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Academic year: 2023

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Com o Plano Agricultura de Baixo Carbono, o governo federal do Brasil inicia um novo ciclo de desenvolvimento agrícola. A agricultura de baixo carbono baseia-se em estratégias, processos, métodos, tecnologias e sistemas que permitem a reconciliação. Independentemente da técnica adotada, a expansão de práticas agrícolas de baixo carbono no país ajudará a proteger a indústria agrícola brasileira de potenciais barreiras comerciais no futuro.

Integração Lavoura–Pecuária–Floresta (iLPF)

Prova disso foi o agricultor Roberto Qualhato, um dos agricultores do projeto de extensão da Associação dos Pequenos Agricultores da Serra-A Baixo (APASA), que recebeu o Prêmio Agricultor Tropical Plantio Direto 2003, promovido pela Associação Plantio Direto em Cerrado (APDC) / Fundação AGRISUS1.

Recuperação de áreas e pastagens degradadas

Florestas plantadas

Fixação biológica de nitrogênio (FBN) A técnica possibilita captar, por meio de micro-

Tratamento de dejetos animais T écnica que aproveita os dejetos de suínos e

AÇÕES DO GOVERNO FEDERAL PARA ATINGIR OS COMPROMISSOS VOLUNTÁRIOS ASSUMIDOS PELO

  • O que é o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono - Plano ABC?
  • Qual o objetivo geral do Plano ABC?
  • Que metas foram estipuladas no Plano ABC?
  • Quais ações são previstas no Plano ABC?
  • Campanhas publicitárias e de divulgação;
  • Disponibilização de tecnologias;
  • Fortalecimento da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico;
  • Fortalecimento da assistência técnica e extensão rural (ATER);
  • Capacitação de produtores rurais e técnicos de Ciências Agrárias envolvidos com a Agricultura ABC;
  • Promoção de ações junto aos segmentos de insumos, produtos e serviços, principalmente, para disponibilização de insumos básicos e inoculantes;
  • Fomento a viveiros e redes de coleta de sementes;
  • Criação de linhas de financiamento e de crédito agrícola específicas (Programa ABC);
  • Estabelecimento de estratégias de monitoramento, relato e verificação (MRV) das ações;
  • Regularização fundiária e ambiental;
  • Ações transversais (sensibilização, articulação, etc.);
  • Adaptação, redução de vulnerabilidades e aumento da resistência às mudanças climáticas previstas

Nesse sentido, o Brasil apresentou em nível internacional no acordo de Copenhague em 2009 uma lista de medidas nacionais de mitigação, denominadas NAMAs2. O país implementará estas acções de forma voluntária e de acordo com os princípios e disposições estabelecidas pela Convenção sobre Alterações Climáticas através da adopção de planos de acção sectoriais. Para implementar medidas setoriais relacionadas à agricultura, foi desenhado o Plano de Agricultura de Baixo Carbono – ABC.

O plano ABC é um instrumento de política pública que traz uma visão diferenciada da agricultura. O plano foi criado com base nos compromissos de redução de emissões de GEE definidos na Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), Lei nº. Os Ministérios e a Casa Civil são responsáveis ​​por coordenar as ações necessárias à criação do Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia com Baixas Emissões de Carbono na Agricultura.

Promover a adoção de tecnologias que reduzam as emissões de GEE na agricultura, segundo a PNMC, melhorando a eficiência na utilização dos recursos naturais, aumentando a resiliência dos sistemas produtivos e das comunidades rurais e adaptando o setor agrícola às alterações climáticas. 3 O compromisso brasileiro com o setor siderúrgico não está incluído; e o potencial de atenuação das emissões de GEE não foi levado em consideração. Para atingir com sucesso os objetivos do plano ABC, bastam não apenas ideias e recursos financeiros, mas também, e principalmente, um rol de ações integradas.

Promoção de atividades nos segmentos de insumos, produtos e serviços, especialmente para fornecimento de insumos básicos e vacinas; principalmente para o fornecimento de matérias-primas básicas e inoculantes;

PROGRAMA ABC

O que é o Programa ABC?

O programa ABC é uma linha oficial de crédito rural estabelecida pelo MAPA em 17 de agosto de 2010 e incluída no plano safra 2010-2011 com valor disponível de R$ 2 bilhões. Portanto, o programa ABC já é uma das ações previstas no Plano ABC para disponibilizar recursos oficiais para financiar a adoção de tecnologias para redução de emissões de gases de efeito estufa pelos produtores rurais brasileiros.

