Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Centro Integrado de Hipertensão e Metabologia Cardiovascular do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Professor Associado de Endocrinologia e Metabolismo da Escola Estadual de Medicina de São José do Rio Preto. Professor Titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Professor Titular de Clínica Médica (Endocrinologia e Metabolismo) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP. Endocrinologista – Mestre em Genética Vice-Presidente da Associação Brasileira de Diabetes Diretor-Presidente do Instituto da Criança com Diabetes RS. Professor Titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Chefe do Serviço de Diabetes e Nutrologia do Hospital Universitário.
Chefe da Disciplina de Endocrinologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP. Esta condição clínica agora se enquadra na categoria de risco aumentado de diabetes e inclui as condições anteriormente chamadas de "glicemia de jejum prejudicada" e "tolerância à glicose prejudicada". Antes de desenvolver a proposta do novo algoritmo, a SBD revisou suas recomendações sobre as metas laboratoriais para caracterizar o bom controle e a adequação do tratamento no diabetes tipo 2.
Atualização em Hemoglobina Glicada (A1C) para Avaliação do Controle Glicêmico e Diagnóstico do Diabetes: Aspectos Clínicos e Laboratoriais.
CONDUTA INICIAL CONFORME A CONDIÇÃO CLÍNICA ATUAL Manifestações
O formato de apresentação da nova proposta de algoritmo foi desenvolvido tendo como referências fundamentais as recomendações do Joslin Diabetes Center & Joslin Clinic e também, entre outros, da American Association of Clinical Endocrinologists, cujas referências completas são mencionadas no final da tabela 4.
ADICIONAR OU MODIFICAR SEGUNDO AGENTE CONFORME NÍVEL DE A1C(*)
ADICIONAR UM TERCEIRO AGENTE ORAL OU INTENSIFICAR O TRATAMENTO INSULÍNICO
Sobre a inclusão de um terceiro agente antidiabético na sequência de tratamentos propostos por diferentes algoritmos, Jorge Gross e colegas publicaram recentemente, em maio de 2011, os resultados de uma metanálise onde avaliaram a eficácia de vários medicamentos anti-hiperglicêmicos em pacientes com DM2. não controlada pelo tratamento mais tradicional com metformina e sulfoniluréia. Os autores concluíram que não houve benefícios diferenciais entre diferentes opções farmacológicas quando utilizadas como terceiro agente no tratamento de pacientes com DM2 já tratados com metformina e sulfonilureia, chamando a atenção para o fato de ser a opção mais adequada na seleção do terceiro fármaco. dependeria das características clínicas de cada paciente.4.
ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA PARA INSULINIZAÇÃO NO DIABETES TIPO 2
UTILIZAÇÃO DA INSULINOTERAPIA OPORTUNA
Uma única dose de insulina NPH humana ou análogos de insulina de ação prolongada (glargina ou detemir) na hora de dormir associada a medicamentos orais. Persistindo a hiperglicemia pós-prandial, utiliza-se o esquema basal-plus, que consiste na aplicação de insulina de ação prolongada ou intermediária associada a uma dose de insulina de ação rápida ou seu análogo na principal refeição do dia. Se ocorrer hiperglicemia pós-prandial após mais de uma refeição, o esquema basal-plus deve ser estendido para uma segunda dose de insulina ou um análogo de ação rápida.
Se não houver resposta adequada aos esquemas acima, recomenda-se a insulinização total com duas doses de insulina NPH humana, juntamente com três doses de insulina ou um análogo de ação curta.7,8. O uso de análogos de insulina de ação prolongada, como glargina uma vez ao dia ou detemir uma ou duas vezes ao dia, pode fornecer níveis basais adequados de insulina 24 horas por dia. A cobertura prandial pode ser fornecida por doses de insulina ou análogos de ação curta.
O análogo de insulina lispro em sua forma cristalizada com protamina resulta em uma formulação de ação prolongada denominada Neutral Protamine Lispro (NPL). Outro análogo da insulina humana disponível é a associação de 30% de aspártico solúvel com 70% de aspártico ligado à protamina, conhecido comercialmente como NovoMix30. Em resumo, é importante ressaltar que a melhor estratégia de reposição de insulina no diabetes tipo 2 é baseada na experiência do clínico ou especialista, no estágio evolutivo da reserva funcional das células e na adesão do paciente às orientações educativas.
Uma representação gráfica dos perfis de desempenho de insulinas e análogos de ação curta e longa e uma tabela detalhada com seus respectivos tempos de ação são mostrados na Figura 3 e na Tabela 10 do Módulo 5. Um esquema de seleção que forneceu bons resultados em muitos casos consistiu em três doses de insulina humana NPH com o objetivo de oferecer uma cobertura mais regular de insulina 24 horas. 9,10.
RESUMO DO PERFIL TERAPÊUTICO DOS FÁRMACOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DO DIABETES TIPO 2
Estimulam a produção endógena de insulina pelas células beta do pâncreas, com ação de média a longa duração (8-24 horas). Estimulam a produção endógena de insulina pelas células beta do pâncreas, com rápida duração de ação (1-3 horas). É uma nova classe terapêutica para o tratamento da diabetes, cujo mecanismo inclui a estimulação das células beta para aumentar a síntese de insulina e a ação nas células alfa do pâncreas, que reduzem a produção de glucagon.
