Este trabalho monográfico tem como objetivo analisar as relações que causa e efeito acarretam na ausência de equipamentos de proteção individual – EPI, para o enfermeiro no exercício de suas atividades. A análise proposta começa com uma discussão sobre o conceito de EPI e a importância do uso dos EPI para proteção dos enfermeiros. Portanto, procurou-se compreender a importância dos equipamentos de proteção individual (EPI) frente às causas e consequências do ruído ocupacional.
Equipamentos de proteção individual - Estão disponíveis EPIs para proteger a saúde dos trabalhadores e prevenir certas contaminações necessárias aos aspectos relacionados ao trabalho. O que diz a literatura sobre as causas e consequências da ausência de equipamentos de proteção individual – EPI, entre os trabalhadores da saúde no desempenho de suas atividades. Analisar as causas e consequências que a ausência de equipamentos de proteção individual (EPI) pode trazer na vida de um profissional de saúde.
O segundo capítulo discute o conceito de equipamento de proteção individual e a importância do uso de equipamentos de proteção individual para proteger os enfermeiros. O Capítulo 3 discute as normas brasileiras quanto ao uso de equipamentos de proteção individual – EPI.
RUÍDO OCUPACIONAL: CAUSAS E EFEITOS
Ressalta-se que a NR 32 tem como objetivo estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que realizam atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Pela importância do tema, verifica-se que o Ministério do Trabalho tem tomado medidas gradativamente, levando a uma melhoria nas ações preventivas, visando garantir a saúde dos trabalhadores. É responsável pelas alterações auditivas temporárias e permanentes e por diversas deficiências orgânicas, que contribuem para o aumento do número de acidentes de trabalho.
O autor destaca que o ruído é um dos riscos ocupacionais encontrados em quase todos os ambientes de trabalho onde são utilizadas máquinas e dispositivos. Portanto, é considerado um risco físico devido à sua propagação, que ocorre por meio de ondas mecânicas denominadas sonoras. Temos consciência de que a crescente preocupação e os esforços para eliminar este fator de risco contribuem para a adoção de medidas preventivas e curativas para uma proteção eficaz, que garanta melhor qualidade de vida aos trabalhadores.
Segundo o autor, a prevenção de riscos ocupacionais é aquilo que é feito ou utilizado para neutralizar a agressividade dos perigos, característicos ou inerentes às atividades humanas, com o objetivo de prevenir acidentes ou doenças ocupacionais. Tudo o que se realiza nestas atividades está unido num ponto comum: a prevenção de perigos, cada um com características próprias, para que não causem danos às pessoas e prejuízos à empresa. Dados os efeitos do ruído na saúde dos trabalhadores, a sensibilização para a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) é essencial para a qualidade de vida dos trabalhadores.
Observamos que em relação aos níveis de ruído, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o limite seguro seja de 55 dB, recomendando o uso de alguma forma de proteção em níveis acima deste. Quando o nível de ruído ultrapassa 75 dB, as pessoas começam a sentir desconforto acústico, e além de 80 dB (A), os mais sensíveis podem sofrer perda auditiva, que se torna generalizada quando ocorrem níveis acima de 85 dB. Com a pesquisa verificamos que o problema das doenças ocupacionais foi adquirido ou causado pelas condições em que a função é exercida. Portanto, percebemos que se entendem por doenças ocupacionais ou relacionadas ao trabalho aquelas doenças provocadas ou provocadas pelo exercício de trabalho específico de determinado ramo de atividade.
Segundo o Ministério da Previdência Social (2008), as doenças degenerativas inerentes à faixa etária, as que não causam incapacidade para o trabalho e as doenças endêmicas adquiridas pelos segurados residentes na região onde se desenvolvem, não são consideradas doenças ocupacionais, salvo se comprovado . resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
CABE AO EMPREGADOR QUANTO AO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL: INDIVIDUAL
CABE AO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM QUANTO AO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL: DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
CABE AO FABRICANTE E AO IMPORTADOR
O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho pode, quando necessário e mediante justificação, estabelecer prazos diferentes dos fixados; Todos os EPI devem apresentar, em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o grupo fabricante e o número CA, ou, no caso de EPI importados, o nome do importador, o lote de fabricação e o número CA . .
DA COMPETÊNCIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO / TEM
CABE AO ÓRGÃO REGIONAL DO MTE
Durante a inspeção, poderão ser retiradas amostras de equipamentos de proteção individual do fabricante ou importador e seus distribuidores ou revendedores ou da empresa usuária no número mínimo determinado nas normas técnicas do ensaio, que serão enviadas em forma de carta da autoridade, órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, para laboratório credenciado pelo MTE ou pelo SINMETRO, que esteja apto a realizar relatórios de ensaios apropriados, resultando em posterior notificação à autoridade nacional competente. O laboratório credenciado pelo MTE ou SINMETRO deverá elaborar relatório técnico em até 30 (trinta) dias após o recebimento das amostras, exceto nos casos em que o laboratório justifique a necessidade de prorrogação deste prazo, e encaminhá-lo à autoridade estadual competente. segurança e saúde no trabalho, tendo o interessado o direito de acompanhar a execução dos testes. Caso fique estabelecido no relatório de ensaio que o equipamento de proteção individual analisado não atende aos requisitos mínimos especificados nas normas técnicas, o órgão estadual responsável pela segurança e saúde no trabalho emite ato sobre a suspensão temporária da comercialização e utilização de uma série de equipamentos de referência, que publica a decisão. no Diário Oficial da União – DOU.