Vantagens em aderir ao Programa ABC

Regras de financiamento do Programa ABC

  • Fontes e o volume de recursos
  • Finalidades do crédito
  • Público-alvo
  • Limites de créditos e juros
  • Tempo de carência

ATENÇÃO

  • Garantias exigidas
  • Itens financiáveis
  • Documentação exigida para o financiamento
  • Quais os passos para a obtenção de financiamento pelo Programa ABC?
    • Selecionar o banco
    • Verificar o limite de crédito
    • Selecionar a empresa e/ou o profissional para elaborar projetos
    • Trocar idéias com o projetista selecionado e elaborar um bom Projeto
    • Apresentar o projeto na agência bancária
    • Acompanhar a liberação do crédito
    • Realizar o pagamento do crédito obtido
  • Procedimento para a elaboração de um bom projeto para o Programa ABC
    • Diagnóstico da Situação Atual e Atividades Desenvolvidas
    • Finalidade do Financiamento O projetista não poderá propor atividades que
    • Justificativa do Investimento O projetista deve descrever a situação atual e
    • Características do Imóvel Rural N este tópico, o projetista deve detalhar os se-
    • Controles e Recursos Gerenciais T rabalhar com tecnologias de caráter sistêmico,
    • Mercado
    • Plano de Manejo da Área do Projeto É o plano de manejo da atividade em si, que
    • Declarações do Proponente e do Responsável Técnico
    • Anexos
    • Observações

O programa ABC tem como foco os produtores rurais e suas cooperativas, inclusive para repasse aos associados. Esses itens só poderão ser financiados se estiverem vinculados a um projeto técnico que certifique a conformidade das práticas com os objetivos do programa ABC. De acordo com a Resolução nº 3.979 do BACEN, a documentação exigida para o programa ABC depende da modalidade de financiamento a ser contratada. (a) Em financiamentos que incluam sistemas integrados agropecuário, agropecuário, agropecuário, agropecuário-florestal, pecuário-florestal ou agropecuário-florestal, restauração de pastagens, implantação de florestas comerciais e sistemas de plantio direto em palha.

Projeto técnico específico, assinado por profissional habilitado pelo órgão profissional, contendo, obrigatoriamente: identificação do imóvel e da área total; croqui descritivo e histórico de uso da área a ser melhorada; evidências de análise de solo e recomendação agronômica; o ponto central da fazenda georreferenciado por navegação de Sistema de Posicionamento Global (GPS) ou outro instrumento de medição mais preciso, preferencialmente a parte central da propriedade; e plano de manejo para agricultura, silvicultura ou agrossilvicultura, conforme aplicável, para a área do projeto. Relatório técnico com informações sobre a implantação do projeto e caracterização da área, assinado por profissional habilitado, de instituição pública ou privada, a cada quatro anos, contados da data da publicação da primeira parcela até a liquidação do financiamento , de acordo com o modelo e sistema definido do MAPA. Troque ideias com o projetista selecionado e prepare um bom Projeto selecionado e prepare um bom projeto É interessante que o fabricante participe ativamente da elaboração do projeto, para adequar suas necessidades ao que é proposto pelo programa ABC.

Uma vez concluído o projeto, o produtor deverá trabalhar com o designer para submeter o projeto à agência. Plano de manejo da área do projeto É o plano de manejo da atividade em si, que inclui a restauração de pastagens degradadas e plantações florestais comerciais. Este não é, portanto, o Plano de Gestão Florestal Sustentável, porque este é um dos itens financiáveis.

Neste momento, o proponente autoriza o MAPA a realizar fiscalizações para comprovar efetivamente a correta utilização dos recursos financeiros, e o responsável técnico declara que os investimentos propostos atendem aos objetivos definidos pelo programa ABC.

CASOS DE SUCESSO

Segundo a proprietária, Marize Porto Costa, há alguns anos a fazenda tinha uma área muito grande de pastagem degradada com muitos cupinzeiros. Ela costuma se referir a essa época e diz que antigamente não se plantava grama na fazenda, mas sim cupins. O primeiro encontro, em 2006, foi com Homero Aidar, que lhe presenteou com um livro sobre iLP e a apresentou ao pesquisador João Kluthcouski.

Graças à colaboração e muito trabalho, esta fazenda, que apresentava um triste cenário de pastagens degradadas, conseguiu recuperar cerca de 50% da área durante a colheita. No projeto de Marize, que contou com o apoio de uma equipe técnica, foi desenvolvido um sistema que combina milho com braquiária e adubos verdes. Os adubos verdes aumentaram o fornecimento de azoto ao solo através da fixação biológica, o que beneficiou os prados e plantações.

O primeiro ciclo do iLP em Santa Brígida está quase concluído e 600 hectares foram recuperados, sendo 50% cultivados com soja e outros 50% com milho e braquiária. Esse sistema também prevê nove colheitas a cada oito anos: duas a três colheitas de grãos, cinco a seis colheitas de gado e uma colheita de eucalipto. Ela foi a primeira produtora rural a receber crédito do programa e revela que não houve problemas para conseguir financiamento.