Importante: esta tabela apresenta apenas uma lista parcial dos nomes comerciais dos vários medicamentos e não constitui uma recomendação específica para nenhuma marca comercial. Secretagogo de insulina de ação prolongada (glimepirida) + sensibilizador de ação periférica da insulina (metformina). Secretagogo de insulina de ação curta (nateglinida) + sensibilizador de ação periférica da insulina (metformina).
Importante: esta tabela apresenta apenas uma lista parcial dos nomes comerciais dos vários medicamentos e não constitui uma recomendação específica para nenhuma marca comercial. Importante: esta tabela apresenta apenas uma lista parcial dos nomes comerciais dos vários medicamentos e não constitui uma recomendação específica para nenhuma marca comercial. A Figura 3 mostra a representação gráfica esquemática dos perfis de ação das diferentes preparações de insulina disponíveis.
As insulinas análogas bifásicas possuem um componente de insulina de ação prolongada combinado com outro componente de insulina de ação ultrarrápida, conforme tabela 11. Pré-mistura com 70% de insulina aspártico de ação prolongada (até 24 horas) + 30% de insulina aspártico ultrarrápida de liberação imediata e curta duração (4-6 horas), para controle glicêmico pós e interprandial. Pré-mistura de insulina lispro de ação prolongada e protamina neutra a 75% (até 24 horas) + insulina lispro de ação rápida e liberação imediata a 25% (4-5 horas) para controle glicêmico pós-prandial e interprandial.
Pré-mistura com 50% de insulina protamina lispro neutra de longa duração (até 24 horas) + 50% de insulina lispro de liberação imediata e de ação curta (4-5 horas) para controle glicêmico pós-prandial e interprandial.
RESUMO DO PERFIL TERAPÊUTICO DE NOVOS FÁRMACOS COM LANÇAMENTO NO BRASIL PREVISTO PARA OS
PRÓXIMOS DOIS ANOS
CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOECONOMIA APLICADA AO TRATAMENTO DO DIABETES
O primeiro estudo sobre os custos do tratamento ambulatorial do diabetes na perspectiva do sistema público de saúde brasileiro foi realizado pela Associação Brasileira de Diabetes (estudo ESCUDI) em oito cidades de diferentes regiões e mostrou um custo médio de R$ 2.951,00 por paciente/ano . , onde 63% deles são provenientes de custos diretos (medicamentos, exames, reuniões com profissionais de saúde, monitoração de glicemia capilar, produtos dietéticos) e 37% de custos indiretos (ausência com perda de produtividade, licença médica, aposentadoria precoce). o aumento da duração da doença e a presença de complicações crônicas aumentaram significativamente os custos, assim como o tratamento em centros terciários. A maior parte dos custos do tratamento ambulatorial do diabetes deveu-se à compra de medicamentos (48,2% dos custos totais), sendo que 25% dos pacientes estudados relataram ter adquirido algum medicamento em farmácia privada, o que arriscou cerca de 14% da renda familiar. A decisão do médico e do paciente quanto a determinado tratamento deve passar por uma análise conjunta de diversos fatores, como eficácia, segurança e viabilidade econômica da manutenção do tratamento.
Diante do cenário de custos elevados e recursos limitados no orçamento da saúde, estudos econômicos podem auxiliar clínicos, gestores e formuladores de políticas de saúde a escolher entre as alternativas terapêuticas disponíveis, mensurar o benefício clínico de cada unidade de custo com as intervenções e estimar o retorno à saúde. sociedade por meio da integração de novas tecnologias para o tratamento do diabetes. O SUS oferece um conjunto básico de medicamentos para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em suas secretarias de saúde e, mais recentemente, por meio do programa de farmácia popular. As demais opções terapêuticas disponíveis no mercado, assim como futuros lançamentos, geralmente aumentam os custos do tratamento e devem ser analisadas individualmente em relação aos benefícios clínicos incrementais obtidos.
Para isso, compreender os resultados dos estudos de impacto econômico e orçamentário auxilia na decisão de incluir ou prescrever um novo medicamento. Prevenção do diabetes mellitus tipo 2 por mudanças no estilo de vida entre indivíduos com intolerância à glicose: N Engl J Med. Efeito de agentes anti-hiperglicêmicos adicionados à metformina e uma sulfonilureia no controle glicêmico e ganho de peso no diabetes tipo 2: uma meta-análise de rede.
Addition of rapid-acting insulin to basal insulin therapy in type 2 diabetes: Indications and modalities. Prevention of diabetes-related foot ulcers and amputations: a cost-benefit analysis based on Markov model simulations. The cost-effectiveness of treating all patients with type 2 diabetes with angiotensin-converting enzyme inhibitors.
Comparação dos custos de um ano do tratamento do diabetes tipo 2 com insulina glargina ou insulina detemir em uma terapia oral com suporte basal (BOT) na Alemanha. O custo do tratamento ambulatorial de diabetes mellitus tipo 2 no sistema público de saúde brasileiro: resultados de uma pesquisa multicêntrica. NOTA: este posicionamento oficial da Associação Brasileira de Diabetes foi devidamente registrado na Secretaria da Entidade, sob o nº 03/2011, na data de 01 de julho de 2011.
NOTA: este posicionamento ofi cial da Sociedade Brasileira de Diabetes foi devidamente registrado na Secretaria da Entidade, sob Número 03/2011, na data de 1º de julho de 2011