Após a suspensão de que trata o subitem 6.12.2.1, a empresa terá o prazo de 10 (dez) dias para apresentar defesa por escrito ao órgão nacional responsável pela saúde e segurança do trabalho. Decorrido o prazo para apresentação de defesa escrita, a autoridade competente do Departamento de Segurança e Saúde Ocupacional – DSST analisará o processo e tomará sua decisão e publicará no DOU. Se a decisão do recurso for mantida, a Secretaria da Inspeção do Trabalho poderá ordenar a recolha do(s) pacote(s), com a consequente proibição da sua venda ou mesmo o cancelamento do CA;
Em caso de cancelamento reiterado da AC, caberá à autoridade competente em matéria de segurança e saúde no trabalho decidir pela concessão de uma nova AC. Outras situações em que se suspeite de irregularidade implicarão comunicação imediata às empresas fabricantes ou importadoras, podendo a autoridade competente em matéria de saúde e segurança no trabalho suspender a validade dos certificados de aprovação de EPI emitidos a seu favor, tomando as medidas cabíveis... Caso o relatório de ensaio conclua que o equipamento de proteção analisado não atende aos requisitos mínimos especificados nas normas técnicas, o órgão nacional competente em matéria de saúde e segurança ocupacional emitirá ato legal suspendendo a venda e utilização do lote de equipamento referenciado e publica a decisão no Diário Oficial da União -DOU.
Caso a decisão impugnada se confirme, o Ministro da Inspeção do Trabalho poderá ordenar a recolha do(s) lote(s), resultando na proibição da sua venda ou mesmo no cancelamento do CA. A investigação mostra que o cumprimento dos critérios de segurança e higiene é fundamental para a prevenção dos acidentes de trabalho, sendo a sua utilização uma obrigação do trabalhador e a sua prestação um dever do empregador. Pesquisas mostram que todos os equipamentos de proteção individual devem ser homologados e registrados no Departamento Nacional de Segurança e Higiene Ocupacional – DNSHT.
Segundo CESARINO (1997), qualquer funcionário que não cumprir as normas de segurança e higiene no trabalho, incluindo o uso de equipamentos de proteção individual, será culpado, pois de acordo com o Decreto nº 319 de 20/12/60, a empresa está obrigados a fornecer gratuitamente aos funcionários EPI apropriados.
SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
A utilização de equipamentos de proteção individual deve ser selecionada com base em dados oriundos de um estudo detalhado do trabalho realizado e de suas necessidades. A seleção não será feita apenas com base no risco, mas também com base nas condições de trabalho (VIEIRA, 1992).
SAÚDE DO TRABALHADOR
Definem a qualidade de vida no local de trabalho com base na evolução ao longo do tempo e nas diferentes pessoas que utilizam, ou seja, como uma forma de pensar as pessoas, o trabalho e as organizações. É um conceito enraizado na dinâmica humana, pois tem uma ligação indispensável com a melhoria do caráter e da qualidade de vida de cada indivíduo no trabalho. A qualidade de vida no trabalho surgiu na década de 1970 com a preocupação com o bem-estar geral e a saúde dos trabalhadores no desempenho de suas atividades.
No sentido de que todos os dias enfrentam novos fatores e indicadores que afetam uma boa qualidade de vida. A pesquisa aponta que no campo da saúde o discurso entre saúde e qualidade de vida remonta ao nascimento da medicina social nos séculos XVII e XIX, com investigações que passaram a subsidiar políticas públicas. Com base nisso, as tendências mostram que exatamente na relação entre saúde e qualidade de vida, o aspecto saúde ganha dimensão e aparece como um dos indicadores de qualidade de vida.
A partir das décadas anteriores surgiu a necessidade de avaliar a qualidade de vida, desde então o termo “qualidade de vida” passou a significar “boa vida”. Para (HOUAISS; VILLAR; FRANCO, 2001), a qualidade de vida está relacionada ao equilíbrio nas condições sociais e ambientais quando falamos de seres vivos. Segundo Setién (1993), o significado sociológico do termo “Qualidade de vida” advém do fato de sua ocorrência, representa um fenômeno social em si, razões pelas quais tanto o desenvolvimento do conceito quanto sua história linguística e social revelam fatos sociais.
A pesquisa aponta que a origem da expressão “Qualidade de Vida” advém do fenômeno da consciência e das consequências indesejáveis, causadas pelo desenvolvimento econômico e pela industrialização descontrolada. Portanto, pensar a saúde, como promoção e qualidade de vida, supõe não apenas a solução ou o direcionamento da recuperação da saúde, é pensar em atividades de integração, de interseção com outras políticas públicas. FARGUIHAR (2003) chama a atenção para o fato de que quando falamos sobre a qualidade de vida de alguém, não estamos falando apenas das coisas boas da vida dessa pessoa, mas também das ruins.
Para uma boa saúde e qualidade de vida é fundamental que o indivíduo tenha consciência dos seus direitos, faça-os valer, procure alternativas de mudança e utilize serviços que estão indissociavelmente ligados a uma boa qualidade de vida e a um bom convívio social. No Brasil, a análise da questão saúde e qualidade de vida requer, sem dúvida, a compreensão dos conceitos que compõem a saúde. Temos consciência de que só assim será possível construir um conceito de saúde e qualidade de vida tão defendido, mas também alcançado, como vimos nos resultados deste estudo.