A fazenda Santa Brígida continuará inovando com o apoio dos recursos do programa ABC, para se preparar para um futuro em que as exigências do mercado premiarão os produtores inovadores e certamente exigirão um custo elevado para aqueles que decidiram ingressar na continuidade da agricultura tradicional .

Programa ABC testado na fazenda do ex-ministro Alysson Paolinelli

Com a experiência adquirida em tecnologias de baixo carbono, Marize não perdeu a oportunidade de crédito oferecida pelo programa ABC. Através do iLP, a fertilidade do solo é corrigida com culturas anuais, as pastagens são recuperadas a um custo muito menor, a erosão é evitada e o ciclo de pragas e doenças é quebrado. Permite também a produção de pastagens, forragens e grãos para alimentação animal na época da seca e para produção de carne.

Assim, tornou-se um dos maiores defensores do sistema de integração da agricultura, pecuária e silvicultura. O acordo de financiamento de Paolinelli é um marco para o programa ABC, pois é um dos detentores do “Prêmio Mundial da Alimentação”, concedido a pessoas que contribuem para aumentar a quantidade e melhorar a qualidade da produção de alimentos no mundo. Em relação ao programa ABC, ele tem convicção de que é uma excelente oportunidade para quem tem pastagens degradadas e quer recuperá-las.

É também uma alternativa para quem pratica o plantio direto, para quem utiliza leguminosas em substituição aos fertilizantes químicos nitrogenados e para quem planeja plantar florestas para produzir madeira ou carvão. Outra vantagem do ABC é o fato de ser um instrumento de crédito para quem precisa adequar ambientalmente seu imóvel com recomposição de reservas legais e áreas e/ou tratamento para preservação permanente. Dessa forma, Paolinelli orienta os produtores brasileiros a procurarem agências do Banco do Brasil (BB), onde haja recursos para o ABC.

Segundo ele, o BB está trabalhando arduamente para assinar o maior número de contratos e se posicionar cada vez mais como a principal instituição financiadora do desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

  • Sites
  • Siglas
  • Glossário
  • Legislação

O guia é uma ferramenta para orientar quem deseja financiar atividades de baixo carbono. Neste contexto, esta publicação traz informações adicionais que permitirão ao leitor adquirir um conhecimento geral do tema “agricultura de baixo carbono” e dos instrumentos de políticas públicas estabelecidos para apoiá-la. Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) | .

Instituto de Recursos Mundiais (WRI) | . PNATER - Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural PNMC - Plano Nacional de Mudanças Climáticas. A maior parte deste aumento observado desde o século passado foi causada pelo aumento das concentrações de gases com efeito de estufa (GEE) resultantes de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e a desflorestação.

Gases com efeito de estufa (GEE) | Esses são os gases que impedem que a maior parte do calor da radiação solar saia da Terra. Sequestro de carbono | É o processo de remoção de CO2 através do processo de fotossíntese realizado pelas plantas. Ao converter carbono em CO2 em carbono dos açúcares, os gases de efeito estufa são removidos da atmosfera.

Estabelece uma política nacional de assistência técnica e expansão rural para a agricultura familiar e reforma agrária - PNATER e um programa nacional de assistência.

DECRETOS

Extensão técnica e rural na agricultura familiar e reforma agropecuária - PRONATER, altera a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 e dá outras providências. Dispõe sobre a política ambiental nacional, seus objetivos e formulação e mecanismos de aplicação, e dá outras providências. Estabelece a Comissão Interministerial sobre Mudanças Climáticas Globais com o objetivo de formular ações governamentais nesta área.

Promulga a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, assinada em Nova Iorque em 9 de maio de 1992.

PROJETOS DE LEI

RESOLUÇÕES

Bibliografia

Documentos | Endereço eletrônico

Potencial de redução de emissões de carbono equivalente de uma unidade suinícola com biodigestor | . O potencial do mecanismo “cap and trade” no Brasil | . Práticas de gestão para reduzir emissões de gases de efeito estufa e remover carbono na agricultura, pecuária e silvicultura brasileira | .

Propostas Empresariais de Políticas Públicas para uma Economia de Baixo Carbono no Brasil: Energia, Transporte e Agricultura | . Redução das emissões de carbono provenientes do desmatamento no Brasil: o papel do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) | . Guia de recursos empresariais indianos: investimentos de baixo carbono na Índia | .

Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza | . Carbono do solo e agricultura biológica: uma análise das evidências do potencial da agricultura para combater as alterações climáticas | .

Por que investir?

Guia de fi nanciamento

CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

I NSTITUTO

Referências

Documentos relacionados

Conclui-se que o manejo agroecológico em sistema orgânico de produção permite elevar o teor de matéria orgânica dos solos, pela reciclagem e seqüestro de carbono