CNM), com o objetivo de orientar auxílios às crianças (BAPTISTA, 2006).

Transformações sociais durante de Revolução Industrial

Rizzini e Rizzini (2004, p. 29), este foi um fato histórico marcante devido à criação de um aparato judicial – o juizado de menores – que foi replicado em todos os países. Além disso, mais tarde, com a reforma do Código Juvenil de 1927, a assistência social passou a ser considerada uma área de extrema importância para o bom funcionamento do papel do Estado no tratamento das questões que giram em torno das crianças abandonadas ou órfãs, com a criação do Conselho de Menores para implementar esse papel orientador.

Período Militar e a ânsia de novas perspectivas

Contudo, esta tentativa terminou em fracasso, pois contribuiu ainda mais para a decadência do sistema institucional, tornando-o conhecido como a “escola do crime” (RIZZINI, 1995, p. 278). Ao coibir casos de tortura e espancamento de crianças em instituições (PASSETTI, 1999, p. 358 apud FRAGA, 2008, p. 23), o Estado deixou à violência o resgate de pessoas já socialmente desfavorecidas.

Figura  7.  Pavilhão  Anchieta  -  SAM  (SAM); Fonte: Camila Daminelli, 2007.
Figura 7. Pavilhão Anchieta - SAM (SAM); Fonte: Camila Daminelli, 2007.

O fim da ditadura e o (re)início da democratização dos direitos

É possível, por meio dos dados disponibilizados pelo SNA e pelo Conselho do Ministério Público (CNMP), avaliar as categorias e os padrões sociais em que estão incluídos os indivíduos cadastrados no sistema de acolhimento no Brasil. De tal forma que se entenda quem são as pessoas no sistema de acolhimento, para que através dos seus perfis e dos motivos que levaram à sua separação da família, sejam conhecidas as suas necessidades e percepções sociais e espaciais, para que se realize a transição. através do abrigo é aceitar e respeitar as diferentes individualidades e complexidades que pertencem a cada indivíduo.

Perfil dos abrigados

De certa forma, os percentuais e números indicados nas informações citadas acima podem desviar-se da real questão que precisa ser enunciada: cada dado é a representação de uma criança ou adolescente que, para sua própria proteção, teve que ser afastado de seus vínculos familiares de forma excepcional e provisória, devendo então o local que será temporariamente sua residência deverá não apenas atender às normas exigidas pelo ECA e documentos similares, mas também ter a responsabilidade de fornecer uma moradia para ser . Ou seja, apesar da motivação última que garante a permanência e a pertença da criança no abrigo, este tem a difícil e complexa missão de acolher de forma positiva a criança, as suas necessidades e a sua individualidade.

Causas do Abrigamento

Diante de todos os problemas enfrentados pela cultura da institucionalização, a sociedade passou a questionar se a política de cuidado infantil era de fato benéfica para seus usuários e famílias afins. A criação do ECA trouxe a descentralização do programa de institucionalização infantil e, além da criação de conselhos e órgãos públicos, foram criadas diversas modalidades de atendimento. Ao mesmo tempo que o Brasil enfrentava dificuldades na institucionalização de crianças e adolescentes, outros países também vivenciavam algo semelhante, de modo que a busca por reflexões e soluções para esse ambiente ficou evidente em todo o mundo.

Tabela  4.  Principais  causas  do  acolhimento  de  crianças  e  adolescentes  em  abrigos no Brasil
Tabela 4. Principais causas do acolhimento de crianças e adolescentes em abrigos no Brasil

Mudanças obtidas através do ECA

Além de estabelecer que o ato de abrigo só seria realizado em medidas extremamente necessárias e de determinar o número de crianças por instituição, também foram criadas outras formas de abrigo, incluindo a possibilidade de trânsito e/ou abrigo temporário. Para categorizar o progresso dos direitos da criança, a Tabela 5 tenta resumir a visualização das mudanças que ocorreram desde 1979, com o Código de Menores, até 2009, com a Lei da Adoção. Garantir a proteção e o cuidado integral das crianças e adolescentes de zero a dezessete anos e onze meses, tomando como ponto de partida o caráter temporário do tempo de cuidado, que pode ser estabelecido por meio do artigo 101 do CME: “[. ] medida provisória e excepcional, utilizável como forma de transição para colocação em família substituta, que não implique privação de liberdade” (BRASIL, 1990).

