A crescente preocupação com as questões ambientais e a busca pela mitigação das mudanças climáticas levaram a uma corrida para desenvolver e introduzir, nos espaços de planejamento governamental, tecnologias relacionadas ao campo da produção de energia. Assim, a energia eólica pode ser considerada como uma matriz energética alternativa e sustentável que pode ser utilizada para alterar o atual modelo de produção de energia utilizado no país, como as hidrelétricas e termelétricas, desde que os obstáculos existentes sejam superados e obtidos considerá-los. objectivos sociais, ambientais e económicos que visam a sustentabilidade.
MEIO AMBIENTE
Da mesma forma, existem projetos de instalação e operação de parques eólicos, que na maioria das vezes necessitam realizar algumas modificações no ambiente onde serão instalados, como construção de estradas, desmatamento de áreas, provocando a movimentação da fauna local, entre outros impactos. Porém, mesmo que os parques eólicos apresentem algumas características ambientais desfavoráveis, se houver planejamento adequado e inovação tecnológica, algumas dessas características podem ser significativamente minimizadas e até mesmo eliminadas.
ECOLOGIA
COMPONENTES E ESTRUTURA DOS ECOSSISTEMAS
Os consumidores dos ecossistemas são heterótrofos, principalmente animais, que se alimentam de outros seres vivos. Assim, fica claro que a luz solar é a principal fonte de energia dos ecossistemas terrestres, sendo o aporte constante.
DISTRIBUIÇÃO DOS ECOSSISTEMAS
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
A formação de recursos humanos e a investigação científica receberam incentivos para dar o apoio necessário à emergente indústria da energia eólica. Atualmente, vários estudos apontam a criação de empregos e o domínio da tecnologia como fatores tão importantes quanto a conservação ambiental e a segurança energética nos países da comunidade europeia para a continuidade dos investimentos na utilização da energia eólica.
FONTES DE ENERGIA
EÓLICA
Em geral, uma avaliação rigorosa requer estudos específicos, mas os dados recolhidos em aeroportos, estações meteorológicas e outras aplicações semelhantes podem fornecer uma primeira estimativa do potencial bruto ou teórico para o aproveitamento da energia eólica. Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, sua densidade deve ser maior ou igual a 500 W/m2 a uma altura de 50 m, o que exige velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s (GRUBB; MEYER, 1993 apud ANEEL , 2003).
IMPACTO E DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
Existem vários tipos de impactos ambientais, cada um diferente do outro, conforme propõem os autores Avelar e Neto (2008, p.12) apud Rubira (2014). Assim, o impacto ambiental é qualquer alteração benéfica ou desfavorável causada pelas atividades, serviços e/ou produtos de uma atividade natural (vulcões, tsunamis, inundações, terremotos e outros) ou antropogênica (escoamento superficial, desmatamento, etc.).
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS RELATIVOS AO MEIO AMBIENTE
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – Lei nº 6.938/81
Segundo a política, cabe aos estados a maior responsabilidade na execução das normas de proteção ao meio ambiente. A política ambiental nacional visa preservar, melhorar e recuperar a qualidade de vida ambiental. I – a compatibilidade do desenvolvimento econômico e social com a preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico;
X – a instituição do relatório de qualidade ambiental publicado anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA;.
LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – nº 9.605/98
As agressões cometidas contra animais silvestres, indígenas ou migratórios, como caçar, pescar, matar, perseguir, capturar, usar, vender, expor, exportar, adquirir, impedir a criação, maus-tratos, realizar experiências dolorosas ou cruéis em animais quando não há outra forma, ainda que para fins didáticos ou científicos, espécimes, ovos ou larvas tenham sido transportados, guardados ou preservados sem autorização ambiental ou em desacordo com esta. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICÁVEL À IMPLANTAÇÃO DE PARQUES EÓLICOS de qualquer tipo de mineral; impedir ou dificultar a regeneração natural de qualquer forma de vegetação; destruir, danificar, ferir ou abusar de plantas ornamentais em locais públicos ou em propriedade privada; vender ou usar motosserras sem a devida autorização. É também considerado crime construir em terrenos não edificáveis (por exemplo áreas de conservação), ou nas suas proximidades, sem autorização ou em violação da autorização concedida.
Os crimes contra o governo incluem declarações falsas ou enganosas, retenção ou omissão de informações e dados técnico-científicos em processos de licenciamento ou autorização ambiental; concessão de licenças ou autorizações em violação às normas ambientais;
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Neste licenciamento, o IBAMA levará em consideração a avaliação técnica realizada pelos órgãos ambientais dos países e municípios onde a empresa está localizada, bem como, se for o caso, o parecer de outros órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal. e Município envolvido no processo de licenciamento. Esta licença deverá ser solicitada durante a fase de planejamento da implantação, alteração ou expansão da empresa. Ressalta-se que as licenças ambientais podem ser emitidas de forma individual ou sequencial, dependendo da natureza, características e estágio da empresa ou atividade.
As licenças ambientais devem ser publicadas sob qualquer forma, incluindo pedidos de licença e renovação.
ESTUDOS AMBIENTAIS COMO INSTRUMENTO DO PROCESSO DE LICENCIAMENTO
A avaliação do impacto ambiental deve ser uma actividade contínua, antes e depois da tomada de decisões, com revisão e actualização periódicas após o projecto ou actividade estar totalmente operacional. Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto, que contém a descrição das fontes ambientais e suas interações, que caracteriza as condições ambientais anteriores à implantação do projeto. Análise dos impactos ambientais do projeto e suas alternativas, identificando, prevendo o tamanho e explicando a importância dos prováveis impactos significativos (diretos e indiretos; imediatos, médio e longo prazo; temporários e permanentes; seus graus de reversibilidade; distribuição de benefícios sociais encargos e benefícios).
Cenário futuro da qualidade ambiental na área de influência do projeto, comparando as diferentes situações de adoção do projeto e suas alternativas, bem como a hipótese de sua não implementação;.
PROCEDIMENTOS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Em caso de indeferimento do pedido de MP, o órgão licenciador deverá dar a devida publicidade, nos termos da Resolução CONAMA nº. 06/86. Uma vez concedida a LP, o empreendedor traçará o projeto de engenharia do empreendimento ou atividade, bem como os planos, programas e projetos ambientais estabelecidos nos estudos ambientais aprovados, além de atender às condições da LP, para apresentação e aprovação antes da concessão da Licença de Instalação – LI. Quando for o caso, os demais órgãos envolvidos no processo de licenciamento ambiental avaliam a documentação apresentada e emitem seu parecer técnico e o enviam ao órgão licenciador.
O empreendedor, por meio de formulário específico, solicita a Licença de Funcionamento – LO e apresenta relatório de cumprimento dos termos da LI.
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL DE ATIVIDADES POTENCIALMENTE POLUIDORAS OU
O PNLA está em processo de melhoria contínua vinculado a todos os órgãos ambientais do SISNAMA para funcionar como uma ferramenta eficaz de informação sobre Licenciamento Ambiental em nível nacional. É importante ressaltar que o Portal Nacional não substitui os sistemas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, nem dos órgãos ambientais estaduais e municipais, pois fornece informações em nível macroestatístico, sendo de responsabilidade. de todos os órgãos federais, estaduais, municipais e municipais, detalhando e atualizando informações sobre processos de licenciamento ambiental nos portais pertinentes. O Portal Nacional é uma ferramenta de disponibilização de informações e tem como objetivo garantir a transparência do processo de licenciamento, permitindo o controle social, além de ser uma ferramenta de apoio à formulação de políticas e diretrizes de atuação do Ministério do Meio Ambiente e demais entidades. que formam o Sistema Nacional do Meio Ambiente.
Para acessar o Portal Nacional de Licenciamento Ambiental: http://www.mma.gov.br/pnla ou em http://www.mma.gov.br/ e alguns sites de órgãos ambientais estaduais que possuem esta logomarca: Portal Nacional de Licenciamento Ambiental – PNLA.
IMPACTOS AMBIENTAIS EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP’S)
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE – APP
Ainda de acordo com o artigo 4º da Lei n, considera-se para efeito desta Lei área de conservação permanente em área rural ou urbana, os pontos aqui mencionados servem de base para parques eólicos em APP. No entanto, apenas os órgãos ambientais podem abrir uma exceção à restrição e permitir o uso e até mesmo o desmatamento de áreas rurais ou urbanas permanentes, mas para isso devem fazê-lo. Para construir e operar um parque eólico em APPs é necessário tomar como base a RESOLUÇÃO CONAMA nº 369, de 28 de março de 2006, que permite casos excepcionais de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, o que permite intervenção ou supressão de vegetação na Área de Preservação Permanente-APP.
1º Esta resolução define os casos excepcionais em que o serviço ambiental competente poderá autorizar a intervenção ou supressão de vegetação na Área de Proteção Permanente (APP) para a execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social, ou para a implementação de ações consideradas incidentais e de baixo impacto ao meio ambiente.
IMPACTOS AMBIENTAIS DOS PARQUES EÓLICOS EM APPs
Outro impacto é a introdução de material sedimentar para impermeabilização e compactação do solo, durante a fase do processo de implantação, visando a circulação de veículos na rede de vias de acesso aos aerogeradores, ao canteiro de obras, ao depósito de materiais, ao escritório e ao armazém. . A Figura 9 mostra a base da duna fixa retirada, com a retirada do solo para instalação de vias de acesso ao canteiro de obras, no campo de dunas de Taíba – CE. Para a implantação das vias de acesso e do canteiro de obras é remobilizado grande volume de areia.
Introdução de material sedimentar para impermeabilização e compactação do solo Fase do processo de implantação para garantir o tráfego de veículos na rede de vias de acesso aos aerogeradores, canteiro de obras, depósito de materiais e escritório/armazém.
CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICADA À IMPLANTAÇÃO DE PARQUES EÓLICOS Contudo, controvérsias têm surgido devido à percepção de possíveis impactos ambientais decorrentes da mudança de paisagens. Hofstaetter e Pessoa (2015) citam vários casos de oposição à instalação de parques eólicos amplamente documentados em países como Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Grécia. Aqui no Rio Grande do Norte já é possível observar movimentos de resistência contra a instalação de parques eólicos.
No Rio Grande do Norte, um dos grandes problemas relacionados à implantação de parques eólicos é a falta de projetos e programas ambientais dedicados à preservação ou conservação dos recursos naturais, bem como a falta de programas educativos sobre as formas de utilização e consumindo esses recursos.
LICENCIAMENTO DE PARQUES EÓLICOS – RESOLUÇÃO CONAMA 462/2014
Em geral, o estudo exigido no processo de licenciamento desses empreendimentos de geração de energia eólica é o Relatório Ambiental Simplificado (RAS), onde poderão ser solicitadas informações adicionais, conforme preconiza a Resolução Conama nº. 279 de 2001; 3. Caberá à entidade licenciadora avaliar o impacto ambiental dos projetos de produção de energia eólica, tendo em conta a dimensão, localização e baixo potencial poluidor da atividade. Estabelece procedimentos para licenciamento ambiental de empreendimentos para produção de energia elétrica a partir de fontes eólicas na superfície terrestre, altera o artigo.
Licenciamento ambiental simplificado para projetos de geração de energia eólica e a realidade dos órgãos ambientais estaduais, 2014.