Novas modalidades de acolhimento

  • CASA - LAR
  • FAMÍLIA ACOLHEDORA
  • REPÚBLICA
  • ABRIGO INSTITUCIONAL

Este serviço assume uma forma que possibilita e planeia um ambiente estável e propício ao desenvolvimento de mais relações familiares através da criação de rotinas. No que diz respeito à infraestrutura, o documento define as salas necessárias, mas sem definir a dimensão mínima exigida para cada uma, conforme se verifica na tabela 7. Assim, segundo Viana (2018, p.20), para que tal não aconteça. , a localização do abrigo deve promover a integração, a apropriação e o bem-estar dos seus residentes temporários.

Tabela 6. Infraestrutura e espaços mínimos recomendados para a casa-lar.
Tabela 6. Infraestrutura e espaços mínimos recomendados para a casa-lar.

O cérebro e suas características

Saber que o espaço afeta a forma como interagimos com o mundo que nos rodeia e, portanto, reflete na formação da identidade pessoal confirma que a arquitetura desempenha um papel ativo e direto na vida de todos. Pode-se dizer, portanto, que a forma como agimos ou nos comportamos em um ambiente tem relação direta com o design do espaço. Ou seja, a partir dessa característica pode-se afirmar que os estímulos realizados contribuem para o produto final da formação de quem é cada pessoa, das suas decisões, da relação com a cultura, da formação profissional, das interações sociais, das memórias.

Figura  9.  Cérebro  triúno.  Fonte:  Autoria  pessoal,  2021,  baseado em Gonçalves e Paiva, 2018
Figura 9. Cérebro triúno. Fonte: Autoria pessoal, 2021, baseado em Gonçalves e Paiva, 2018

Os estímulos cerebrais e o espaço

A própria visão se configura de acordo com a adaptação dos olhos à iluminação, tanto natural quanto artificial, e controla parcialmente os demais sentidos. O funcionamento do sistema auditivo é percebido através do espaço através de sua representação acústica e sonora, que pode transformar a experiência individual do local em positiva ou negativa dependendo da tarefa a ser executada. Desta forma, acontece através da ação do toque de superfícies, que, dependendo de suas texturas e temperaturas, podem resultar em diferentes percepções e estímulos do espaço.

Aplicação de métodos no espaço para o estímulo dos sentidos

Pode-se dizer, portanto, que a cor tem a capacidade de afetar as pessoas de forma sensível, agindo sobre as sensações e o comportamento de um espaço. Da mesma forma, a textura contribui para a identificação de um espaço, pois está relacionada com a ação da luz e também com a relação visual e sensorial através dela. A aplicação no wayfinding auxilia os efeitos da cognição de forma que contribui para a sensação de encurtamento dos caminhos a serem percorridos, se devidamente identificados e conectados, resultando na formação de um mapa espacial do local (PASSINI, 1996).

Figura  11.  Ação  tríplice  da  cor  segundo  Farina  et  al.,  (2006).  Fonte:  Adaptado  de  Farina et al., (2006)
Figura 11. Ação tríplice da cor segundo Farina et al., (2006). Fonte: Adaptado de Farina et al., (2006)

Parâmetros ambientais da etapa II

No seu conjunto, tanto a luz natural como a artificial podem influenciar o processamento de informações sobre o ambiente e através da percepção espacial (GONÇALVES & PAIVA, 2020, p. 437) e configurar a organização espacial e a forma como o espaço é utilizado, como diz Unwin (2013). . , p.42) conclui. Relativamente ao conforto térmico, o seu estado na divisão também está relacionado com a posição das janelas e, neste caso, das portas. Os parâmetros pretendem, portanto, avaliar de alguma forma as condições do espaço utilizado pelo utilizador, tendo em conta que todos os canais sensoriais realizados pelo corpo humano através de conexões cerebrais influenciam a percepção espacial e a forma de se comportar no ambiente (GONÇALVES & PAIVA , 2018, pág. 388).

Análise do Abrigo Institucional

Em relação ao fluxo do vento, a maior influência pode ser observada quase todo o ano no sentido sudeste e sul, e no verão com maior incidência que os demais meses no sentido nordeste. Em relação ao contexto de luz natural, pelo facto de o norte ser inclinado e o edifício estar diagonalmente a nascente, onde o sol nasce, é possível que o aproveitamento da luz natural possa inicialmente ficar comprometido em algumas divisões. Em relação ao conforto acústico, pode-se considerar que a rua em questão não recebe grandes volumes de tráfego automóvel, por se situar numa estrada local numa zona residencial.

Figura 16. Implantação. Produção da autora, 2021.
Figura 16. Implantação. Produção da autora, 2021.

Parâmetro Comportamental

Em 2009, o CNAS e o CONANDA, com a resolução conjunta nº. A primeira parte das diretrizes traz um resumo histórico do processo de acolhimento do país em relação ao atendimento de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social por meio da implementação do ECA, do PNCFC e do SUAS para esclarecer as normas a serem implementadas. o processo de acolhimento de crianças e adolescentes. Além disso, são elencados os requisitos e qualificações dos profissionais que atuam nessa área, seguidos dos parâmetros de atuação recomendados para cada tipo de acolhimento (abrigo institucional, lar, família substituta e república).

Tabela 9. Resultados dos parâmetros ambientais, 2021. Produção da autora.
Tabela 9. Resultados dos parâmetros ambientais, 2021. Produção da autora.

Parâmetros de infraestrutura recomendados ao abrigo

Com base na análise do documento preenchido, deverá ter-se em conta que ao solicitar apenas questões dimensionais do espaço do abrigo, sem se preocupar com o impacto do espaço nas crianças e jovens que aí permanecem, existe uma solução. Portanto, o espaço, de acordo com o contexto em que as crianças e adolescentes estão inseridos no abrigo para sua própria proteção, deve ser um meio de ajuda, mesmo que temporário e temporário, num momento em que se faz necessária a reabilitação pessoal, emocional e psicológica. Partindo deste pressuposto do efeito do espaço na ambiência, integração e comportamento do indivíduo, foi realizado um diagnóstico do abrigo institucional, tendo em conta parâmetros analíticos e ambientais, de forma a conceptualizar e explorar o contexto de perturbações desde o meio ambiente e crianças e adolescentes residentes locais.

Diretrizes projetuais

Assim, o objetivo deste trabalho, levando em consideração toda a base teórica pesquisada, é produzir diretrizes projetuais que auxiliem o contexto físico, sensorial e comportamental em conexão com a relação usuário-ambiente no abrigo, para que a permanência temporária ainda seja reconhecida. como um adotivo. lar. Desta forma, ao garantir a utilização das tabelas acima referidas no processo de construção ou adaptação do espaço abrigo, podemos proporcionar às crianças e jovens um abrigo e aos trabalhadores aí uma ambiência, convivência e inclusão no ambiente. num sentido positivo.. É por isso que a psicologia ambiental se esforça para explorar a relação bidirecional entre o homem e o meio ambiente, tomando como ponto de partida o pressuposto de que ambos estão intrinsecamente conectados e se influenciam constantemente.

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Arquitetura e Urbanismo), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Centro Universitário do Sul de Minas,. A Arte de Gerenciar Crianças: A História das Políticas Sociais, da Legislação e do Cuidado Infantil no Brasil.

Tabela  10.  Diretrizes  projetuais  do  parâmetro  físico-ambiental.  Produção  da  autora
Tabela 10. Diretrizes projetuais do parâmetro físico-ambiental. Produção da autora

Imagem

Figura  1  -  Crianças  e  adolescentes  em  acolhimento  no  Brasil.  Adaptado  de  Serviço Nacional de Adoção e Acolhimento, 2021
Figura  2.  Tempo  de  acolhimento  das  crianças  e  adolescentes.
Figura 4. Eixos temáticos da pesquisa. Produção da autora.
Figura 6. Roda dos Expostos; Fonte: Myrian Baptista, 2006.
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Referências

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